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O movimento da prática baseada em evidências (PBE) foi fundada pelo Dr° Archie Cochrane, um epidemiologista britânico, que esforçou-se pela eficácia do cuidado à saúde e mudou a comunidade para pagar apenas o cuidado que tem sido empiricamente apoiado como efetivo (GALVÃO, 2002; MELNYK; FINEOUT-OVERHOLT, 2005). Cochrane foi um forte candidato a utilizar evidências de ensaios clínicos randomizados por acreditar que a evidência mais forte era aquela que poderia ser utilizada para a prática clínica (MELNYK; FINEOUT-OVERHOLT, 2005).

Segundo Melnyk e colaborador (2005), a prática baseada em evidências é uso consciente da melhor evidência para a tomada de decisão sobre o cuidado ao paciente na qual integra:

♦ Pesquisa sistemática para avaliação crítica da mais relevante evidência para responder a questão clínica;

♦ Evidência da avaliação de pacientes segundo a história e exame físico e avaliação de pesquisas sobre cuidados à saúde;

♦ Experiências clínicas;

♦ Valores e preferências dos pacientes.

A Prática Baseada em Evidências é uma abordagem de solução de problemas para a tomada de decisão, incorporando a busca da melhor e mais recente evidência, competência clínica do profissional e os valores e preferências do paciente no contexto do cuidado. Acresce-se que isto envolve a definição de um problema, a busca e avaliação crítica das evidências disponíveis, a implementação dessas evidências na prática clínica e uma avaliação dos resultados obtidos. (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008).

Neste contexto, a PBE associada à Medicina Baseada em Evidências (MBE), nasceu no Canadá e integrou-se ao Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (GALVÃO, 2002). Neste particular, o conceito de MBE esteve relacionado em prender a atenção dos administradores de saúde para melhorar a qualidade e eficiência dos serviços de saúde e, por conseguinte, racionalizar seus custos (FRENCH, 1999).

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No contexto de Bork (2005), a MBE, movimento criado na década de 1990, derivado da epidemiologia clínica, teve a finalidade de organizar as informações mais relevantes, bem como, condutas em saúde mais eficientes: com melhor resposta ao paciente, mais seguras e com custo adequado às circunstâncias.

Dessa forma, há uma série de habilidades necessárias para melhor aproveitar a prática em saúde baseada em evidências que são: a capacidade de elaborar uma questão clínica clara e objetiva para facilitar a busca do fenômeno em estudo; facilidade de identificar fontes na literatura científica de boa qualidade e/ou estudos de metanálise já existente; selecionar informações pertinentes ao estudo de forma criteriosa; sintetizar dados e aplicá-los na prática diária para o desenvolvimento de recomendações (STETLER et al., 1998; GALVÃO; SAWADA; ROSSI, 2002; BORK; WHITTEMORE; KNALF, 2005).

Bork (2005) propõe etapas para a aplicação em saúde baseada em evidências que são transformar a dúvida em questão clínica; buscar a melhor evidência clínica para respondê-la; avaliar a aplicabilidade, validade e impacto dessa informação; integrar evidências baseado em experiências clínicas e características dos pacientes e, por último, uma auto-avaliação do desempenho das etapas anteriores.

Haynes; Glasziou; Straus (2000) afirmam que artigos de revisão clínica são publicados com menos frequência que os estudos originais sendo aqueles, uma comunicação entre os clínicos que estão na prática e, ainda acrescentam que os padrões de fazer e relatar as revisões sistemáticas aumentam a possibilidade de fornecer conclusões válidas baseadas na melhor evidência disponível.

Nesse sentido, é necessário que haja um rigor metodológico de publicações para que haja uma interação entre os que realizam estudos de evidências com os que atuam na prática. As melhores evidências são as pesquisas clínicas, isto devido ao envolvimento de seres humanos, com intervenções de interesse, metodologia adequada e a avaliação de resultados clinicamente comprovados decorrendo, assim em uma maior confiabilidade e alta qualidade de informação. Uma limitação dessa prática decorre, justamente,

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dos aspectos de epidemiologia clínica de que o profissional de saúde deve ter conhecimento e habilidade para tal feito e que, substancialmente está sendo desvalorizado na formação acadêmica (BORK, 2005).

Destaca-se a necessidade de aplicar as melhores evidências disponíveis para uma questão clínica específica. E para responder este fenômeno precisa- se de um delineamento claro e objetivo. Perfuntas focadas na causa, prognóstico, diagnóstico, prevenção, tratamento ou custos de saúde são melhores respondidas utilizando desenhos quantitativos, enquanto questões sobre o significado ou a experiência da doença utilizam-se uma abordagem qualitativa (ROBERTS; DICENSO, 1999).

Existem diferentes desenhos de pesquisa quantitativa e qualitativa. Na pesquisa qualitativa objetivando a descrição, exploraração e explicação dos fenômenos estudados, a três abordagens mais comumente utilizadas para na enfermagem são a fenomenologia, etnografia e a teoria fundamentada (PLOEG, 1999). No entanto, os desenhos quantitativos têm-se os ensaios clínicos randomizados controlados, caso controle, estudos de coorte, revisões sistemáticas e metanálise (ROBERTS; DICENSO, 1999).

Diante desta panorâmica, faz-se necessário a análise criteriosa da trajetória metodológica para que se possa de fato realizar a identificação do desenho de pesquisa e, consequentemente estabelecer o nível de evidência e qualidade da informação.

O quadro 2 apresenta a classificação dos níveis de evidências, utilizado neste estudo conforme Melnyk e Fineout-Overholt (2005).

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Nível Qualificação de evidência

I Evidência obtida de revisão sistemática ou metanálise de todos os ensaios clínicos randomizados controlados, ou diretrizes baseadas em revisões sistemáticas ou ensaios clínicos randomizados controlados.

II Evidência munida de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado.

II Evidência provida de ensaio clínico controlado bem delineado, porém sem randomização.

IV Evidência de estudo caso-controle ou coorte bem delineado.

V Evidência provida de revisões sistemáticas de estudos descritivos e qualitativos. VI Evidência de único estudo descritivo ou qualitativo.

VII Evidência provida de opinião de especialistas e/ou relatórios de comitês.

Quadro 2. Classificação dos níveis de evidências, segundo Melnyk e Fineout-Overholt, 2005.

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“A fé nunca sabe aonde está sendo levada, mas conhece e ama Aquele que a está levando”

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