4 INTERNASJONALE UTVIKLINGSTREKK
4.1 Energi- og klimahensyn i dansk og svensk planlegging
5.2.1. Teste de migração de metais pesados nos filmes poliméricos sem contato com alimento
A migração de nanopartículas para alimentos e bebidas é a principal rota de entrada destas partículas no intestino (ECHEGOYEN; NERÍN, 2013). O estudo realizado por (WALCZAK et al, 2012) demonstrou a importância de se avaliar a possibilidade de migração de AgNPs de embalagens para alimentos pois a prata coloidal pode permanecer intacta após a digestão. (SONG et al, 2011) relatou a migração total de AgNPs inseridas na matriz de polietileno usando simulantes como ácido acético 3% (w/v) e etanol 95% (v/v). Segundo (ECHEGOYEN; NERÍN, 2013) os íons de prata (Ag+) são a principal forma (química) encontrada em soluções de migração induzidas
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influência da temperatura 0-37 ºC (ŠIMON; CHAUDHRY; BAKOŠ, 2008) e do pH (LIU; HURT, 2010).
Através da análise de ICP-OES não foi possível encontrar prata nas amostras em contato com os simulantes A, B e C, nas condições estudadas. As amostras A2,5 e B2,5, portanto se enquadram dentro do regulamento da UE (EFSA, 2006) no qual o limite permitido de migração é de 0,05 mg Ag/kg para o alimento, mesmo não existindo uma legislação específica que limita valores de migração para nanopartículas.
Os resultado diferem do encontrado por (ECHEGOYEN; NERÍN, 2013) e realizaram testes de migração em embalagens de poliolefinas comercializadas nos EUA, na forma rígida e em forma de sacos plásticos de PEBD, contendo AgNP. Para os testes de migração, os autores utilizaram dois tipos de simulantes: etanol 50% v/v e ácido acético 3% v/v, e encontraram maiores concentrações de migração de prata para as amostras colocadas em contato com ácido acético na forma de embalagens rígidas.
5.2.2. Teste de migração de metais pesados nos filmes poliméricos em contato com alimento (cenoura)
Em maio de 2011 a EFSA (Associação Europeia de Segurança Alimentar) publicou um guia de orientação para avaliar os riscos potenciais do uso da nanotecnologia em relação à questão dos alimentos seguros. Esta publicação ocorreu devido às questões e incertezas sobre os possíveis efeitos toxicológicos destes nanomateriais com propriedades químicas, fisiológicas, farmacológicas e toxicológicas de natureza distinta (ECHEGOYEN; NERÍN, 2013). As investigações mais atualizadas sobre nanomateriais (COCKBURN et al, 2012) tratam de aplicações em que o nanomaterial mantém contato direto com alimentos, como o caso da nanosílica (melhorando as propriedades de barreira) e nanoprata (antimicrobiano).
(ŠIMON; CHAUDHRY; BAKOŠ, 2008) realizaram um estudo teórico sobre o risco potencial de migração de nanopartículas de embalagens para alimentos. O estudo relata que esse risco é possível no caso de nanopartículas extremamente pequenas (cerca de 1 nm) em matrizes poliméricas de baixa viscosidade, como por exemplo: polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de alta densidade (PEAD) e polipropileno (PP). O estudo foi baseado em três temperaturas: 25 ºC (ambiente), 4 ºC (refrigerador) e -18 ºC (freezer), em dois períodos (1 mês e 1 ano) de contato. Os valores de migração para amostras de PEBD durante um ano de contato a 25 ºC foi 0,26 mg.
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Nas condições analisadas neste trabalho, em nenhuma das amostras de cenoura mantidas em contato com os filmes nanoparticulados foi detectada prata, o que é bastante desejável. Alguns fatores podem ter contribuído para a não migração destas partículas para o alimento, como: temperatura, tempo de contato entre o alimento e a embalagem. Segundo (SONG et al, 2011) o tempo é um fator muito importante, pois como relatado pelos autores, logo no primeiro dia de contato com o alimento pode ocorrer uma redução na taxa de migração devido a um processo de estabilização ao longo do tempo de contato. Fato comprovado em um estudo recente, realizado por (CUSHEN et al, 2014) ao fazerem uma simulação para avaliar o risco potencial de migração de nanopartículas de prata e cobre (contidos em filmes de polietileno) para alimentos. Neste estudo os autores relataram não haver um efeito significativo para o tempo e temperatura nas amostras analisadas (p > 0,1), pois pode ter ocorrido uma estabilização dos níveis de migração durante o período de estudo, não sendo, portanto significativas estas variáveis.
Outro fator que podem ter contribuído para a não detecção de prata foi o limite de resolução da técnica empregada de 10 ppb. Ou mesmo não podemos desconsiderar o fato de simplesmente não ter ocorrido migração de partículas para o alimento nas condições empregadas, contudo, este fato não exclui a possibilidade de que partículas possam migrar em outras condições de teste, como demonstrado por (CUSHEN et al, 2014) que encontrou valores médios de prata de 0,0041 mg/dm2 em amostras que tiverem contato com o compósito de polietileno (PE) e nanoprata, valor este significantemente diferente das amostras controle.
Segundo estudo recente, a concentração de partículas presente nos compósitos é considerada o parâmetro mais importante na influência da migração de partículas quando comparado aos parâmetros de tempo, temperatura e tamanho de partículas (CUSHEN et al, 2013). Portanto, outra hipótese que deve ser levado em consideração para a não detecção de prata nas amostras estudadas pode ser devido à baixa concentração de nanopartículas empregadas nas amostras de filmes aqui estudadas.
5. 3. CONCLUSÃO
Nos testes de migração dos filmes não foi detectada prata em nenhuma das amostras analisadas nas condições estudadas, porém, é importante relatar que pode ter ocorrido migração de partículas, mas em concentrações abaixo do limite de detecção da
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técnica utilizada. Estudos de migração de nanopartículas para alimentos são demasiadamente importantes, especialmente no que se refere aos estabelecimentos de valores limites seguros, já que atualmente não existe uma legislação específica que limita valores de nanopartículas de prata.
REFERÊNCIAS
COCKBURN, A. et al. Approaches to the safety assessment of engineered nanomaterials (ENM) in food. Food and Chemical Toxicology, v. 50, n. 6, p. 2224- 2242, 2012.
CUSHEN, M. et al. Migration and exposure assessment of silver from a PVC nanocomposite. Food chemistry, v. 139, n. 1, p. 389-397, 2013.
CUSHEN, M. et al. Evaluation and simulation of silver and copper nanoparticle migration from polyethylene nanocomposites to food and an associated exposure assessment. Journal of agricultural and food chemistry, v. 62 , , n. (6), p. 1403–1411, 2014.
ECHEGOYEN, Y.; NERÍN, C. Nanoparticle release from nano-silver antimicrobial food containers. Food and Chemical Toxicology, v. 62, p. 16-22, 2013.
EFSA Opinion of the Scientific Panel on food additives, flavourings, processing aids and materials in contact with food (AFC) on a request related to a 12th list of substances for food contact materials. The EFSA Journal, v.395, p. 401, 1-21, 2006.
LIU, J.; HURT, R. H. Ion release kinetics and particle persistence in aqueous nano- silver colloids. Environmental science & technology, v. 44, n. 6, p. 2169-2175, 2010.
RDC. Resolução nº 105, de 19 de maio de 1999. Aprova o Regulamento Técnico “Disposições Gerais para Embalagens e Equipamentos Plásticos em contato com
Alimentos”. Disponivel em:< http://portal.anvisa.gov.br >. Acesso em: 15 de feveiro de 2014.
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SONG, H. et al. Migration of silver from nanosilver–polyethylene composite packaging into food simulants. Food Additives & Contaminants: Part A, v. 28, n. 12, p. 1758-1762, 2011.
WALCZAK, A. P. et al. Behaviour of silver nanoparticles and silver ions in an in vitro human gastrointestinal digestion model. Nanotoxicology, v. 7, n. 7, p. 1198-1210, 2012.
ŠIMON, P.; CHAUDHRY, Q.; BAKOŠ, D. Migration of engineered nanoparticles from polymer packaging to food--a physicochemical view. Journal of Food & Nutrition