4 Analyse av intervjuene
4.3 Elevenes leseinteresser og engasjement i faget
Após a definição das áreas de expansão e de reforma, tem-se que definir o tipo de plantio que será realizado.
Bononi e Rosa (2007) citam três modalidades: plantio de cana-de-ano ou de “12 meses”, de cana de ano-e-meio ou de “18 meses” e de outono-inverno.
A recomendação da época de plantio da cultura da cana-de-açúcar no estado do Tocantins deve ser feita considerando as condições edafoclimáticas locais.
O plantio da cana-de-ano ocorre normalmente entre os meses de setembro a novembro, entretanto, a lavoura fica exposta a uma maior incidência de plantas daninhas e pragas e frequentemente ocorre o assoreamento dos sulcos de plantio ocasionando o atraso da colheita (MARTINS FILHO, 2007). Nesse caso, devem ser destinados solos com menor potencial de erodibilidade (evitar os Argissolos), especialmente a partir de meados de outubro, quando as chuvas ficam mais intensas.
Esta modalidade é a menos utilizada sob o ponto de vista de desenvolvimento da cultura, propiciando menores produtividades agrícolas, uma vez que o efeito da
estiagem que acontece no Estado, de maio a setembro, poderá afetá-la sensivelmente. Toda massa obtida do plantio até o final do verão (100 t.ha-1) sofre o efeito do estresse hídrico e apresenta uma colheita útil de apenas 73 t.ha-1, além da baixa qualidade da matéria prima, com baixíssima umidade e reduzida extração (COLETI; STUPIELLO, 2006). Nesse sentido, para esta modalidade de plantio, recomenda-se o uso de irrigação para finalizar a safra, com colheita prevista a partir de agosto-setembro.
Esta modalidade de plantio representa em média 15% da área de produção (COLETI; STUPIELLO, 2006), e de acordo com Martins Filho (2007), tem sido indicada em casos de necessidade urgente de matéria-prima, por causa de recente instalação ou expansão do setor industrial, ou mesmo por comprometimento da safra devido à ocorrência de adversidade climática.
De acordo com Bononi e Rosa (2007), a modalidade “18 meses” é plantada no período entre janeiro e abril e Coleti e Stupiello (2006) comentam que podem ser distinguidas ainda duas sub-épocas: a) plantio de verão (janeiro e fevereiro), e b) plantio de outono (março e abril).
Para este plantio usar os solos melhores em janeiro e fevereiro e em março e abril realizar o plantio nos solos mais fracos. Contudo, o primeiro plantio é o que representa maior risco de perdas imediatas pelo excesso de chuvas no período, o que pode configurar cenários de assoreamento e erosão, devendo-se evitar os Argissolos. Por esta razão, nesta época de plantio indica-se o sistema de plantio direto (COLETI; STUPIELLO, 2006).
No plantio de verão que ocorre de janeiro a fevereiro é necessário realizar irrigação na fase inicial de desenvolvimento (maio a setembro) e também para a finalização da safra com colheita prevista a partir de agosto do ano subseqüente.
A modalidade cana de “18 meses”, é uma boa opção para ser plantada no final do período chuvoso (março e abril). No início do período seco, a cana já estará germinada e poderá ficar em repouso sem o uso de irrigação, até o início do período chuvoso (final de setembro), quando começa a se desenvolver e acumular massa durante toda a estação chuvosa que vai de outubro a maio. A colheita acontecerá a partir de abril-maio, completando um ciclo de 13 a 14 meses, não sendo necessário a
irrigação. Entretanto se desejar prolongar a safra deve-se utilizar irrigação de salvamento ou complementar na época seca.
Mais recentemente, com a fertirrigação e mesmo com a irrigação suplementar uma nova modalidade de plantio vem sendo consolidada, conhecida como plantio de “outono-inverno”, abrangendo os meses de junho, julho, agosto e a primeira quinzena de setembro. Os resultados de ganho de massa nesta modalidade são muito convincentes e sugerem uma revisão de toda tradição de plantio (COLETI; STUPIELLO, 2006).
Nesta modalidade após o plantio é realizado e em seguida a irrigação com pequenas lâminas d’água (salvamento), apenas para iniciar o processo de brotação dos toletes, até que inicie o período das chuvas. Como normalmente não chove nesta época, o plantio nesta época possui a vantagem de evitar o assoreamento do sulco e erosão do terreno.
Nesse sentido, a colheita da cana de “outono-inverno”, deverá acontecer a partir de junho do ano subseqüente, com necessidade de irrigação para finalização da safra. Nesse caso, solos com maior capacidade de armazenamento de água, como os Argissolos seriam interessantes para suportar por mais tempo o início da época seca e possivelmente evitar ou reduzir a irrigação.
Rosenfeld e Leme (1984) constataram aumentos de 13 e 16 % na produtividade da cana planta e cana soca, respectivamente, irrigada entre agosto e dezembro. Na região do cerrado de Minas Gerais onde ocorrem períodos severos de deficiência hídrica. Coelho; Barbosa e Maciel (2002) observaram ganhos de produtividade de até 97% com irrigações mensais. Entretanto, essa prática não é comum para cana-de- açúcar por se tratar de áreas extensas de cultivo, requerendo elevados investimentos e grande disponibilidade de água.
Para os Latossolos cujas propriedades físicas devido à estrutura microgranular e textura média condicionam boa drenagem, a capacidade de armazenamento de água é baixa, o que torna a cultura de cana-de-açúcar implantada nestes solos mais vulneráveis a período de estiagens prolongadas. Para o cultivo nestas áreas sem perdas de produtividade devido à falta de água, deve se considerar a época de plantio, ciclo da variedade e implantação de projeto de irrigação.
Diante disso, para os Latossolos e Argissolos pode-se utilizar as três modalidades de plantio, porém para os Argissolos deve-se tomar cuidado ou mesmo evitar as épocas de plantio, de cana-de-ano (setembro a novembro) e de 18 meses (janeiro e fevereiro), devido especialmente a problemas de assoreamento e erosão. Porém, podem ser vantajosos no plantio de 18 meses (março a abril) e de “outono- inverno”, por causa de sua maior disponibilidade de água.
O manejo varietal é outra estratégia muito importante que deve-se levar em conta, pois busca-se a adequação de cada genótipo num ambiente de produção onde se pretende instalar o canavial, a fim de evitar o comprometimento dos potenciais produtivo e qualitativo .