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Schumpeter (1934) defendia a destruição criativa em que as formas antigas de fazer as coisas são endogenamente destruídas e trocadas por novas formas, criando nova riqueza pela inovação. Weiermair (2004) aborda as mudanças tecnológicas e as novas tecnologias como um paradigma desta mudança.

Bullinger (1999) advoga que a inovação e o desenvolvimento do produto (ou diferenciação) constituem propostas únicas de venda e uma estratégia para conquistar novos mercados. Weiermair (2001), no entanto, diz que apesar de ser o mercado turístico apesar de maduro e de necessitar de inovação e novas atracções turísticas só tem tido mudanças cosméticas na oferta de produtos e constantes crises (11 de Setembro, Gripe das Aves, Guerra no Iraque, entre outras).

Segundo Weiermair (2001), o desafio da indústria turística é providenciar valor acrescentado tanto através de mudanças guiadas pela inovação e que reduzam custos mas também providenciar experiências de turismo mais variadas para clientes saturados e conscientes da qualidade.

Segundo o mesmo autor o marketing de produtos de turismo é muito diferente dos produtos industriais. O turismo vende pacotes de produtos (experiências) em vez de produtos o que os tornam bastante intangíveis não podendo ser stockados. Por outro lado, o consumo destes produtos implica a participação activa do consumidor (prosumer) e geralmente a sua produção implica a participação de grandes bens de capital (companhias aéreas, hotéis, etc...). O último elemento é a interacção pessoal que é forte na intermediação, distribuição e consumo final.

Explica o mesmo autor que tipicamente, quando um turista passa férias num destino, não consume o produto de apenas um fornecedor mas antes um grupo de serviços que em conjunto participam na criação da experiência turística. Assim sendo a avaliação geral de qualidade do turista depende da percepção de qualidade acumulada nas várias experiências. Segundo Smith (1994) os serviços de turismo são criados por um factor interno (fornecedor) e externo (cliente). Um cliente pode participar passivamente (ex: usando um teleférico) ou activamente (ex: esquiando) no processo de produção do serviço. Aborda ainda o facto que a oferta não utilizada não pode ser armazenada o que torna a eficiente utilização da capacidade um dos maiores problemas no turismo.

O risco e a incerteza da intangibilidade dos produtos e a incerteza acerca do valor para o consumidor (rácio preço/qualidade) são uma das preocupações levantadas por Weiermair (2004). Segundo o mesmo, nem sempre o cliente sabe o que espera nem como vai perceber ou

Segundo o mesmo autor há três factores que determinam o nível e ritmo da inovaçáo no turismo:

• Fornecimento e determinantes relacionados com o fornecimento; • Drivers de procura

• Nível e ritmo de competição Factores de Fornecimento

A disponibilidade de novas tecnologias originou um desenvolvimento de novas capacidades, materiais, serviços e formas de organização particularmente nas últimas duas décadas criando o e-tourism a maior força dentro do comércio electrónico.

Neste sentido surgiu também um e-marketing, com bases de dados sobre consumidores e seus comportamentos e aproveitando a internet para disseminar a sua mensagem.

Mudanças na Procura

Os desejos e necessidades dos consumidores mudaram também segundo Weiermair (2004). Novos estilos de vida surgiram com as horas de trabalho flexíveis, maiores ordenados, mais tempo para lazer e uma mudança do valor do lazer que passou a ser visto como uma parte da vida normal.

Segundo o mesmo autor produtos novos ou com características com um valor especial ou único são mais bem sucedidos que a inovação que não tenha em consideração ou participação do cliente.

Competição

Weiermair (2004) diz que a globalização e desregulação aumentaram a competição no mercado turístico que se encontra numa fase de maturidade e abrandamento da procura com uma mudança tecnológica rápida que tem transformado esta competição em algo ruinoso para as empresas. Segundo o mesmo autor a inovação tem por isso se tornado cada vez mais nos processos do que nos produtos visto que estes podem ser facilmente imitáveis.

Anexo 4.8 - Tipos de Inovação

Hjalager (2002) adaptou os modelos previamente definidos por Abernathy e Clark que definem 4 tipos de inovação.

Ilustração 10 – Tipo de Inovação por Hjalager

Anexo 4.11 – Factores de Participação em Actividades de Lazer

Torkilson (2005), definiu os factores de participação em Actividades de lazer da seguinte forma:

• Pessoais - Idade, sexo, estado civil, dependentes e idade, vontade e propósito de vida, obrigações pessoais, recursos, percepção de lazer, atitudes e motivação, interesses e preocupação, capacidades físicas, sociais e intelectuais, personalidade e confiança, cultura em que nasceu, nascimento e passado.

• Social e circunstancial - Ocupação, rendimento, rendimento disponível, bens materiais, posse de carro e mobilidade, disponibilidade de tempo, afazeres e obrigações, casa e ambiente social, amigos e grupos de pertença, papeis sociais e contacto, factores ambientais, factores de lazer de massa, educação, factores populacionais.

e apoio), marketing, programa, organização e liderança, acessibilidades social, políticas.

Anexo 6.1.1 - PENT

Informação retirado do website www.turismodeportugal.pt:

“O PENT sintetiza as conclusões do diagnóstico e formula os objectivos e linhas de desenvolvimento estratégico para o sector, materializados em 5 eixos estratégicos, através de 11 projectos de implementação.

Os projectos de implementação para o desenvolvimento do Turismo em Portugal, são:

1. Produtos, destinos e pólos: envolve a estruturação e desenvolvimento de propostas de consumo, distintivas e inovadoras, perspectivadas na óptica do cliente, suportadas na capitalização da vocação natural de cada destino, e alinhadas com a proposta de valor de Portugal, que permitam competir, com êxito, nos mercados alvo.

2. Intervenção em Zonas Turísticas de Interesse (urbanismo, ambiente e paisagem): incide numa intervenção criteriosa e seleccionada, multidisciplinar e multi-entidade, com ganhos de coerência e de capacidade de actuação, para melhoria da qualidade urbana, ambiental e paisagística do território, enquanto componente fundamental do produto turístico, e da atractividade global de Portugal e dos seus destinos regionais.

3. Desenvolvimento de conteúdos distintivos e inovadores: requer o desenvolvimento de conteúdos tradicionais portugueses, associados à História de Portugal, à literatura ou à música, assim como adequação das condições de fruição da nossa oferta cultural e gastronómica, que possibilitem a vivência de experiências distintivas e inovadoras aos turistas que seleccionam Portugal como destino de férias.

4. Eventos: conduz à captação de eventos de projecção internacional e à promoção de um calendário nacional, regional e local de iniciativas de animação cultural, desportiva ou lúdica, que contribuam para a valorização da proposta de valor do destino, e o reforço da imagem de marca e notoriedade de Portugal.

5. Acessibilidade aérea: promove a aproximação de Portugal aos grandes centros europeus emissores de fluxos turísticos, através do reforço das acessibilidades aéreas a cidades e regiões com maior potencial turístico para os destinos nacionais.

dos alvos, com aposta no canal internet e numa gestão proactiva da relação com os prescritores do destino Portugal.

7. Programa de qualidade: opta pela implementação de um sistema de qualidade turística e de um programa de formação e valorização dos recursos humanos, que reforcem a qualidade do Turismo nacional ao longo dos "momentos de verdade" de interacção com o turista, e em linha com os exigentes standards de qualidade internacionais.

8. Excelência no capital humano: conduz à valorização e dignificação das profissões de Turismo, dotando o País de recursos humanos detentores de níveis de formação, especialização e qualificação adequados ao desenvolvimento do sector.

9. Conhecimento e inovação: promove a geração e incorporação do conhecimento na actividade produtiva, aproximando os centros de investigação e conhecimento das preocupações do sector, e a sua materialização no negócio, por via da inovação, para promover uma competitividade sustentada.

10. Eficácia do relacionamento Estado - Empresa: conduz ao lançamento de uma cultura de apoio ao investidor e ao investimento, eliminando etapas desnecessárias ou inúteis, e simplificando os processos de relacionamento com as empresas.

11. Modernização empresarial: viabiliza o reforço da capacidade e posicionamento competitivo das empresas nacionais no contexto internacional, promovendo a adopção de tecnologias avançadas, o acesso a plataformas e serviços que lhes configurem a máxima visibilidade e o melhor conhecimento das preferências dos seus potenciais clientes, bem como as melhores condições para a venda dos seus produtos turísticos.

Anexo 6.1.5 – Constrangimentos Legais

Requisitos para Licenciamento para o Instituto de Portugal22

“Para uma empresa ser licenciada como agência de viagens e turismo é necessário: 1. Ser uma sociedade comercial, um estabelecimento individual de responsabilidade limitada ou uma cooperativa

2. Prever no seu objecto o exercício da actividade de agência de viagens e turismo

22

http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/AreasActividade/qualificacaooferta/empreendimentoseacti vidades/actividades/Anexos/AVTRequisitosLicenciamento_10Out2008.pdf Retirado a 9-Janeiro-2009

3. Ter um capital social mínimo realizado no valor de € 100 000,00

4. Que os seus gerentes, administradores, directores ou titulares tenham idoneidade comercial

5. Prestar as seguintes garantias: A) Caução

Que garanta o cumprimento das obrigações emergentes do exercício da actividade, no montante de 5% do valor das vendas das viagens organizadas efectuadas pela agência no ano anterior, sendo que o montante garantido não pode ser inferior a € 25 000,00, nem terá de ser superior a € 250 000,00.

A caução pode ser prestada por seguro-caução, garantia bancária, depósito bancário ou títulos da dívida pública portuguesa à ordem do Turismo de Portugal, I.P.

B) Seguro de responsabilidade civil

Que cubra os riscos decorrentes da sua actividade, no montante mínimo de € 74819,68, de acordo com a apólice uniforme aprovada pelo Instituto de Seguros de Portugal - Norma Regulamentar nº 4/99-R (Regulamento n.º 12/99 – DR n.º 113, II S, de

15 de Maio).

6. É ainda necessário que a denominação dos estabelecimentos não seja igual ou de tal forma semelhante a outras já existentes que possa induzir em erro.

7. Pagamento de uma taxa de licenciamento no valor de € 12 469,95.

O pagamento referente à concessão de licença como Agência de Viagens e Turismo, só deverá ser efectuado após a correcta instrução do pedido de licenciamento junto do Turismo de Portugal, I.P., da respectiva análise técnica e bem assim da notificação da taxa de

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