3. Kostnadsstrukturen til avishusene
3.6 Empiri
Esta seção procura completar a discussão sobre a governança promovendo uma análise sobre conceitos de cooperação nos assuntos monetários e financeiros. Com essa proposta, constrói-se o argumento que atrela os cenários de crises enquanto períodos que tendem a criar momentos em direção à cooperação monetária e financeira internacional. Desde outra interpretação, pode-se sugerir que os momentos de crises inflam a retórica política em torno da cooperação. Com os resultados alcançados nesta seção, alguns parâmetros são estabelecidos para compreender os alcances da governança no campo monetário e financeiro internacional, assim como os limites da cooperação nessa matéria. Por fim, evidencia-se a interpretação teórica crítica que reflete sobre a influência dos atores privados na governança internacional, atores esses com capacidades crescentes de moldar e de exercer influência na estrutura da governança do SMFI contemporâneo. A reflexão aqui proposta sobre a governança monetária e financeira internacional centra o Estado enquanto o ator mais importante do SMFI, mas não
nega que os atores privados também ocupam uma posição importante na estrutura da governança do SMFI contemporâneo.
Por que a cooperação no campo monetário e financeiro é limitada? Quais as razões que explicam os resultados parcos em termos de governança global? A razão econômica que explica essa dificuldade e essa limitação é de ordem sistêmica. Impera no SMFI uma incompatibilidade entre três pilares endógenos das relações econômicas internacionais e que, como consequência, exerce influência nos resultados e na consistência política da governança monetária e financeira internacional: a estabilidade cambial, a mobilidade do capital em plano global e a autonomia macroeconômica dos Estados, a conhecida trindade irreconciliável. Os impactos da trindade influenciam os interesses econômicos dos Estados, a dinâmica das ocorrências políticas de governança e os alcances em termos de inovações nos arranjos institucionais e normativos da governança monetária e financeira global. Outra perspectiva apontada nesta fase do capítulo é que a cooperação, ou pelo menos a sua retórica, é intermitente: ela aparece em momentos de crises e esmorece a partir da retomada da normalidade econômica.47
Keohane (1984) em seu livro After Hegemonc: Cooperation and Discord in the World
Political Economc, definiu a cooperação como um ajustamento mútuo de comportamentos
através de um processo de coordenação dos interesses e das medidas políticas adotadas pelos Estados. Pa obra em destaque, o ato cooperativo tem vários significados, podendo ser: uma consulta entre os governos, uma ocasional gestão de uma crise pontual ou até uma parcial e ou uma total colaboração na formulação e na implementação de políticas monetárias e financeiras comuns entre os Estados. Esse ato pode ser empreendido dentro e através de fóruns especializados e informais de governança econômica _ como o G-20 financeiro. Para Keohane, o sucesso desse amoldamento político pode ser atingido por um processo implícito ou explícito de barganha negociadora entre os países que pode gerar ou não avanços e construções institucionais, revisão e também fortalecimento de áreas especíticas da governança.48 Dessa
maneira, em iniciativas formais ou informais de governança monetária e financeira, existe uma confluência de cooperação, de coordenação, de colaboração, de pressão e de conflitos, assim como convergências e divergências entre os interesses de cada governo.
A coautoria Keohane e Pye resultou em duas obras que elucidaram o conceito de cooperação supracitado: “Transnational relations and World Politics” (1972) e “Power and
47 A discussão sobre a trindade irreconciliável e os seus efeitos sobre os fóruns políticos de cooperação está tratata
neste e no próximo capítulo.
48 Vale destacar que tal conceito de cooperação, elaborado no início dos anos 1980, estava circunscrito no contexto
do final da guerra fria (distensão entre EUA e União Soviética) e em um ambiente de avanço do campo intelectual da EPI.
Interdependence” (1977). Pessas obras, foi desenvolvido um dos conceitos mais usados no
campo das relações internacionais, o da ‘interdependência complexa’. A interdependência complexa seria a existência de múltiplos canais de comunicação, a ausência de hierarquia entre os temas e a diminuição da importância dos assuntos militares na política internacional. A interdependência complexa evidencia a noção da cooperação internacional como sendo um dos atos de política internacional em um mundo no qual os temas são mais complexos, os problemas mais difíceis de serem resolvidos, as influências dos atores privados mais perceptíveis e as interdependências entre as economias mais evidentes. Em suma, a realidade internacional tornou-se mais complexa, gerando maiores entraves ao estabelecimento da governança internacional no campo monetário e financeiro via instituições intergovernamentais, regras, normas e procedimentos comuns de tomadas de decisões.
Salientando os anos das obras destacadas (1972 e 1977) e o texto de Keohane de 1984, a concepção de interdependência complexa foi desenvolvida para entender a governança internacional em um mundo que passava por transformações de ordem econômica tendo em perspectiva os novos interesses dos EUA a partir do fim da guerra fria. A partir dos anos 1980, as economias emergentes ascenderem à condição de atores relevantes do capitalismo mundial; as instituições financeiras privadas do sistema financeiro internacionalizaram as suas atividades comerciais a partir dos choques do petróleo conquistando, a partir desse momento, status de atores da realidade internacional; ao mesmo tempo, cresceu a mobilidade do capital em plano global, sobretudo os capitais especulativos; e, como consequência, as crises econômicas se repetiram com maior frequência e maior intensidade.
Po livro ‘Poder e Interdependência’, Keohane e Pye destacaram que, no campo monetário e financeiro internacional, a cooperação entre os Estados é difícil e limitada, assim como é volátil a retórica política em torno da mesma: “in view of the complexitc of arrangments,
and the multiple role of participants, it is not surprising that negotiations on monetarc reform are somethimes characterized as being a ‘financial circus’” (KEOHAPE e PYE, 1989, p. 95).
Os autores sublinharam que, nesse campo, o elemento do poder bélico não é a maior evidência de poder dos Estados, como o próprio conceito de interdependência complexa supracitado apregoa: “force has been linked with other issues to affect monetarc politics, but, as in oceans,
it has not been the most important instrument” (Idem, p. 120). Para os autores, é o poder
econômico que define quais são os Estados mais influentes e atuantes na estrutura da governança do SMFI. Por fim, Keohane e Pye avaliaram que a retórica que enaltece a cooperação monetária e financeira tende a surgir em contextos de crises econômicas, interpretação essa que reforça o argumento em construção:
“The international monetarc scstem is a matter of great public interest onlc when it is working badlc _ when the exchange rates of currencies are shooting up or down, when funds are being shifted massivelc bc speculators or businesses, when nations are being widespread into booms or bursts bc monetarc instabilitc. Bc that standard, one could sac that the basic aim of international monetarc reform is to make the world monetarc scstem as uninteresting to the general public as possible” (Pew York Times, January 16, 1976,
apud Keohane and Pye, 1989, p. 121).
Tais ponderações feitas por Keohane e Pye, no final dos anos 1970, podem ser úteis para examinar o SMFI contemporâneo e a sua governança por conta de alguns fatores: as crises tendem a inflar a retórica sobre os benefícios da cooperação; o que define a condição de ator relevante no SMFI não é o poder bélico, mas o econômico, sobretudo a importância da moeda central e o tamanho do sistema financeiro público e privado do ator principal; a complexidade dos assuntos econômicos internacionais limita o alcance da cooperação política; a importância crescente dos atores privados tende a tornar mais difíceis os acertos políticos em áreas da governança do SMFI, já que atores privados não defendem os interesses e os bens públicos das sociedades domésticas; e a consistência política dos governos diante dos compromissos assumidos em plano global é frágil por conta da prevalência das suas preferências domésticas nos assuntos monetários e financeiros.
Para Keohane e Pye, outra especificidade desse tema é que a formação da agenda do regime monetário e financeiro internacional é pouco precisa. Durante os momentos de crises,
“when there have been no established regimes, attention has usuallc been centered on wacs to reconstruct orderlc patterns of rules and norms, as in 1920-25; 1936-46; and 1971-76” (Idem,
p. 121). E completou os autores: “as the regime’s deficiencies becomes more visible, monetarc
issues rose on state agendas, and after the collapse of the regime thec remained pressing for some time” (Idem). Dessa forma, os ciclos de cooperação feitos em iniciativas formais ou
informais de governança são intermitentes. A retórica surge em momentos de crise e, com a retomada da normalidade econômica, tende a perder a sua relevância.
Com essa perspectiva, interpreta-se que os fóruns informais no campo monetário e financeiro podem ser vistos enquanto palcos nos quais os Estados observam o funcionamento do SMFI para governá-lo na medida do possível. Quando necessário, os Estados cooperam para reformar e para fortalecer áreas específicas da governança desse sistema. Esse foi o caso do G- 20 financeiro a partir de 2008: uma crise deflagrou uma retórica política que, de início, apresentou o grupo como sendo o maior fórum da cooperação monetária e financeira internacional capaz, inclusive, de rever as principais áreas da governança e o acervo intelectual
que a define. Depois, os Estados procuraram cooperar para transformar aspectos técnicos e específicos da governança do SMFI não atendidos em momentos anteriores a esse colapso econômico. Ao longo do tempo, observou-se que os Estados, incluindo os emergentes, não contestaram a ordem monetária e financeira vigente nos seus principais pilares intelectuais. Pa verdade, observou-se que as estratégias adotadas pelos atores procuraram os melhores caminhos para uma inserção estratégica na ordem vigente. Dessa forma, pode ser sugerido que as estratégias dos atores, incluindo as dos emergentes, procuraram angariar uma melhor condição na estrutura do sistema e da ordem vigente. Direta e indiretamente, tais estratégias colaboraram, inclusive, para manter o funcionamento do SMFI ainda que revendo e reformando poucos aspectos da governança.49
Keohane e Pye enfatizaram que o tema da coordenação econômica no campo monetário e financeiro, o papel das instituições formais e das iniciativas informais de diálogo tem as suas especificidades: o processo político nessa seara necessariamente envolve os atores com peso político, econômico e financeiro. Dessa maneira, “in the international monetarc area thec serve
chieflc as instruments for the coordination of policc among countries with financial resources. Thec reflect power resources more than exercising a significant influence on outcomes” (Idem,
pp. 125-126). Em caso de abalos que impactam a realidade monetária e financeira internacional, as economias centrais reconstroem o sistema e mantém o seu funcionamento: “monetarc
politics is quite different: issue structure explains the breakdown of the regime fairlc well, and the new rules that emerged in 1976 were principallc determined bc the major international economic and financial powers” (Idem, p. 151). Isso se justifica, pois:
“financial resources are concentrated; policies of the major countries can be implemented financiallc, without resort to force, and in incremental, carefullc modulated fashion; and the major industrialized countries could simplc establish their own international monetarc scstem apart from the IMF if that bodc were to prove too difficult” (Idem, p. 151).50
49 As observações supracitadas podem ser auferidas a partir da análise das origens históricas do G-20. Tais raízes
estão nos anos de incertezas e de tensões geradas pelo fim de Bretton Woods. A formação do G-5 e, posteriormente, do G-7, esteve atrelada à necessidade de monitorar e de administrar, na medida do possível, um sistema monetário e financeiro móvel cuja dinâmica de funcionamento tornava-se cada vez mais autônoma com relação às autoridades dos Estados. Tais fóruns e processos políticos não procuraram, no passado, e não intencionaram, atualmente, reconstruírem profundamente as bases do SMFI. O G-20 e o G-7 são dois, dentre outros, pilares da governança do SMFI contemporâneo e representam, ao mesmo tempo, o palco político possível avaliar os rumos do mesmo.
50 Apesar de esta pesquisa não ter se dedicado ao estudo da atuação do Federal Reserve dos EUA depois da crise,
cabe enfatizar que a crise foi definitivamente resolvida pelas ações do banco norte-americano. Várias emissões de dólares (quantitative easing) promoveram a retomada do crescimento econômico dos EUA.
A partir da citação acima, pode-se sugerir que no campo monetário e financeiro, exerce mais influência as economias pelas quais percorrem, em grandes volumes e maior intensidade, os fluxos econômicos e financeiros. Ao analisar o G-20 depois da crise de 2008, tornou-se crível englobar o exame sobre as medidas políticas adotadas pelo centro do capitalismo _ os EUA e a Europa _ e alguns novos atores com projeções econômicas crescentes ao longo das últimas décadas, como o Brasil e a China.
Retornando à discussão sobre a cooperação, Cohen (2008, p. 58)51 distinguiu dois
resultados possivelmente alcançados através da cooperação: a) ele pode ser um veículo que leva os Estados a perseguirem conjuntamente os seus interesses políticos individuais _ proposição; b) e, ao mesmo tempo, os ajustes mútuos no campo monetário e financeiro podem redundar em ganhos coletivos, tal como a defesa de arranjos, regimes e instituições internacionais que administram os efeitos dos choques políticos e econômicos internacionais _ legalidades e institucionalização. Apesar das muitas limitações da cooperação e da retórica em torno do G- 20 financeiro, tal fórum tem a sua importância. O grupo é uma, dentre outras, iniciativas de governança. Pesse grupo financeiro, estão reunidas as mais importantes e influentes economias do globo. Pa medida do possível, quando os governos estão nas reuniões do G-20, são propostas reformas e fortalecimentos institucionais, o aperfeiçoamento da regulação financeira e levada em consideração a difícil coordenação macroeconômica. Entre a retórica e a realidade existem distancias imensas, mas apesar de muito limitada e difícil, as tentativas de cooperação no G-20 são importantes, assim como o próprio grupo financeiro.
Concernente à cooperação, a perspectiva liberal52 das relações internacionais aponta que a interdependência entre as economias nacionais impactou diretamente nos resultados e nos rumos da cooperação monetária e financeira. Estruturalmente, quanto maior a abertura das economias globais, mais difícil é o insulamento de um país com respeito aos impactos comerciais e financeiros advindos do exterior. Politicamente, a ação de um país ou de um grupo de países suficientemente influentes gera efeitos que reverberam nas suas estruturas internas e nos mecanismos internos de outras economias. Isso pode afetar a habilidade individual e a coletiva dos países para atingirem os seus fins macroeconômicos, definirem as suas taxas cambiais preferenciais, executarem as suas políticas de desenvolvimento nacionais autônomas e organizarem as suas legislações de regulação financeira.
51 Vale destacar que este conceito de cooperação foi desenvolvido por Cohen no seu artigo de 1993 “The triad and
the unholy Trinity: lessons for the pacific region. In “Pacific Economic Relations in the 1990’s: Cooperation and Conflict?” R. Higgort, R. Leaver and J. Ravenhill (Eds), 1993. Po caso, esta pesquisa acessou este texto na coletânea “Global Monetary Governance” listada na bibliografia.
O G-20 está inserido, no século XXI, em um contexto de ampla mobilidade do capital e de difusas influências dos atores privados atuantes no Sistema Financeiro Internacional. Ademais, as preferências domésticas dos atores para as três áreas da governança monetária e financeira tendem a limitar o alcance da cooperação empreendida no grupo, assim como as inovações e as mudanças em termos de governança. A influência dos fatores externos implica que as preferências para as políticas macroeconômicas e de regulação financeira adotadas em um país geram resultados não necessariamente preferíveis em outras economias. Tendo em vista as diversas preferências domésticas no contexto do adensamento das interdependências entre os países nas duas primeiras décadas do século XXI, torna-se muito difil estabelecer consensos entre os principais governos em torno das três áreas da governança monetária e financeira.
Cooperar no campo monetário e financeiro internacional é um ato político naturalmente difícil e que gera resultados limitados. Alguns autores pontuam que “net gains macbe small;
motivations mac get distorted; outcomes mac not alwacs fulfil expectations. Nonetheless, despite all the risks the effort does seen justified” (SOLOMOP, 1991, apud Cohen 1993, p.
60). Apesar de difícil, outra visão aponta que cooperar não é um ato inviável, pois “sporadic
management mac be worse than no management at all”(KEPAP, 1991, apud Cohen 1993, p. 60). De maneira geral, as considerações destacadas tendem a ver a cooperação como pertinente em contextos de crises, pois elas relaxam as resistências dos Estados receosos com os compromissos internacionais que podem gerar bens públicos. A cooperação monetária e financeira é cíclica e intermitente, sendo que Benjamin Cohen a caracterizou enquanto um Stop-
Go cccle. Apesar de difícil, limitada e esporádica, a cooperação, ou pelo menos a sua retórica,
tende a aparecer em contextos de crises econômicas graves. Sob tais circunstâncias, os assuntos monetários e financeiros tendem a ganhar status de alta política na vida internacional.
Eichengreen (2002)53 compartilhou a mesma percepção acerca da relação estreita entre a
propensão à cooperação e os momentos críticos do cenário econômico internacional. Analisando o padrão ouro do final do século XIX e início do XX, o autor ponderou que a prática coordenada de definição de taxas de redesconto entre o Banco da Inglaterra e os demais bancos centrais europeus manteve o funcionamento do padrão ouro e a conversibilidade externa em contexto de forte mobilidade do capital em plano internacional. Para Eichengreen, a era do padrão ouro caracterizava-se por uma ampla mobilidade do capital, mobilidade que instabilizava o sistema, em plano internacional, incluindo os títulos dos bancos centrais e as
reservas em ouro. Po entanto, a ampla mobilidade e a instabilidade não anularam uma cooperação entre os principais bancos centrais para recobrar a estabilidade econômica em momentos de crise. O autor pontuou que o sentido da cooperação entre os Bancos Centrais procurava administrar a condição creditícia na época via instrumento do redesconto durante momentos de instabilidades:
“O Banco da Inglaterra, o banco central mais influente à época, sinalizava a necessidade de agir, e sua taxa de redesconto se constituía no ponto focal para a harmonização de políticas. O ‘banco dava o tom’; em uma passagem famosa, Keynes apelidou-o de ‘maestro da orquestra internacional’. Ao seguir a liderança inglesa, os bancos centrais de diferentes países coordenavam os ajustes nas condições de crédito internacional. Esse tipo de cooperação internacional, embora não fosse um evento cotidiano, era crucial em momentos de crise. Ela contradiz a visão segundo a qual o padrão ouro era um sistema atomizado. Ao contrário, sua sobrevivência dependia da colaboração entre os bancos centrais e os governos” (EICHEPGREEP, 2002, p. 61).
O autor supracitado também viu a crise de 2008-2009 como sendo um momento que elevou a retórica política em torno da cooperação:
“Crises – times when the international regime is under stress – are when international interdependencies tend to be especiallc visible. Thec are when the perceived stakes are highest. On all these grounds, thec are when policc makers are driven to international cooperation” (EICHEPGREEP, 2011, p. 3).
Para Eichengreen, são quatro as circunstâncias mais favoráveis para cooperar: “First,
cooperation is most likelc when it centers on technical issues, such as central bank swaps and credits or prudential supervision and regulation, as distinct from more high-profile and politicized monetarc and fiscal policies” (EICHEPGREEP, 2011, p. 1). Pesse sentido,
cooperar tecnicamente nos temas de regulação financeira e da colaboração financeira entre os Bancos Centrais tende a ser mais fácil, pois os assuntos são tecnicamente discutidos por especialistas e menos influenciados pelas esferas políticas dos governos. “Second, cooperation
is most likelc when it is institutionalized” (Idem). Com regras, normas, leis e procedimentos
comuns de tomada de decisões, o autor conclui que os acertos no campo monetário e financeiro são favorecidos quando feitos em instituições formais e ou informais, como o FMI e o G-20 financeiro. A terceira diz que “cooperation is most likelc when it is concerned with preserving
an existing set of policies and behaviors” (Idem). Preservar o regime existente é a meta
primordial dos estadistas quando cooperam nessa seara devido aos menores custos políticos,