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Employment

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8.4 Drivers of value creation in LBOs

8.4.2 Employment

Não foram constatadas diferenças na incidência de plantas de pimentão com a doença “pata seca” nos dois experimentos, em função dos tratamentos utilizados nos híbridos Quetzal e Nathalie. Houve diferença no número de frutos produzidos por planta (ensaio ESPOL) ou por parcela (ensaio Vuelta Larga), com maior produção em Kg/parcela, na presença do tratamento químico técnico (Tabela 5).

Embora haja resultados satisfatórios em condições de inoculação artificial, em experimentos conduzidos em vaso, em condições de casa-de-vegetação, sobre a eficácia da aplicação de carbendazim + mancozeb ou de T. viride, em plantas de pimentão no controle de podridão causada por S. rolfsii (MADHAVI e BHATTIPROLU, 2011); aplicação de benomyl, carbendazim, procloraz, fludioxonil ou bronoconazole, em mudas de tomateiro para o controle da murcha-de-fusário, causada por F. oxysporumf. sp. lycopersici (AMINI e SIDOVICH, 2010); controle moderado de podridões radiculares causadas por vários fungos (mistura de inóculo de F. solani, F. oxysporum, R. solani, S. rolfsii, Macrophominaphaseolina e Pythiyum sp.) em mudas de pimentão, por T. viride ou T. harzianum (ABDEL-KADER et al., 2012); aplicação de fosetil alumínio em mudas de tomateiro para o controle da podridão radicular, causada por P. capsici (FERNANDEZ-HERRERA et al. 2007), os resultados aqui observados para os dois ensaios de campo, com os tratamentos utilizados, não comprovaram essa eficácia.

Tabela 5. Ação de diferentes tratamentos na base das plantas de pimentão sobre a incidência de “pata seca” e sobre alguns parâmetros agronômicos de pimentão híbridos Quetzal e Nathalie. 2013.

Ensaio ESPOL N° de plantas

com “pata seca” No.fruto comercial/planta Produção (Kg/parcela) Tratamentoa

Tratamento químico agricultor (TQA) 7,92 ab 3,07 ab 8,61 ab Tratamento químico técnico (TQT) 7,17 a 3,50 a 9,76 a

Tratamento ecológico (TE) 8,00 a 2,89 ab 8,09 ab

Híbrido Quetzal 7,42 a 2,80 a 7,82 a

Híbrido Nathalie 8,42 a 3,18 a 8,89 a

C.V. (%) 39,65 28,77 28,66

Ensaio Vuelta Larga N° de plantas com “pata seca” No.fruto comercial/planta Produção (Kg/parcela) Tratamento

Tratamento químico agricultor (TQA) 3,25 a 4,74 a 16,79 a Tratamento químico técnico (TQT) 2,67 a 5,69 a 22,65 a

Tratamento ecológico (TE) 2,92 a 4,86 a 21,96 a

Híbrido Quetzal 2,75 a 5,07 a 22,69 a

Híbrido Nathalie 3,25 a 5,26 a 20,26 a

C.V; (%) 42,60 22,05 38,99

aTQA = sulfato de cobre + fosetil alumínio; TQT = iprodione + clorotalonil; TE = T. harzianum + T.koingii; TES = água

bMédias seguidas de mesmas letras na coluna não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5%.

A inexistência de diferença significativa entre os tratamentos aqui avaliados pode ser atribuída à condução das plantas até a fase de colheita, diferente dos

resultados das pesquisas desenvolvidas por Fernandez-Herrera et al. (2007), Amini e Sidovich (2010), Madhavi e Bhattiprolu (2011) e Abel-Kadar et al. (2012) que avaliaram os sintomas nas mudas das diferentes plantas, por um período relativamente pequeno, em condições controladas. Além disso, ao longo do tempo em que foram conduzidos os ensaios no campo, os produtos aplicados sofreram degradação e, provavelmente, aquele(s) que teve (tiveram) maior(es) persistência(s) atua(ram) no controle do(s) fungo(s) ali presente(s) que poderia explicar a maior quantidade de frutos comerciais nos dois ensaios e maior produção (ensaio ESPOL) para o tratamento químico técnico (iprodione + clorotalonil).

Para iprodione, Perez-Moreno et al. (2009) observaram a ação desse produto na redução do crescimento micelal e na produção de escleródios de S. rolfsii oriundo de pimentão, o que indica a potencialidade desse fungicida no controle desse patógeno. Maringoni et al. (1992) observaram a eficácia de iprodione, em tratamento de sementes de feijão, para o controle do tombamento causado por R. solani, além da ação desse fungicida em reduzir o crescimento micelial desse fungo in vitro.

Segundo Rodrigues (2006), fosetil alumínio é recomendado para o controle de oomicetos (Phytophthora spp., Pythium spp., Plasmopara spp. e Bremia sp.) agentes causais de doenças em várias culturas. Fernandez-Herrera et al. (2007) reportaram a eficácia desse produto no controle de podridão radicular, causada por P. capsici, em mudas de tomateiro. Em condições in vitro, fosetil alumínio apresentou baixa ação inibitória a S. rolfsii (VIRUPAKSHA, 2003).

6.6. Sensibilidade in vitro de Fusarium spp. e S. rolfsii de pimentão a fungicidas Observa-se diferença na sensibilidade dos isolados de S. rolfsii e

Fusarium spp. aos fungicidas ensaiados (Tabelas 6 e 7). Os isolados de S. rolfsii apresentaram

maior sensibilidade ao tebuconazole, moderada sensibilidade ao benomil e iprodione e baixa sensibilidade ao fosetil alumínio, clorotalonil e metalaxil+ propanocarb, conforme os valores da faixa da DL50 por eles apresentados (tabela 6). Os isolados de Fusarium spp. apresentaram

iprodione, fosetil alumínio, clorotalonil e metalaxil +propanocarb, conforme os valores da faixa da DL50 por eles apresentados (Tabela 7).

Pesquisas desenvolvidas com S. rolfsii apontaram sua sensibilidade in vitro a tebuconazole (BRENNEMAN et al., 1991; PEREZ-MORENO et al., 2009;

MADHAVI e BHATTIPROLU, 2011; DAS et al., 2014), clorotalonil e iprodione (GANESHAN, 1997) e baixa sensibilidade a benomil (ARAUJO e CARVALHO, 1988; MADHAVI e BHATTIPROLU, 2011), metalaxil (RATHER et al., 2012) e fosetil alumínio (PRABHU e HIREMATH, 2003). Os resultados aqui obtidos concordam com os diferentes autores e produtos por eles avaliados, exceções feitas ao clorotalonil, pois os isolados de S.

rolfisii aqui ensaiados apresentaram baixa sensibilidade, e ao benomil, eles foram sensíveis.

Para fungos do gênero Fusarium, há relatos de vários trabalhos com

diferentes espécies desse gênero, quanto a sensibilidade in vitro a fungicidas. F. graminearum, patogênico a trigo, apresentou alta sensibilidade a tebuconazole (AVOZANI et al; 2014); F.

solani, patogênico a algodoeiro (CHATTANNAVAR et al., 2006), F. oxysporum f. sp. lycopersici, patogênico a tomateiro (AMINIE e SIDOVICH, 2010) e F. palledoroseum,

patogênico a mamona (MAMZA et al., 2008) foram sensíveis a benomil; F. avenaceum, patogênico ao crisântemo, foi sensível a iprodione (KOPACKI e WAGNER, 2006) e

F.oxysporum f. sp. pini, patogênico a Abies pindrow, apresentou moderada sensibilidade a

clorotalonil (DAR et al., 2013). Esses resultados vão ao encontro aos resultados aqui obtidos para os isolados de F. oxysporum e F. solani de pimentão, exceção feita ao clorotalonil pois eles apresentaram baixa sensibilidade (Tabela 7).

Embora o benomil não seja mais registrado no Brasil pra uso na agricultura, desde o 2002 (Rodrigues, 2006) ele não encontra-se em uso na floricultura no Equador (AGROCALIDAD, 2014) e os isolados de S. rolfsii e Fusarium spp. de pimentão aqui ensaiados foram sensíveis a esse fungicida.

Tabela 6. Porcentagem média de inibição do crescimento micelial in vitro de isolados de

Sclerotium rolfsii. de pimentão a fungicidas em diferentes concentrações.

Isolado de Scl-1 Concentração (ppm) DLFaixa de 50 (ppm) 10 100 1,000 10,000 Tebuconazole 99,45 79,99 96,09 98,89 < 10 Benomil 1,67 98,89 100 100 10 - 100 Iprodione 4,17 64,72 100 100 10 - 100 Fosetil Aluminio 19,45 15,28 13,06 87,22 1,000-10,000 Cloratalonil 0,00 0,00 8,34 36,95 >10,000 Metalaxil+propacarb 0,00 0,00 0,00 1,39 >10,000 Isolado Scl-2 Concentração (ppm) Faixa de DL50 (ppm) 10 100 1,000 10,000 Tebuconazole 76,95 90,78 100 100 < 10 Benomil 0,00 98,89 100 100 10 - 100 Iprodione 8,33 47,50 96,39 100 100-1,000 Fosetil Aluminio 0,00 2,78 0,00 77,78 1,000 -10,000 Cloratalonil 2,78 2,78 34,72 30,44 >10,000 Metalaxil+Propacarb 2,78 0,00 0,00 0,00 >10,000

Tabela 7. Porcentagem média de inibição do crescimento micelial in vitro de isolados de

Fusarium spp. de pimentão a fungicidas em diferentes concentrações.

Isolado F-1 Concentração (ppm) EDFaixa de 50 (ppm) 10 100 1,000 10,000 Tebuconazole 41,11 78,61 100 96,67 10-100 Benomil 5,56 77,23 98,34 100 10-100 Iprodione 36,11 43,89 55,56 63,74 100-1,000 Fosetil Aluminio 8,89 5,56 6,95 21,67 >10,000 Cloratalonil 12,50 18,06 54,44 67,12 100-1,000 Metalaxil+Propacarb 0,00 2,78 25 18,06 >10,000 Isolado F-2 Concentração (ppm) EDFaixa de 50 (ppm) 10 100 1,000 10,000 Tebuconazole 29,17 84,44 100 100,00 10 - 100 Benomil 1,39 51,67 80,56 93,33 10-100 Iprodione 38,33 43,33 45,84 56,67 100 - 1000 Fosetil Aluminio 0,00 2,78 37,50 2,78 >10,000 Cloratalonil 5,56 9,73 40,28 58,34 1,000-10,000 Metalaxil+Propacarb 0,00 1,39 0,00 20,00 >10,000

Figura 7. Ação dos fungicidas tebuconazole e metalaxil+propanocarb (Supremo®) no crescimento micelial in vitro de Sclerotium rolfsii (Scl-1) e Fusarium oxysporum (F-1) do pimentão.

Esses resultados comprovam a ineficácia do tratamento químico feito pelos agricultores do Equador, visando ao controle da “pata seca”, uma vez que utilizam fosetil alumínio e metalaxil + propanocarb, cujos produtos possuem ação pricipalmente a oomicetos (RODRIGUES, 2006) e não a S. rolfsii e Fusarium spp. Uma das razões determinantes para isso, é desconhecimiento do agente causal da “pata seca”, seguindo e adotando medidas sem fundamento científico. É neccesário estabelecer um programa de manejo fitosanitário que não só implique o uso de agrotóxicos, e sim um conjunto de medidas técnicas, que aplicadas conjuntamente trarão melhores resultados para a produtividade e qualidade da cultura de pimentão no Equador.

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