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Endringer i funksjonell inntektsfordeling

KAP 6 Den samlede inntektsutviklingen 91

6.3 Endringer i funksjonell inntektsfordeling

Abrir o texto, fundar o sistema de sua leitura, não é, pois, apenas pedir e mostrar que é possível interpretá-lo livremente; é, sobretudo e muito mais radicalmente, forçar o reconhecimento de que não existe verdade objetiva ou subjetiva de leitura, mas apenas uma verdade lúdica; todavia o jogo não deve ser compreendido como uma distração, mas como um trabalho – do qual contudo o esforço se tivesse evaporado; ler é fazer trabalhar o nosso corpo [...] ao apelo dos signos do texto, de todas as linguagens que o atravessam e que formam como que a profundidade cambiante das frases.

Roland Barthes44

As tendências críticas da Teoria da Literatura surgidas ao longo do século XX determinaram uma sucessão de distintas perspectivas de abordagem do texto literário e, por vezes, ainda que por extensão, da obra de arte, o que repercutiu em uma variedade de modos de elaboração do texto e de seus jogos. Nas décadas de 1960 e 1970, período de grande desenvolvimento das vertentes teóricas de fundamentação sistêmico-estrutural – entre as quais, incluem-se o Estruturalismo e as teorias de base semiológica –, o interesse crítico se dirigiu ao “texto jogo” ou aos “jogos do texto”. Em outros termos, a ênfase de investigação incidia sobre o jogo formal, no que este poderia dar a ver o jogo da criação. Tratava-se, portanto, de um enfoque que valorizava, sobretudo, o estrato concreto do jogo, ao se ater a uma análise detida do texto, que investigava os jogos da língua e da linguagem. Nessas circunstâncias, o “jogo do leitor com o texto” era, portanto, em grande parte, negligenciado.

Em contrapartida ao posicionamento crítico centrado na relação autor/obra ou na obra como um todo de sentido, sustentado por tendências como a Crítica Sociológica, o New Criticism, o Formalismo Russo e o Estruturalismo, surge, no final da década de 1960, a corrente teórica que se convencionou chamar de Estética da Recepção (Reader-Response Criticism). Com o novo foco de investigação proposto, que residia em refletir sobre as condições de leitura, o público que se detém sobre a obra passa a ser considerado importante ator na construção da significação do texto. Nesse contexto, a recepção deixa de ser interpretada como uma decodificação e vem a constituir um processo ativo de interação com o texto. De modo geral, as linhas de trabalho reunidas sob tal orientação teórica se dividiam em dois eixos essenciais: a

Teoria da Recepção, de Hans Robert Jauss, e a Teoria do Efeito Estético, de Wolfgang Iser. A primeira linha de trabalho investigava como a recepção dos textos era determinada pelas condições sócio-históricas, já o segundo enfoque preconizava a análise da relação dialética estabelecida entre texto e leitor.

De acordo com a abordagem crítica proposta por Iser, o interesse investigativo recai, portanto, em refletir sobre como o leitor “joga” e é “jogado” pelo texto, ao inquirir quais são os jogos que travamos com a obra e quais são os aspectos determinantes nessa interação com o estético. Sob essa perspectiva, as interrogações teóricas se dirigem à obra de arte e, em especial, ao texto ficcional, enquanto território de um jogo ativado pelo leitor. Diante disso, emerge a metáfora que concebe o lúdico como inerente ao efeito estético oriundo do engajamento do leitor na atividade de interação com o texto. Nas obras de Iser, a noção de jogo é empregada em variados contextos, com distintas acepções, pois se apresenta bastante fecunda no desenvolvimento de suas teorizações. Se o lúdico é um tema reiteradamente discutido, destacamos, no entanto, três distintas perspectivas de tratamento do jogo, presentes ao longo da produção do teórico.

Em O ato da leitura: uma teoria do efeito estético (1978), Iser critica o fato de que a obra de arte contemporânea prosseguia sendo encarada como objeto que carrega em si uma verdade de leitura, que deve ser disposta por uma interpretação universal e estabilizadora. O teórico condena, igualmente, o modo como o texto ficcional vinha sendo reduzido a uma significação referencial, ao status de documentação, em razão do tratamento que lhe concedia a crítica. Frente a tais questionamentos, Iser propõe um enfoque embasado na Fenomenologia, que enfatiza a estrutura significante da obra e igualmente endossa o papel da leitura – dos atos de apreensão – no processo de interação estabelecido entre a obra e o público receptor.

Nessa perspectiva, a leitura é encarada como o procedimento que faz os sentidos emergirem, não mais como algo a ser explicado, mas como efeitos a serem experimentados pelo leitor. De acordo com Iser, a obra literária se realizaria, enquanto ato de concretização, a partir da interação entre o seu polo artístico, o texto concebido pelo autor, e o seu polo estético, a obra conforme elaborada pelo leitor. 45

Nesse texto, Iser emprega o termo “jogo” com menor frequência, em comparação ao que é desenvolvido nos seus trabalhos subsequentes.46 A noção de jogo ganha destaque, especialmente, na seção intitulada de “Fenomenologia da leitura”. Com um sentido genérico (game), é empregada para expressar que autor e leitor cooperam na produção de sentidos, em um “jogo de imaginação”; jogo este que não se iniciaria, caso o texto constituísse tão somente um amontoado de regras. Altamente ativado em contato com a obra, o receptor estabelece com o texto uma relação geradora da elaboração de significados, entendida como jogo. Para que esse processo seja desencadeado, Iser

argumenta que o leitor se vale de certos espaços de indeterminação, lacunas de sentido (noção de Roman Ingarden utilizada por Iser) que se fazem presentes no texto elaborado pelo autor. Essa característica textual permite que o leitor exercite a sua criatividade, tenha alguma margem para a invenção, ao preencher esses vazios textuais com impressões próprias. O prazer da leitura consistiria, desse modo, no ato de o leitor colocar em prática a sua capacidade de fabulação, ao entrar em jogo (play) com o texto.47

Na obra O fictício e o imaginário: perspectivas de uma antropologia literária (1991), a partir de uma nova vertente de pensamento sobre o lúdico, Iser se dispõe a desenvolver uma Antropologia Literária elaborada como jogo do texto. O teórico expande o sentido da conceituação anteriormente atribuída ao jogo, que passa a ser compreendido como a interação ou a estrutura reguladora entre o fictício e o imaginário, componentes fundamentais da literatura.48 Ao longo de sua trajetória de pesquisa, ele constata certos pontos de contato entre o texto literário e o jogo, o que o conduz a aproximá-los, segundo os elementos que ambos denotam. Em razão disso, Iser defende que “o texto literário, como espaço de jogo, pode então oferecer respostas à pergunta de por que o homem necessita de ficção”.49 Com esse posicionamento teórico, ele demonstra compreender a abordagem das questões relativas ao fictício como algo diretamente associado ao receptor, uma vez que, como leitores, somos afetados e reagimos ao jogo de faz de conta, à fabulação, ao “fingimento” ao que se denomina literatura.

46 Por outro lado, ao longo do texto, Iser faz reiteradas referências ao termo “interação”. A palavra

interação, conforme mais nitidamente alude o seu termo equivalente em língua inglesa, interplay, que contém em si a palavra jogo (play), supõe uma noção de jogo recíproco, ação mútua, jogo livre.

47

ISER. The act of reading: a theory of aesthetics response, p. 108.

48 No entanto, os textos posteriores de Iser esclareceram que a nova acepção conferida ao jogo não

invalida o sentido anteriormente investido nesta noção. Ao contrário, o termo passa a ser referenciado em ambas as acepções nos trabalhos do teórico.

Nessa obra, o teórico principia a desenvolver a concepção de que o texto literário se elabora como um jogo. A ficção, assim como o jogo, supõe uma combinação de processos primários e secundários, que Iser se dispõe a descrever, ao dissertar, por exemplo, sobre os atos de fingir do texto50 (seleção, combinação, autoindicação) ou sobre os jogos (games; agón, alea, mimicry, ilinix)51 inerentes ao jogo (play). No entanto, se a literatura é associada ao fingir – consiste em um fazer crer em algo –, o jogo, por sua parte, é descrito como uma performance. Conforme alude o título de um dos capítulos da obra, “Jogando e sendo jogado”, o autor se refere à concepção de que, no jogo do texto, os leitores não somente jogam o texto, mas são igualmente jogados por ele, em um processo performativo. Segundo sumariza Iser, os conceitos de jogo e literatura se encontram diretamente relacionados, porque, nas palavras do teórico: “A literatura é basicamente jogo. Em termos mais precisos: o jogo é a infraestrutura da descrição literária”.52

Finalmente, em seu mais célebre ensaio, “O Jogo do Texto” (1989), Iser se propõe a realizar “uma tentativa de dispor o conceito de jogo sobre a representação, enquanto conceito capaz de cobrir todas as operações levadas a cabo no processo textual.”53

Para tanto, concatena e sumariza as ideias de sua teoria do jogo, que aglutina e adapta construtos e proposições de importantes representantes do pensamento do jogo, como Gregory Bateson, Jean Piaget, Johan Huizinga, Roger Caillois e, sobretudo, Jacques Derrida.54 Já no início do texto, Iser assinala que o caráter performativo atribuído à relação autor/texto/leitor ascende com a Modernidade, que promove o declínio do regime representativo de natureza mimética, em prol do surgimento de outras expressividades. Nessa nova conjuntura, ele reafirma que a interação com a obra deve preterir a emergência de um significado pré-determinado, em favor da elaboração de algo totalmente novo, gerado a partir do dado. Reitera-se que, como processo performativo, no jogo encenado pela representação, o leitor joga e é jogado pelo texto, a

50 Ao se referir ao fictício, Iser faz escolhas lexicais que, por si, já nos remetem a uma instância de jogo,

como, por exemplo, quando emprega a expressão “atos de fingir do texto”, entendida como os atos que

promovem a duplicidade e oferecem diferentes áreas para o jogo.

51 Para tanto, ele se apoia na categorização dos jogos (agon, alea, mimicry, ilinix) efetuada, por Roger

Caillois, em Os jogos e os homens: a máscara e a vertigem (1958).

52 ISER. Debate. In: ROCHA (Org.). Teoria da Ficção: indagações à obra de Wolfgang Iser, p. 101. 53 ISER. O jogo do texto. In: COSTA LIMA (Org.). A literatura e o leitor: textos de estética da recepção,

p. 107.

54 Durante um debate ocorrido no VII Colóquio UERJ, evento realizado em 1996, Iser comentou que o

ponto de partida para a sua teorização sobre o jogo foi uma concepção pós-estruturalista de jogo, a

fórmula do “jogo da diferença”, de Jacques Derrida. (ISER. O jogo. In: ROCHA, João Cezar de Castro

partir de seu envolvimento com os procedimentos do jogo, na medida em que assume um papel ativo, realizando a obra ao seu modo. A partir do tratamento conferido por Iser, os termos leitor e texto devem ser entendidos em sentido dilatado, que abrange a concepção de receptor – leitor de textos, mas também admirador das artes visuais,55 ouvinte de música, espectador de filmes, plateia do teatro e público da dança, participante que interage com a arte – e a ampla variedade de formas de expressão artística.

De acordo com a argumentação desenvolvida por Iser, o texto consiste no campo de um jogo, travado entre o autor e o leitor, que concebem um universo ficcional “como se” fosse real. Essa interação, estruturada como jogo, não se ocupa daquilo que pode significar, tampouco do que se encontra fora de si. Sob tal orientação teórica, o texto ficcional constitui um território de jogo, porque, como mundo incompleto, devido à negatividade, e entendido “como se” fosse algo, é convidativo à encenação, instiga os leitores a imaginarem, a interferirem, a travarem um jogo com a obra. Não há, portanto, uma significação anterior ao jogo, porque o significado é formulado a partir do próprio jogo. Nessa interação do leitor com o texto, o que está “em jogo” não é o que se inventa, trata-se da capacidade de inventar, já que não importam quais são as novas formas que o leitor faz emergirem: “Todas elas transgridem – e daí modificam o mundo referencial presente no texto.”56

Com a abertura ao movimento de jogo livre, o texto convoca a participação imaginativa do leitor, que posteriormente se põe a interpretá-lo, não pelo que esse efetivamente contém, mas pelas transformações operadas na obra.

A partir do destaque concedido ao papel do receptor na interação com a obra de arte, Iser, leitor de Roger Caillois, elabora o processo de interpretação como um jogo não previamente fixado, de natureza incerta, tendo em vista que envolve variáveis diversas e depende da performance do leitor/jogador. Nessa perspectiva, conduz-nos a compreender uma relevante característica que perpassa o jogo estético, a qual consiste na singularidade de sua realização, passível de emergir como produto da relação entre o jogo propriamente dito e o fator desempenho ou performance do jogador. O jogo pressupõe o governo por regras acordadas, o que não necessariamente implica uma determinação de resultados, pois nele intervém o acaso, que pode interferir nos rumos

55

Conforme a observação feita na obra La Tentation: essai sur l’art comme jeu (2002), de Michel Picard, parece bastante peculiar que não exista, na tradição ocidental, um termo específico para designar a atividade de fruir as artes visuais.

56

ISER. O jogo do texto. In: COSTA LIMA (Org.). A literatura e o leitor: textos de estética da recepção, p. 107.

da partida e mudar radicalmente a situação do jogo. O imponderável constitui tanto uma ameaça quanto parte do prazer de jogo, que lhe confere um caráter de risco e suspense, tornando-o surpreendente. Além disso, conforme já assinalamos, segundo o teórico, o receptor joga o jogo da obra e é, igualmente, jogado por ele, de maneira que cada jogador é conduzido ou está habilitado a cumprir a partida de modo bastante particular, o que expande o alcance do jogo e o converte em algo ilimitado. Nesse caso, mais do que vencer, o que credencia alguém como um bom jogador é a capacidade de realizar bem as manobras de jogo, ao explorar uma trajetória que lhe permita experimentar o risco, colocar em ação distintas estratégias e jogadas, cumprir satisfatoriamente um percurso de preenchimentos e de esquivas na partida.

Em consonância com as proposições do teórico alemão, o escritor e crítico literário francês Michel Picard, autor do livro La lecture comme jeu: essai sur la littérature (1986), compara o processo de leitura de textos ficcionais com um jogo praticado pelo leitor, segundo suas próprias regras. A continuidade de tal pensamento é concretizada com a obra La tentation: essai sur l’art comme jeu (2002), na qual Picard examina La tentation de Saint Antoine (1635), gravura religiosa, carnavalizada e fantástica, de autoria de Jacques Callot. Ao se deter em minucioso exame da representação dessa prodigiosa água-forte, Picard desenvolve uma teoria da arte como jogo, centrada no papel do leitor e em seu exercício lúdico de fruição estética. Na conclusão do estudo sobre a gravura, Picard propõe que a análise desenvolvida não diz respeito exatamente à obra de Callot, porque se refere, antes, ao que essa é capaz de provocar, em termos de emoções, reflexões, procedimentos, apreensões, etc. Trata-se, portanto, de uma abordagem da relação entre o objeto de arte e o sujeito que com ele interage, inserida no debate a respeito do estético. É em seu caráter dinâmico, complexo, ativo, concomitantemente afetivo, passional e intelectual, passível de questionamentos eruditos, regressivo e também maduro, e, ainda, indubitavelmente prazeroso, que essa interação, pensada a partir da noção de jogo, é assumida pelo teórico.57 Nessa perspectiva, os aspectos essenciais da experiência estética poderiam ser precisados a partir de um léxico extraído do campo semântico do jogo.

Sob esse ponto de vista, Picard condena “a grosseira, hipócrita e radical subestimação do jogo”, esboçada por grande parte dos teóricos da arte.58

E argumenta que a assimilação da arte ao jogo e, por consequência, da atividade artística à atividade

57

PICARD. La tentation: Essai sur l’art comme jeu, p. 161.

lúdica não deve suscitar surpresa ou, tampouco, ressalva. Para tanto, apoia-se nas proposições de autores como o filósofo Karl Fischer, segundo o qual “a atitude estética é aquela do jogo e não aquela do trabalho”; 59

do psicanalista Donald Winnicot, que propõe que “as experiências culturais estão em continuidade direta com o jogo”; 60

e do semioticista Youri Lotman, para quem “a arte possui uma série de características que a assimilam ao modelo do jogo” 61

. A partir da concepção de que a percepção da obra de arte demanda uma conduta ativa e criativa do receptor, que detém uma série de traços comuns – “uma identidade rigorosa” – com o lúdico, Picard não tenciona referir-se à arte como algo frívolo e de presumida gratuidade, produzido meramente para divertir, distrair. Ele discorre sobre uma aproximação entre o “desejo de arte” e o “desejo de jogo”, ao compreender o jogo, em suas potencialidades de simbolização, como um processo capital que atravessa toda a existência humana. Desse modo, a arte é percebida como um jogo orientado, imprescindível ao equilíbrio e à realização humana.

Conforme comentado, Iser já vislumbrara na relação entre literatura e jogo a possibilidade de obter algum esclarecimento a respeito das possíveis razões pelas quais a necessidade de ficção é inerente à condição humana. De modo semelhante, Picard propõe que o aprofundamento do estudo acerca da afinidade entre arte e jogo pode nos levar a entender melhor porque gostamos de observar um quadro, a compreender os motivos pelos quais nos comprazemos em admirar uma obra de arte.62 Diante dessas reflexões teóricas, a importância atribuída ao lúdico não poderia ser mais acentuada. Como Iser, Picard também pertence ao restrito séquito de teóricos devotados aos estudos literários que realizaram análises específicas e aprofundadas da noção de jogo, bem como se indagaram sobre a sua aplicabilidade no campo da Teoria da Literatura. Com relação a esse número reduzido de pares, Picard se queixa e denuncia que os especialistas do jogo “se ignoram frequentemente uns aos outros, ou se leem mal, ou se caluniam”. 63

59“[...] l’attitude esthétique est celle du jeu et non point celle du travail.” In: FISHER apud PICARD. La

tentation: Essai sur l’art comme jeu, p. 162. (Tradução nossa)

60“Les expériences culturelles sont en continuité directe avec le jeu”. In: WINNICOT apud PICARD. La

tentation: Essai sur l’art comme jeu, p. 162. (Tradução nossa)

61 “[...] l’art possède une série de traits qui l’assimilent au modèle ludique”. In: LOTMAN apud

PICARD. La tentation: Essai sur l’art comme jeu, p. 162. (Tradução nossa)

62 PICARD. La tentation: Essai sur l’art comme jeu, p. 167. 63

[...] “s’ignorent fréquemment les uns les autres, ou se lisent mal, ou se calomnient”. In: PICARD. La