Den økonometriske modellen 6.2
Kapittel 14. Energi. Innledende bestemmelser om energi
O início de uma pesquisa não é a análise de um documento, mas a formulação de um questionamento. A problematização das fontes é fundamental porque elas não falam por si: são testemunhas, vestígios que respondem a perguntas formuladas.
Segundo Eliana Marta Teixeira Lopes e Ana Maria de Oliveira Galvão (2001) o que determina o que são as fontes é exatamente o problema problematizado. As perguntas que o pesquisador formula ao documento são tão importantes quanto o próprio documento. São as perguntas que o historiador faz ao documento que lhe conferem o sentido.
A análise documental constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema. (LOPES; GALVÃO, 2001). Utiliza-se de materiais/documentos que não receberam tratamento analítico e vive muito da crítica histórica. Assim, trata-se nesta pesquisa de associar às demais técnicas de pesquisa a análise documental, por meio da análise de documentos referentes ao currículo da educação básica do Distrito Federal, aos planos de disciplina, bem como ao projeto político-pedagógico da escola objeto de estudo.
A análise de conteúdos proposta por Bardin (1994) é caracterizada por um conjunto de instrumentos metodológicos que se aplicam a discursos (conteúdos e continentes) extremamente diversificados.
O desenvolvimento desse instrumento de análise das comunicações é seguir, passo a passo, o crescimento quantitativo e as diversas formas qualitativas das pesquisas empíricas, apoiadas na análise de conteúdos.
A análise de conteúdo tem como referência principal um conjunto de técnicas de análises da comunicação que pode utilizar procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição dos conteúdos apresentados pelas mensagens analisadas. Estes procedimentos são usados para observar as mensagens apresentadas pelos conteúdos.
Na análise de conteúdo, conforme destaca Bardin (1994):
“[...] a análise qualitativa não rejeita toda e qualquer forma de quantificação. Somente os índices é que são retidos de maneira não frequencial, podendo o analista recorrer a testes quantitativos: por exemplo, a aparição de índices similares em discursos semelhantes. Em conclusão, pode-se dizer que o que caracteriza a análise qualitativa é o fato de a inferência - sempre que é realizada - ser fundada na presença do índice (tema, palavra, personagem, etc.), e não sobre a frequência da sua aparição, em cada comunicação individual. (BARDIN, 1994 p.115).”
Esta pesquisa utilizou as técnicas de análise documental e análise de conteúdo para responder aos questionamentos já apresentados.
A análise de conteúdo proposta por Bardin (1994) é caracterizada por um conjunto de instrumentos metodológicos que se aplicam a discursos (conteúdos e continentes) extremamente diversificados. A análise de conteúdo tem como referência principal um conjunto de técnicas de análise da comunicação que pode utilizar procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição dos conteúdos apresentados pelas mensagens analisadas.
Ressalta-se, ainda, que o método de triangulação de dados foi aplicado na análise dos dados qualitativos. A triangulação pode envolver o uso de diferentes fontes de dados, diferentes perspectivas ou teorias, diferentes pesquisadores ou diferentes métodos; é uma resposta ̀ questão da fidedignidade e da validade dos estudos interpretativos. Para Denzin (1988, p. 318), a triangulação é o emprego e combinação de várias metodologias de pesquisa no estudo de um mesmo fenômeno. A triangulação tem uma longa história nas ciências naturais e sociais; na pesquisa quantitativa, é usada, tradicionalmente, como uma estratégia de validação de observações (ibid.).
Não obstante, segundo Denzin (1988) a apropriação desse conceito pelos pesquisadores interpretativos e sua aplicação a problemas típicos da pesquisa qualitativa é mais recente e representa um compromisso com um sofisticado rigor metodológico por parte dos pesquisadores, no sentido de que estão comprometidos a tornar seus esquemas empíricos e interpretativos o mais públicos possível. Neste artigo, serão utilizados os métodos de triangulação de dados e triangulação metodológica. Sendo:
Triangulação metodológica, que envolve o uso de mais de um método e pode consistir em estratégias intra métodos ou entre métodos;
4.4.1 Questionário quantitativo: pesquisa de opinião
Para o estudo quantitativo utilizou-se questionário específico elaborado para explorar o acesso à informação sobre sexualidade, preconceitos, práticas sexuais, violência e a percepção sobre a atividade pedagógica de educação em sexualidade na escola. O estudo quantitativo junto aos professores foi elaborado visando coletar informações a respeito das opiniões e satisfação dos entrevistados sobre o projeto de educação em sexualidade desenvolvido pela escola (apêndice VII).
Para coleta de dados quantitativos com estudantes elaborou-se um questionário (apêndice VII) para análise das declarações sobre o comportamento e as percepções da aprendizagem do alunado que considera o acesso à informação sobre sexualidade, violência e às atividades pedagógicas desenvolvidas na escola. O questionário foi elaborado considerando-se os objetivos desta pesquisa. Focalizou-se na comparação entre o conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis, práticas sexuais, uso de drogas e violência. A perspectiva sobre drogas foi considerada apenas como elemento promotor de vulnerabilidade individual do pesquisado.
Os questionários desenvolvidos para esta pesquisa direcionados para docentes e discentes foram baseados nos instrumentos relacionados a seguir:
Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP) do Ministério da Saúde (BRASIL, 2008).
Pesquisa Juventudes e Sexualidades (ABRAMOVAY; CASTRO; SILVA, 2004).
Pesquisa de avaliação do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) (UNESCO, 2014).
Cabe ressaltar, ainda, que para classificação de raça/cor e religião, adotou-se o padrão estabelecido pelos questionários construídos para esta pesquisa, os mesmos aplicados pela pesquisa censitária do IBGE.
A investigação qualitativa realizada neste estudo não foi intervencionista. A pesquisadora observou durante tempo suficiente para compreender o que, para este caso, costuma ser comum. Serão considerados na análise desta pesquisa os elementos abaixo elencados e descritos:
4.5.1 Sobre o Currículo
Analisou-se o currículo da educação básica do DF, na perspectiva de identificar os conteúdos de educação em sexualidade para o ensino médio. Previa-se inicialmente a análise dos planos de disciplinas de acordo com a inclusão dos temas da educação em sexualidade, sua sugestão de carga horária, avaliação e aproveitamento dos estudantes e metodologias de ensino. No entanto, a escola objeto desta pesquisa não disponibilizou os planos de disciplina para análise.
4.5.2 Sobre o projeto político-pedagógico
Da mesma forma que ocorreu com os planos de disciplinas o Ced não autorizou a disponibilização do projeto político pedagógico para análise no contexto deste estudo.
A perspectiva da análise sobre a inclusão dos temas disciplinas e os diferentes graus de participação e envolvimento dos segmentos escolares - estudantes, familiares e responsáveis, não foi possível realizar uma análise de conteúdo destes documentos, uma vez que a escola não os disponibilizou.
4.5.3 Sobre a participação juvenil
Foram considerados os aspectos da participação adolescente e juvenil na construção, elaboração e desenvolvimento dos projetos em estudo. Procurou-se identificar e descrever se o conhecimento deste grupo populacional foi incorporado e valorizado na construção do projeto político-pedagógico com foco nos temas desta pesquisa.
4.5.4 Sobre as percepções da aprendizagem e de comportamentos dos estudantes
Para análise das declarações sobre o comportamento e as percepções da aprendizagem do alunado elaborou-se um questionário (apêndice VII) que considerou o acesso à informação sobre sexualidade, violência e às atividades pedagógicas desenvolvidas na escola. Focalizou- se na comparação entre o conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis, práticas sexuais, uso de drogas e violência. A perspectiva sobre drogas foi considerada apenas como
elemento promotor de vulnerabilidade individual do pesquisado.
4.5.5 Sobre as percepções da aprendizagem e comportamento de estudantes por professores Analisou-se por meio de questionário dirigido aos professores (apêndice IV) e entrevistas semiestruturadas como o diretor da escola e como o professor coordenador da ação (apêndice I) as percepções destes sobre as possíveis mudanças de comportamento de estudantes frente às estratégias pedagógicas desenvolvidas pela escola. No decorrer deste trabalho as declarações do diretor e do professor coordenador da ação foram categorizadas apenas como ‘entrevista semiestruturadas’ com vistas a não identificação dos entrevistados.
4.6. ORGANIZAÇÃO, PROCESSAMENTO E APRESENTAÇÃO DOS DADOS E