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Emisjoner Mill. kr

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XIV. Penger og kreditt

55. Emisjoner Mill. kr

Diante do expressivo crescimento da população dos maiores de 60 anos de idade e dos seus novos modelos de comportamento no tocante ao trabalho é imperioso que se possam construir novos padrões nas formas de empreender, tanto no que se refere aos pequenos negócios para os que desejam e se sentem aptos a esse desafio quanto aos que pretendem empreender dentro de uma organização. Néri (2007) explica que no Brasil há uma forte tendência das pessoas abrirem um negócio após a aposentadoria em especial àquelas situadas numa faixa de renda razoável e com bom nível educacional. Essa disposição é confirmada por Bomfim (2005) em matéria no Jornal O Estado de S. Paulo ao apresentar histórias de profissionais brasileiros que após a aposentadoria estão empreendendo em diferentes negócios. Com o título inteligência não se aposenta a matéria traz exemplos de pessoas com idade, entre 64 e 81 anos que utilizam essa nova fase como uma oportunidade para lazer, mais autonomia no estilo de vida e especialmente para novos desafios no trabalho, empreendendo na gestão do próprio negócio ou mesmo numa segunda carreira. A matéria apresenta também pesquisa realizada pelo HSBC e Oxford Institute of Ageing em 2006, já mencionada no capítulo III em que os brasileiros acompanhando tendência mundial, acham como prioritário após aposentadoria continuar trabalhando como uma maneira de ocupar o tempo fazendo algo que lhes dê sentido e valor.

Nas bibliografias de empreendedorismo é praxe encontrar histórias de sucesso envolvendo jovens empresários, donos de seu próprio negócio, ou jovens executivos com carreiras brilhantes no mundo corporativo, entretanto quando se aprofundam os estudos nota-se que por trás desses jovens há sempre a presença de um profissional mais maduro que direta ou indiretamente oferece o apoio técnico e psicológico. Esses profissionais - mentoring (função desempenhada por um colega, mais velho, normalmente um líder e com ascendência hierárquica) e coaching (pessoa de fora da organização que ajuda na identificação e potencialização das competências técnicas e sociais) - geralmente são pessoas mais maduras, com ampla experiência, conhecimento, paciência, tenacidade para correr riscos e tomar decisões e outros tantos valores intangíveis que são apreendidos ao longo do tempo em suas vivências profissionais.

O mercado de trabalho já aponta para essas tendências ainda que de forma tímida e acanhada no que tange a dar conta da oferta desses profissionais e em particular

dos maiores de 60 anos que buscam novas oportunidades. Nesse contexto Dalmazo (2008) apresenta um estudo realizado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em 100 empresas familiares brasileiras e, em 28% delas, o principal executivo tem mais de 60 anos e, em 55% dos casos, o principal executivo foi também o seu fundador e, portanto um empreendedor, jovem no passado, grisalho no presente. Um dos executivos da amostra que ora conta 74 anos, teve que alterar o regulamento do conselho de administração porque ele não previa funcionários com mais de 70 anos trabalhando na empresa.

No segmento dos maiores de 60 anos há um número expressivo de pessoas preparadas e competentes dispostas a reativar suas atividades profissionais e esse número cresce cada vez mais à medida que as empresas adotam a política de cortar custos incentivando as reformas antecipadas desses profissionais, perdendo com isso um vasto conhecimento e competências construídas em décadas de experiências vividas nessas organizações. Essas perdas atingem toda a organização à medida que afetará as pessoas diretamente atingidas e as que foram poupadas, mas sobre cujos destinos se sentirão incertas. Nessa lógica, ilógica, a economia feita com a saída das pessoas mais maduras e preparadas é utilizada para investir em programas de trainees, universidades corporativas e treinamento para desenvolvimento de novas competências nas pessoas jovens. Os dirigentes de empresas sofrem de uma grave miopia ao deixar de reconhecer os talentos existentes nesses profissionais longevos.

Os trabalhadores brasileiros entram na reforma relativamente cedo, haja vista, o fato de que, via de regra, começam a trabalhar na adolescência. Outro fator que contribui para essa tendência é a lei da reforma por tempo de serviço que vigorou até recentemente, permitindo que muitos trabalhadores se aposentassem com menos de 50 anos de idade. Essas pessoas, ao que parece, no auge das suas forças produtivas, dispostas a desenvolver novas competências não encontram as desejadas vagas no mercado de trabalho. Esse fato aliado a outros de caráter mais desafiador deve ser o motivo para se lançarem a novos empreendimentos e abrir o próprio negócio.

Os empreendedores que desejam iniciar um novo negócio no Brasil, em suas pesquisas devem estar buscando descobrir qual o ramo de negócio que tem mais chance de prosperar nos próximos anos. Rocha (2008) apresenta um estudo realizado pelo SEBRAE-SP, em território nacional, que se propõe responder essas dúvidas e indica os

setores com fortes tendências de crescimento até 2015. Os dados são promissores e a se concretizarem haverá uma elevação equivalente a 76% no número de micro e pequenas empresas que passariam de atuais 5 milhões para 8,8 milhões nos próximos sete anos, no País. Alguns indicadores sobre onde se encontram as boas chances para se criar novos negócios são visíveis como, por exemplo, o aumento da população de mais de 60 anos, o crescimento do mundo digital, todavia o estudo aponta as diferentes áreas onde se concentram as oportunidades:

mundo digital: da educação a distancia ao shopping virtual;

• população com mais de 60 anos: novas demandas desse segmento em serviços específicos em diferentes setores como: saúde, alimentação, vestuário, turismo, entre outros;

• preocupação das pessoas com a saúde: cursos, atividades, lojas especializadas;

• público infantil e sua emancipação do consumo: centros de experiência e lazer, brinquedos;

• aumento dos animais de estimação: novos serviços que vão de hotéis a cemitérios;

• responsabilidade social: reciclagem dos materiais convencionais e do lixo eletrônicos, créditos de carbono;

• ecossoluções: prédios ecológicos, brindes e cursos;

• busca espiritual e mística: retiros, livros, roupas, cursos.

• estética e aparência: plásticas, serviços e produtos

• pessoas que moram sozinhas: serviços domésticos especializados;

mais tempo em casa: serviços do tipo plug e use entregues ou realizados em domicílio;

• segurança: sistemas de segurança, serviços de leva e traz.

O crescimento da população idosa, segundo Rocha (2008) nos últimos 10 anos apresentou os seguintes índices:

i) os que se encontram na faixa de 60 anos foi de 47,8%;

ii) os que se encontram na faixa de 80 anos foi de 65% e,

Nas grandes metrópoles, como na cidade de São Paulo o setor de serviço estará em alta e as projeções indicam que para 2015 seriam 717 mil novas empresas, ante 665 mil no comercio e 134 mil nas industrias. A população idosa é citada como o grande filão a demandar novos serviços que até então nem sequer foram formatados. Embora neste e em outros estudos do mercado os maiores de 60 anos sejam apontados sempre como potenciais consumidores, com base na pequena amostra dos sujeitos desse estudo e pelas atuais tendências arrisca-se predizer um cenário em que eles serão os potenciais empreendedores.

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