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Equal sovereignty and global obligations

No modelamento da dinâmica ambiental do uso e cobertura do solo foram elaborados cenários prospectivos de tendência histórica, considerando taxas fixas de transição para o período da modelagem e projetando-as para o futuro. Os prognósticos de mudanças no uso e cobertura do solo partem dos modelos calibrados no sistema Dinamica EGO para a simulação do cenário do ano de 2014, pelos testes T5, T6, T6_inf e T6_sup. Foram utilizados os parâmetros de cada teste, definidos no item 6.4.3 juntamente com o mapa real de uso e cobertura do solo para o ano de 2014, para gerar cenários para o ano de 2019. Na Figura 6.31 apresenta-se o cenário prospectivo simulado para o uso e cobertura do solo para 2019 a partir do modelo calibrado pelo teste T5.

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Figura 6.31 – Mapa de uso e cobertura do solo simulado para o ano de 2019 - teste T5 Na Tabela 6.23 observa-se que apenas a classe temática vegetação diminuiu sua área, em aproximadamente 14%, enquanto nas demais classes temáticas houve aumento de área em taxas percentuais de 8,63% e 3,16% para as classes temáticas de área urbanizada e de campo e solo exposto, respectivamente.

Tabela 6.23 – Área das classes temáticas de uso e cobertura do solo para T5

Classes temáticas Área em 2014 Área em 2019 Variação

(%)

km2 % km2 %

Área urbanizada 7,99 16,83 8,68 18,29 8,63

Campo e solo exposto 25,74 54,21 26,56 55,92 3,16

Corpo d’água 2,90 6,11 2,91 6,13 0,23

Vegetação 10,85 22,84 9,34 19,67 -13,90

Total 47,49 100,00 47,49 100,00 -

A Figura 6.32 apresenta o cenário prospectivo simulado para o uso e cobertura do solo para 2019 a partir do modelo calibrado pelos testes T6, T6_inf e T6_sup. Nas Tabela 6.24, Tabela 6.25 e Tabela 6.26 estão apresentados os valores de área para cada uma das classes temáticas

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de uso e cobertura do solo, evidenciando assim como as modificações ocorridas entre o mapa real de uso e cobertura do solo do ano de 2014 e para o mapa simulado para o ano de 2019.

Figura 6.32 – Mapas de uso e cobertura do solo simulados para o ano de 2019 com os testes T6, T6_inf e T6_sup

A simulação de cenários prospectivos de uso e cobertura do solo pelos parâmetros do teste T6, indicou, na Tabela 6.24, que entre o ano de 2014 e para o simulado do ano de 2019 pode ocorrer aumento de cerca de 79,73% da classe temática de área urbanizada, que passaria de 0,60 para 1,07 km²; assim como 18,68% de incremento nas áreas das classes temáticas de campo e solo exposto, estas alterações ocorreriam em detrimento da diminuição de 42,18% da área da classe temática de vegetação.

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Tabela 6.24 – Área das classes temáticas de uso e cobertura do solo para T6

Classes temáticas Área em 2014 Área em 2019 Variação

(%)

km2 % km2 %

Área urbanizada 0,60 10,99 1,07 19,75 79,73

Campo e solo exposto 2,57 47,29 3,05 56,13 18,68

Vegetação 2,27 41,72 1,31 24,12 -42,18

Total 5,44 100,00 5,44 100,00 -

A Tabela 6.25 demonstra que o T6_inf foi o modelo que apresentou como um todo as menores variações, sendo o aumento de 33,74% da classe temática área urbanizada, a alteração mais significa, porém com a área utilizada para simulação é pequena o aumento foi de apenas 0,01 km² do mapa de uso e cobertura do solo do ano de 2014 para o de 2019. A classe temática campo e solo exposto aumento de área foi de 3,13%, já a classe temática da vegetação reduziu em 2,29%.

Tabela 6.25 – Área das classes temáticas de uso e cobertura do solo para T6_inf

Classes temáticas Área em 2014 Área em 2019 Variação

(%)

km2 % km2 %

Área urbanizada 0,02 0,81 0,03 1,08 33,74

Campo e solo exposto 1,00 36,85 1,03 38,00 3,13

Vegetação 1,69 62,34 1,66 60,92 -2,29

Total 2,72 100,00 2,72 100,00 -

A Tabela 6.26 demonstra que houve aumento da classe temática área urbanizada, passando de 0,58 para 0,99 km², assim como na da classe temática campo e solo exposto, que passou de 1,57 km² em 2014 para 1,60 km² em 2019. Ao contrário da classe temática vegetação, que diminuiu de 0,57 para 0,13 km², o que representa variação de 78,18%.

Tabela 6.26 – Área das classes temáticas de uso e cobertura do solo para T6_sup

Classes temáticas Área em 2014 Área em 2019 Variação

(%)

km2 % km2 %

Área urbanizada 0,58 21,15 0,99 36,53 72,69

Campo e solo exposto 1,57 57,72 1,60 58,86 1,97

Vegetação 0,57 21,12 0,13 4,61 -78,19

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Entre os anos de 2011 e 2014 ocorreu a construção do empreendimento Paranoá Parque, sendo, portanto, incorporado ao processo de modelagem da dinâmica ambiental do uso e cobertura do solo, podendo resultar no incremento nas taxas de transição das classes temáticas de vegetação e área urbanizada. Os resultados apresentados demonstraram que, independente dos parâmetros e do tamanho da área que utilizados para a geração dos cenários prospectivos, houve aumento da área urbana, o que na maioria das vezes aconteceu em decorrência da supressão da cobertura vegetal local.

O processo de ocupação antrópica de uma área pode resultar em impactos ambientais e sociais, tais como: diminuição das taxas de infiltração de água pluvial no solo; aumento do escoamento superficial; aumento da frequência de enchentes e inundações, causando perdas materiais e pessoais; carreamento de sedimentos para o leito dos corpos hídricos que causam seu assoreamento, redução da disponibilidade de água para consumo humano; elevação das temperaturas da superfície terrestre, com formação de ilhas de calor; entre outros, que no seu conjunto causam a diminuição de qualidade de vida da população.

A simulação realizada por meio do sistema Dinamica EGO foi considerada satisfatória, já que os resultados obtidos apontam para a importância do desenvolvimento e aplicação de políticas públicas de uso e ocupação do solo mais rígidas na região, considerando ainda, a legislação ambiental pertinente e a capacidade do meio ambiente de absorver as demandas por infraestrutura. Diante disto, ressalta-se a importância de estudar o comportamento e evolução da paisagem, por meio de levantamentos de uso e cobertura do solo, visando gerar resultados que possam auxiliar as lideranças responsáveis por tomar decisões voltadas para o planejamento da ocupação do território de forma a minimizar os possíveis impactos gerado.