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3.2 Kommunikasjonsteori

3.2.2 Ellaboration likelihood model

nível operacional, que é desejável manter. Actualmente, não existe nenhum sistema periódico de verificação das qualificações. A manutenção das qualificações é mantida através da actividade operacional, com o recurso ao meio real. Existe uma proposta, mas ainda não é oficial, no sentido de, quando ocorrer o afastamento dos especialistas do CC Leopard 2 A6, por um período superior a um ano, das suas funções ligadas à operação deste meio, frequentarem um curso de “refrescamento/actualização de conhecimentos” (TCOR Pedro, comunicação pessoal, 29 Julho de 2010).

2.5 O CARRO DE COMBATE LEOPARD 2 A6 NO EXÉRCITO

ESPANHOL E HOLANDÊS

A entrada de Portugal no LEOBEN, permitiu o contacto com diversos países utilizadores do CC Leopard 2 A6. São exemplos: Alemanha, Holanda, Áustria, Dinamarca, Espanha, Chile, Canadá, Grécia, Noruega e Suíça. Cada Exército tem uma organização e emprego táctico diferente. Este contacto permitiu trocar experiências e verificar que a formação no CC Leopard 2 A6 é baseada no uso do meio real e em simulação. Além de Portugal pertencer ao LEOBEN, vários representantes portugueses fizeram diversas visitas na área do CC Leopard 2 A6.

O Exército Espanhol utiliza as unidades de CC Leopard 2 A4 e Leopardo 2E21, integradas

em grandes unidades mecanizadas. A organização das unidades de CC, de escalão Batalhão/Grupo, poderá ser de dois tipos: em Brigadas Mecanizadas de Infantaria, com 4 Companhias de CC a 3 Pelotões, com 3 CC por Pelotão; e as Unidades Blindadas de Cavalaria e de Reconhecimento, com 3 ECC a 3 Pelotões, com 4 CC por Pelotão. Para efeitos de formação, o apontador executa 15 tiros com munições de instrução. Para tiro de manutenção/reciclagem, existem 6 munições por guarnição por ano, nas unidades operacionais (EME, 2009).

A política de formação do Exército Espanhol preconiza que, cerca de 70% do tempo total de formação, seja com o recurso a simuladores, sendo que a formação inicial é feita em computador, usando o “plano de lições” que pode ser realizado em modo “auto-estudo”, ou com a presença e coordenação de um instrutor. Os simuladores são usados, quer na formação individual quer no treino das guarnições e subunidades de escalão Companhia. Os simuladores mais usados pelos espanhóis são: o Computer Based Trainer (CBT) Simulador de torre, Simulador Steel Beasts. O processo integrado de formação e treino operacional decorre de modo conjunto e contínuo, compreendendo 8 níveis, ou seja, cada nível compreende a execução de tarefas específicas (EME, 2009).

O curso de Master Gunner tem a duração de 6 semanas. O curso de instrutor de guarnição de CC (só para alunos da Academia Militar e da Escola de Sargentos), tem uma duração de 6 semanas, a que se segue uma semana de instrução de simulação e uma semana de instrução de tiro. O curso de condutor de CC tem uma duração de 2 semanas, após instrução teórica nas unidades. A formação a cargo das unidades é uma formação de base, ministrada a todos os elementos da guarnição com a duração de uma semana. Ao curso de municiador radiotelefonista, a formação é ministrada a todos os elementos da guarnição, com uma duração de 1 mês. No curso de apontador, em função das necessidades, são seleccionados os que tenham obtido as melhores classificações no curso de municiador. Tem uma duração de 7 semanas. O curso de condutor é realizado em função das necessidades. São seleccionados os elementos que, após a conclusão com sucesso do curso de municiador tenham carta de condução da categoria B, com uma duração de 4 semanas de formação teórica, seguidas de 2 semanas de formação prática (EME, 2009). O treino operacional decorre: semanalmente, entre dois a três dias de exercícios de campo; de 15 em 15 dias, 2 a 3 dias em simulador; mensalmente, instrução contínua de sessão de tiro individual; anualmente, é feito um exercício ao nível Brigada, planeado de acordo com os empenhamentos previstos. Os comandantes de Pelotão são oficiais do QP, mas por limitação de pessoal, também podem ser oficiais contratados (EME, 2009).

Nas unidades operacionais não existe um tempo de permanência, por inamovibilidade, para oficiais ou sargentos. Excepção feita ao Comandante do GCC, que se mantém nas funções durante 3 anos. Os sargentos não têm uma rotação tão grande como os oficiais, pelo que o tempo médio de permanência daqueles, nas unidades de CC, ultrapassa os 5 anos.

Relativamente aos perfis dos elementos da guarnição, existem militares do sexo feminino nas unidades de CC, por terem cumprido os requisitos de selecção, que são iguais para ambos os sexos. No entanto, o cargo de municiador é o que tem menor número de militares femininos, dadas as exigências específicas da função (força física necessária para municiar munições de aproximadamente 25 kg). Todos os oficiais e sargentos do QP, de Infantaria e de Cavalaria, recebem formação no CC Leopard. O regime de contrato prolonga-se até aos 45 anos, o que garante uma grande rentabilização dos recursos humanos, tirando-se o máximo proveito da formação. Atendendo ao elevado grau de especialização requerido aos formadores, que utilizam meios de simulação e ao facto dos simuladores serem artigos críticos, são operados por pessoal especializado que garante a maximização dos recursos. A estrutura de simulação não está dependente da componente operacional, o que possibilita a esta uma dedicação às tarefas operacionais, libertando-a deste encargo (EME, 2009). Na Holanda, foi efectuada uma visita ao Centro Educacional e de Treino de Manobra. Destaca-se que o centro de instrução reúne os instrutores mais qualificados e estabeleceu, como princípio, a rotação dos seus instrutores pelos principais teatros de operações, nomeadamente Afeganistão e Bósnia-Herzegovina, e pelas unidades de manobra com a

Capítulo 2: Formação e Manutenção das Qualificações no Carro de Combate Leopard 2 A6