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8. REVISJONEN I STATISTISK SENTRALBYRA

8.2 Endring av dødsårsaken

De acordo com Stair e Reynolds (2008), um modelo pode ser definido como uma abstração ou aproximação usada para representar a realidade. Os modelos nos permitem explorar e melhor entender situações do mundo real.

Segundo Michaud (2006), sobre a relação entre conhecimento e modelos mentais, afirma que o conhecimento é o resultado de sua receptividade mental para o que o circunda e envolve. Para tanto, os indivíduos criam representações ou modelos mentais que os permitem dar sentido à realidade e, dessa forma, poderem agir sobre ela. Os indivíduos utilizam os modelos mentais, ou representações simplificadas da realidade, como instrumento para compreender situações e ambientes, que servem como mapas, permitindo aos indivíduos compreender o contexto, além da percepção imediata, ou seja, permitem inferir situações que, num primeiro momento, não

são percebidas. O conhecimento não constitui uma cópia do real, mas um processo de assimilação das estruturas cognitivas anteriores. O processo de criação do conhecimento faz uso dessas estruturas cognitivas, tanto para encontrar significados à sua ocorrência, quanto no momento em que é necessário agir sobre o que interpreta e que é real. Conhecer, nesse sentido, não é apenas a cópia do real, mas sim agir para transformá-lo.

Michaud (2006) sugere uma nova abordagem da percepção da realidade para o conhecimento, decisão e ação, por meio de modelos. Segundo esta abordagem, os modelos servem de instrumento para entender a realidade e, dessa forma, gerar conhecimento, que, por sua vez, permite ao indivíduo modelar uma realidade futura a ser alcançada. Dessa forma, o conhecimento tem, fundamentalmente, dois objetivos:

1 – fazer entender partes de realidades diversas, tanto no domínio tácito, quanto no explícito, com o objetivo da compreensão destas partes da realidade;

2 – através da modelagem, construir alterações de partes das realidades diversas, com o objetivo de alcançar uma nova realidade futura desejada. Nesse sentido, o modelo serve para a tomada de decisão e ação. Um dos exemplos desse tipo de modelo são as teorias.

A figura 6, mais adiante, ilustra a transformação de dados da realidade em informação que, por sua vez, permite a criação do conhecimento sobre esta realidade. De posse desse conhecimento, o observador cria em sua mente uma nova realidade, e, por meio de comparação entre a realidade existente, a realidade projetada toma novas decisões e ações. Todas essas interações entre realidade existente e realidade projetada ocorrem por modelos, sejam eles tácitos ou explícitos.

Essa recursividade entre dado, informação e conhecimento leva alguns autores, como Tuomi (1999), a inverterem a clássica hierarquia, que diz que dados geram informações que, por sua vez, geram conhecimentos. O

autor afirma que o conhecimento deve vir antes da informação, para que esta possa ser formulada; e que a informação deve vir antes dos dados, para que possam ser mensurados para formar a informação. Segundo o autor, dados brutos não existem, posto que foram influenciados pelo processo de conhecimento que conduziram a sua coleta e o seu processamento. Assim, é possível somente fazer uso da informação, com base nas necessidades e estoques de conhecimentos anteriores ao do conhecedor.

Figura 6 – Conhecimento, construção, criação e comparação

Fonte: adaptado de Michaud (2006, p. 222)

Na verdade, o autor afirma que para gerarmos dados é necessário desfragmentar as informações, transformando-as em dados e estruturas de dados para que seja possível processá-los em um sistema de informação, ou seja, o que é arquivado em nossos computadores são informações descontextualizadas. Ao recuperarmos essas informações uma boa quantidade de conhecimento é recuperada. Segundo Tuomi (1999), quando se elaboram sistemas de informação muito conhecimento contextual é necessário, porém grande parte deste não é armazenado em arquivos de

Alteração

Rea

lid

ade Dados Informações Conhecimento

Observador F icç ão Construção Criação Alteração Comparação

computadores, pois confia-se que quem ira utilizar aquele dado recuperando-o como informação útil possui o conhecimento necessário para tal.

Michaud (2006) utiliza os quatro modos diferentes de conversão do conhecimento definidos por Nonaka e Takeuchi (1997), para explicar como os modelos de transformação fazem com que dados passem ao estágio de informação. O autor divide os modelos de transformação em implícitos e explícitos ou formais, como se observa a seguir.

• Os Modelos implícitos de transformação se estendem da fronteira entre os modelos mentais perceptivos até os modelos racionais mais complexos, de separação, ordenação, classificação e associação, até a transformação das informações em conhecimento;

• Nos Modelos explícitos ou formais, o objetivo é o de dar uma ‘forma’ às informações, sejam elas construídas a partir de dados brutos, de outras informações ou ainda de conhecimentos. Neles, encontram-se os modelos teóricos, os matemáticos, os filosóficos, os cognitivos, os organizacionais, os sociais, os políticos e muitos outros.

Para Alavi e Leidner (2001), a informação é convertida em conhecimento quando é processada na mente dos indivíduos. Para elas, conhecimento se torna informação quando é articulado e apresentado na forma de textos, gráficos, palavras ou outras formas simbólicas. Segundo as autoras, o conhecimento é informação personalizada, relacionada a fatos, procedimentos, conceitos e julgamentos, ou seja, informação se transforma em conhecimento quando ocorre um processo de combinação na mente do indivíduo, visão que concorda com a de Michaud (2006).

As empresas lançam mão dos modelos, sejam eles implícitos ou explícitos, durante o ciclo de vida de sistemas informatizados que dão suporte à realidade de seus respectivos negócios. Segundo Rosemann (2003), os

modelos de processos fazem parte das quatro principais etapas do ciclo de vida de um sistema, que são: a engenharia do negócio, a seleção de um sistema, sua implementação na empresa; e o seu uso e manutenção. A principal vantagem da utilização de modelos reside no fato de que eles permitem que todos os envolvidos tenham a mesma visão sobre o problema e compartilhem uma mesma terminologia. A figura 7 ilustra a transformação de dados e informação em conhecimento através dos modelos.

Fonte: adaptado de Michaud (2006)

Os sistemas ERP podem ser considerados modelos transformadores na medida em que convertem dados em informações úteis, o que os habilita, pelo menos teoricamente, a suportar a criação de conhecimento. Cabe ressaltar aqui a importância do preparo da empresa para o uso da informação que sistemas como o ERP proporcionam na geração de conhecimento, caso contrário o ERP não serviria para nada além de agilizar e automatizar processos. Dados implícitos Dados explícitos Informações implícitos Informações explícitos Externalização Internalização Cois as e fa to s

Modelos de dados Modelos formais Modelos mentais Modelos racionais

Conhecimento implícito Modelos conceituais Socialização Combinação

Combinação

A tecnologia da informação acelera atividades como o acréscimo de uma série de linhas e colunas de números, mas uma empresa se torna verdadeiramente voltada para o conhecimento quando se conscientiza e se envolve no ‘nível mais profundo’, onde se busca a informação por seu próprio valor intrínseco e não apenas para automatizar e transmitir outras atividades. (STEWART, 1998, p. 20).