• No results found

Nas reportagens da revista Caros Amigos, encontrei as principais metáforas:

(74) Com a destruição do Império do Mal, a URSS e sua economia estatizada, os EUA se viram livres para fazer sua cruzada em escala mundial (Caros Amigos 1, p. 13).

(75) [...] o país passou a sofrer os efeitos da expansão do capitalismo ocidental [...] (Caros Amigos 1, p. 13).

(76) A bandeira do Iraque vermelha, preta e branca com três estrelas brancas, trêmula (Caros Amigos 1, p. 30).

(77) Samir mostra cicatrizes na estrada que havia sido destruída na outra guerra e restos de carros, ferragens às margens (Caros Amigos 1, p. 30).

(78) O embargo matou até mais do que os ataques nas zonas de exclusão aérea e minou a resistência do país, deixando-o à mercê do inimigo (Caros Amigos 1, p. 30).

A palavra “destruição” e cognata “destruída”, dos exemplos (74) e (77) representam as ações dos EUA de forma negativa, denotando concepção espacial para baixo, visto que “destruir” opõe-se à conotação da palavra “levantar”, cuja orientação é para cima. Em Veja, as palavras que conotam destruição e maldade são associadas ideologicamente ao grupo político médio-oriental, ao passo que em Caros Amigos, o inimigo é o invasor, a exemplo do excerto (78), que identifica o embargo econômico imposto ao Iraque após a Primeira Guerra do Golfo, em 1990 (ver subseção 2.1.2), em termos de guerra por meio da metáfora conceptual “minar”. O exemplo (74) atualiza, num contexto irônico, a metáfora conceptual empregada por representantes governamentais dos EUA para representar a União Soviética e,

posteriormente, para representar Irã, Iraque e Coréia do norte. Essa metáfora usada por W. Bush experiencia os três últimos países em termos do que é mau e perigoso, acentuando características negativas em favor da relação assimétrica de poder.

Os exemplos (75), (76) e (77) apresentam metáforas ontológicas, em que objetos físicos são concebidos como pessoas. A personalização permite dar sentido a fenômenos do mundo em termos humanos, que se baseiam na maneira particular como vemos determinadas entidades e relações. A “bandeira do Iraque trêmula”, “as cicatrizes na estrada” e “o país passou a sofrer” caracterizam o enfoque humanista da reportagem, que discute os efeitos da guerra sobre as populações e a destruição civil, além de sugerirem que o verdadeiro medo é imposto pelos EUA e não pelo Iraque; que o inimigo é W. Bush e não Saddam, e que as consecutivas invasões estadunidenses são relacionadas medo, sofrimento e doença, que resultam cicatrizes.

As visões particulares do mundo, internalizadas em gêneros, discursos e estilos, não só descrevem a realidade, mas contribuem para criar a realidade que se noticia. Uma vez que o poder simbólico de constituir o dado pela enunciação, de confirmar ou de transformar a visão do mundo só se exerce se for ignorado como arbitrário (BOURDIEU, 2003: 14), a repetição da visão de mundo hegemônica nos discursos midáticos torna a grande mídia uma instituição potencialmente capaz de garantir a ignorância, bem como a sustentação da criação da realidade à imagem do discurso hegemônico. A naturalização do propósito regulador do gênero reportagem de revista; da representação que privilegia determinados discursos, vozes e atores e das avaliações e metáforas que inculcam sentidos negativos ao grupo político médio- oriental possibilita a ação da ideologia por meio da violência simbólica, “do poder de impor – e mesmo de inculcar – instrumentos de conhecimento e de expressão arbitrários, embora ignorados como tais – da realidade social” (BOURDIEU, 2003: 12).

Entender que a mídia constrói a realidade segundo uma visão particular de mundo, submetida, por exemplo, às pressões do mercado e da ideologia dominante, e que há leituras diferentes de um mesmo evento pode ser um princípio para uma leitura crítica que considere tanto a existência de diferentes interesses de grupos sociais particulares em luta hegemônica quanto o texto da notícia como um processo social que internaliza essa luta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste trabalho, procurei refletir, com base na prática explanatória da ADC, sobre as maneiras como o momento semiótico da prática da imprensa articula-se com a ação e interação sociais, com as relações sociais, com as pessoas (e suas crenças, valores, atitudes, histórias etc.) e, finalmente, com o mundo material. A prática transdisciplinar da ADC forneceu meios para pesquisar textos jornalísticos como eventos sociais que tanto formam a vida social quanto são formados por ela. Sendo assim, os textos em análise não foram vistos como mero material lingüístico, mas como um processo e um produto social.

Por meio da análise dos textos da mídia impressa como processos e produtos sociais foi possível verificar que a experiência mediada, característica da modernidade tardia, não pode ser considerada somente um ganho para a ação humana, dado que, em determinadas práticas, textos desencaixados da realidade local contribuem para instaurar ou sustentar relações de dominação. Na conjuntura de relações globais do Império, o desencaixe de tempo e espaço pode ser usado em favor da disciplina e da dominação em vez de agir em favor do aumento da reflexividade crítica e da resistência às imposições do Império.

Pesquisar sobre o potencial ideológico de significados de textos desencaixados nas práticas modernas tardias, bem como sobre as maneiras como efeitos sociais ideológicos podem ser desencadeados pelos mesmos significados, representa uma contribuição para disseminar a idéia de que textos tanto internalizam lutas hegemônicas quanto são acionados como recurso na luta pela obtenção do consenso, ou seja, na luta pela tentativa de universalizar um discurso particular que encerra interesses particulares que favorecem apenas um determinado grupo de pessoas.

Um dos resultados desta pesquisa diz respeito à constatação de que a própria condição economicamente desfavorável do Brasil em relação aos EUA, resultado do sistema

competitivo do novo capitalismo, torna o discurso da mídia brasileira significativamente dependente do Império. A despeito de o Brasil não ter apoiado a invasão contra o Iraque, a grande mídia brasileira mostra-se dependente do discurso hegemônico, quer seja por partilhar dos interesses do mercado neoliberal competitivo, quer seja por ter como fonte principal o discurso do invasor na produção de notícias. Nesse contexto, cumpre lembrar que o poder hegemônico busca sustentação também por meio da divulgação, em escala global, de textos tanto explícita quanto implicitamente favoráveis aos EUA. Neste último caso, em função de constrangimentos, a exemplo do econômico, gerados por esse poder único global que tenta sucumbir culturas, visões, opiniões e discursos alternativos.

A articulação global do discurso hegemônico com o discurso local da imprensa brasileira foi vista neste trabalho sob duas configurações, uma disciplinadora e outra transformadora.

A análise da maneira como as publicações agem discursivamente mostrou que, quanto ao gênero, a revista mais vendida, Veja, apresenta características genéricas mais disciplinadoras, haja vista o propósito da narração e da argumentação nas reportagens segundo a lógica das aparências, que apenas lista determinadas aparências relacionadas a eventos sem referência às práticas e às estruturas de poder determinantes desses eventos.

A revista menos vendida, Caros Amigos, apresenta características genéricas transformadoras, haja vista que o propósito da argumentação é mais orientado para a compreensão do conflito internacional do que para a obtenção de resultados disciplinadores ou econômicos, dada a lógica explanatória das reportagens, que busca interpretar o conflito internacional com referência a práticas e estruturas de poder determinantes da invasão. Outra característica transformadora diz respeito ao uso predominante do gênero desencaixado entrevista, que dá abertura para a voz das vítimas. Ainda em relação ao significado acional da semiose, a intertextualidade em Veja primou pela representação de vozes de governantes dos

EUA, de especialistas políticos ou militares, bem como de grupos do Iraque que representavam ideologicamente uma espécie de fragmentação dessa nação. Em Caros

Amigos, também há presença da voz de especialistas, mas, ao contrário de Veja, as vozes de

tais estudiosos são representadas e articuladas com o intuito de esclarecer, com base na história dos EUA, os motivos políticos e econômicos que levaram W. Bush a invadir o Iraque. Somente em Caros Amigos, ouviram-se as vozes de estudantes, médicos, professores, taxistas iraquianos, ou seja, somente a leitura alternativa representou vozes das vítimas da invasão, as quais não foram apresentadas como fundamentalistas, a exemplo da grande mídia, mas como cidadãos que tiveram suas rotinas familiares e laborais afetadas pela invasão.

Sendo assim, Veja age discursivamente na prática social em favor da manutenção da hegemonia dos EUA, ao passo que Caros Amigos tenta subverter tal relação de dominação em nível global apontando as verdadeiras vítimas e as verdadeiras motivações neoliberais que impulsionam as ações bélicas dos EUA.

Em segundo lugar, a análise da maneira como as publicações representam o evento e os atores nele envolvidos mostrou que, quanto à interdiscursividade, ou seja, quanto aos discursos articulados no discurso jornalístico, a revista Veja designa elementos envolvidos no conflito com base na visão neoliberal dos governantes dos EUA, por meio da internalização, proposital ou não, do discurso de W. Bush. Dessa forma, os discursos de políticos pró- globalização neoliberal, da Defesa Nacional dos EUA, bem como de policiais peritos, ao sabor de narrativas policiais, são articulados com o discurso jornalístico a fim de fabricar um consenso favorável à invasão ao Iraque.

Na revista Caros Amigos, por sua vez, a interdiscursividade articula de forma transformadora discursos da Igreja presbiteriana, da História, do Império e do mundo da vida, a fim de questionar o preconceito contra a religião muçulmana, a soberania dos EUA, bem como a identidade estigmatizadora que a mídia tentou construir para os iraquianos.

O cotejo entre o discurso de Veja e de Caros Amigos mostrou, por exemplo, que as diferentes maneiras de se designar a invasão ao Iraque, como “massacre” em oposição a “intervenção militar” incorpora visões particulares presentes na rede de práticas sociais e as articula na luta hegemônica no nível do momento semiótico. A visão particular de Veja coaduna-se com a visão do governo dos EUA, ao passo que a visão particular de Caros

Amigos refuta e polemiza a visão dos EUA.

Quanto à representação de atores sociais, Veja organizou textos em torno do protagonista, representado por W. Bush, e do antagonista, representado por Saddam, o que já empresta papel exclusivo de bandido ao último. Os atores governantes dos EUA foram representados em Veja por nomes próprios, por enunciados autonomizados e pela espacialização, que desencadeiam efeitos de sentido de valorização dos invasores em detrimento das vítimas, bem como desagencializa os governantes dos EUA na decisão tirânica de invadir o Iraque. A população norte-americana, por sua vez, foi representada de forma agregada, de forma tal que desencadeia um sentido disciplinador, usado para regulamentar a prática e produzir opinião de consenso favorável à guerra. O movimento social islamista foi representado em Veja sobretudo por meio da coletivização pelas designações

fundamentalistas ou terroristas, de tal forma que o caráter político do movimento é anulado e

convertido em fanatismo religioso. A representação dos soldados americanos também apresenta alto cunho ideológico, visto que os mesmos foram representados pela instrumentalização, que os desumaniza, a fim de dissimular um caráter supostamente inócuo da guerra. Saddam é representado como o bandido, por lexicalizações que conotam autoritarismo e tirania, como ditador, em oposição à lexicalização presidente, associada a W. Bush.

Ainda quanto à representação de atores sociais, a revista Caros Amigos, em oposição ao enquadramento belicista de Veja, apresentou enquadramento político e humanista. Incluiu

Osama bin Laden por meio da nomeação e polemizou a acusação inicial de W. Bush a respeito da ligação entre Saddam e grupos terroristas. Ao contrário da cobertura militar de

Veja, que favoreceu o discurso do invasor, a cobertura humanista e política de Caros Amigos

primou pela compreensão das causas políticas e pela possibilidade de intervir na decisão de invadir o Iraque, visto que as reportagens foram publicadas às vésperas da invasão. É certo que discursos jornalísticos representam aspectos do mundo de maneiras particulares, ligadas a interesses particulares, e não, ao contrário da visão naturalizada, representam uma suposta realidade objetiva em notícias supostamente “imparciais”.

Finalmente, a análise da maneira como os jornalistas identificam, por meio de avaliações, a si mesmos e aos atores sociais envolvidos no conflito apontou em Veja um estilo jornalístico que, constrangido pela rede de práticas sociais e pela própria lógica mercadológica da imprensa contemporânea, divide afinidades com a visão de mundo do Império, bem como identifica o mundo muçulmano como um inimigo a ser vencido para o sucesso da empreitada neoliberal. O estilo de Caros Amigos, por sua vez, identificou os autores das reportagens como contrários à política dos EUA; o grupo político médio-oriental como alvo de uma política globalizada devastadora e os iraquianos como pessoas doces e amigas.

Em relação à maneira de identificar (-se) por meio de metáforas, Veja representou Saddam em termos da sujeição à força dos invasores estadunidenses, bem como em termos do que é mau, de sorte que as metáforas dissimulam relações entre os grupos políticos envolvidos no conflito e, por meio da acentuação de determinadas características que sugerem maldade, insanidade e fragilidade de Saddam, impõem sentidos negativos ao grupo político médio- oriental. Em Caros Amigos, ao contrário de Veja, as ações dos EUA e de W. Bush, e não de Saddam, são identificadas de forma negativa. Os iraquianos são experienciados como vítimas sujeitas ao controle externo prejudicial dos EUA. Em Veja, as palavras que conotam

destruição e maldade são associadas ideologicamente ao grupo político médio-oriental, ao

passo que em Caros Amigos, o inimigo é o invasor. As metáforas ontológicas, em que objetos físicos são concebidos como pessoas, caracterizam o enfoque humanista das reportagens de

Caros Amigos, além de sugerirem que o verdadeiro medo é imposto pelos EUA e não pelo

Iraque e que o inimigo global é W. Bush e não Saddam.

Sendo assim, a análise dos textos como processos e produtos sociais mostrou que o evento noticiado é o mesmo somente em essência, porque à medida que se torna um objeto semiótico, algo sobre o qual se fala, o evento reflete a articulação das ideologias e interesses particulares em luta hegemônica. Essa articulação de interesses particulares sinaliza a existência de várias ordens de discurso jornalísticas em luta hegemônica, decorrentes dos vários enfoques e diferentes visões envolvidos na prática de noticiar. Dado que significados de textos acarretam mudanças em crenças, atitudes, valores, conhecimentos, ações, relações sociais e no mundo material, o problema nesta pesquisa diz respeito à prática de noticiar vinculada aos interesses de dominação particulares do Império, a exemplo da revista Veja. Os resultados desta análise apontam para o fato de que a grande mídia brasileira reproduziu o discurso ideológico proveniente dos EUA, o que pode ter influenciado tanto a construção parcial de uma identidade social negativa para iraquianos e muçulmanos quanto a opinião pública a respeito da legitimidade de se liderar o massacre no Iraque.

A posição transformadora de Caros Amigos, bem como dos movimentos sociais, como o islã político, que lutam contra esse tipo de poder global, apontam para duas possíveis maneiras de superar o problema da disciplina em escala global favorável ao Império e parcialmente assegurada pelo consenso obtido por meio da atividade essencialmente semiótica do jornalismo. A primeira maneira de superar o problema emana da demonstração da possibilidade de se noticiar a serviço da libertação e do esclarecimento de questões envolvidas em lutas pelo poder. A segunda, a despeito de sua natureza violenta, e, portanto,

igualmente condenável, por elucidar a possibilidade da intervenção da agência social em estruturas cristalizadas de dominação, visto que o mundo não é um conjunto de coisas acabadas, mas um complexo de processos em articulação e modificação ininterrupta.

Na ordem hegemônica sustentada pelo Império é difícil localizar o inimigo contra o qual devemos nos rebelar, porque, primeiro, parece não mais existir patrão nem emprego estáveis, de forma tal que o regime salarial é substituído por um sistema monetário flexível e global sem dono. Segundo, porque a polícia parece ter adquirido uma dimensão global inalcançável. Terceiro, porque o exercício da dominação saiu das escolas, hospitais e prisões e hoje é assegurado por redes de comunicação (HARDT & NEGRI, 2004). Sendo assim, a exploração e a dominação constituem um não-lugar geral no terreno imperial e, nessa conjuntura, a “nova ordem” temporariamente sustentada é apresentada como um fenômeno inerte da natureza, desprovido de motivações políticas e históricas.

Acredito que pesquisas como esta, no momento em que se tornam públicas e capazes de atingir as pessoas que lêem notícias ou as interpretam em sala de aula, podem contribuir de alguma forma para o reconhecimento do poder da linguagem na instauração, manutenção e subversão de relações de dominação, bem como para o aumento da possibilidade de as pessoas tornarem-se capazes de agir coletivamente na busca de uma mudança social favorável aos atuais perdedores da globalização imperial, e, por fim, podem contribuir para o reconhecimento do discurso da soberania imperial como o inimigo hodierno contra o qual devemos lutar.

Se uma melhor compreensão do funcionamento e dos possíveis efeitos da ideologia em textos pode intervir em relações de dominação de tal forma que as mesmas possam ser transformadas, este trabalho pode representar um recurso político importante tanto na crítica ao exercício da dominação dos EUA, parcialmente assegurada por textos, quanto na

elucidação de que mazelas sociais não são fenômenos, sim, resultados de lutas pelo poder parcialmente travadas por meio da semiose.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADAM, J.-M. Les textes: types et prototypes. Paris: Nathan, 1991.

ALDÉ, A. Enquadramentos do Iraque. Disponível em: <http://www.unb.br/fac/comunicacaoepolitica/alessandra2004.pdf>. Acesso em 15 nov. 2004. AMARAL, R. Imprensa e controle da opinião pública (informação e representação no mundo globalizado). In: MOTTA, L. G. (org.). Imprensa e poder. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p. 75-101.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997[1953]. BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2002[1929].

BARELLA, J. E. O califado do medo. Veja, São Paulo, ed. 1788, ano 36, n.5, 5 fev. 2002, p. 66-73.

BAUER, M. W.; GASKELL, G. & ALLUM, N. C. Qualidade, quantidade e interesses do conhecimento: evitando confusões. In: BAUER, M. W., GASKELL, G. (ed.). Pesquisa

qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 17-36.

BELLIGNI, S. Hegemonia. In: BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. (org.).

Dicionário de Política. v. 1. Brasília: Universidade de Brasília, São Paulo: Imprensa Oficial

do Estado, 2002, p. 579-581.

BHASKAR, R. The possibility of Naturalism: a philosophical critique of the contemporary Human Sciences. Hemel Hempstead : Harvester Wheatsheaf, 1989.

BOBBIO, N. Democracia. In: BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. (org.).

Dicionário de Política. v. 1. Brasília: Universidade de Brasília, São Paulo: Imprensa Oficial

do Estado, 2002. p. 319-329.

BOBBIO, N. Paz. In: SANTILLÁN, J. F. (org.). Norberto Bobbio: o filósofo e a política: antologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2003. p. 317-49.

BOURDIEU, P. & Wacquant, L. An invitation to reflexive sociology. Cambridge: Polity Press, 1992.

BOURDIEU, P. Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

BOURDIEU, P. Language and siymbolic power. Cambridge: Polity Press, 1992. BOURDIEU, P. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

BRANDÃO, H. N. Texto, gêneros do discurso e ensino. In: BRANDÃO, H. N. (coord.)

Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, discurso político, divulgação científica.

Bush já está em guerra. Veja, São Paulo, ed. 1788, ano 36, n. 5, 5 fev. 2002, p. 62-5.

BUSH, G. W. President Delivers “State of the Union”. Disponível em: <http://www.whitehouse.gov/news/releases/2002/01/20020129-11.html>. Acesso em 10 out. 2004.

BUSH, G. W. President Delivers “State of the Union”. Disponível em: <http://www.whitehouse.gov/news/releases/2003/01/20030128-19.html>. Acesso em 10 out. 2004.

CARDOSO, A. M. Terrorismo e segurança em um estado social democrático e de direito.

Revista CEJ, Brasília, n.18, jul./set. 2002, p.47-53. Disponível em:

<http://www.cjf.gov.br/revista/numero18/artigo10.pdf>. Acesso em 26 mai. 2004. CASTELLS, M. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

CHAMPAGNE, P. A visão mediática. In: BOURDIEU, P. (coord.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 63-79.

CHOULIARAKI, L. & FAIRCLOUGH, N. Discourse in late modernity: Rethinking Critical Discourse Analysis. Edinbourg: Edinbourg University Press, 1999.

COMBS, C. C. Terrorism in the twenty-first century. New Jersey: Prentice-Hall, 1997.

COUTINHO, C. N. Marxismo e política: a dualidade de poderes e outros ensaios. São Paulo: