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Er FACT-modellen framtidsrettet?

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13. Erfaringer fra samarbeidspartnere

13.6 Er FACT-modellen framtidsrettet?

Na Arte de desenhar aplicada à fisionomia das plantas, Humboldt expõe o que é para ele pintura de paisagem.

La pintura de paises [landschaftsmalerei]21 no contribuye menos que las descripciones vivas y animadas á difundir el estúdio de la Naturaleza; por que, como ellas, nos pone tambien de manifesto el mundo exterior en la rica variedad de sus formas, y pude ligar lo visible á lo invisible, segun sea mas ó menos feliz al abarcar el objeto que reproduce. Esta union de lo visible á lo invisible es el ultimo esfuerzo y el fin supremo de las artes de imitacion; mas para conservar á este libro su carácter

21 O texto em espanhol traduz o termo alemão landschaftsmalerei por pintura de paises, que em português seria pintura de países. Preferimos a tradução por pintura de paisagem, porque fica mais fiel e condizente com a

científico, debo concretarme á outro punto de vista diferente. Aquí no puede tratarse de la pintura de paises [landschaftsmalerei] sino en cuando por ella nos es fácil contemplar la fisionomía de las plantas en los diferentes lugares de la tierra, adquirir la aficion á viajes lejanos, y alimentar en nosostros, de una manera tan instructiva con agradable, el deseo de ponernos en comunicacion con la naturaleza libre (HUMBOLDT, 2005b, p. 84).

A pintura de paisagem [landschaftsmalerei] é importante, na medida em que proporciona a contemplação da fisionomia das plantas em diferentes lugares, explicitando suas diferentes formas. Para tanto, seria preciso adquirir uma afeição às viagens longínquas e o desejo de se pôr em comunicação com a natureza. Na Antiguidade clássica, os gregos e os romanos não permitiam que a pintura de paisagem fosse objeto de sua arte. Ela foi por muito tempo apenas o pano de fundo para as descrições históricas ou um adorno para as pinturas de murais. Dessa maneira, o poeta pitoresco tornava visível por meio de uma descrição da paisagem os espaços onde se realizavam os acontecimentos históricos.22

A história da arte, aos poucos, mostrou como a pintura de paisagem foi se convertendo em objeto principal da arte moderna, separando o elemento histórico do quadro físico (HUMBOLDT, 2005b, p. 85). Essa separação, para Humboldt, é que irá possibilitar uma pintura de paisagem autêntica, capaz de apresentar, com o auxílio da poesia e da arte, a natureza em si mesma. Para os antigos, a pintura não poderia produzir uma sensação de melancolia que a contemplação da paisagem desperta no ser humano, pois ela era muito mais uma forma de alegrar o espírito.

Foi com os irmãos holandeses Van Eyck, Hubert (1366-1426) e Jan (1395-1441) que o cuidado com os detalhes da paisagem tornou-se mais nítido. Eles eram formados na escola de miniaturas de Flandres, onde a perfeição e os detalhes alcançaram um grau elevado na arte de pintar paisagem. A suas obras, em grande medida feitas a óleo, aperfeiçoou-se e deu vida às obras sobre a natureza. Mas, de acordo com Humboldt, foi com Ticiano Vecellio (1490-1576), artista italiano, que a natureza foi amplamente compreendida e representada em seus grandes traços. Em suas obras, o sentimento pela natureza é muito expressivo. Mesmo em quadros como a morte de Pedro o Mártir, o céu e a paisagem são extremamente fidedignos à natureza.

Para Humboldt, os grandes pintores de paisagens floresceram até o século XVII. O domínio sobre essa arte foi se formando à medida que se conheciam e se observavam com

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“Desde el tiempo de César, la pintura de paises [landschaftsmalerei] llegó á ser en Roma un arte distinto; pero á juzgar por las muestras desenterradas de las ruínas de Herculano, de Pompeia y de Stabies, las obras de este gênero casi no ofrecian outra cosa mas que planos topográficos de la comarca. El pintor se proponia mas bien representar los puertos de mar, las casas de recreo ó los jardines artificiales, que no pintar la libre naturaleza” (HUMBOLDT, 2005b, p. 87).

maior cuidado as belezas naturais e, ao mesmo tempo, em que a inovação das ferramentas e as técnicas de pintura adquiriam um patamar jamais visto. Os pintores se esforçavam em mostrar a natureza como expressão da alma humana: exteriorizada bela e harmônica.

O aperfeiçoamento técnico e o avanço do conhecimento da terra puderam fornecer um elevado grau de amadurecimento às pinturas de paisagem. As representações pormenorizadas da natureza apresentavam olhar preciso sobre a superfície terrestre, que em muito contribuía para o conhecimento da fauna e da flora. Segundo Humboldt, para poder pintar a natureza nos países tropicais, os pintores tinham que desbravar os bosques, florestas e matas virgens. Associado ao seu esforço dedicado aos estudos de uma paisagem particular, o artista, em sua contemplação, entrega-se ao sentimento da natureza:

La pintura de paises [landschaftsmalerei] no es tampoco puramente imitativa, pero su fundamento es mas material y hay en ella alguna cosa mas terrestre, por cuanto exige de parte de los sentidos una infinita variedad de observaciones inmediatas que el espíritu debe asimilarse para fecundarlas con su poder y volverlas á presentar á los sentidos bajo la forma de una obra de arte. El gran estilo de la pintura de paises [landschaftsmalerei] es el fruto de una contemplacion profunda de la Naturaleza y de la transformacion que se opera em el interior del pensamiento (HUMBOLDT, 2005b, p. 99-100).

De acordo com Humboldt, a pintura não é só a sua dimensão material, concreta; depende também do modo como os sentidos, por meio da contemplação, assimilam as formas e as estruturas da natureza representadas por ela. Esta arte, a pintura de paisagem, estabelece uma relação entre o mundo objetivo a ser assimilado e a sua representação por meio do pensamento.

Cada rincón del globo es, á no dudarlo, un reflejo de la Naturaleza entera. Las mismas formas orgánicas se reproducen sin cesar, combinándose de mil diferentes maneras [...]. Merced á la profundidad de los sentimientos y á la fuerza de imaginacion que animaba á los artistas, la pintura de paises [landschaftsmalerei], [...] ha podido desempeñar su papel embelesador (HUMBOLDT, 2005b, p. 100).

A universalidade de Humboldt, influenciada pela filosofia do iluminismo e pelo idealismo alemão, não deixa dúvidas quando o naturalista esclarece que cada parte da natureza está relacionada à natureza em geral. São as mesmas formas orgânicas que se combinam e se apresentam de diferentes formas em cada lugar do planeta, assim como são os sentimentos apurados e a força da imaginação que podem transformar a paisagem em uma pintura. São eles, sentimentos e imaginação, que animam os artistas a mostrarem a natureza harmônica e bela.

Humboldt (2005b, p. 100) reivindica para a ciência a antiga aliança entre a pintura e a poesia. Somente assim o belo natural pode ser exposto, descrito e pintado. Ele adverte, no entanto, que na pintura de paisagem tem que se distinguir o que é limitado pela percepção sensível e o que é a apreensão fecunda e poderosa da imaginação do artista. A pintura de paisagem tornou-se tão grandiosa que se converteu numa poesia da natureza, como se pode notar em Goethe e como será visto no próximo capítulo.

El hombre que puede abarcar el mundo de una mirada haciendo abstraccion de los fenómenos parciales, reconoce los progresos que siguen en su desarollo la vida y la fuerza orgânica de la Naturaleza, á proporcion que aumenta el calor desde los pólos hácia el ecuador (HUMBOLDT, 2005b, p. 101).

Nas regiões tropicais, a natureza se aprimora e a sua beleza aflora com o esplendor, o que, aos olhos de Humboldt, justificam sua assertiva acima. Porém, cada parte da terra tem suas belezas, que lhe são próprias, que caracterizam e identificam suas particularidades. Compreender a diversidade de cada lugar, identificando os nexos naturais que o caracterizam, é essencial para que se possa reproduzir de maneira expressiva o objeto da pintura de paisagem: a natureza. Ao artista cabe, então, “dividir los grupos; y bajo su pincel, la encantadora magnificencia de la Naturaleza se descompone en rasgos mas sencillos y en páginas sueltas, como las obras escritas por la mano del hombre” (HUMBOLDT, 2005b, p. 100).

Por mais soltos e dispersos que possam ser os relatos de viagens, eles contribuíram para que se expandisse o conhecimento sobre as diversas regiões do planeta, até então pouco conhecidas, estimulando ativamente outros estudos e o interesse pelas ciências da natureza. As pinturas, de maneira geral, aperfeiçoaram-se na arte e na ciência de representar as paisagens em cada região.

A intenção de Humboldt é, mais uma vez, por meio de investigações locais, atribuir uma universalidade aos fenômenos naturais e, mais ainda, fazer com que os homens se familiarizem com a harmonia e a beleza que a natureza lhes proporciona:

Multiplicando los médios con los cuales se reproduce bajo imágenes sorprendentes el conjunto de los fenómenos naturales, es como puede conserguise familiarizar á los hombres con la unidad del mundo y hacerles sentir mas vivamente el armonioso concierto de la naturaleza (HUMBOLDT, 2005b, p. 104-105).

A pintura de paisagem tem a facilidade de fornecer um sentimento do belo, certamente, pela sua imagem mais completa da natureza. Nem nas estufas, nem nos jardins

botânicos encontram-se reunidas a grandiosa diversidade de meios naturais que a pintura se utiliza para representar e despertar a imaginação e o saber. Essa superioridade encontra-se no fato de que toda realidade disposta naturalmente desperta no observador seus mais profundos sentimentos. No entanto, conforme as condições e o clima de alguns lugares, a visão de estufas e jardins pode incitar um sentimento que transporta o observador aos trópicos, às maravilhas de onde foram extraídas as mais “belas palmeiras”. A forma e a fisionomia dos vegetais não são apenas objetos para os botânicos ou meios de difundir os estudos sobre a natureza, mas também podem servir para o arranjo e ordenamento dos jardins e estufas (HUMBOLDT, 2005b, p. 109).

O amor das civilizações antigas à natureza não se expressava apenas por aqueles que professavam algum culto religioso, mas se propagava com maior força e diversidade nos jardins da Ásia Oriental. “El arte de arreglar los jardines consiste, pues, en reunir hasta donde sea possible el encanto de las perspectivas, la riqueza de la vegetacion, la sombra, la soledad y el reposo, de tal manera que queden engañados los sentidos” (HUMBOLDT, 2005b, p. 112).

Humboldt tinha a preocupação de mostrar como o reflexo do objeto na subjetividade desperta na sensibilidade e na razão o sentimento do belo harmônico, indicando, assim, como os meios que proporcionaram o progresso da cultura e o aperfeiçoamento dos estudos sobre a natureza contribuiriam para despertar tal sentimento (HUMBOLDT, 2005b, p. 115). É fruto da civilização europeia, para Humboldt, ter tornado possível a coleção de plantas exóticas e a magia das pinturas de paisagem, que têm proporcionado o gozo e o deleite daqueles distantes das regiões tropicais.

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