Tendo em conta o meu tema e objetivo do projeto de intervenção e o tema que estava previsto pelo programa nacional tentei criar materiais que satisfizessem os interesses dos alunos e, principalmente, promover a sua autonomia através de atividades motivadoras de IO na sala de aula.
Fomentar la autonomía en el aprendizaje serían la propuesta de un tipo de educación que promueva la competencia para tomar decisiones ajustadas a los requerimientos individuales, sociales y profesionales de una sociedad cambiante y plural, el interés para relacionarse de una manera activa y personal con la comunidad y su entorno sociocultural, o la capacidad de ser crítico y responsable con los derechos y deberes de los ciudadanos (Badia, 2005: 75).
Assim sendo, tentei criar atividades e materiais motivadores para os alunos, com temas apelativos e contemplados no programa nacional de ensino para as LE, promovendo sempre a IO na sala de aula.
2.1. O debate
Si las interacciones cara a cara pueden perseguir únicamente el contacto entre las personas, cómo es el caso de la conversación entre amigos, la discusión tiene una finalidad que va más allá de la mera relación social, puesto que su meta es la manifestación explicita de los contenidos y opiniones que se intercambian. Mientras en el debate y la disputa se ponen en juego, sobre todo, la identidad de los hablantes y su relación por medio de la habilidad de cada cual para desplegar y defender las ideas, e la discusión se persigue la articulación de dos o más puntos de vista sin que ello afecte a las relaciones o a las imágenes individuales (Barragán, 2005: 21).
Já tendo passado pela experiencia de ser aluna, sabia de antemão que a exposição e a defesa do meu ponto de vista era algo que sempre me motivou. Por isso elegi o debate e a discussão de ideias como estratégia para o desenvolvimento da IO na sala de aula. Sendo que optei pelo enfoque por tarefas, já mencionado anteriormente, esta atividade resultaria no apogeu das atividades possibilitadoras anteriores, sendo assim denominada como a tarefa final.
Tentei sempre equilibrar os temas já tratados pelo manual e os interesses dos alunos, optando por temas motivadores, contemporâneos e que incutissem valores e princípios transversais, criando deste modo, além de alunos comunicativos e críticos, pessoas íntegras e com valores e princípios fundamentais a manter futuramente
Es éste un marco que requiere que lo que el alumno, desde su reflexión y autonomía manifiesta, sea el punto de partida, el cual debe constituirse en punto de partida consensuado con otros compañeros y, en este caso, con el tutor de la clase, ya que será la sesión de tutoría uno de los principales espacios para el uso de estrategias puntuales en el abordaje de la tarea que nos ocupa, y que es el de la educación en valores (Lorenzo, 2000: 139).
O debate implica, por si só, um papel dado a cada aluno, um trabalho prévio colaborativo de preparação do debate e a própria IO argumentativa entre os grupos:
Using debate within the lesson encourages all students to be engaged in exploring the issue being discussed. This is because each student is assigned a role that can range from being the chair, timekeeper, a speaker or a speech writing assistant! The motion is decided, roles distributed, speeches written and later evaluated – all of which is done by the students (Nolan, 20123)
Deste modo, foi meu principal objetivo envolver todo o grupo no tema e no debate propriamente dito, devido ao meu tema de intervenção e as minhas prioridades enquanto professora destes alunos.
Os debates implementados requerem a criação de cenários sociais e de comunicação real, demonstrando a opinião crítica em sala de aula, de forma argumentativa e, especialmente, fazendo uso da língua que estão a aprender. A professora orienta todo o processo, pois “[a]unque el profesor puede haber organizado las estructuras en las que las interacciones tienen lugar, son los propios alumnos quienes crean esas interacciones.” (Littlewood 1994: 115).
A título ilustrativo irei abordar dois debates criados e implementados em cada turma, de Inglês e Espanhol, respetivamente.
2.1.1. Primeiro debate realizado na turma de Inglês
O primeiro debate na turma de Inglês realizou-se num grupo de três aulas e o tema que me competia abordar pelo manual era “Teens and Media”. Na tentativa de me afastar do manual, optei por criar materiais didáticos motivadores. Uma vez que estes alunos encontram-se a iniciar a adolescência e, tal como verifiquei no questionário inicial, as tecnologia e as redes sociais são um
3 URL: https://www.theguardian.com/higher-education-etwork/teacherblog/2012/jun/18/pupil-class-
tema presente na vida destes alunos, optei por criar uma sequência didática sobre as redes sociais, mais precisamente o uso do Facebook (v. Anexo 5).
Como mencionado anteriormente, o debate dirá respeito à tarefa final e como tal, tive que criar várias atividades que possibilitassem e ajudassem a realizar o debate com sucesso. É importante salientar que os recursos audiovisuais também foram vistos como um recurso motivador para os alunos; assim, escolhi mostrar aos alunos uma parte do filme “Trust5” que retrata o uso das
redes sociais sem a supervisão dos pais e as consequências do mesmo. Denotei entusiasmo, recetividade e motivação, quer pelo tema, quer pelas atividades e recursos escolhidos. Após várias atividades possibilitadoras e cooperativas (v. Anexo 5), chegou-se à última atividade que dizia respeito ao debate propriamente dito, no qual optei por separar dois grupos – a favor e contra o uso das redes sociais. Uma vez que já havia observado várias aulas e até mesmo dado aulas extra a estes alunos, já conhecia os grupos e quem deveria colocar de cada lado, de modo a que ficasse “equilibrado”. Sendo que a turma possuía uma postura quase apática e passiva em sala de aula, as minhas expectativas para o debate não eram ambiciosas; porém, fui surpreendida pela positiva:
O debate correu muito bem; os alunos encontraram argumentos muito originais e mostraram-se muito participativos, o que me surpreendeu muito pela positiva. Sem dúvida que os alunos mostraram interesse em expor a sua opinião e os seus argumentos para tentar ganhar o debate. Embora se tenha verificado alguns erros de domínio linguístico, os alunos conseguiram exprimir a sua opinião e também compreenderem-se, ou seja, o erro não foi uma barreira para a comunicação.
Denota-se que alguns alunos tendem a participar mais do que outros, sendo que alguns alunos ainda demonstram pouco à vontade para tal, tendendo a manterem-se passivos e deixarem que os outros elementos do grupo participem por eles. Caberá ao professor incentivar os alunos que não costumam participar a falar e a interagir mais na sala de aula. (Reflexão da aula dada, 25/02/2016)
Apercebi-me que, de facto, o debate resultou ser uma atividade motivadora e que os alunos queriam expor o que pensavam; contudo, alguns alunos apoiavam-se nos colegas que mais expunham as suas opiniões e, dessa forma, não interagiam como a atividade assim o exigia. No final passei um questionário de autorreflexão sobre esta atividade de interação oral e o resultado foi o seguinte (Tabela 5):
Primeiro questionário de autorreflexão de Inglês
Escala Sim Não Expressei a minha opinião sobre o Facebook 19 10
Expressei acordo e desacordo 20 9 Participei ativamente no debate 21 8 Discuti a minha experiência com as redes sociais 22 7 Achei o debate uma atividade motivadora 28 1
Tabela 5 – Primeiro questionário de autorreflexão sobre o debate a Inglês
Com estes resultados apercebo-me que os alunos tomam consciência da postura que tiveram no debate, tal como a tabela 5 indica: 10 alunos referem não expressar a sua opinião; 9 alunos consideram que não usaram a informação dada sobre como expressar acordo e desacordo num debate que foi entregue juntamente com a sequência didática entregue aos alunos; 8 alunos consideram que não participaram ativamente no debate e 7 não discutiram a sua experiência com as redes sociais. Com estes resultados entendo onde tenho que melhorar, assim como também percebo que os próprios alunos entendem também onde têm que mudar. Na última questão tive a certeza que esta atividade motiva o grupo-alvo e seria uma aposta a manter em futuras aulas, com um plano de ação que abranja todo o grupo, de modo a colmatar as falhas verificadas.
No que concerne este debate, e embora alguns alunos tenham consciência de que não participaram, também utilizei uma grelha de observação focalizada para a interação oral (v. Anexo 6). Aquando o cruzamento dos resultados, constata-se que existem alunos que consideram que participaram, mas isto não foi observado e foram estes mesmos resultados que me ajudaram a criar estratégias diferentes, de modo a colmatar a falta de participação dos alunos e a fim de verificar a sua evolução.
2.1.2. Segundo debate realizado na turma de Inglês
Após o primeiro debate e ter-me apercebido das dificuldades e barreiras para que o mesmo resultasse eficaz para todo grupo alvo, criei um plano de ação e estratégias que fossem ao encontro das necessidades dos meus alunos.
Este debate teve lugar em maio, na semana em que decorria o dia internacional contra a homofobia. Acreditando que “[a] explicação da importância e necessidade crescentes do ensino do pensamento crítico reside sobretudo na constatação de que o pensamento crítico é uma pedra basilar na formação de indivíduos capazes de enfrentarem e lidarem com a alteração contínua dos cada vez mais complexos sistemas que caraterizam o mundo atual” (Vieira, 2000: 14), pretendia tratar assuntos importantes da sociedade atual e daí ter optado pelo debate sobre a adoção homossexual (v. anexo 7). Neste debate, e tendo como base as falhas do primeiro debate, resolvi distribuir diferentes papéis a desempenhar, tais como: padres, freiras, idosos, jovens a favor e contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
Antes da realização do debate e a fim de ativar conhecimentos prévios dos alunos, aliados à curiosidade e motivação, mostrei-lhes um vídeo de um programa familiar “Se fosse consigo6”
porque “[a] imprensa, a rádio, o cinema e a televisão são já elementos inseparáveis da nossa forma de ver e interpretar a realidade” (Oliveira, 1997: 17).
Este vídeo mostrou algumas atitudes homofóbicas e xenófobas da nossa sociedade, com o objetivo dos alunos induzirem o que iriamos falar na aula, assim como promover uma discussão prévia sobre o que achavam pois, tal como Alvermann et al. (1998) referem, nós como professores devemos “Animar a los estudiantes a que participen activamente en una discusión con sentido – y conseguir que se sientan cómodos al hacerlo - constituye una valiosa vía de enseñanza para los profesores que trabajan en las distintas áreas de contenido” (pp. 9 e 10).
Neste momento, apercebi-me da maturidade de alguns alunos e, sendo este um assunto sensível e controverso, não sabia qual o feedback que poderia obter pelos alunos; porém, e mais uma vez, superaram as minhas expectativas. O debate iniciou com a distribuição dos grupos e aqui transcrevo uma passagem da reflexão realizada sobre esta aula:
Alguns alunos que, normalmente, permanecem calados na sala de aula e em trabalhos de grupo, surpreenderam-me muito ao participar e ao final demonstraram vontade em permanecer na aula e continuar o debate no tempo do intervalo, o que me deixa completamente realizada por saber que eles preferem estar a ter aula em vez de estar no intervalo. Isto faz com que todo o trabalho desenvolvido valha a pena, assim como também me faz perceber que os materiais que escolho a pensar neles resultam de facto ser motivadores e é este o trabalho gratificante de ser professor. (Reflexão da aula dada, 19/05/2016)
Ou seja, os papéis atribuídos aos alunos fizeram com que a participação e a interação aumentassem; não deixando de haver erros linguísticos, estes não constituíram uma barreira para a compreensão entre os grupos. As dinâmicas criadas através do trabalho colaborativo entre os colegas “são essenciais para a realização de trabalho em equipa, na resolução de problemas e na tomada de decisões de forma eficaz e eficiente, ou seja, baseadas em argumentos suportados por razões convincentes” (Vieira, 2000: 15). Este era o meu grande objetivo, que os alunos falassem e expusessem a sua opinião na língua inglesa.
No final, preencheram um questionário de autorreflexão sobre a atividade, para que refletissem sobre o próprio processo de aprendizagem. Os resultados são apresentados na tabela 6:
Segundo questionário de autorreflexão de Inglês
Escala Sim Não Achei o tema da homossexualidade interessante 24 5 Este debate ajudou-me a desenvolver o pensamento crítico 25 4 Expressei acordo e/ ou desacordo sobre o tema 21 8 Este debate ajudou-me a interagir e a refletir na língua inglesa 22 7 Achei o debate uma atividade motivadora 29 0
Tabela 6 – Segundo questionário de autorreflexão sobre o debate a Inglês
Como se pode ver pela tabela 6, denota-se uma evolução no comportamento dos alunos no debate, tendo estes melhorado a parte argumentativa: 21 alunos consideraram que utilizaram as expressões para expressar acordo e desacordo, assim como desenvolveram, o seu pensamento crítico (25 alunos responderam positivamente à questão). Quanto à interação e reflexão sobre assuntos pertinentes da sociedade atual que, normalmente poderiam falar com os amigos, fizeram- no na sala de aula e na língua que estão a aprender. Por fim, todos os alunos consideraram o debate uma atividade motivadora. Estes mesmos resultados estão presentes na grelha de observação focalizada para a IO utilizada na aula. (v. Anexo 8)
Não obstante, alguns alunos continuam com a mesma postura e, em aulas quer anteriores, quer posteriores, apercebi-me da falta de bases e dificuldades que vêm de anos anteriores. Para colmatá-las, tal implicaria um método mais personalizado e individual, assim como tempo que não tivemos.
2.1.3. Primeiro debate na turma de Espanhol
O primeiro debate que resolvi implementar na aula de Espanhol teve como base a análise de um texto literário do manual dos alunos: “Amor Eterno” e antes da leitura propriamente dita, deixei que os alunos antevissem o que o texto tratava através de uma discussão inicial acerca do título e imagens ilustrativas porque “En la fase de prelectura (…) es importante que se den cuenta, mediante actividades prácticas, de que la utilización de indicadores como el título, los subtítulos, las figuras y las tablas pueden ayudar a prever el contenido del texto y, por eso mismo a comprenderlo mejor.” E consequentemente, “les hará estar más atentos a la lectura y a integrar com mayor facilidade los nuevos conocimientos” (Zenhas et al, 2002: 79 e 78).
Após esta atividade de pré-leitura, passamos à leitura do texto que abordava a relação familiar entre mãe e filha e os problemas típicos da idade adolescente como a vontade de fazer tatuagens e piercings, sair à noite à rebeldia da mãe… Achei que seria interessante realizar um debate sobre este texto pois acredito que “La discusión es importante tanto como una destreza de comunicación como el fundamento para desarrollar niveles más altos de destrezas lectoras.” (Dillan 1998: 21). Tendo em mente que “se debería poner mayor énfasis sobre aquellas actividades que comprometan activamente a los estudiantes en discusiones posteriores a las lecturas.” (Dillan 1998: 22).
Neste sentido
,
“Los profesores que trabajan con tareas de lectura en las áreas de contenido antes de realizar discusiones orientadas hacia un resultado, necesitan informar a los estudiantes para que lean con la intención de incrementar su conocimiento acerca del problema y comprender las creencias y sentimientos de los demás sobre un tema en particular (Dillan 1998: 18). Após esta discussão inicial, preparamos o debate e sendo que estes estudantes sentiam que este tema era uma realidade para eles e um assunto de que tinham conhecimento de causa para opinar, tornou o debate um verdadeiro sucesso.A importância na escolha de temas e materiais apelativos para os alunos está na medida em que “num contexto de massificação do ensino, o insucesso escolar crescente traduz um desajustamento entre a maioria das propostas escolares e a realidade dos alunos”(Oliveira, 1997: 13).
Sendo este o primeiro debate nesta turma, e sendo que estes alunos não falavam em espanhol como já mencionado no contexto, fiquei bastante satisfeita com o resultado, assim como com o facto de eles demonstrarem um grande apreço pela aula e o debate criado.
Esta foi uma passagem da reflexão realizada após a aula do debate:
O debate resultou muito bem, interagiram por vontade própria, sem medos e até adicionaram argumentos improváveis e de cunho pessoal durante o debate.
Fiz uma atividade metacognitiva oralmente depois da aula, o qual obtive um feedback muito positivo, alguns alunos até referiram “assim é mais fácil falar espanhol” e que gostaram muito da aula e do debate, inclusive pediram no dia seguinte para continuar o debate. Também referiram que gostaram da maneira que abordamos o texto do livro, assim como, a forma como interagirmos entre todos sobre o mesmo. (Reflexão da aula dia, 13/02/2016)
Era exatamente isto que pretendia ao implementar este tipo de atividade de interação oral, ou seja “Las discusiones basadas en el texto ofrecen numerosas oportunidades para que los profesores fomenten el pensamiento crítico de sus alumnos” (Dillan, 1998: 25).
Primeiro questionário de autorreflexão de Espanhol
Escala Sim Não Achei o tema das relações pessoais interessante 13 0 Este debate ajudou-me a desenvolver o pensamento crítico 13 0 Expressei acordo e desacordo 13 0 Este debate ajudou-me a interagir e a refletir na língua espanhola 13 0 Achei o debate uma atividade motivadora 13 0
Tabela 8 – Primeiro questionário de autorreflexão sobre o debate a Espanhol
Como se pode verificar com a tabela 8, todos os alunos acharam o tema interessante e sentem que os ajudou a desenvolver o seu pensamento crítico e ao mesmo tempo expressaram acordo e desacordo e interagiram e refletiram na língua espanhola. Por fim, todos alunos apontaram que acharam o debate uma atividade motivadora, e estes resultados, comparando com a grelha de observação focalizada para a IO (v. Anexo 9) são satisfatórios. Visto que esta turma apontava o medo de errar como maior impedimento para interagir creio que esta atividade, tendo sido motivadora para os alunos, ajudou-os a ultrapassar esse mesmo medo porque os alunos estavam entusiasmados por exprimir a sua opinião e não se focaram no erro. (tendo ocorrido vários erros linguísticos como era expectável). No entanto, estes não se tornaram impedimento ou barreira para a interação e compreensão entre os grupos.
Com esta atividade percebi que a partir de uma atividade de leitura é possível criarem-se outros métodos de abordagem ao texto em vez das habituais perguntas de interpretação pois “se debería poner mayor énfasis sobre aquellas actividades que comprometan activamente a los estudiantes en discusiones posteriores a las lecturas” (Alvermann, Dillon & O’Brien, 1998: 22).
2.1.4. Segundo de debate da aula de Espanhol
O segundo debate que escolhi contemplar neste relatório teve lugar no dia 18/05/2016. Este debate disse respeito às novas tecnologias e redes sociais, pois:
A educação para os media e para as novas tecnologias deve desempenhar um papel libertador e securizante, ajudando a preparar os alunos para agirem como cidadãos de uma democracia e a adquirir uma consciência política. (…) Encorajando a expressão criadora e a elaboração, pelos alunos, das próprias mensagens mediáticas (…) deve (esta educação) começar o mais cedo possível, ao longo de toda a escolaridade obrigatória (Oliveira et al, 1997: 21).
Sabendo já de antemão que as novas tecnologias e as redes sociais eram um tema que ía ao encontro dos seus interesses (como apontaram no questionário inicial e nas aulas dadas) já sabia que os alunos iriam demonstrar interesse e motivação ao abordar o mesmo.
Começamos a aula com um vídeo como input para o debate e os alunos teriam que debater sobre os perigos subjacentes ao uso das redes sociais, e o que ao fazê-lo poderia afetar, positivamente ou negativamente, as suas vidas pessoais.
Na preparação do debate facultei algumas perguntas-chave que iriam orientar o debate e que lhes daria tempo para preparar os argumentos, quer do grupo a favor, quer do grupo contra o uso das redes sociais.
Passo a citar uma passagem sobre a reflexão realizada após a aula do debate:
Neste debate denotei várias melhorias quer nos erros de linguística, quer na fluência dos alunos desde o primeiro debate realizado. Os alunos mostraram-se autónomos e o meu papel foi de mera orientadora, sendo que estes conduziram todo o debate. Os argumentos foram dos mais variados e os contra-argumentos não acabavam, até que se prolongou pelo intervalo. Demonstraram uma vez mais que, com a correta seleção de atividades, o seu interesse e interação aumentam. (Reflexão da aula do debate 18/05/2016)
Após a aula os alunos preencheram o questionário de autorreflexão, muitos alunos tiveram que faltar (5 alunos) porque se encontravam em atividades de âmbito escolar e por isso não conseguiram estar presentes na minha última aula.
Segundo questionário de autorreflexão de Espanhol
Escala Sim Não Expressei a minha opinião sobre o uso das redes sociais 8 0
Expressei acordo e desacordo 8 0 Participei ativamente no debate 8 0 Discuti a minha experiência sobre as redes sociais 8 0 Achei o debate uma atividade motivadora 8 0
Tabela 9 – Segundo questionário de autorreflexão sobre o debate a espanhol