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Els neutròfils i les cèl·lules hCMEC/D3 presenten distintes

6. RESULTATS

6.3. Els neutròfils i les cèl·lules hCMEC/D3 presenten distintes

Na Tabela 8 verificou-se o diâmetro médio do folículo, do núcleo do oócito, do oócito e da camada da granulosa entre as diferentes categorias de folículos pré-antrais nas fases folicular e luteal.

Tabela 8. Diâmetro médio (μm) do folículo, oócito, camada da granulosa e do núcleo do oócito de folículos pré-antrais de seis fêmeas de caititu durante a fase folicular e luteal.

Letras diferentes sobrescritas entre colunas representam diferença estatística (p<0,05).

Pôde-se observar que nas fases folicular e luteal, entre todas as categorias de folículos pré-antrais analisados, houve diferenças estatísticas (p<0,05), com o aumento do diâmetro médio do folículo, do oócito, da camada da granulosa e do núcleo do oócito.

Na tabela 9 estão sumarizados os valores dos diâmetros médios do folículo, do oócito, do núcleo do oócito para os folículos antrais nas fases folicular e luteal. Foi observado que houve diferença estatística (p<0,05) somente quando se comparou os diâmetros médios dos folículos entre as fases folicular e luteal.

Tabela 9. Diâmetro médio (μm) do folículo, do oócito e do núcleo do oócito de folículos antrais de seis fêmeas de caititu durante a fase folicular e luteal.

Fase Folicular Fase Luteal

Folículo 821 ± 110,6a 626,0 ± 161,4b

Oócito 75,3 ± 10,0c 62,3 ± 6,4c

Núcleo 37,8 ± 2,7d 30,4 ± 4,4d

Letras diferentes sobrescritas entre linhas na mesma coluna representam diferença estatística (p<0,05).

Fase Folicular Fase Luteal

Primordial Primário Secundário Primordial Primário Secundário Folículo 20,8 ± 2,2a, 59,6 ± 7,2b 135,1 ± 15,2c 16,0 ± 2,0a 50,2 ± 5,5b 114,3 ± 8,7c

Oócito 15,3 ± 2,2a 34,6 ± 4,4b 67,7 ± 9,7c 12,4 ± 2,1 a 29,0 ± 4,8 b 53,2 ± 8,3 c Granulosa 5,8 ± 2,5a 24,7 ± 4,8b 67,4 ± 9,7c 3,9 ± 1,1 a 21,8 ± 4,3 b 58,9 ± 5,3 c Núcleo 7,6 ± 1,1a 16,4 ± 2,8b 24,4 ± 3,1c 5,7 ± 1,14 a 15,9 ± 2,9 b 21,5 ± 3,2 c

O número de células da camada da granulosa em relação às categorias dos folículos pré-antrais e as fases folicular e luteal descritas na Tabela 10 demonstraram que houve diferença significativa e que os folículos secundários apresentam maior variação no número de células em relação aos outros folículos. Da mesma forma quando se compara as categorias dos folículos pré-antrais entre as fases folicular e luteal observa-se diferença estatística, com exceção dos folículos primordiais.

Tabela 10. Número médio de células constituintes da camada da granulosa de folículos pré-antrais de seis fêmeas de caititu durante as fases folicular e luteal.

Letras diferentes sobrescritas entre linhas na mesma coluna representam diferença estatística (p<0,05); Números diferentes sobrescritos em colunas diferentes representam diferença estatística (p<0,05).

Primordial Primário Secundário

Folicular 12,2 ± 3,2ª,1 21,4 ± 4,4b,2 62,4 ± 8,1c,4 Luteal 10,9 ± 2,4ª,1 17,3 ± 3,2b,3 47,2 ± 1,6c,5

6. DISCUSSÃO

Neste estudo foi realizada uma avaliação histológica dos ovários de caititu (Tayassu tajacu) através da descrição de determinadas características e a estimativa da população folicular, procurando relacioná-las com os resultados já descritos envolvendo a biologia reprodutiva desta espécie.

6.1. MORFOLOGIA OVARIANA

Os ovários observados neste estudo mostraram-se envoltos parcialmente pela bolsa ovárica, semelhante ao descrito para esta espécie como o proposto por Santos et al. (2000), Paula et al. (2003) e Mayor, et al. (2006), e diferente do relatado para suínos por Santos et al. (2000), Carvalho, et al. (2003), e Hafez, (2004).

A maioria dos ovários analisados apresentava formato ovóide, sendo que alguns possuíam formato variável e superfície irregular devido à presença de folículos, corpos lúteos, e corpos hemorrágicos, semelhantes ao observado por Santos et al. (2000), Carvalho, et al. (2003), Paula et al. (2003) e Mayor, et al. (2006), diferindo do formato de cachos de uvas do ovário de suínos, devido o numero de folículos e corpos lúteos que se desenvolvem na superfície ovária de caititus serem inferior a de suínos, pois a média de nascimento de filhotes nesta espécie é de 2 filhotes. Não houve diferença significativa quanto ao aspecto morfológico entre os ovários direito e esquerdo e entre as fases do ciclo estral.

6.2. BIOMETRIA E CONTAGEM MACROSCÓPICA DAS ESTRUTURAS OVARIANAS

As semelhanças entre os dados biométricos aqui observados (comprimento, largura e espessura) entre os ovários direito e esquerdo e entre as fases folicular e luteal estão de acordo com o descrito por Santos, et al. (2000) em caititus e queixadas que observaram da mesma forma valores aproximados entre as médias (Tabela 01).

Os ovários pertencentes à fase lútea obtiveram maior peso quando comparado aos ovários na fase folicular. Dellmann & Brown (1982) e Banks (1991) justificam este fato, pois quando o corpo lúteo é formado ocorre acúmulo de lipídios, invasão de células do estroma e por vasos resultando na deposição de fibras reticulares convertendo em glândula altamente vascularizada e densa ao contrário dos folículos que são estruturas compostas por pequenas lacunas preenchidas pelo líquido folicular, sendo, portanto mais leves. Os valores médios encontrados por Paula et al. (2003), cujos ovários medem cerca de 1,93 ± 0,41 g para o ovário direito e 1,58 ± 0,33 g para o ovário esquerdo, se diferem ao obtido neste estudo.

Macroscopicamente, em todos os ovários estudados foram observados folículos, corpos lúteos e corpos albicans independente da fase do ciclo estral. Entretanto, em ambos os ovários analisados em que a fêmea encontrava-se na fase luteal, foi observada a presença de corpos hemorrágicos, indicando que anteriormente houve a ativação e o crescimento de um folículo primordial até a formação de receptores de FSH e LH nas células da granulosa. Esses receptores possibilitam que o folículo, sob ação destes hormônios, desenvolvesse até o estágio pré-ovulatório e sob níveis de LH ocorresse à ovulação, e consequentemente a formação do corpo hemorrágico, e posteriormente do corpo lúteo.

O número médio de corpos lúteos apresentou diferença significativa quando comparado entre as fases folicular e luteal, sendo que a maior média foi 2,67 + 0,52 na fase luteal, semelhantes ao obtido por Mayor et al. (2006) na fase luteal de fêmeas de caititu não grávidas que foi de 2,1 + 0,6.

6.3. HISTOLOGIA OVARIANA

De acordo com o observado neste trabalho e com a literatura, a constituição histológica do ovário de caititu é semelhante à maioria dos mamíferos. Em relação ao epitélio de revestimento, os resultados obtidos diferem do encontrado por Mangini, (1999) em queixadas, o qual possui o epitélio constituído de células planas. Neste estudo, em poucas ocasiões, essas células cúbicas mudaram seu formato para pavimentoso, devido a presença de corpos lúteos, corpos hemorrágicos e de folículos pré-ovulatórios que ocupariam grande parte da área do ovário e pressionaria o epitélio superficial como o relatado por Duke, (1980).

Na área cortical, observaram-se a maior parte das estruturas funcionais do ovário, podendo ser identificados folículos em desenvolvimento e em degeneração, mostrando que a foliculogênese é um processo dinâmico, com crescimento e morte celular ocorrendo de forma contínua, e tendo como resultado essas variações.

Neste estudo, os folículos foram classificados baseados na morfologia e no número das células constituintes da camada da granulosa e pela presença da cavidade antral, em: folículos pré-antrais (primordial, primário, secundário) e folículos antrais. Todas as categorias foram encontradas nos ovários estudados.

Os folículos primordiais e primários encontravam-se aglomerados na região periférica do córtex como o descrito por Mayor et al. (2006) e Barbella, (1993) para caititus. Sugere-se que esses folículos em fase de crescimento se localizem nesta área pela rica vascularização, o que favoreceria a ativação e o crescimento dos folículos primordiais dependentes de nutrientes, hormônios e fatores de crescimento presentes no ambiente extra-folicular como o proposto para os mamíferos em geral por MACNATTY et al. 1999.

O aparecimento da zona pelúcida e da camada da teca em folículos secundários, está de acordo com o observado por Mayor et al. (2006) que classifica os folículos com 2-4 camadas de folículos pré-antrais pequenos.

Os corpos lúteos, presentes em todos os ovários, ocupavam grande parte da área total do ovário, podendo até a interromper a túnica albugínea, como também foi observado por Mayor et al. (2006), bem como restringindo assim a zona cortical e a zona medular, este resultado esta de acordo com o descrito para caititus por Carvalho et al (2003).

Os corpos lúteos foram identificados durante todo o ciclo estral em ambos os ovários, porém foram mais freqüentes na fase luteal. Independente da fase estral foram observados corpo lúteo funcional, remanescente e acessório, de acordo com a morfologia das células

luteinizadas, pois a presença de degeneração nas células indica que o corpo lúteo já está perdendo sua funcionalidade, e no último caso pela presença de oócito degenerado em seu interior (MAYOR et al. 2006).

Os corpos hemorrágicos estavam presentes somente na fase luteal, o que sugere que no momento da coleta dos ovários havia ocorrido a ovulação, pois a cavidade folicular estava preenchida pelo coágulo sanguíneo (Ross et al 1993). Em ambos os ovários em que os corpos hemorrágicos estavam presentes, os mesmos não ocupavam a mesma posição, o que contradiz Carvalho et al (1993) em relação a uma possível fossa de ovulação nesta espécie.

Já em relação à contagem de folículos, o número observado demonstrou diferenças significativas entre as fases, sendo superior na fase folicular, pois nesta fase os folículos antrais passam por três fases recrutamento, seleção e dominância. Os folículos são recrutados em grupamentos de acordo com um sutil aumento nas concentrações de FSH que estimula o crescimento de folículos (Fortune, 1994, Gougen & Busso, 2000, Rodgers et al 2001).

Após esta fase, inicia-se a fase de seleção, onde um único folículo emerge do conjunto de folículos recrutados e continuam a crescer, enquanto os demais diminuem de tamanho (Fortune et al 1991). Os folículos que alcançam o tamanho de folículos ovulatórios, são chamados de folículos dominantes, pois se acredita que uma vez selecionados, eles evitem o crescimento, a diferenciação e o recrutamento de folículos subordinados, seja pela secreção de alguma substancia ou pelo feedback negativo sobre a ação de estradiol e/ou inibina produzidas pelo folículo dominante causam declínio nos níveis de FSH, os quais não seriam suficientes para manter o crescimento dos folículos subordinados (Fortune, 1994).

6.4. ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO FOLICULAR

Os resultados referentes à estimativa de folículos pré-antrais e antrais obtidos neste trabalho revelaram heterogeneidade da população folicular. Em relação aos folículos pré- antrais, os valores médios obtidos em cada ovário foram significativamente diferentes (p<0,05), sendo que o ovário esquerdo apresentou a população de folículos pré-antrais superior ao ovário direito, com exceção da categoria de folículos primários que não apresentaram diferença estatística.

Os folículos primordiais são a categoria de folículos pré-antrais menos desenvolvidas, apresentando-se em maior quantidade no ovário por formarem o pool de reserva que irá sofrer o processo de ativação, seleção e dominância. Neste estudo, as médias de folículos primordiais mostraram semelhanças com as médias dos folículos primários, diferente do observado para os mamíferos em geral. Este fato sugere-se que tenha ocorrido devido a classificação folicular utilizada, que abrangia na categoria de folículos primários aqueles que tivessem o formato pavimentoso e/ou cúbico das células da granulosa, aumentando assim, os valores médios desta categoria.

A estimativa dos folículos antrais nos revela que somente na fase folicular as médias desta categoria apresentaram diferença significativa entre os ovários direito e esquerdo. Quando se comparou entre as fases observou-se que o número médio de folículos antrais foi superior na fase folicular. Sugere-se que na fase folicular há a possibilidade de se fazer uma relação entre as médias dos folículos primordias (460,2 ± 211,3) e as médias de folículos antrais (103,5 ± 45,6), já que o número de folículos em fase antral, em um determinado momento do ciclo estral, depende da média dos folículos primordiais e, posteriormente, de fatores de crescimento e de hormônios gonadotróficos. (Crowe, 1999).