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En gjennomgang av prinsippene bak noen av Statens vegvesens

Em 1916, o mundo se encontrava conflagrado: era a Primeira Guerra Mundial. Arens, descendente de germânicos, sofrera a recusa de um visto para entrada nos Estados Unidos, onde pretendia adquirir equipa- mentos para continuar o desenvolvimento da tecnologia da centrifugação, e da própria empresa que fundara com De Lavaud. Este, que não sofria restrições de origem, viajaria em lugar de Arens, representando a Com- panhia Brasileira de Metalurgia, encarregado de comprar os equipamentos necessários, além de se incumbir

de registrar a patente brasileira Sensaud–Arens, nos EUA. Em abril de 1916, portanto, De Lavaud partia com o objetivo de realizar aquela missão, do interesse empresarial de ambos.

Chegando à América do Norte, De Lavaud constatou o grande desenvolvimento em que, ali, se en- contrava a construção civil; dedicou-se, pois, à implantação de uma fábrica de tubos tipo “esgoto,” na cidade de Buffalo.59 Desenvolveu e realizou um equipamento de fabricação de tubos com paredes finas, destinados ao esgotamento de águas pluviais e residuárias, prediais. Eram tubos de 4 polegadas de diâmetro e dez pés de comprimento, para os quais a demanda do mercado nos EUA era muito elevada, continuando a sê–lo até hoje.

Em 7 de setembro de 1916, publicou na prestigiosa revista especializada em metalurgia, The Iron Age, um artigo promocional que se intitulava Máquina centrifugadora para tubos fundidos 60 . Em seguida, apresentou a máquina em feira de amostras realizada por ocasião da tradicional reunião anual dos metalur- gistas americanos: American Foundrymen's Convention, que se realizou na cidade de Cleveland, EUA, entre os dias 11 e 16 de setembro do mesmo ano. Em fotografia da época, tomada no estande da exposição e re- produzida na figura 3.2–1, em página a seguir; nota–se: ao centro, a bandeira brasileira; à esquerda e no alto, placa identificando o atand com o nome da Companhia Brasileira de Metalurgia; ainda à esquerda percebe– se Dimitri Sensaud De Lavaud. Todos esses elementos pareciam indicar ser do propósito inicial de De Lavaud, o de criar um braço norte–americano da empresa que constituíra no Brasil, juntamente com Arens.61

Surpreendentemente, logo após a convenção de Cleveland, De Lavaud registra a patente original em seu próprio nome, renomeando o processo de fabricação como Processo De Lavaud e muda–se para o Cana- dá, onde funda, em Toronto, a empresa International De Lavaud Manufacturing Corporation, Ltd. A partir daí, dedica–se à exploração comercial do processo, rompendo os contatos telegráficos com Fernando Arens.

Finda a Primeira Guerra Mundial, Arens viajou para os Estados Unidos onde, em demanda judicial contra De Lavaud, defendeu seus interesses. No decorrer do processo, que poderia tornar–se longo, conver- giram a um acordo judicial em 17 de maio de 1919, formalizando o fim da mútua colaboração, inclusive des- fazendo a sociedade original na CBM. Passarão a desenvolver seus processos tecnológicos de forma inde- pendente; concordaram com a existência de dois processos diferentes de centrifugar tubos: o processo A- rens, original, e o processo De Lavaud, desenvolvido nos EUA.; admitiram, em seguida, uma divisão de mer- cados para as futuras negociações de licenças, seja para as fabricações sob os dois processos de centrifuga- ção, seja para a fabricação dos equipamentos, seja para a concessão de licensas.

Estava, portanto, reconhecido o "Processo De Lavaud", ao lado do “Processo Arens”.

Originaram–se, desse modo, as duas grandes linhas de centrifugação de tubos em moldes metálicos: o processo Arens, geralmente adotado nos países de influências tecnológicas germânica e anglo–saxônica, e o processo De Lavaud, mais adotado na França e nos países de influência francesa. Com o desenvolvimento progressivo das tecnologias, houve certa especialização dos dois processos, estando universalmente reco- nhecido, hoje, que o Processo De Lavaud é o indicado para a fabricação de tubos de pequenos e médios di- âmetros, em grandes cadências de produção; o processo Arens, a seu turno, revelou–se melhor adequado à fabricação de tubos de grandes diâmetros, de 400 a 2.000 mm., portanto com grandes massas fundidas em rotação.

59- Por que foi escolhida a cidade de Buffalo? Esta era uma cidade situada em um importante polo industrial, o dos Grandes Lagos; a própria cidade de Buffa-

lo era, naquele momento, um grande centro industrial e,próximo a ela, ficava a cidade de Irvine, sede de uma importante indústria de forjaria pesada, hoje o maior fabricante mundial de moldes forjados para as máquinas de centrifugar tubos: a National Forge,Company. Sabemos, também, que um dos grandes problemas tecnológicos daqueles primórdios era a durabilidade do molde, então produzido em ferro fundido, moldado em areia. É bastante provável que De Lavaud tenha buscado aquela proximidade visando ao equacionamento daquele que era, talvez, o seu maior problema técnico-econômico e que pode- ria inviabilizar a exploração econômica do processo.

60-De LAVAUD,D. S. A centrifugal machine for casting pipes. The Iron Age, Cleveland:,American Society for Metals, sept.,7, 1916.

61- Esta hipótese, feita por Louis Haite, torna-se muito plausível ao levarmos em conta o exposto na foto 3.2-1, acima, bem como ao fato da constatação de

FIGURA 3.2 – 1 – Vista do estande montado por De Lavaud, por ocasião da Americam Foundrymen’s comvention, em Cleveland, EUA, em 1916. Nota–se a bandeira brasileira e o nome da CBM

Capítulo 4

AS FÁBRICAS BRASILEIRAS DE TUBOS