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Er Chiles markedsadgang for atlantisk laks inn til USA bedre enn Norges?

7 Analyse og konklusjoner

7.2 Er Chiles markedsadgang for atlantisk laks inn til USA bedre enn Norges?

Considera-se nesta pesquisa que a qualidade das informações publicadas pela companhia constitui um dos seus mecanismos de governança, porque permite reduzir a assimetria de informação entre os dirigentes/acionistas controladores e os investidores externos, que se valem dessas informações para fazer suas previsões, atenuando, conseqüentemente, os conflitos de interesse entre eles. Nessa perspectiva, a qualidade da governança de uma companhia está, portanto, diretamente associada ao grau de transparência das suas informações prestadas.

Posto isso, a argumentação foi construída, essencialmente, a partir da hipótese de custos de comprometimento proposta por Jensen e Meckling (1976), do conceito de transparência de Bushman e Smith (2003) e das evidências empíricas, tais como Leuz, Nanda e Wysocki (2003), Lang, Raedy e Yetman (2003), Skaife, Collins e LaFond (2004) e Fernandes e Ferreira (2007).

Supõe-se, assim, que uma maior qualidade nos fluxos de informações de lucros das companhias forneça aos investidores externos maior suporte para a tomada da decisão de

investimento, sendo, portanto, inversamente relacionada aos seus conflitos de agência. Para medir a qualidade das informações publicadas, refletida pela transparência dos lucros contábeis, utilizaram-se as proxies de manipulação dos lucros (earnings management EM1, EM2 e EM3) propostas por Leuz, Nanda e Wysocki (2003).

Essa escolha deve-se ao fato de que essas proxies podem capturar diversas dimensões de manipulação dos lucros (suavização e magnitude da utilização de itens contábeis), isto é, de uma representação imprecisa dos resultados operacionais reais da companhia. Conforme argumentações de Lang, Raedy e Yetman (2003), não existe na literatura um reconhecimento de qual seja a melhor proxy para capturar a qualidade dos lucros publicados. Contudo, a utilização de um conjunto de medidas permite reduzir as chances de erro de medida.

A existência de itens contábeis (accruals) nos resultados das companhias deve-se ao princípio da competência, receitas ainda não recebidas e custos ainda não pagos. Esse critério oferece certa liberdade aos dirigentes de alterar alguns dos itens que formam os resultados operacionais da companhia, por exemplo, mediante a transferência de contas a receber e de itens a pagar de um ano para outro. Assim, conforme argumentam Leuz, Nanda e Wysocki (2003), se os lucros são artificialmente suavizados, eles não refletem as verdadeiras variações na performance subjacente da firma, perdendo, portanto, o seu poder informativo.

Para expressar a qualidade da transparência, utilizaram-se as variáveis TRANSP1, TRANSP2, TRANSP3, TRANSP4 e TRANSP5, descritas a seguir.

TRANSP1 – Suavização dos lucros operacionais publicados mediante a alteração de componentes contábeis (accruals).

((

))

it it CFO LDIR TRANSP σ σ = 1 [13]

Relação entre o desvio padrão do lucro depois do imposto de renda (LDIR) e o desvio padrão do fluxo de caixa das operações (CFO). O LDIR foi obtido no demonstrativo de resultado das companhias. Para calcular a proxy do CFO, utilizou-se de informações do balanço patrimonial e da DOAR, sendo obtido da mesma forma que Leuz, Nanda e Wysocki (2003) e Fernandes e Ferreira (2007). Ambas as variáveis foram calculadas em relação ao ativo total do período anterior.

O cálculo do CFO foi feito da seguinte maneira:

it it

it LDIR ACC

CFO = −

Em que: LDIR é o lucro após o imposto de renda; e it ACC são os accruals, itens contábeis, it que não representam entradas e saídas efetivas de caixa.

Os accruals ACC foram calculados como em Leuz, Nanda e Wysocki (2003). Tem-se, assim:

(

it it

) (

it it it

)

it

it CA CASH CL DC TP DEP

ACC = ∆ −∆ − ∆ −∆ −∆ − [14]

Em que: ∆ACité a variação nos ativos circulantes totais; ∆CASHit é a variação no disponível e investimentos de curto prazo; ∆CLit é a variação nos passivos circulantes totais; ∆DCit é a variação na dívida de curto prazo incluída nos passivos circulantes; ∆TPit é a variação no imposto de renda a pagar; eDEP é a despesa de depreciação e amortização. it

Logo,

(

) (

)

[

it it it it it it

]

it

it LDIR CA CASH CL DC TP DEP

CFO = − ∆ −∆ − ∆ −∆ −∆ − [15]

TRANSP1 indica se os insiders reduzem a variabilidade dos lucros publicados mediante a alteração dos seus componentes contábeis (accruals). Baixos valores dessa variável sugerem que os insiders exercem a sua liberdade contábil para suavizar os lucros publicados (alterando os componentes contábeis). Ou seja, se a variabilidade dos lucros é muito menor do que a variabilidade dos fluxos de caixa tem-se um indício de que eles foram suavizados.

TRANSP2 – Suavização e correlação entre mudança em itens contábeis (accounting

accruals) e fluxos de caixa operacionais (operating cash flows).

TRANSP2=ρ

(

ACC;∆CFO

)

[16] Segundo Leuz, Nanda e Wysocki (2003), os insiders podem também usar a sua liberdade contábil para conciliar os choques econômicos aos fluxos de caixa operacionais da firma. Eles podem acelerar a publicação de receitas futuras ou atrasar a publicação de custos atuais para esconder uma performance ruim ou, ao contrário, publicar uma performance inferior para criar reservas para o futuro. Em ambos os casos, os itens contábeis amortizam os choques nos

fluxos de caixa, resultando em correlações negativas entre esses dois componentes do lucro. Todavia, esses autores ressaltam que uma correlação negativa é um resultado natural da contabilidade baseada na competência e que, ceteris paribus, são as grandes magnitudes dessa correlação, em termos negativos, que sugerem a suavização dos lucros publicados.

TRANSP3 – Magnitude dos componentes contábeis (accruals)

Segundo Leuz, Nanda e Wysocki (2003), os insiders podem usar sua liberdade contábil, por exemplo, para exagerar os lucros publicados de modo a alcançar certas metas ou, ainda, para mostrar uma performance extraordinária em determinados momentos, por exemplo, quando da emissão de novas ações. A variável que representou essa terceira dimensão de earnings

management é calculada da seguinte forma:

CFO ACC

TRANSP3= [17]

A magnitude dos componentes contábeis (accruals) é uma proxy para a extensão pela qual os

insiders podem exercer sua liberdade na publicação dos lucros.

• TRANSP4 – resíduo quadrado da regressão do retorno de mercado das ações sobre a receita operacional líquida.

Além das variáveis de earnings management, empregou-se a proxy de transparência dos lucros baseada em informações de mercado utilizada por Skaife, Collins e LaFond (2004), que reflete a qualidade da informação contida nos lucros contábeis. Quanto maior a transparência nos lucros, menor a assimetria de informações entre administradores e investidores externos. Dessa forma, quando os lucros contábeis são fortemente correlacionados com o retorno de mercado, entende-se que eles sejam mais transparentes, porque refletem os eventos econômicos que são precificados pelo mercado.

Supõe-se, então, que quanto mais transparentes forem os lucros, maior será a sua correlação com os retornos de mercado das ações. Elevados resíduos indicam, portanto, baixa transparência. A variável empregada para representar essa dimensão é o resíduo quadrado da seguinte equação de regressão:

it it it it it it

it LDIR PERDA LDIR PERDA LDIR

Em que: RET é o retorno da ação ajustado ao mercado, representado pelo retorno do índice it

Ibovespa, para firma “i” no ano fiscal “t”; LDIR é o lucro após o imposto de renda da firma it

“i” no ano fiscal “t”, dividido pelo valor de mercado da firma no período anterior; PERDA é it

uma variável binária, assumindo o valor (1) quando o LDIR é negativo e (0) em caso contrário;

it LDIR

∆ é a variação no lucro líquido após imposto de renda da firma “i” no ano “t”, dividido pelo valor de mercado no período anterior; e LDIR *it PERDAit é o termo de interação; e εit é o

termo de erro idiossincrático.

Assim, a transparência dos lucros contábeis é medida por:

( )

2

4 it

TRANSP = ε [19]

Em que: ε é o resíduo ao quadrado obtido da regressão da equação [18]. it2

Enfim, na caracterização da transparência considerou-se uma dimensão de quantidade de informações publicadas pelas companhias, ou seja, de freqüência de comunicação ao mercado. TRANSP5 representa a quantidade de informações divulgadas pela companhia como fatos relevantes e comunicados ao mercado. Assim:

TRANSP5=fatosrelevantes+comunicadosaomercado [20]