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Emerging techniques for pollen analysis

2.5 Conventional pollen analysis methods

2.5.4 Emerging techniques for pollen analysis

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, e só pode ser vivida olhando-se para frente. Sören Aabye Kierkegaard

Na leitura atenta e pormenorizada de cada relato, procurei identificar o sentido global da experiência da paternidade e maternidade adolescente recorrente. Em leituras subseqüentes, agrupei as convergências temáticas e apreendi o significado que os sujeitos da pesquisa atribuíram às suas próprias ações.

A construção dos significados das ações dos adolescentes foi contextualizada em seus discursos, com base nas experiências por eles vividas no mundo cotidiano, possibilitando construir as categorias concretas emergidas do vivido.

Lendo e relendo os depoimentos, percebi que não havia diferenças significativas entres as falas dos pais e mães adolescentes. A maneira de vivenciar a parentalidade recorrente era comum a estes adolescentes, com algumas variações próprias dos gêneros, constituindo, assim, o mesmo tipo

vivido. Tornou-se, então, mais adequado realizar a análise compreensiva de

todos os depoimentos em conjunto.

Ao reexaminar cuidadosamente os conteúdos dos discursos, notei que os mesmos convergiam para sete unidades temáticas que, em segundo momento, sofreram novamente o processo de convergência, confluindo para cinco grandes categorias concretas do vivido: Contextualizando a

percepção sobre ser pai/mãe adolescente, abrangendo duas

subcategorias: Sendo pai/mãe pela primeira vez e pai/mãe recorrente;

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parentalidade; Buscando segurança para o futuro; e Experienciando

situação ambivalente.

As três primeiras categorias referiram-se aos motivos por que: à realidade vivida pelos sujeitos deste estudo, ao contexto motivacional e as duas últimas aos motivos para da ação, ou seja, aos projetos, ao que se pretende alcançar.

Na análise dos discursos, considerei o constructo de

intersubjetividade que, para Schütz (1974a), é uma categoria fundamental

para a compreensão da existência humana, pressupondo a troca de experiências subjetivas entre as pessoas. Não se referindo, portanto, ao indivíduo único em sua singularidade, mas, ao que é comum a várias pessoas. Por meio dela, foi possível tomar as objetivações humanas, como objeto de conhecimento, construído pelo próprio homem. Assim, as pessoas percebem-se como semelhantes, podendo atuar umas sobre as outras, compreender e ser compreendido por outros, caracterizando a intersubjetividade do mundo da vida, lugar da ação social onde ocorrem as mudanças sociais.

A interpretação da ação de ser pai/mãe adolescente recorrente foi baseada na intersubjetividade de cada adolescente, pai ou mãe, sendo correspondente aos elementos de sua situação biográfica.

De acordo com o constructo de situação biográfica de Schütz, entendo que cada adolescente tem sua maneira própria de inserir-se no mundo da vida, revelando seu modo de posicionar-se no cenário da ação e de atuar, ou seja, o modo pelo qual ele/ela interpreta sua condição de pai/mãe recorrente, vislumbra possibilidades e envolve-se em seus desafios.

A situação biográfica caracteriza-se pelo conjunto de conhecimentos que integram o patrimônio individual dos adolescentes, tanto o que vivenciaram quanto o que lhes foi transmitido por seus predecessores. Isto é, o que Schütz (1974a) denominou acervo de conhecimentos

Categorias concretas do vivido 7

disponíveis, cuja situação biográfica é a base para o significado que o

indivíduo atribui à ação.

Assim, o enfoque, encontra-se na ação humana ou social, sendo possível compreender esta ação subjetiva pelos seus motivos – motivos

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CONSTRUÇÃO DO TIPO VIVIDO

Aqueles que se prendem ao passado, perdem o futuro que nos guia. Winston Churchill

Ao examinar as categorias emergentes reveladas neste estudo, foi possível construir o tipo vivido dos adolescentes em relação à parentalidade recorrente na adolescência .

Assim, é necessário salientar novamente que o tipo vivido é um constructo elaborado pela reflexão sobre a vivência do sentido comum que se verifica em um determinado contexto, no cotidiano do mundo social.

Ao tratar da interpretação científica da ação humana, Schütz (1974a) declara que todo conhecimento existente, tanto na esfera do sentido comum como no pensamento científico, implica constructos, ou seja, abstrações, generalizações, formalizações e idealizações próprias relacionadas a um certo nível de organização do pensamento. Portanto, os fatos são sempre interpretados pelas atividades de nossa mente e, assim, podemos captar determinados aspectos da realidade do mundo.

Esses constructos de segundo nível são elaborados e baseados nas

ações que foram vivenciadas, no primeiro momento, pelos sujeitos

envolvidos.

Nesta perspectiva, o tipo vivido desses adolescentes constitui uma característica do grupo que está vivenciando um mesmo fenômeno, ou seja, a parentalidade repetida nesta faixa etária.

À luz dos pensamentos de Schütz (1974a), desvelo que o mundo cotidiano dos adolescentes em relação à repetição da parentalidade apresenta-se nas representações ou caracterizações (tipificações) construídas pelos próprios adolescentes, de acordo com suas relevâncias.

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A tipificação vai se tornando progressivamente anônima, conforme se

afasta de sua origem fundante que reside na situação face a face. Ela

transforma, então, aquelas ações individuais, únicas, singulares em funções típicas de papéis sociais típicos, originários de motivos típicos, tendo como objetivo uma realização típica. As tipificações incluem todo um contexto social, pois os adolescentes, como atores sociais, tipificam o mundo para compreendê-lo e comunicar-se com seus semelhantes (Capalbo, 2000).

Elaborei e passo, então, a apresentar o tipo vivido – pai e mãe

adolescente recorrente, em consonância com os constructos de Alfred

Schütz e as categorias emergentes originárias dos motivos para e motivos

por que dos adolescentes.

Desse modo, os adolescentes percebem-se pai/mãe mais de uma vez, retratando um tipo vivido que experiência perdas e ganhos: percebem- se maduros, responsáveis, preocupados com o cuidado e a educação dos filhos, almejando segurança para o futuro. Motivo que os leva a buscar trabalho, moradia própria, retomada dos estudos, estabilidade conjugal e construção de uma família.

Vivenciam uma situação de ambivalência entre o que desejam e a realidade vivida, pois, pelo fato de serem pais/mães adolescentes lastimam ter perdido a liberdade.

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9 ANÁLISE COMPREENSIVA DO TIPO VIVIDO: