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2.3 Stratigraphic position

2.3.2 Eocene Stratigraphy

Indissociável da substância da expressão, a forma da expressão televisiva está relacionada com o conceito de gramática (DUARTE, 2004). A forma da expressão se refere ao modo como os mecanismos de captura enfatizam, suavizam ou até mesmo descartam objetos no mundo real ou fictício, ou ainda, o modo como a televisão conta as diferentes histórias ou constrói o seu simulacro.

Os planos, considerados a unidade básica da linguagem audiovisual que possui um significado (JIMÉNEZ, 1996), são fundamentais na construção da narrativa televisiva, sendo a manifestação da ênfase, suavização ou descarte dos objetos no mundo real. Um conjunto de planos formará uma cena que, em conjunto, formarão uma sequência, e, então, as várias sequências comporão a história. Os planos desempenham um papel determinante na gramática televisiva.

Os planos podem ser observados em relação à distância dos objetos (enquadramento), em relação ao tempo de duração (tomada), em relação aos ângulos vertical e horizontal e em relação ao movimento. Tornam-se, dessa forma, responsáveis pela mobilização da percepção em relação ao que está sendo capturado. O enquadramento viabiliza uma característica da forma da expressão televisiva, que é a metaforização de objetos, ao passo que inserem um valor subjetivo ao seu significado comum, real. Por sua vez, a mobilização de planos em relação ao tempo e movimento podem denotar maior autenticidade ao conteúdo audiovisual, assim como ressaltar o seu teor ficcional.

Como vimos anteriormente, a televisão nasce como um meio capaz de transmitir imagens e sons de acontecimentos no mundo real em tempo cronológico também real. E mesmo após o advento do videotape e das novas tecnologias de armazenamento e reprodução de conteúdos, a disponibilização de conteúdos capturados em tempo cronológico real ainda é a característica mais forte de sua gramática. No entanto, como trabalha em um fluxo contínuo e ininterrupto, oscila entre a possibilidade de mostrar o novo e a necessidade de tecer repetições e variações em sua grade de programação (DUARTE, 2004).

Já verificamos, ao relatarmos o ordenamento do discurso da TV Câmara, por meio de seus fluxos verticais e horizontais, que na base de sua programação encontramos programas que possuem a função de mostrar o novo. Esse tipo de programa confere ao texto televiso uma característica que o distingue do texto do cinema, por exemplo, que é a capacidade de trabalhar numa temporalidade longa, que permite uma coincidência com a duração putativa dos momentos na vida real (DUARTE, 2004). Na TV Câmara, as imagens selecionadas inicialmente para análise, responsáveis por mostrar o novo, referem-se às transmissões ao vivo e aos dois telejornais destacados anteriormente: Câmara Hoje e Câmara Agora.

As transmissões ao vivo da TV Câmara mobilizam planos de localização (geral, conjunto) ao enquadrarem o plenário como espaço de convergência da representação da sociedade, mostrando a mobilização das diversas vozes representativas dos parlamentares ali presentes, como ilustra a Figura 10 a seguir:

Figura 10 – Plano geral do plenário da Câmara dos Deputados.

Nesse caso, a metáfora impregnada na imagem é a presença da diversidade na representação parlamentar, o plenário representa o povo. Por outro lado, a produção mobiliza os planos médios (de ação) que direcionam a metáfora da representação da voz do cidadão a partir de interesses específicos, conforme ilustra a figura em sequência. O plano médio faz com que tanto a tribuna quanto o microfone móvel ganhem um valor subjetivo ao seu significado comum, o que reforça a própria metáfora do órgão como sendo a casa do povo.

Esses objetos passam a ser reconhecidos como representativos das vozes dos cidadãos, sendo a tribuna um lugar do propositor do discurso e o microfone móvel o espaço do debate, da oposição ou concordância em relação ao discurso, representando as diversas vozes que compõem a sociedade. Esse acompanhamento é realizado pelo processo de multicâmara, também característico de debates e entrevistas ou quaisquer outros programas fundados no diálogo.

Figura 11 – Plano médio – a voz do cidadão.

Na forma da expressão televisiva os gêneros possuem um papel discursivo. Eles estabelecem a ligação entre a história do canal e a sua materialização na produção dos programas. Afinal, como mencionamos em capítulo anterior, os próprios Canais Televisivos

apresentam-se como organizadores dos gêneros discursivos, articulados ao viés institucional que também é constitutivo da promessa da emissora. A base da programação da TV Câmara são as transmissões ao vivo do plenário. Mas qual seria o papel discursivo desse gênero na macronarrativa desse Canal Televisivo?

Sabemos que o gênero televisivo, transmissão ao vivo ou transmissão direta, foi o primeiro explorado quando do surgimento dessa mídia. A característica fundamental desse gênero é a visualização/audição de um evento que ainda está sendo enunciado simultaneamente (MACHADO, 2005) buscando um sentido de tempo presente. Esse gênero confere ao relato um caráter de autenticidade, já que mesmo que o diretor tente promover uma manipulação na captura e construção do relato, é praticamente impossível controlar os imprevistos que ocorrem em cena:

Numa transmissão direta de televisão, entretanto, qualquer espécie de controle do material significante deve ser efetuada no próprio ato da emissão. Como isso nunca é inteiramente possível, já que a imponderabilidade dos eventos tomados no próprio ato não pode ser de todo controlada, não há como impedir que se manifestem no resultado final todas essas rebarbas subjacentes à mensagem, com suas insinuações, equívocos e desarranjos que evidenciam a manipulação. (MACHADO, 2005, p. 131)

As transmissões diretas mobilizam uma grande audiência, especialmente as transmissões das sessões plenárias, quando o processo de formação de uma lei envolve um interesse de extrema relevância para a maior parte da população. Um exemplo foi o caso da votação da Proposta de Emenda Constitucional – PEC dos empregados domésticos, recentemente aprovada no Brasil. Esse gênero tem um papel discursivo fundamental na macronarrativa da TV Câmara já que se constitui em uma forma de acompanhamento direto das discussões e posicionamentos daqueles eleitos como representantes do povo.

Essas sessões poderão ser gravadas e reproduzidas, mas conservarão apenas o seu caráter de transmissão em tempo real, ou seja, quando há uma coincidência entre o tempo vivenciado pelos personagens da narrativa e o tempo vivenciado pela audiência. Uma transmissão sem cortes. Na reprodução perderá, portanto, a sua característica de tempo presente.

Verificamos que as transmissões diretas diárias são acompanhadas por dois telejornais. E, segundo Machado (2005), o principal papel do telejornal é mediar, ou seja, produzir certa desmontagem dos discursos a respeito dos acontecimentos:

Tecnicamente falando, o telejornal é composto de uma mistura de distintas fontes de imagem e som: gravações em vita, filmes, material de arquivo, fotografia, gráficos, mapas, textos, além de locução músicas e ruídos. Mas acima de tudo e fundamentalmente, o telejornal consiste de tomadas de primeiro plano enfocando pessoas que falam diretamente para a câmera (posição stand-up), sejam elas jornalistas ou protagonistas: apresentadores, âncoras, correspondentes, repórteres, entrevistados etc. (MACHADO, 2005, p. 104)

Ao realizarem o processo de mediação os sujeitos falantes constroem seus discursos, relatando, debatendo, se contrapondo. Existem dois modelos principais de telejornais, o polifônico e o opinativo. No modelo polifônico, ou tradicional, o apresentador não expõe diretamente o seu ponto de vista em relação aos fatos, mas dilui as vozes dos diversos sujeitos que participaram do processo de construção do texto enunciado. No modelo opinativo, ou pós-moderno, o apresentador tem o domínio do discurso, conduz o relato, delega vozes, organiza o enunciado (MACHADO, 2005).

O modelo de telejornal utilizado pela TV Câmara é o polifônico, talvez como uma forma de demonstrar certa imparcialidade no processo de mediação. Deixando ecoar as vozes dos próprios parlamentares e dos cidadãos quando abordados.

O espaço de fala, a voz, é um objeto metaforizado recorrente em todo o processo de organização do texto da TV Câmara. E é por isso que, na complementação de sua grade, o Canal disponibiliza diversos programas baseados nas formas fundadas no diálogo. Na realidade, todos os programas disponibilizados no canal, de certa forma, estão contaminados por esse gênero, que, portanto, possui um papel discursivo relevante em sua macronarrativa. Como demonstra o quadro a seguir:

Quadro 5 – TV Câmara – Programas de entrevistas e debates.

1. Balanço e Perspectivas (Entrevistas e Debates) 2. Brasil em Debate (Entrevistas e Debates) 3. Câmara Agora Especial (Acervo - Entrevistas e

debates)

4. Câmara Entrevista (Acervo - Entrevistas e debates) 5. Comitê de Imprensa (Entrevistas e Debates) 6. Conversa com o Presidente (Entrevistas e Debates) 7. Eis a Questão (Entrevistas e Debates)

8. Expressão Nacional (Entrevistas e Debates) 9. Mulheres no Parlamento (Acervo - Entrevistas e

debates)

10. Participação Popular (Entrevistas e Debates) 11. Personalidade (Acervo - Entrevistas e debates) 12. Ponto de Vista (Entrevistas e Debates) 13. Ver TV (Entrevistas e Debates) 14. Palavra Aberta (Entrevistas e Debates)

As formas fundadas no diálogo compreendem as entrevistas, os debates, as mesas redondas, ou os monólogos que pressupõem algum tipo de interlocução com um diretor oculto ou com o telespectador. O gênero se forma com base no método socrático, em que as pessoas eram colocadas umas diante das outras e fustigadas ao debate. Forma utilizada como alicerce a uma cosmovisão que acreditava na natureza dialógica (plurívoca, contraditória) da verdade:

[...] o gênero de baseia numa visão socrática da natureza dialógica da verdade e do pensamento humano sobre ela. Segundo essa concepção: ‘A verdade não nasce , nem se encontra na cabeça de um único homem; ela nasce entre os homens, que juntos a procuram no processo de sua comunicação dialógica.’ (BAKTHIN apud MACHADO, 2005, p. 73)

Ora, sendo a busca da verdade, por meio da dialogia, a própria base para a construção da democracia, não nos surpreende que esse gênero seja o alicerce de todo o discurso produzido na macronarrativa da TV Câmara. Por outro lado, como se expressa essa dialogia senão pelo uso da palavra, da voz?

Dialogia, vozes, imparcialidade, sobriedade, todos esses conceitos identitários relacionados ao conteúdo do Canal TV Câmara, em sua forma e substância, estão da mesma maneira manifestos e impregnados em sua expressão. O texto procura cumprir a promessa do Canal Televisivo, aquela etiqueta genérica apresentada ao público que está presente tanto no seu texto como nos elementos paratextuais, quais sejam, de uma TV pública com obrigações para com a “cidadania e a valorização do país, com a difusão de valores éticos, morais, sociais, artísticos e culturais do Brasil” (TV CÂMARA, 2013).

8 TV CÂMARA – O COMPORTAMENTO DO CANAL NA WEB

A TV Câmara, sendo uma televisão que nasce aberta, se institui no palimpsesto televisivo e, posteriormente, disponibiliza seus conteúdos na web como forma de democratização do acesso à informação. Entretanto, possui uma característica diferenciada das demais emissoras, principalmente das comerciais, no que diz respeito à possibilidade de oferta de formas diferenciadas de consumo de seus conteúdos. É comum que as emissoras comerciais disponibilizem seus conteúdos de maneira fragmentada, por episódios, cenas ou blocos como numa espécie de ‘videoteca’, organizando-os hipertextualmente. Os elementos de ligação próprios do Canal Televisivo – vinhetas institucionais, informações sobre a grade – que em sua concepção original são materializados em forma de objetos audiovisuais, são transpostos como textos na ambiência organizada na web.

A TV Câmara, por sua vez, optou por transmitir integralmente o conteúdo do Canal Televisivo, utilizando a web como suporte, além de oferecer a mesma proposta que as demais emissoras, qual seja, a de servir como repositório e suporte paratextual ao Canal Televisivo. Isso significa que o fluxo do canal TV Câmara é transmitido na web da mesma forma e ao ‘mesmo tempo’ (com certo atraso em função da tecnologia de transmissão) em que é exibido, quando transmitido pelas ondas hertzianas para o eletrodoméstico, de forma integral.

A web passa a ser utilizada pela emissora como este lugar virtual, espaço construído pelas operações de interpretação dos sistemas fechado (de produção e distribuição) e aberto de significação, espaço esse que durante muito tempo foi formado na sala de estar das famílias. Transforma-se então em uma ambiência alternativa, ou seja, como aquele lugar virtual de produção, circulação e consumo ou uma “ambiência midiática de produção de sentido, um lugar onde o real e o imaginário, o material e o virtual se encontram” (KIELING, 2009, p. 44).

No entanto, enquanto o Canal TV Câmara, na TV aberta, é a primeira instância no processo comunicacional televisivo, o portal da TV câmara é uma parte integrante das estratégias comunicacionais do órgão, disponibilizada em conjunto com outras mídias no portal da Câmara dos Deputados. Segundo a emissora, as funções da página da TV Câmara na web seriam as seguintes:

• apresentar informações mais detalhadas sobre o que é televisionado, como os textos que acompanham os vídeos, de forma permanente e atualizada;

• constituir um canal alternativo, inclusive de transmissão ao vivo, que não requer o televisor nem o sinal para sintonia;

• antecipar informações sobre a programação, destacando aspectos de interesse e convidando o público;

• permitir contato e interação com o público;

• possibilitar a pesquisa e a recuperação de informações. (TV CÂMARA, 2013)

Verificamos, então, que os textos dispostos nessa ambiência parecem seguir, num primeiro momento, a gramática da web, e que os seus conteúdos se mostram como elementos paratextuais do Canal Televisivo, ou seja, um espaço em que a promessa (JOST, 2007) da emissora é difundida por meio de textos que o promovem. Assim como se mantém o contrato tácito de leitura (DUARTE, 2004) inerente aos textos das micronarrativas dos programas.

A descrição das funcionalidades do portal supracitada nos chama a atenção em dois aspectos. O primeiro é que o significado de canal alternativo, proposto como um dos objetivos do portal, se refere ao meio de transmissão, ao suporte apenas. O Canal Televisivo, o palimpsesto, descrito anteriormente, se mantém. O segundo aspecto está relacionado à declaração de possibilidade de contato e interação com o público. O modo como é anunciado parece-nos desconsiderar a existência de interação e contato com o público no Canal Televisivo, como se essa fosse uma possibilidade proveniente apenas da web. Dessa forma, já descrito em capítulo anterior o nosso lugar de fala, ao referirmo-nos ao conceito de Canal Televisivo, passaremos a descrever o conceito de interação que norteará nosso olhar nessa análise.

Kieling (2009) propõe que, ao verificar a produção de sentido (VERÓN, 2004) na Midiosfera, devemos considerar as ofertas interativas (perspectiva dos sistemas fechados de produção e distribuição) e os processos de interação (perspectiva do sistema aberto de significação). Esse seria um deslocamento dos conceitos de interação reativa e mútua, propostas por Primo e Cassol (2005, apud KIELING, 2009), que pondera a mediação por meio do computador e, ainda, onde a interação reativa se refere a um sistema fechado, no qual a instância de produção e distribuição, como forma de autoproteção, permanentemente procura controlar os processos. Em contrapartida, a interação mútua atua como um sistema aberto que possui partes interdependentes, um sistema mais complexo e, por isso, com um nível menor de controle. A interação mútua, dessa forma, estabelece um novo status de poder ao sujeito da recepção.

As ‘ofertas interativas’ promovem a interação homem-máquina e medeiam a relação entre as instâncias de produção e recepção na construção e publicação do conteúdo. Por outro

lado, os ‘processos de interação’ são resultado das trocas simbólicas e produção de sentido que se materializam por meio de textos, produzidos por sujeitos da comunicação que projetam seus discursos ou enunciações nessa ambiência (KIELING, 2009).

Identificam-se, ainda, pistas do estabelecimento de um deslocamento para um movimento de onda no conceito da midiosfera (KIELING, 2009), na medida em que o portal da TV Câmara se insere em uma ambiência que organiza textos de várias mídias, assim como expande seus processos de interação para outras ambiências. Os discursos e enunciações materializados em forma de texto pelos sujeitos da comunicação no portal da TV Câmara são direcionados às redes sociais. Dessa forma, se expandem, retornam e contaminam o texto do Canal Televisivo, o lugar de origem da promessa, em um movimento contínuo. Sendo que as contaminações e acomodações não modificam o palimpsesto televisivo, pois o seu ‘DNA’ (KIELING; ALVES, 2013) se conservará.

Passaremos, então, à análise dos fenômenos citados por meio da observação da ambiência midiática onde está contida a TV Câmara. A descrição da taxonomia narrativa da TV Câmara, realizada em capítulo anterior, considerava apenas o sistema fechado, a instância de produção. Nesse sentido, a ambiência midiática que constitui a página da emissora na web nos proporcionará a observação desse espaço de interseção entre os sujeitos da comunicação de produção e recepção unicamente a partir da observação das ofertas interativas e das possibilidades de processos de interação.

Verificando a experiência de consumo do Canal Televisivo na web, direcionamos, primeiramente, nossa atenção ao modo como é realizado o acesso ao conteúdo da TV Câmara nessa ambiência, estabelecendo, assim, o seu nível hierárquico, dentro das dinâmicas do portal principal, ‘raiz’, o portal da Câmara dos Deputados, por meio do domínio http://www.camara.leg.br. Observa-se que TV não possui domínio próprio. Temos, assim, como primeira instância, o portal da Câmara, a segunda instância um nível identificado como ‘Web Câmara’ e em terceiro nível o portal da TV Câmara, conforme ilustram as Figuras 12 e 13 em sequência.

Figura 12 – Primeira instância – o portal da Câmara dos Deputados.

Figura 13 – Segunda instância – a Web Câmara.

Observa-se na segunda instância, Web Câmara, uma ambiência composta pelo rádio e pela televisão com ênfase na transmissão direta. Nesse espaço, o portal do órgão do governo expõe as suas ações por meio do acompanhamento proporcionado por mídias capazes de transmitir as sessões plenárias concomitantemente à sua realização, utilizando o conteúdo de Rádio, eficiente na transmissão direta por áudio, e a TV meio capaz de transmiti-las em áudio e vídeo.

Figura 14 – A terceira instância – o site da TV Câmara.

Parece-nos que a web se apresenta para o órgão como uma proposta de mostrar, primeiramente, a enunciação em sua forma mais evidente, a instituição primeira que é colocada à frente de todos os processos comunicacionais ou meios utilizados para a divulgação de suas ações, ou ainda, a origem da promessa, a forma do conteúdo que será posteriormente explorado pelos diversos meios, cada um contando a história ao seu modo, dentro de seu palimpsesto, dentro de sua narrativa própria.

Identificado o seu nível hierárquico como subsistema nas estratégias de comunicação do órgão e seguindo a metodologia de análise proposta por Kieling (2009), passamos à análise do site da TV Câmara, com base nas ofertas interativas e nos processos de interação. As ofertas interativas serão observadas a partir dos dispositivos de recepção, os níveis de autonomia em relação ao aparelho de TV e as categorias de serviços disponíveis. Os processos de interação, por sua vez, serão observados a partir da relação da instância de recepção e o texto, as relações entre sujeitos de produção e recepção no consumo e a relação dos sujeitos da comunicação na construção de conteúdo.