• No results found

En kvalitativ fenomenologisk studie

2 STEROIDER «PLAY WITH NATURE»

4.1 En kvalitativ fenomenologisk studie

Com base na descrição anteriormente exposta, observa-se a existência de uma grande diversidade no que diz respeito à escolha dos fatores e indicadores e que por vezes esta resulta de decisões subjetivas dos próprios investigadores. Contudo, os indicadores expostos

transmitem ideias de quais os elementos a ter em conta quando se deseja investigar a competitividade regional.

A principal preocupação com o desenvolvimento do índice foi a incorporação de dados disponíveis e comparáveis ao nível regionais e nacionais, e que de alguma forma reflete a ligação entre os fatores de competitividade e o desempenho regional tangível e intangível. Os fatores, denominados neste estudo de pilares, são: (1) capital humano, (2) dinâmicas empresariais, (3) mercado de trabalho, (4) dimensão do mercado, (5) disponibilidade tecnológica, e (6) inovação. Em relação ao desempenho regional, as medidas utilizadas são o PIB per capita, o rendimento médio mensal per capita e a taxa de desemprego. A Figura 1 ilustra o modelo utilizado para mesurar a competitividade regional.

Figura 1 – Modelo de competitividade regional

3.2. Dados

A análise regional a realizar será efetuada ao nível das NUTS III e não ao nível das NUTS II, como verifica nos diferentes índices de competitividade. Tal facto deriva pela existência de somente 5 NUTS II em Portugal Continental. Assim, o objeto de estudo serão as 23 NUTS III de Portugal Continental, não sendo incluídas na análise a Região Autónoma da Madeira e a Região Autónoma dos Açores, por um lado devido à dificuldade a ter acesso aos dados estatísticos alusivos a estas duas regiões, e por outro porque se tratam de realidades completamente distintas uma vez que são dois arquipélagos no Atlântico a uma distância considerável do continente. Os dados foram obtidos das Estatística Territoriais do INE (INE,

3.3. Variáveis

A estrutura do índice de competitividade regional concebido neste estudo assenta em seis pilares de competitividade e três componentes de resultados da competitividade.

3.3.1. Pilares de competitividade

i) Capital humano (Pilar 1) – O capital humano e o conhecimento são considerados fatores essenciais na determinação dos diferenciais de competitividade entre regiões (Camagni & Capello, 2010; Huggins et al., 2013; Huggins, 2003), sendo a utilizados os indicadores alusivos à educação (Huggins, 2003; Huovari et al., 2002; Porter, 1998, 2003b; Snieška & Bruneckiene, 2009) como as taxa de analfabetismo, e de abandono escolar, a proporção da população com mais de 15 anos que possui formação superior (Annoni & Kozovska, 2010) e o número de alunos no ensino superior (y Oliva & Calvo, 2005).

ii) Dinâmicas empresariais (Pilar 2) – As dinâmicas das empresas são um determinante essencial nas estratégias competitividade regional (Brykova, 2007). Para avaliar tais dinâmicas foram utilizadas variáveis como VAB por trabalhador (Annoni & Kozovska, 2010), o volume de exportações por trabalhador a proporção de exportações de alta tecnologia (INE, 2014), número de empresas por mil habitantes (Huggins, 2003), proporção do volume de negócios investido pelas empresas (Snieška & Bruneckiene, 2009), taxa de constituição de empresas (Audretsch et al., 2011; Delgado et al., 2010; INE, 2014) e proporção de trabalhadores a laborarem de empresas intensivas em conhecimento (Snieška & Bruneckiene, 2009).

iii) Mercado de trabalho (Pilar 3) – Uma componente importante da competitividade regional diz respeito ao mercado de trabalho (Annoni & Dijkstra, 2013; Ženka et al., 2014), uma vez que a existência de mercados eficientes e flexíveis contribuem para a afetação de recursos de forma eficiente incrementando desta forma a competitividade (Schwab & Porter, 2008). Neste pilar foram incluídas estatísticas alusivas à população ativa (Huovari et al., 2002), taxa de emprego (Snieška & Bruneckiene, 2009; Annoni & Kozovska, 2010), diferença entre a taxa de emprego masculina e feminina diferença percentual entre a taxa de emprego masculina e feminina (Annoni & Kozovska, 2010), taxa de desemprego no sexo feminino (Annoni & Kozovska, 2010), número de trabalhadores por conta outrem com formação superior (Snieška & Bruneckiene, 2009) e saldo migratório (Snieška & Bruneckiene, 2009).

iv) Dimensão do mercado (Pilar 4) – Um fator determinante da competitividade é referente aos efeitos de tamanho de mercado na competitividade regional (Sepic, 2005), uma vez que os mercados maiores permitem às empresas a desenvolver e beneficiar de economias de

incluídos neste pilar referem-se ao PIB (Annoni & Kozovska, 2010; INE, 2014), população total população (Annoni & Kozovska, 2010), densidade populacional (Huovari et al., 2002; Snieška & Bruneckiene, 2009; INE, 2014), exportações em volume de negócios (Snieška & Bruneckiene, 2009; INE, 2014), número de crimes registados por mil habitantes (Annoni & Dijkstra, 2013; Charles & Zegarra, 2014), número total de alojamentos e taxa média de ocupação dos alojamentos (y Oliva & Calvo, 2005; Snieška & Bruneckiene, 2009; INE, 2014). v) Disponibilidade tecnológica (Pilar 5) – As TIC mudaram profundamente a estrutura organizacional das empresas, facilitando a adoção de novas e mais eficientes práticas e estilos de vida de trabalho, melhorando os processos comerciais e incrementando a produtividade, tendo-se tornando num elemento essencial da competitividade (Dijkstra et al., 2011). Para avaliar a disponibilidade tecnológica foram utilizadas indicadores como número de acessos à internet por mil habitantes (Snieška & Bruneckiene, 2009; Annoni & Kozovska, 2010; INE, 2014) número de telefones residenciais por mil habitantes (Charles & Zegarra, 2014; Snieška & Simkunaite, 2015), número de habitantes por caixa multibanco (Institute for Management Development, 2014) e proporção de computadores escolares com ligação à internet (Snieška & Bruneckiene, 2009).

vi) Inovação (Pilar 6) – À inovação é atribuído um dos principais papeis como catalisador da competitividade regional (Boschma, 2005; Keeble & Wilkinson, 1999; Martin & Sunley, 2003; Porter, 2003a; Tallman & Phene, 2007; Yeung et al., 2006), bem como abertura ao conhecimento e à criativa tem ainda a capacidade de atrair capital humano e incrementar a dinâmica do espírito empresarial e a capacidade empreendedora (Ács et al., 2014; Delgado et al., 2010; Huggins & Williams, 2011). Este pilar contém os indicadores referentes à proporção do PIB em despesa I&D efetuada pelo estado, empresas e instituições de ensino superior (Huovari et al., 2002; y Oliva & Calvo, 2005), proporção de trabalhadores nas empresas com doutoramento, número de trabalhadores a tempo inteiro a trabalhar em atividades de I&D nas empresas e número de pedidos de patentes por milhão de habitantes (Huovari et al., 2002; Snieška & Bruneckiene, 2009; Annoni & Kozovska, 2010; y Oliva & Calvo, 2005).

As variáveis utilizadas são apresentadas no Anexo 2.

3.3.2. Variáveis de resultados

Os pilares anteriormente referenciados têm impacto na competitividade regional. Assim em termos de resultados tangíveis, são avaliados os indicadores relativos ao nível de remuneração média e à taxa de desemprego, e quanto aos resultados intangíveis são mensurados pelo PIB

No Anexo é apresentada a lista de todos os itens que compõem cada um dos pilares em estudo podem ser visualizados na Quadro X (em anexo).