3 Methodology
3.3.3 Environmental benefits of “The Magic Factory” compared to other biogas plants
Hung et al (2010) desenvolveram um método (Benchmarking the efficiency of Asian
Container Ports) com o objetivo de explorar a eficiência operacional, a eficiência das
metas de escala, bem como a variabilidade da eficiência estimada, dos portos de contêineres da Ásia. Nesse estudo os autores aplicaram a Análise Envoltória de Dados (DEA). Foi utilizado o conceito de tamanho de escala mais produtivo, ganhos de escala, abordagem e método bootstrap para avaliar o desempenho operacional e definir a eficiência das metas de escala, para depois elaborar um ranking de eficiência entre os portos de contêineres da Ásia.
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A escolha do modelo DEA deu-se pelo uso de medidas simples que ignoram as interações, substituições ou compensações entre desempenho da empresa em várias medidas de desempenho. O modelo não requer informações prévias sobre o relacionamento entre as medidas de desempenho múltiplo, e tem sido largamente utilizado em estudos de análise de eficiência portuária. Com issi, o resultado desse estudo, permitiu a Hung et al (2010) fazer uma análise comparativa, a partir do modelo, em portos, auxiliar os gestores na gestão operacional e no estabelecimento de metas, e auxiliar na classificação de portos de contêineres que pode contribuir para a tomada de decisão na escolha do porto.
Para melhorar o desempenho dos portos, os gestores portuários precisam avaliar as operações ou processos relacionados ao fornecimento, marketing e venda de serviços aos usuários. Para os autores, a produtividade e eficiência são os dois conceitos mais importantes a este respeito e são frequentemente utilizados para medir o desempenho dos portos. Eficiência é uma questão importante na economia dos portos contemporâneos, em razão da posição estratégica que os portos desempenham dentro e fora do país de origem. Este estudo utilizou a abordagem de produção para projetar o modelo de desempenho. O modelo de desempenho mede o desempenho dos portos de contêineres no uso de quatro entradas para produzir uma saída. Os quatro fatores de entrada são a área do terminal (em m2), o recipiente para guindaste pórtico para navio-terra (em números), os berços para contêineres (em números), e o comprimento do terminal (em m). A saída é medida pelo número total de contêineres carregados e descarregados em 20 pés de TEUs. Para a aplicação do método, foi utilizado 31 dos 100 portos líderes em movimentação de contêineres classificados em 2003, no Anuário Internacional de conteinerização, publicado em 2006.
Com base nos aspectos controláveis sob o do ponto de vista de um gerente, o modelo de desempenho é executado sob a suposição de minimização de entrada (também conhecido como entrada de orientação). A eficiência técnica (TE, Média = 0,563) é dividida em eficiência da pura técnica (TEP, Média = 0,664), eficiência de escala (SE, média = 0,827), e a natureza dos retornos de escala (RTS). Os resultados revelaram que os portos de contêineres da Ásia são ineficientes muito mais devidos às técnicas do que às ineficiências de escala. A baixa eficiência da pura técnica em comparação com eficiência de escala
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sugere ineficiências que são na sua maioria devido a práticas de gestão ineficientes. Sugere-se que os gestores portuários concentrem mais energia em melhorar as práticas de gestão para as exigências do mercado dos portos, e só depois nos portos de contêineres, visando melhorar suas eficiências de escala.
A globalização da economia mundial e a ascensão da China como centro mundial de fabricação de diversos produtos tem aberto caminho para maior crescimento da movimentação de contêineres nos portos da Ásia. De acordo com o estudo, a movimentação de contêineres no leste da Ásia triplicou em relação aos períodos de 1995 - 2005 e 2000-2005. Os portos chineses têm estado na vanguarda do desenvolvimento, mas a demanda tem se expandido fortemente a todas as partes da região. Para determinar se as diferenças na eficiência operacional existe entre várias regiões (Nordeste da Ásia, Leste da Ásia e Sudeste Ásia), foi realizada uma análise estatística não-paramétrica para a distribuição desconhecida das pontuações, a Tabela 3.5 lista os resultados.
Tabela 3.5 - Análise não-paramétrica da região Análise não-paramétrica da região
Região Número Média Análise Estatística
Nordeste da
Ásia 9 0,50 0,0029
Leste da Ásia 12 0,88 Sudeste da Ásia 10 0,55
Fonte: Hung et al (2010)
Percebe-se, na Tabela 3.5, que os portos de contêiners da Ásia Oriental são mais eficientes, em média, do que os outros, o que implica que esses portos são mais competitivos. Este resultado pode ser explicado pelo fato da China ter forte demanda de embarques internacionais, além disso, os portos chineses com o apoio do governo, tem investido na expansão da operação portuária.
Dos 31 portos de contêineres da região do Pacífico Asiático classificados entre os líderes mundiais de 100 portos em 2003. Cada um desses portos de contêineres é tratado como uma unidade de tomada de decisão (DMU) na análise DEA.
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Este estudo explorou a eficiência operacional, a eficiência das metas de escala e da variabilidade de eficiência estimada dos portos de contêineres da Ásia. A metodologia utilizada ainda permanece válida e o estudo pode servir de orientação para o setor dos transportes para lidar com questões relativas a portos de contêineres.
Concluiu-se que as ineficiências globais dos portos asiáticos são devido, principalmente, à ineficiências técnicas, em vez de ineficiências de escala. Esta descoberta sugere que os gestores portuários devam concentrar energia na melhoria de suas práticas de gestão para atender às exigências do mercado dos portos de contêineres. Também percebeu-se com o estudo que os portos de contêineres do Leste Asiático são mais eficientes do que os de outras áreas da Ásia. Isto significa que os portos de contêineres da Ásia Oriental têm mais competitividade do que outros. A Figura 3.5, apresenta o resumo dos critérios analisados no método de avaliação comparativa da eficiência de portos de Contêineres Asiáticos.
Figura 3.5 - Critérios da Avaliação Comparativa da Eficiência de Portos de Contêineres
Asiáticos
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