Sammenfatning av anbefalinger i kapittel 4
Kapittel 6 En balansert struktur
6.3 Enhetlig ledelse gjennom hele linjen
Tendo em conta que o objetivo primordial da empresa centrar-se-á em obter receitas e tendo consciência que os recursos humanos são a vantagem competitiva da empresa, torna-se necessário aliar os objetivos da empresa aos dos colaboradores. Isto passa na maior parte das vezes, por potencializar competências e, daí a importância da formação. O objetivo da formação é complementar as capacidades de cada colaborador e desenvolver as suas competências, por forma a obter um melhor desempenho na realização das suas tarefas (Cardim, 1993).
Tendencialmente, o formador analisará o grupo e fará um diagnóstico dos conhecimentos e da realidade em que a organização/grupo atua, compreendendo essa mesma realidade de modo a conseguir perceber que cada organização terá as suas razões para adotar aquela formação, sendo do ponto de vista obrigatório ou não. Refletindo sobre a existência de um grupo não podemos descuidar do facto dos formandos criarem relações e interações (Mão-de-Ferro & Fernandes,2000).
Dessas relações surgem aspetos importantes a ter em conta durante a formação, tanto da parte do formador como do formando. Olhando para o grupo de indivíduos que abarca a mesma formação temos que ter em consideração que apesar do objetivo do grupo ser comum e cooperarem para atingirem a meta que os uniu, existem diferentes capacidades nesse mesmo grupo. Alguns formadores inevitavelmente caiem no esquecimento e tratam o grupo de igual modo, contudo, as pessoas não são iguais, e “ O formador deverá atender a cada aluno para que progrida de acordo com as suas capacidades e interesses, sem prejudicar nem ser prejudicado pelo progresso dos restantes elementos do grupo” (Mão-de-Ferro & Fernandes,2000:28). Mas apesar das diferenças inevitáveis a nível intelectual, existe algo que une o grupo. É verdade que dentro do mesmo existe uma diversidade que é facilmente verificada através dos hábitos, personalidade, crenças, inteligência, saúde, etc, no entanto, o objetivo comum permite e gera uma expetativa boa (Mão-de-Ferro & Fernandes,2000).
De uma forma sucinta, o formador tem o objetivo de despertar em cada formando, as suas capacidades conforme o nível de cada um, para isso tem que perceber o mecanismo da pessoa e trabalhá-la de forma a aprender bem, e no menor tempo possível. Em relação ao grupo, o formador deverá ter em conta que o objetivo a que se propôs antes da formação tem que ser cumprido e, para isso, tem que desenvolver os formandos intelectualmente, proporcionar uma maior realização pessoal e contribuir para uma excelente eficácia da formação, pois só de si vai depender (Mão-de-Ferro & Fernandes,2000).
De destacar a posição de Estevão (2001) perante a importância da formação como contributo fundamental para cidadania e comportamento organizacional: “É comummente aceite que toda a formação beneficia os atores de uma organização, alargando quer as suas capacidades intelectuais e/ou funcionais, quer o seu posicionamento crítico, quer mesmo o seu poder de influência nos processos organizacionais de tomada de decisão e de liderança” (Estevão, 2001:195).
Em certos países a educação ao longo da vida, que engloba a educação de crianças, jovens e adultos mostrou ser um dos pilares socioeducativos do Estado-Providência juntamente com outras políticas sociais e redistributivas mais típicas das diversas modalidades que este assumiu. Foi no virar do século XIX para o século XX, que o Estado-Providência foi a forma encontrada para melhorar e intervir não só nas condições económicas, mas também de criar mais condições para responder às novas necessidades da sociedade, através de direitos de cidadania, como a proteção social, o acesso à educação, entre outros.
Hoje em dia a adaptabilidade, a empregabilidade e a produção de vantagens competitivas no mercado prevalecem e, por isso, existe um apelo sistemático para a formação e para a aprendizagem ao longo da vida, uma vez que nos encontramos num quadro de crise do Estado de bem-estar e de um menor investimento quanto à educação, com o respetivo reforço das imputações individuais pela aquisição de saberes e de “competências para competir”.
Por vezes, as oportunidades formativas dadas pelas empresas não surgem apenas pela vontade de desenvolver competências do indivíduo, mas sim por muitas delas corresponderem à necessidade de mostrar valor competitivo no mercado o que contraria o sentido de cultura dominante.
Os anos avançaram e as realidades são outras, o clima político e económico atual é bastante diferente do que assistimos na década de 60. A ideia geral dos conceitos de formação
ao longo da vida tem permanecido em muitos programas de formação simplesmente porque estão ligados ao trabalho e ao emprego.
Ou seja, na atualidade a aprendizagem ao longo da vida tende a ser representada por aquisições de conhecimentos individuais de forma a adquirir competências com o intuito de posteriormente “combater” com outros indivíduos. Desta forma, estamos claramente diante de uma mudança de paradigma, uma vez que as preocupações com a formação do indivíduo no seu todo, nas suas diversas dimensões, presentes no paradigma da Educação Permanente, foram dando lugar a preocupações relacionadas com economia, associadas ao aumento da produção e a adaptação dos trabalhadores às suas respetivas funções no mercado de trabalho.
Ainda segundo Lima (2007:22) “a formação e aprendizagem ao longo da vida chegam a ser objeto de um tão profundo processo de instrumentalização com vista à eficácia económica e à performance competitiva que parecem frequentemente reduzidas a estratégias vocacionalistas e técnicas de gestão de recursos humanos pouco ou nada se assemelhando a formas de processos de educação”.
De acordo com Canário (1997), a formação de adultos tornou-se num elemento central das políticas de gestão do desemprego, inteirando-se nos objetivos a atingir pelas atuais empresas. Podemos dizer que a formação e aprendizagem assumem uma postura pouco pertinente diante da atual situação do país, pois estamos diante de um conjunto de relações que, em vez de se preocuparem em qualificar os indivíduos, preocupam-se em proporcionar a estes competências que lhes permitirão trabalhar mais e melhor, e posteriormente permitirão aos seus empregadores serem mais competitivos no sector da economia global. Assim, podemos afirmar que apesar de a educação ser considerada como um direito de todos os indivíduos, ela tem vindo ao longo dos tempos a tornar-se num dever económico.