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Enkelte andre endringer i lov om foretakspensjon

A escolha dos sujeitos de investigação, segundo Fortin (1996), procede-se de acordo com os critérios de inclusão previamente definidos, os quais deverão assegurar uma relação íntima dos sujeitos da investigação com a experiência que se quer descrever e analisar.

3.1.3.3.1 Critérios de inclusão

Os critérios de inclusão no estudo prendiam-se inicialmente com as características pessoais dos cidadãos/ utentes, suas habilitações literárias e a frequência de utilização do SU de um hospital português no período de um ano:

♦ Frequência de utilização do SU igual ou superior a três, no período de 31 de Janeiro de 2006 a 30 de Janeiro de 2007;

♦ Cidadão/ utente do SU de um hospital português, pertencente à área de residência do mesmo hospital;

♦ Habilitações literárias iguais ou superiores ao 12.º ano de escolaridade; ♦ Idade superior aos 18 anos.

A escolha do critério “Frequência de utilização do SU de um hospital português igual ou superior a três, no período de 31 de Janeiro de 2006 a 30 de Janeiro de 2007” deveu-se à necessidade de se incluírem no estudo cidadãos/ utentes com várias experiências recentes de admissão/ triagem no SU. Isto para que os cidadãos/ utentes opinem sobre as suas experiências recentes no SU, revelem o seu conhecimento em matéria de triagem e de que modo esse conhecimento influi os seus comportamentos futuros.

A determinação do critério “Cidadão/ utente do SU de um hospital português, pertencente à área de residência do mesmo hospital” visa obter cidadãos/ utentes que tenham recorrido um maior número de vezes ao SU.

O critério “Habilitações literárias iguais ou superiores ao 12.º ano de escolaridade” surge da necessidade de se obterem entrevistas mais ricas, no que respeita ao conteúdo, e impliquem mais critica sobre as experiências vividas.

O critério “Idade superior aos 18 anos” resulta do critério de inclusão “Habilitações literárias iguais ou superiores ao 12.º ano de escolaridade”. Este nível de escolaridade, geralmente é conseguido aos 18 anos.

Após a realização das entrevistas-teste procedeu-se à reformulação dos critérios de inclusão no estudo, que consistem:

♦ Frequência de utilização do SU igual ou superior a 3, no período de 31 de Janeiro de 2006 a 30 de Janeiro de 2007;

♦ Cidadão/ utente classificado com categoria de urgência “Amarela”, “Verde” ou “Azul”;

♦ Cidadão/ utente do SU de um hospital português, pertencente à área de residência do mesmo hospital;

♦ Habilitações literárias iguais ou superiores ao 9.º ano de escolaridade; ♦ Idade compreendida entre os 18 e os 68 anos, inclusive.

A reformulação dos critérios de inclusão prendeu-se essencialmente com a idade e habilitações literárias dos cidadãos/ utentes. O primeiro, inicialmente definido para cidadãos/ utentes com “Idade superior a 18 anos”, passou a “Idade compreendida entre os 18 e os 58 anos, inclusive”. O segundo (habilitações literárias), primeiramente definido “Habilitações literárias iguais ou superiores ao 12.º ano de escolaridade”, passou a “Habilitações literárias iguais ou superiores ao 9.º ano de escolaridade”. As alterações instituídas deveram-se à dificuldade em encontrar cidadãos/ utentes com habilitações literárias iguais ou superiores ao 12.º ano de escolaridade, que tivessem utilizado três vezes ou mais o SU no período de 31 de Janeiro de 2006 a 31 de Janeiro de 2007.

Na fase de validação do instrumento de colheita de dados constatou-se, à medida que os potenciais sujeitos de investigação eram abordados, que os cidadãos/ utentes que mais frequentemente utilizavam o SU se tratavam de cidadãos/ utentes com índices de escolaridade muito baixos (“Sem Escolaridade” ou com o “4.º ano de escolaridade”), pertencentes a faixas etárias elevadas. O critério relativo às habilitações literárias foi então alargado ao 9.º ano de escolaridade e, consequentemente, o critério relativo à idade foi limitado à faixa etária dos 18 aos 58 anos de idade, inclusive. Deste modo, aumentou-se a probabilidade de serem conseguidos sujeitos de investigação dotados de um discurso mais ricos e que tivessem recorrido três vezes ou mais ao SU do hospital português em estudo, no período de 31 de Janeiro de 2006 a 30 de Janeiro de 2007.

Ainda no que respeita à reformulação dos critérios de inclusão no estudo, acrescentou- se o critério relativo às categorias de urgência atribuídas aos cidadãos/ utentes. A inexistência deste critério implicou, no período de validação do guião de entrevista, a inclusão no estudo de cidadãos/ utentes com categorias de triagem “Vermelha ou Emergente”, “Laranja ou Muito Urgente” e “Branca”. Tal facto não foi possível, dada a natureza das situações experimentadas pelos cidadãos/ utentes com aquele tipo de categorias de urgência. De acordo com o Grupo de Triagem de Manchester, os cidadãos/ utentes com categorias de urgência “Vermelha ou Emergente” e “Laranja ou Muito Urgente” podem apresentar risco de vida, risco de perda de um órgão ou risco de perda de um membro, senão forem postas em prática intervenções clínicas no imediato ou nos 10 minutos subsequentes à triagem, respectivamente. Para além deste facto, constatou-se também que os cidadãos/ utentes com categoria de urgência “Laranja ou Muito Urgente” e que mais frequentaram o SU, não reuniam condições físicas, psíquicas e, algumas vezes, emocionais, para responderem às questões do guião da entrevista. Tratavam- se de pessoas maioritariamente idosas, com alteração do seu estado de consciência e um índice de escolaridade muito baixo. Atendendo aos aspectos referidos, os cidadãos/ utentes com categorias de urgência “Vermelha ou Emergente” e “Laranja ou Muito Urgente” não fazem parte integrante deste estudo.

Os cidadãos/ utentes com categoria de urgência “Branca” também não integram o estudo, dado não consistirem um verdadeiro episódio de urgência. As situações experimentadas por estes cidadãos/ utente já são conhecidas pelos médicos, que encaminham o cidadão/ utente.

Assim definiu-se como critério de inclusão no estudo “cidadãos/ utentes classificados com categorias de urgência “Amarela ou Urgente”, “Verde ou Pouco Urgente” ou “Azul ou Não Urgente””.

3.1.3.3.2 Método de amostragem

A realização das entrevistas ocorreu nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2006, em períodos de tempo determinados para o efeito e no espaço físico dos gabinetes, onde se realiza o atendimento dos cidadãos/ utentes com categoria de urgência “Laranja ou Muito Urgente”.

A abordagem inicial dos cidadãos/ utentes ocorreu no espaço físico da Triagem e na Sala de Espera dos Doentes Triados. Após consulta prévia dos dados informatizados dos

cidadãos/ utentes admitidos naquele dia no SU, referente ao número de episódios de urgência no período de 31 de Janeiro de 2006 a 30 de Janeiro de 2007. Obtidos os nomes dos cidadãos/ utentes com três ou mais episódios de urgência naquele período, procedeu-se à abordagem dos cidadãos/ utentes. Esta compreendeu a apresentação do investigador, o fornecimento de informação sobre o desenvolvimento de um estudo relativo à prática de cuidados de saúde no SU, a aplicação das questões que integram os critérios de inclusão no estudo, o convite dos cidadãos/ utentes a fazerem parte do estudo e a garantia sobre a confidencialidade dos dados/ informações fornecidas. Após a abordagem do cidadão/ utente obteve-se a aceitação do mesmo em integrar o estudo.

Atendendo à descrição efectuada, considera-se que o método de amostragem utilizado para reunir os sujeitos da investigação foi dirigido, por conveniência. Isto é, a selecção de cada sujeito de investigação baseou-se em juízos de valor sobre a população-alvo, de modo a que a amostra representasse determinadas características da população (Reis, Melo, Andrade

et al, 2001). Contudo, este método de amostragem, não permite conhecer a probabilidade de

determinado elemento do universo ser seleccionado para constituir a amostra (Reis, Melo, Andrade et al, 2001). O tipo de amostragem por conveniência baseia-se na premissa de que existem pessoas mais disponíveis e acessíveis para responder às questões da entrevista (Reis, Melo, Andrade et al, 2001). Este trata-se de um tipo de amostragem atractivo, que envolve menos dificuldades e menores custos, comparativamente a qualquer processo de amostragem aleatório, no qual não é possível falar de representatividade, mas sim da possibilidade de evitar um enviesamento sistemático (Reis, Melo, Andradeet al, 2001).

3.1.3.3.3 Caracterização dos sujeitos de investigação

Os sujeitos da investigação constituem uma amostra de dez elementos, cujas características, no momento da entrevista, estão dispostas na tabela da página seguinte (Tab.7).