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En positiv vändning i elevernas attityder

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Kapitel 5: 5. Avslutande diskussioner

5.2. En positiv vändning i elevernas attityder

Um dos estudos feitos no Brasil, utilizando a metodologia de tabelas de incremento e decremento foi desenvolvido por Wajnman (1995), com o objetivo de analisar o comportamento de ciclo de vida da força de trabalho no Brasil, no que se refere aos padrões de entradas e saídas da ocupação e as formas alternativas de inserção na atividade caracterizada pelas posições na ocupação. A fonte de informação foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1983, de cobertura nacional, que inclui um Questionário Suplementar de Mão de Obra e Previdência. Neste suplemento, foi coletada informação de forma retrospectiva para cada um dos 12 meses, sobre a posição na ocupação20 e ramo de atividade econômica, no período de referência entre outubro de 1982 e setembro de 1983.

A autora concluiu que a probabilidade de saída da ocupação é extremamente baixa na população masculina. Este padrão mostra que são os trabalhadores com

20 Empregado com carteira assinada; empregado sem carteira assinada; conta própria; empregador; não remunerado.

carteira, os mais prováveis de se desocuparem nas idades mais velhas, justamente nas quais eles são, relativamente, muito poucos. Os maiores contingentes de ocupados a partir dos 45 anos são os por conta própria, que tendem a abandonar a ocupação muito mais em virtude da morte do que por afastamento. Quanto ao ciclo de vida ativo feminino, a evidência mais importante é a de que não há, como frequentemente se supõe, um padrão de re-entradas na atividade após os 30 anos. Esta idade, em torno da qual ocorre uma crescente liberação das atividades domésticas, marca o início do período no qual as probabilidades de saída da atividade são mínimas, mas, não, um processo de re- entrada. Segundo a autora, o significado desta evidência deve ser mais estudado, mas a sugestão é de que as mulheres que deixam o mercado de trabalho entre os 20 e 30 anos não retornam a ele, pelas óbvias dificuldades de uma nova absorção, havendo, em contrapartida, um segmento permanente que, uma vez na atividade econômica desde muito jovem, tende a não abandoná-la.

Wajnman, Oliveira e Oliveira (1999) realizaram um estudo sobre as transições entre atividade e inatividade dos idosos através da construção de tabelas de vida ativa, baseando-se nos movimentos entre os estados de atividade e inatividade. No trabalho, foram utilizadas as informações de duas entrevistas, ou seja, os mesmos indivíduos foram captados em um determinado ano (dezembro de 1993 a novembro de 1994) e exatamente um ano depois (dezembro de 1994 a novembro de 1995), pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). As autoras concluíram que os homens experimentam probabilidades de entrada muito superiores às das mulheres, em todas as idades, assim como as probabilidades de saída das mulheres são sempre mais elevadas. A probabilidade de saída do mercado de trabalho dos homens ativos aos 60 anos é de 18,8%, ao passo que, para as mulheres, essa probabilidade equivale a quase o dobro, sendo da ordem de 36,0%. Para o caso dos idosos, as evidências mostram que as pessoas mais disponíveis para o trabalho são aquelas mais dependentes do rendimento de trabalho, homens, chefes de família de menor renda, os não aposentados e, sobretudo, os trabalhadores das ocupações manuais. Para os trabalhadores mais qualificados, as probabilidades de saída são menores.

Outra investigação sobre a mobilidade da força de trabalho, utilizando tabelas de incremento e decremento, foi realizada por Oliveira (2000). Seu objetivo foi

identificar um padrão de mobilidade de ciclo de vida no mercado de trabalho feminino e torná-lo isento dos efeitos conjunturais do ambiente econômico no período compreendido entre maio de 1991 e abril de 1996 (efeito período). A fonte de dados utilizada foi o Suplemento de Educação e Trabalho da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) de abril de 1996. Esta pesquisa possui informações retrospectivas para o ano 1991 das Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre.

A autora destaca, entre as conclusões, que as mulheres não têm um padrão de participação na atividade econômica tão afetado pelas etapas típicas do ciclo de vida feminino (como casamento e filhos pequenos), como mostravam as observações dos perfis etários de período até o final dos anos oitenta. Verificou- se que, somente a partir dos 40 anos de idade, é que as probabilidades de saída da atividade começam a crescer. Por outro lado, o comportamento das probabilidades de transição, verificado para o grupo etário 15 a 19 anos, reflete, possivelmente, movimentos mais frequentes de entradas e saídas para dentro e para fora do mercado de trabalho, corroborando a hipótese de concorrência entre a permanência na escola e a atratividade do mercado de trabalho para as idades mais jovens. De acordo com a autora, em uma escala de qualidade dos postos de trabalho em que se priorize a questão da formalidade, os resultados revelam pouca mobilidade ascendente da mulher, tanto no seu ciclo de vida ativa, quanto do ponto de vista do efeito período analisado. Finalmente, o fato de muitas mulheres se inserirem no mercado como autônomas não significa, necessariamente, que elas foram “expulsas” do mercado formal de trabalho, já que tal fenômeno pode estar refletindo uma opção pela flexibilidade que aquele segmento proporciona. Não se pode afirmar que a configuração futura do mercado de trabalho não venha a apresentar espaços para ocupações autônomas de boa qualidade e bem remuneradas.

A partir da revisão da literatura apresentada sobre as mudanças no estado de atividade, pode-se sintetizar que:

Todos os estudos apresentados mostram a importância de se realizar análises de mercado de trabalho com enfoque dinâmico (mobilidade entre estados de atividade), que refletem melhor a situação do mercado de trabalho,

complementando os estudos tradicionais de período pela crescente necessidade das instituições públicas e privadas contarem com indicadores dinâmicos de emprego.

Pode-se concluir que a metodologia de tabelas de vida ativa de incrementos e decrementos, aplicada à força de trabalho, está testada em investigações internacionais. No entanto, a abordagem demográfica multidimensional para a análise de força de trabalho ainda não foi aplicada ao caso peruano.

5 BANCO DE DADOS

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