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Empati og perspektivtaking hos den pedofile overgriper

SOCIAIS)

A hipótese original é de que haja alta correlação entre os investimentos de capital de risco e o registro de patentes, no caso específico, como proxy da inovação. Outra hipótese é a de que a relação entre patente e tipo de fundo é relativamente alta, principalmente quando se tratar de FMIEE, que no caso representa as empresas emergentes. Por último, como hipótese adicional, acredita- se que o setor de atuação das empresas influencia a decisão de apropriabilidade, pois há setores da economia que são mais propensos a patentes que outros. Espera-se que o sinal de todos os alfas seja positivo. Os resultados seguem na tabela 14:

Tabela 14: (Resultado da regressão do Modelo 1)

Probit regression Number of obs = 317

LR chi2(4) = 20,58 Prob > chi2 = 0,0380 Log likelihood = - 107.92477 Pseudo R2 = 0,0870

Y Coef. Std. Err. z P>|z|

Inv 6.40E-11 3.06E-10 0.21 0.835

Fundo 0.0671827 0.2491038 0.27 0.787 dSetor1 0.9150199 0.7149897 1.28 0.201 dSetor2 1.313864 0.3708532 3.54 0.000 dSetor3 0.7331488 0.4442227 1.65 0.099 dSetor4 0.3905827 0.4627206 0.84 0.399 dSetor5 1.040997 0.4178161 2.49 0.013 dSetor6 0.5824743 0.6125547 0.95 0.342 dSetor7 0.9711203 0.4084216 2.38 0.017 dSetor8 0.5295968 0.3995868 1.33 0.185 dSetor9 1.067322 0.5475876 1.95 0.051 _Cons -1.937312 0.3084217 -6.28 0.000

Os resultados dos coeficientes apontam que os setores 2 (Indústrias de Transformação), 5 (Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas) e 7 (Informação e Comunicação), com nível de significância de 5%, e os setores 3 (Eletricidade e Gás) e 9 (Saúde Humana e Serviços Sociais), com 10% de significância, podem influenciar positivamente no processo de registro de patentes. Isto significa que existe alta probabilidade de que haja inovação por parte das empresas desses setores. Os setores 1, 4, 6 e 8 não têm relação com as patentes.

Os investimentos em capital de risco no Brasil não apresentam relação com os registros de patentes o que corrobora os resultados inicialmente apresentados na estatística descritiva. Esse resultado leva-nos a crer que tais investimentos não têm relação com o processo de inovação brasileira. Da mesma forma não existe relação entre o tipo de fundo e o setor de atuação da empresa.

Esse resultado pode vir sendo influenciado por vários motivos. Dentre esses, é importante relembrar alguns estudos elencados ao longo da revisão bibliográfica realizada na seção 1.2. No trabalho de Luna e Baessa (2008) a partir de dados obtidos do próprio INPI, foi destacado que o tempo médio para a avaliação e registro de patentes, com dados de 2005, foi de 102 meses, ou 8,5 anos. Esse fato pode ser um dos desestímulos aos empresários em investirem no patenteamento.

No estudo realizado por Lerner (2000), foi chamada a atenção para três pontos primordiais para o sucesso do sistema de proteção por patentes: relativa força econômica, condições políticas e tradição judiciária. Apesar da evolução Brasileira no primeiro item, na última década, as condições políticas e a tradição judiciária ainda estão em processo de transição para um modelo mais estável. Mesmo não sendo objeto de estudo dessa dissertação, diversos estudos apontam a estabilidade política e do judiciário como fatores preponderantes ao desenvolvimento econômico das nações. Na seqüência, o modelo 2 será analisado.

- Modelo 2 -

Zi = α0 + α1Invj + α2dsetor1+ α3dsetor2 + α4dsetor3 + α5dsetor4 + α6dsetor5

α7dsetor6 + α8dsetor79dsetor8 + α10dsetor9 + α11fundow+ ε

Zi = 1 se a empresa i possui muitas patentes e Zi = 0 se a empresa i possui poucas patentes. O restante das variáveis têm o mesmo significado do modelo 1.

Para fins da análise, foi realizada distribuição de freqüência dos dados encontrados sendo verificado que 95% das empresas têm até 5 patentes. Dessa forma, será considerado para fins desse trabalho que as empresas que inovam muito são aquelas que apresentam mais de 5 registros de patentes e empresas que inovam pouco até 5 registros de patentes.

Espera-se, da mesma forma que no modelo 1, que o sinal de todos os coeficientes sejam positivos. Os resultados da regressão seguem na tabela 15:

Tabela 15: (Resultado da regressão do Modelo 2)

Probit regression 257

10.66 0.222

Log likelihood = -51.841181 0.0932

Z Coef. Std. Err. z P>|z|

Inv -9.00E-10 1.59E-09 -0.057 0.572

Fundo -0.2976118 0.4013082 -0.74 0.046 dSetor2 1.279321 0.4730113 2.70 0.007 dSetor3 0.7799082 0.5376557 1.45 0.147 dSetor4 0.6867303 0.522621 1.31 0.189 dSetor5 0.4764915 0.6079877 0.78 0.433 dSetor6 0.9548243 0.6718327 1.42 0.155 dSetor8 0.4794433 0.5110864 0.94 0.348 _Cons -2.149576 0.3961694 -5.43 0.000 Number of obs = LR chi2(4) = Prob > chi2 = Pseudo R2 =

Fonte: (Elaborado pelo autor, Jan 2010)

Apenas a variável dsetor2 tem influência sobre o número de patentes. Ela se refere ao setor de indústrias de transformação. Para todas as demais variáveis e resultados analisados, não existem correlações entre as variáveis explicativas e o número de patentes, ou seja, o volume de patentes não é influenciado pelas variáveis relacionadas.

CAPÍTULO 6 – CONCLUSÃO

A importância do debate acerca da inovação nos países tem sido primordial para o desenvolvimento dos mesmos. Os investimentos em inovação são o “combustível” necessário, mas não suficiente, para que haja um ambiente favorável ao processo de inovação.

Os recursos de capital de risco foram e são extremamente utilizados, principalmente, nos Estados Unidos e Europa, para impulsionar a inovação. No Brasil, os recursos provenientes e identificados como de capital de risco obtiveram crescimento extraordinário nos últimos anos. Tal fato chamou a atenção para verificar se tais recursos estariam ingressando no encalço de projetos inovadores e de base tecnológica.

Nesse sentido, o objetivo primordial dessa dissertação foi verificar a existência de relação entre o capital de risco e inovação no Brasil.

Para tanto, foram considerados como investimentos de capital de risco os recursos investidos nos Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE) e Fundos de Investimentos em Participações (FIP), representando os investimentos no conceito internacional em venture capital e private equity, respectivamente.

A base de dados utilizada para identificar as empresas e o volume de investimentos foi a da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Cadastro Nacional da Atividade Econômica (CNAE). Também foi consultada a base de dados da web, no site Google, de diversas empresas, a fim de identificar o seu nome e ramo de atividade.

As informações fornecidas pelos gestores de fundos e constantes da base de dados da CVM necessitam de maior transparência. Existe muita dificuldade para identificar com clareza o destino dos recursos internalizados com a finalidade de investimentos em capital de risco.

Foi realizado estudo empírico, com dois modelos de regressão Probit. O primeiro buscou identificar se existe relação entre os investimentos realizados pelos

fundos de capital de risco e inovação, no caso medido pelo registro ou não de patentes. O segundo, busca identificar se o volume de investimento interfere na quantidade de inovação, também medido pela quantidade de patentes.

Os testes realizados no modelo 1 não confirmaram a hipótese de relação entre os investimentos de capital de risco e inovação no Brasil. No entanto, é possível identificar que a inovação e, consequentemente o registro de patentes, sofre influência dos setores de atuação das empresas. Determinados setores são mais sensíveis a propriedade intelectual do que outros.

Dos recursos alocados para o segmento de VC e PE no Brasil, apenas 1% é destinado para empresas emergentes, ou seja, de cada R$ 1 milhão de reais que ingressam no país para investimentos no segmento de fundos de PE e VC, apenas R$ 10 mil a atividade de VC. Apesar disso, os VC no Brasil investem em 38% das empresas inovadoras identificadas na base de dados desse trabalho.

Os testes do modelo 2 também não confirmaram relação entre os investimentos e volume de patentes.

Dentre as possíveis fragilidades do trabalho, pode-se dar especial destaque aos registros de patentes como proxy do processo de inovação, pois diversos estudos colocam em dúvida a sua aplicabilidade, principalmente em países com baixa tradição política e jurídica, com destaque para países em desenvolvimento.

A partir dos dados analisados conclui-se que no Brasil não há relação empírica entre os investimentos de capital de risco e inovação, e que os investimentos são direcionados em função do setor de atuação das empresas, com destaque para os setores das indústrias de transformação e financeiro, tanto no volume de recursos quanto na quantidade de patentes. O setor imobiliário aparece como o terceiro colocado em volume de recursos mas não apresenta nenhum registro de patentes.

A princípio, a informação de que há maior volume de recursos de capital de risco direcionado ao setor de transformação e que as mesmas têm produzido maior número de registros de patentes pode ser um bom indicador do esforço dos agentes para deslocar investimentos de segmentos tradicionalmente relacionados a produção de matéria prima e commodities, ressalvados casos como o da Vale do

Rio Doce que, apesar de pertencer ao setor extrativista, é a empresa que detém maior número de registro de patentes no estudo realizado neste trabalho.

Por fim, sugere-se como linha de pesquisa para o aprofundamento da análise proposta nessa dissertação, o desenvolvimento de estudos microeconômicos, com aplicação de questionários específicos junto aos gestores dos fundos e investidores, a fim de identificar quais fatores têm influenciado a ausência do capital de risco nas empresas inovadoras no Brasil.