2. The Energy Situation in Ukraine
2.3 Energy Prices
Os resultados obtidos nesta investigação referem-se a 26 indivíduos com DM, usuários de insulina, cadastrados no NSF I do município de Ribeirão Preto-SP, correspondentes a 15,6% dos pacientes cadastrados no serviço, e com essa situação de morbidade. Em relação aos 31 pacientes identificados como portadores de DM e usuários de insulina, o percentual dos sujeitos foi de 83,9%.
Os sujeitos que compõem a amostra deste estudo pertencem à faixa etária predominante, que variou de 61 a 70 anos, correspondendo a 49,9% do total de entrevistados, cuja amostra foi constituída por cada sexo (Tabela 1).
Segundo dados do Ministério da Saúde, semelhante ao observado nos países desenvolvidos, o DM apresenta uma tendência de aumento da incidência em população acima de 40 anos, acentuada, principalmente, pelo envelhecimento progressivo da população, realidade esta também constada no Brasil. Os dados desse documento também mostram que 7,6% da população brasileira na faixa etária de 30 a 69 anos e 18,6% das pessoas com mais de 65 anos são indivíduos com DM (BRASIL, 2002).
Estudo Multicêntrico sobre Prevalência de DM no Brasil revelou uma maior prevalência entre as mulheres, 7,6%, enquanto nos homens este índice foi de 3,5% (GOLDEMBERG; SCHENKMAN; FRANCO, 2003). Esse número pode ser explicado devido à maior procura das mulheres pelos serviços de saúde; outro aspecto relevante é o envelhecimento da população, que aponta um aumento do número de mulheres com mais de 60 anos (GRILO; GORINI, 2007).
Tabela 1 – Distribuição dos sujeitos da pesquisa, segundo o gênero, faixa etária, posição na família e nível socieconômico e cultural, no NSF I de Ribeirão Preto - SP, 2010
Características F % Sexo Feminino 13 50,0 Masculino 13 50,0 Idade (anos) 11-20 1 3,8 21-30 0 0 31-40 3 11,6 41-50 0 0 51-60 2 7,8 61-70 13 49,9 71-80 6 23,1 Mais de 80 1 3,8
Posição na família Pai 6 23,1
Mãe 12 46,1
Filho (a) 6 23,1
Outros 2 7,7
Alfabetizado Sim 23 88,5
Não 3 11,5
Escolaridade Ensino fundamental incompleto 12 52,2
Ensino fundamental completo 1 4,3
Ensino médio incompleto 0 0
Ensino médio completo 9 39,2
Ensino superior incompleto 0 0
Ensino superior completo 1 4,3
Renda mensal familiar Até 1 salário mínimo 4 15,4
De 1 a 2 salários mínimos 8 30,8
De 2 a 3 salários mínimos 4 15,4
De 3 a 4 salários mínimos 5 19,2
Mais de 4 salários mínimos 4 15,4
Outros 1 3,8
* O n de cada variável = 26
Quanto ao nível de escolaridade dos sujeitos desta pesquisa, 88,5% eram alfabetizados e, entre esses, 52,2% possuíam ensino fundamental incompleto, revelando um baixo nível de escolaridade. Esse cenário também reforça a necessidade dos profissionais da saúde disporem de estratégias motivadoras para a realização de trabalho educativo, que seja significativo para esses indivíduos.
A educação da pessoa com diabetes representa um aspecto fundamental no cuidado da doença, visando o controle do DM e a prevenção de complicações, favorecendo na promoção da qualidade de vida desses usuários.
Dados semelhantes foram encontrados em estudo realizado em Ribeirão Preto-SP, no ano de 1999, com indivíduos com DM tipo 2, no qual 82,7% dos entrevistados possuíam ensino fundamental incompleto. Esse nível de escolaridade pode representar dificuldades no entendimento das orientações realizadas pela equipe multiprofissional, comprometendo o seguimento do tratamento, sendo, portanto, um importante indicador a ser observado tanto pelos gestores, como pela equipe, no planejamento de estratégias destinadas a esse grupo populacional (SCHAAN; HARZHEIM; GUS, 2004).
Segundo Pace et al. (2002) em estudo realizado com indivíduos com DM, o baixo nível de escolaridade pode comprometer o acesso às informações, devido à possível limitação das habilidades de compreensão ou mesmo de fala. Essa condição pode reduzir o acesso às oportunidades de aprendizagem relacionadas ao cuidado à saúde.
Quanto à renda familiar, 30,8% dos entrevistados apresentaram uma renda mensal entre 1 e 2 salários mínimos. A baixa renda é uma outra condição significativa no tratamento do DM, podendo ser um fator limitante no controle da doença. Uma vez que a alimentação e o auto cuidado se configuram como sendo de alto custo para alguns pacientes, o baixo poder aquisitivo torna-se um fator determinante para os indivíduos com DM negligenciarem a dieta e outras recomendações para o tratamento (Tabela 1).
Dados semelhantes aos desta pesquisa foram encontrados em estudos realizados em Ribeirão Preto-SP, em 1999 e também na cidade de São Paulo, em 2004, nos quais a faixa de renda predominante era de 1 a 2 salários mínimos (48,8%), revelando também o baixo poder aquisitivo da população ( SOUZA, 1999; CASTRO; GROSSI, 2008).
Dessa forma, a implementação efetiva da terapêutica do DM pode ficar comprometida, devido ao fato de muitas famílias não possuírem condições financeiras suficientes para suprir os gastos com a doença (GROSSI, 1999).
Nesse sentido, torna-se relevante que gestores, equipes de planejamento e profissionais de saúde estudem e planejem estratégias assistenciais alternativas para o controle do DM, considerando as dificuldades pessoais dos indivíduos com DM para manter o controle da doença e prevenir complicações decorrentes da mesma.
É importante considerar que no Brasil, desde 2006, os pacientes com DM têm direito a receber a medicação gratuita, seja o tratamento por medicação oral ou por insulina e, nesse
último caso, o mesmo tem também o direito de adquirir o material necessário para a realização da glicemia capilar, objetivando o controle glicêmico (BRASIL, 2006b).
No tratamento do DM é imprescindível que o serviço de saúde conheça a realidade em que o usuário está inserido, assim como o seu nível socioeconômico e cultural, o que pode interferir diretamente na qualidade do tratamento.
No que se refere às questões de moradia, os resultados apontam que todos os domicílios eram construídos com tijolo, e a maioria (76,9%) das residências possuía mais de 4 cômodos; e em 26,9% dos domicílios moravam 3 pessoas.
Em relação à observação realizada sobre a higiene e limpeza dos domicílios dos usuários de insulina, incluídos neste estudo, destaca-se que apenas 2 moradias apresentavam condições inadequadas de limpeza; 3,8% (1 sujeito do total de 26) não se encontravam em boas condições de higiene nos momentos das visitas domiciliares.
Neste estudo também foi observado a iluminação deficiente em 50% domicílios, verificando-se a necessidade de iluminação artificial durante o dia, nos momentos das visitas domiciliares realizadas para coleta de dados.