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Elever med ASF og relasjonskvalitet mellom lærer og elev

De acordo com as questões de investigação que serviram de orientação a este estu- do e os resultados obtidos é possível estabelecer algumas conclusões que seguidamente se apresentam.

No que respeita à primeira questão de investigação, “Quais são as concepções de educação sexual nos 2.º e 3.º ciclos perfilhadas por professores de Ciências da Natureza e Natu- rais e encarregados de educação?” pode afirma-se que:

- Professores de Ciências da Natureza e Naturais e encarregados de educação definem objectivos da educação sexual principalmente no domínio do conhecimento e compreensão da dimensão biológica da saúde sexual, em detrimento do domínio das atitudes e valores promotores da saúde sexual;

- Os temas e os problemas de educação sexual a abordar nos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico identificados pelos participantes nesta investigação enquadram-se essencialmente na dimensão biológica da sexualidade em detrimento da dimensão das atitudes, valores e comporta- mentos afectivo-sexuais, vindo de encontro aos objectivos definidos;

- A maioria dos participantes considera que a escola deve ter colaboradores na implementa- ção da educação sexual;

- As instituições mais referidas são o Centro de Saúde, as Autarquias e as associações como a ABRAÇO, APF e CPCJ;

- Os participantes identificam estratégias e actividades centradas na detecção das ideias ini- ciais dos alunos, estratégias expositivas, activas e experienciais;

- Defendem globalmente a avaliação dos projectos de educação sexual na qual devem estar envolvidos, professores, alunos e todos os participantes;

- Os participantes centram o avaliador, o avaliado e quem deve avaliar, nos professores e nos colaboradores;

- São identificadas barreiras na implementação da educação sexual centradas nos professo- res, nos alunos, nos pais, nos auxiliares da acção educativa, na escola e no meio;

- Globalmente os professores participantes neste estudo consideram que, na genera- lidade têm receio dos pais, contudo não é o seu caso;

- Os encarregados de educação inquiridos consideram que muitos pais não querem que a escola faça ES, mas não consideram que esse é o seu caso pois, reconhecem a necessidade da educação sexual e capacidade da escola para a fazer;

- Identificam factores facilitadores na implementação da educação sexual centradas nos pro- fessores, nos alunos, nos pais, nos auxiliares da acção educativa, na escola e no meio.

Relativamente à segunda questão de investigação “Quais são os contributos que a escola, em geral, e a Educação em Ciências, em particular, devem dar à educação sexual nos 2.º e 3.º ciclos, na perspectiva de professores e encarregados de educação?” pode afirmar-se que:

- Os participantes identificam, globalmente, como formas de integração da educação sexual em meio escolar, todas as disciplinas do currículo, áreas disciplinares não curriculares e o Gabine- te de Apoio ao Aluno;

- As disciplina de Ciências da Natureza e Ciências Naturais assumem, na perspectiva dos participantes um papel preponderante, até porque a educação sexual faz parte do programa;

- Os temas a abordar, em Ciências da Natureza e Ciências Naturais e no âmbito da educa- ção sexual, enquadram-se na dimensão biológica da sexualidade e na dimensão das atitudes, valores e comportamentos afectivo-sexuais;

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- As áreas curriculares não disciplinares, nomeadamente a Formação Cívica e a Área de Pro- jecto são referidas pelos docentes como forma de integrar a educação sexual graças ao facto de serem áreas interdisciplinares;

- Os gabinetes de apoio aos alunos são defendidos globalmente pelos docentes como um recurso para complementar a educação sexual;

- Globalmente os encarregados de educação não são defensores dos gabinetes de apoio aos alunos, dado considerarem que estes não são necessários, desde que a escola faça educação sexual nas aulas.

No que se reporta à terceira questão de investigação “Que relação existe entre a abordagem da educação sexual nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, em geral, e a sua abordagem na Escola Básica 2 e 3 de Cabeceiras de Basto, em particular, segundo as perspectivas de professores de Ciências da Natureza e Naturais e encarregados de educação?”, pode afirmar-se que:

- A maioria dos inquiridos considera que não deve haver diferenciação regional da educação sexual;

- A maioria dos encarregados de educação considera que os alunos da Escola Básica 2 e 3 de Cabeceiras de Basto não têm a informação suficiente para viver a sua sexualidade sem correr riscos;

- A maioria dos docentes considera que alguns dos alunos da Escola Básica 2 e 3 de Cabe- ceiras de Basto têm, e outros não, a informação suficiente para viver a sua sexualidade sem cor- rer riscos;

- No que se refere às parcerias a estabelecer os inquiridos que as defendem, consideram que estas devem ser as mesmas que em qualquer escola;

- As actividades e as estratégias propostas pelos docentes e encarregados de educação para a Escola Básica 2 e 3 de Cabeceiras de Basto são globalmente as mesmas que estes propuseram para desenvolver noutras escolas;

- As barreiras identificadas por estes inquiridos, na implementação da educação sexual são as mesmas que as identificadas para outras escolas;

- O factores facilitadores identificados por estes inquiridos, na implementação da educação sexual são os mesmos que os identificados para outras escolas;

- Os encarregados de educação parecem desconhecer o que se tem feito no âmbito da edu- cação da sexual na Escola Básica 2 e 3 de Cabeceiras de Basto;

- Vários dos docentes participantes neste estudo demonstram desconhecer o que se tem fei- to no âmbito da educação da sexual na Escola Básica 2 e 3 de Cabeceiras de Basto.

De uma forma geral, parece poder dizer-se que na perspectiva de docentes e encarregados de educação a educação sexual constitui uma temática que se reveste de grande importância no meio escolar, contudo muitos dos docentes reconhece não ter a formação suficiente para o fazer. Professores e encarregados de educação consideram que a formação adequada é condição fun- damental para fazer educação sexual, assim como uma boa relação escola-família. A falta de tempo, a necessidade de cumprir programas, o receio dos pais e a sua falta de colaboração são apontados como justificações para não fazer educação sexual.