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Conforme referenciámos antes, o presente estudo empírico contém 3 amostras. A amostra total é composta pelos 60 participantes do estudo, no entanto, divide-se em duas subamostras equitativamente repartidas, mais especificamente, o grupo de controlo (N=30) e o grupo experimental (N=30). Assim sendo, para efetuar a caraterização destas amostras, por opção metodológica, iremos proceder à apresentação comparativa dos dados e confrontar as informações recolhidas para a amostra total, para o grupo experimental (GE) e para o grupo de controlo (GC). Começaremos por analisar as caraterísticas das 3 amostras relativamente ao sexo, idade e escolaridade da criança, coabitação com familiares, presença de antecedentes familiares de doença e cirurgia, e quatro caraterísticas parentais (idade, escolaridade, profissão
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e situação de emprego/desemprego), terminando com a caracterização do tipo de cirurgia a que os participantes foram submetidos, bem como a duração do internamento.
Em relação ao sexo, a amostra total é composta, predominantemente, por crianças do sexo masculino 63,3% (N=38) versus 36,7% (N=22) do sexo feminino (cf. Tabela 8). Como se pode verificar, conforme os dados da Tabela 6, comparando as duas subamostras, no GE a distribuição é equitativa, com 15 crianças por sexo, enquanto no GC predominam as crianças do sexo masculino (N=23) versus 7 do sexo feminino.
Tabela 8 - Sexo das crianças
Amostra total Grupo de Controlo Grupo Experimental Sexo Frequência % Frequência % Frequência %
Feminino 22 36,7 7 23,3 15 50,0
Masculino 38 63,3 23 76,7 15 50,0
Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Em relação à idade das crianças, conforme os dados presentes na Tabela 9, em todos os grupos as idades variaram entre os 6 e 11 anos, e mais frequentemente, encontraram-se crianças com 7 anos de idade. A idade média da Amostra Total foi 7,88 ± 1,617, enquanto a do GE é ligeiramente superior à do GC, mais especificamente de 8,03 ± 1,752 anos versus 7,73 ± 1,484 anos. Destes dados se depreende que, no que diz respeito à idade das crianças, todos os grupos estão estatisticamente equiparados (cf. Tabela 9).
Tabela 9 - Idades das crianças Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Média 7,88 7,73 8,03 Mediana 7,00 7,00 7,50 Moda 7 7 7 Desvio- Padrão 1,617 1,484 1,752 Mínimo 6 6 6 Máximo 11 11 11
Relativamente à escolaridade (cf. Tabela 10), em todas as amostras predominam as crianças com o 1º e o 2º ano de escolaridade, totalizando 56,7% (N=34) dos participantes da Amostra Total, versus 60% (N=18) do GC e 53,3% (N=17) do GE.
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Tabela 10 - Escolaridade das crianças
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Escolaridade Frequência % Frequência % Frequência %
1º Ano 18 30,0 9 30,0 9 30,0 2º Ano 16 26,7 9 30,0 7 23,3 3º Ano 11 18,3 5 16,7 6 20,0 4º Ano 6 10,0 3 10,0 3 10,0 5º Ano 4 6,7 3 10,0 1 3,3 6º Ano 5 8,3 1 3,3 4 13,3 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
No que diz respeito à coabitação da criança com familiares, conforme Tabela 11, todos os grupos estão equiparados. A maioria das crianças participantes no estudo coabita com a mãe (98,3%; n=59), com o pai (86,7%; n=52) e com os irmãos (75%; n=45). Por outro lado, são pouco frequentes os casos de crianças que coabitam com os tios (3,3%; n=2) e os avós (6,7%; n=4).
Tabela 11 - Coabitação da criança com familiares
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental
Frequência % Frequência % Frequência %
Coabita com pai Sim 52 86,7 25 83,3 27 90,0 Não 8 13,3 5 16,7 3 10,0 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Coabita com mãe Sim 59 98,3 30 100,0 29 96,7 Não 1 1,7 - - 1 3,3 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Coabita com irmãos Sim 45 75,0 23 76,7 22 73,3 Não 15 25,0 7 23,3 8 26,7 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Coabita com tios Sim 2 3,3 2 6,7 - - Não 58 96,7 28 93,3 30 100,0 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Coabita com avós Sim 4 6,7 2 6,7 2 6,7 Não 56 93,3 28 93,3 28 93,3 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Relativamente à presença de antecedentes na família, conforme Tabela 12, na Amostra total é mais frequente a presença de antecedentes familiares de cirurgia (46,7%; n=28) do que a presença de antecedentes familiares de doença (13,3%; n=8).
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Adicionalmente, os antecedentes familiares de cirurgia estão mais presentes no GE (63,3%; n=19) que no GC (30,0%; n=9), algo que não se verifica quando se analisam os antecedentes de doença (cf. Tabela 12), onde os dois grupos estão perfeitamente equiparados (13,3%; n=4).
Tabela 12 - Antecedentes familiares de cirurgia e doença
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Frequência % Frequência % Frequência % Antecedentes de cirurgia Sim 28 46,7 9 30,0 19 63,3 Não 32 53,3 21 70,0 11 36,7 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Antecedentes de doença Sim 8 13,3 4 13,3 4 13,3 Não 52 86,7 26 86,7 26 86,7 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Relativamente à idade parental, e mais especificamente, no que diz respeito à idade materna, os três grupos estão equiparados. A idade materna da Amostra Total variou entre 24 e 52 anos, com média de 35,18 ± 6,419.
Comparando os dois subgrupos, o GE variou entre os 27 e 47 anos, com média de 35,93 ± 5,953 anos, enquanto o GC variou entre os 24 e 52 anos, com média de 34,43 ± 6,972 anos (cf. Tabela 13).
No que diz respeito à idade dos pais, na Amostra Total variou entre os 22 e 59 anos, com média de 38,08 ± 7,193 anos.
Comparando os dois subgrupos, o GE variou entre os 29 e 59 anos, com média de 39,03 ± 7,365 anos, enquanto o GC variou entre os 22 e 55 anos, com média de 37,13 ± 7,011 anos (cf. Tabela 13).
Tabela 13 - Idade parental
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Idade
Materna Paterna Idade Materna Idade Paterna Idade Materna Idade Paterna Idade
Média 35,18 38,08 34,43 37,13 35,93 39,03 Mediana 34,00 38,00 33,00 37,00 35,50 38,50 Moda 30 34 30 34 28a 29 Desvio-Padrão 6,419 7,193 6,972 7,011 5,953 7,365 Mínimo 24 22 24 22 27 29 Máximo 52 59 52 55 47 59
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Em relação à escolaridade parental, e mais especificamente, a escolaridade materna, todos os grupos apresentam distribuições similares, sendo mais frequentes as mães com o 2º ciclo e o 3º ciclo na Amostra Total (56,7%, N=34).
Comparando os grupos de controlo e experimental, ambos apresentam resultados similares, sendo mais frequentes as mães com o 2º ciclo e o 3º ciclo (GC: 60%, N= 18 versus GE: 53,4%, N=16) (cf. Tabela 14).
No que diz respeito à escolaridade paterna (cf. Tabela 14), todos as amostras apresentam também distribuições relativamente similares, sendo mais frequentes os pais com o 1º ciclo e 3º ciclo na Amostra Total (60%, N=36).
Conforme Tabela 14, comparando os grupos de controlo e experimental, ambos apresentam resultados similares, sendo mais frequentes os pais com o 1º ciclo e 3º ciclo (GE: 53,4%, N=16 versus GC: 66,7%, 20).
Tabela 14 - Escolaridade Parental
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Frequência % Frequência % Frequência %
Escolaridade Materna 1º Ciclo 10 16,7 6 20,0 4 13,3 2º Ciclo 15 25,0 7 23,3 8 26,7 3º Ciclo 19 31,7 11 36,7 8 26,7 Ensino secundário 12 20,0 5 16,7 7 23,3 Ensino superior 4 6,7 1 3,3 3 9,9 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Escolaridade Paterna 1º Ciclo 19 31,7 11 36,7 8 26,7 2º Ciclo 14 23,3 8 26,7 6 20,0 3º Ciclo 17 28,3 9 30,0 8 26,7 Ensino secundário 8 13,3 2 6,7 6 20,0 Ensino superior 2 3,4 - - 2 6,6 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Relativamente à profissão parental (Anexos VIII – Tabela 77), verifica-se que existem mais de 20 profissões diferentes nos pais e mães da Amostra Total, no entanto, a atividade profissional mais frequente entre as mães é Doméstica (30,0%; N=18) e nos pais é Pedreiro/Pintor (26,7%; N=16), correspondentes, respetivamente, ao terceiro (prestação de serviços e comércio) e ao segundo (transformação e construção civil) setores económicos de produtividade.
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No que diz respeito à situação de emprego/desemprego parental, verifica-se maior percentagem de mães empregadas no GE (70,0%; N=21) que no GC (56,7%; N=17), sendo que na Amostra Total é de 63,3% (N=38) (cf. Tabela 15).
Em relação à situação de emprego/desemprego paterno ambos os grupos estão equiparados (GC: 86,7%, N=26 versus GE: 83,3%, N=25), verificando-se o mesmo comportamento na Amostra Total, onde a maioria dos pais estão empregados (85%; N=51) (cf. Tabela 15).
Tabela 15 - Situação de emprego/desemprego parental
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Frequência % Frequência % Frequência % Situação Emprego Materna Empregado 38 63,3 17 56,7 21 70,0 Desempregado 22 36,7 13 43,3 9 30,0 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0 Situação Emprego Paterna Empregado 51 85,0 26 86,7 25 83,3 Desempregado 7 11,7 4 13,3 3 10,0 Aposentado 2 3,3 - - 2 6,7 Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Em relação ao tipo de cirurgia a que as crianças foram submetidas, e tendo por critério o agrupamento das cirurgias de acordo com a respetiva especialidade cirúrgica, predominam nas amostras as cirurgias da especialidade de otorrinolaringologia (Amostra total: 81,7%; N=49; GC: 90%, N=27; GE: 73,3%, N=22), mais especificamente, casos de miringotomia (com ou sem colocação de tubos transtimpânicos) e amigdalectomia (com ou sem adenoidectomia), conforme Tabela 16. A cirurgia urológica contempla apenas casos de postetomia, enquanto a única cirurgia ginecológica verificada foi para perineoplastia.
Tabela 16 - Especialidades cirúrgicas
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Frequência % Frequência % Frequência %
Urologia 10 16,7 3 10,0 7 23,3
Otorrinolaringologia 49 81,7 27 90,0 22 73,3
Ginecologia 1 1,7 - - 1 3,3
Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0
Em relação à duração do internamento hospitalar, confirma-se que o tempo de internamento hospitalar variou, predominantemente, entre as 24 e as 48 horas (Amostra Total: 96,7%, n=58), conforme Tabela 17. De relembrar que no HDESPDL, frequentemente, as
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crianças são internadas na véspera da cirurgia, razão que justifica o internamento até às 48 horas.
Tabela 17 - Duração do tempo de internamento
Amostra Total Grupo de Controlo Grupo Experimental Frequência % Frequência % Frequência %
Até 24 horas 1 1,7 - - 1 3,3
Até 48 horas 58 96,7 30 100,0 28 93,3
Até 72 horas 1 1,7 - - 1 3,3
Total 60 100,0 30 100,0 30 100,0