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3. The Environmental Picture

3.5 Environmental certifications

A Figura 104 mostra os valores médios para o diâmetro dos grãos de todos os materiais analisados. Nota-se que os três primeiros aços (ARC_DP780, Docol_DL800 e ARC_DP600), os quais representam o 3° conjunto de aços, são os que apresentam os menores tamanhos de grãos.

As análises posteriores seguem com comparações entre o 2° e o 3° conjunto de aços. Nas Figuras de 105 a 109 estão plotados os gráficos de dispersão apresentando a desorientação entre os grãos (misorientation) com relação ao tamanho dos grãos.

Quanto menor o tamanho dos grãos, mais concentrados ficam os pontos e maior é o grau de desorientação.

De acordo com a Tabela 7 e observando os gráficos das Figuras 105 a 107, é possível observar que para os 3 primeiros aços (que fazem parte do 2° conjunto), houve um aumento no grau de desorientação após os ensaios mecânicos. Nota-se também que para esses aços, a região da superfície externa apresentou uma desorientação inferior à região ao longo da espessura.

Analisando o aço ARC_LC200 antes do ensaio de dobramento, tem-se que para a região da superfície externa, o valor do diâmetro dos grãos chega a atingir 140 µm, com um grau máximo de desorientação de 2°. Esse mesmo grau máximo de desorientação também é observado para a região ao longo da espessura, porém com um diâmetro máximo de grão de 60 µm, desconsiderando os valores discrepantes. Já após o ensaio de dobramento, o valor do

diâmetro máximo dos grãos aumenta para 70 µm ao longo da espessura e então, é observado um aumento no grau de desorientação que atinge até 4°.

No caso do aço PEUG_P220, comparando a região ao longo da espessura antes e após o dobramento, não foi observada uma grande variação na dispersão nem com relação ao diâmetro dos grãos e nem com relação ao grau de desorientação.

No aço PEUG_BH220, foi observada uma menor dispersão dos pontos com relação ao diâmetro dos grãos após o dobramento, diminuindo assim o valor máximo de diâmetro apresentado anteriormente. E ao mesmo tempo, aumentou a dispersão dos pontos com relação ao grau de desorientação, aumentando o valor máximo do grau de desorientação de 2° para 7° ao se comparar a região ao longo da espessura antes e após o ensaio de dobramento.

De todos os materiais analisados, o aço Docol_DL800 foi o que apresentou as maiores diferenças entre as 3 situações (região da superfície externa antes do dobramento e região ao longo da espessura antes e após o dobramento). Para este material, embora a desorientação tenha aumentado após o dobramento, passando de um valor máximo de grau de desorientação de 4° para 7°, o grau de desorientação referente à superfície externa, atingindo um valor máximo de 14°, ainda continuou sendo superior aos valores referentes a região ao longo da espessura. Também é observado uma redução no diâmetro dos grãos, passando de 15 µm aproximadamente para 5 µm após o ensaio de dobramento.

O aço ARC_DP780 foi o único que mostrou uma pequena diminuição no grau de desorientação após os ensaios mecânicos com relação à região ao longo da espessura, passando de um valor máximo de grau de desorientação de 10° para 8°, desconsiderando-se os pontos discrepantes. Com relação ao diâmetro dos grãos, na região da superfície externa antes do ensaio de dobramento, o valor máximo atinge 20 µm e cai pela metade, aproximadamente 10 µm para a região ao longo da espessura antes do ensaio e volta a aumentar para 15 µm após o ensaio, para esta mesma região.

Figura 104. Diâmetro médio dos grãos com seus respectivos valores de desvio padrão para os analisados antes e após o dobramento ao ar em suas respectivas superfícies.

Fonte: Produção própria do autor

0 5 10 15 20 25 30 35 40 Di âm etro m ) Aços

Diâmetro dos grãos na região da superfície externa antes do

dobramento ao ar

0 5 10 15 20 25 30 Di âm etro m )

Aços do 3° e 2° conjuntos, respectivamente

Diâmetro dos grãos na região ao longo da espessura

Antes do dobramento Após o dobramento

Figura 105. Desorientação dos grãos em função do diâmetro dos grãos para o aço ARC_LC200. Em (a) e (b): antes do ensaio de dobramento e em (c): após o ensaio de dobramento

Fonte: Produção própria do autor

ARC_LC200: grãos da superfície externa

ARC_LC200: grãos ao longo da espessura

Figura 106. Desorientação dos grãos em função do diâmetro dos grãos para o aço PEUG_P220. Em (a) e (b): antes do ensaio de dobramento e em (c): após o ensaio de dobramento

Fonte: Produção própria do autor

PEUG_P220: grãos da superfície externa

PEUG_P220: grãos ao longo da espessura

Figura 107. Desorientação dos grãos em função do diâmetro dos grãos para o aço PEUG_BH220. Em (a) e (b): antes do ensaio de dobramento e em (c): após o ensaio de dobramento

Fonte: Produção própria do autor

PEUG_BH220: grãos da superfície externa

PEUG_BH220: grãos ao longo da espessura

Figura 108. Desorientação dos grãos em função do diâmetro dos grãos para o aço Docol_DL800. Em (a) e (b): antes do ensaio de dobramento e em (c): após o ensaio de dobramento

Fonte: Produção própria do autor

Docol_DL800: grãos da superfície externa

Docol_DL800: grãos ao longo da espessura

Figura 109. Desorientação dos grãos em função do diâmetro dos grãos para o aço ARC_DP780. Em (a) e (b): antes do ensaio de dobramento e em (c): após o ensaio de dobramento

Fonte: Produção própria do autor

ARC_DP780: grãos da superfície externa

ARC_DP780: grãos ao longo da espessura