Del 4: Nominasjon og utpeking av preses
4.3 Elementer i ordningen
Na análise da relação entre a intolerância global à atividade e a dependência global no autocuidado verificamos com o aumento da intolerância global à atividade aumenta o grau de dependência global no autocuidado (𝑟𝑠113 = 0,432; 𝑝 = 0,01). Para a nossa amostra
podemos concluir que quanto maior a intolerância à atividade maior é o nível de dependência no autocuidado, o que faz todo o sentido uma vez que, como vimos anteriormente, as repercussões da intolerância à atividade refletem-se diretamente na capacidade que o individuo com IC tem para a realização do autocuidado.
A intolerância à atividade é influenciada pelas variáveis sociodemográficas idade e número de anos de escolaridade, verificando-se que os clientes que referem “nenhuma ou reduzida falta de ar” são mais novos que os clientes que referem “pouca falta de ar” e “alguma falta de ar” (𝑝 = 0,001) (Gráfico 2). O que pode ser justificado pelo fator idade e presença de comorbilidades. Pois quanto mais idade têm os indivíduos da amostra maior será à partida a gravidade da IC e mais serão as comorbilidades presentes, logo maior será a falta de ar nestes clientes. Dependente não participa n / (%) Necessita de ajuda de pessoa n / (%) Necessita Equipamento n / (%) Independente n / (%) S u b d o mín ios Higiene 5 (4,3%) 27 (23,3%) -- 84 (72,4%) Alimentar-se 3 (2,6%) 17 (14,7%) 1 (0,9%) 95(81,9%) Vestir-se/ Despir-se 5 (4,3%) 27 (23,3%) -- 84 (72,4%) Andar 4 (3,4%) 56 (48,3%) 8 (6,9%) 48 (41,4%)
Gráfico 2 Relação entre a intolerância à atividade e a variável demográfica: idade
Por seu lado, como verificamos na Tabela 19 os clientes com maior número de anos de escolaridade são os clientes que referem menor falta de ar (𝑟𝑠116 = 0,282; 𝑝 = 0,01). O
que para além de serem mais jovens possa ser justificado pelo facto dos clientes que têm mais formação possam estar mais informados sobre técnicas de adaptação à sua nova condição de saúde.
Tabela 19Relação entre a intolerância à atividade e a variável demográfica: número de anos de escolaridade Número de anos de escolaridade Global da intolerância à atividade Spearman's rho Número de anos de escolaridade Coeficiente de correlação 1,000 ,282** Sig. (2-tailed) . ,002 N 116 113
**. A Correlação é significativa a um nível 0,01.
Na análise das variáveis sociodemográficas em estudo apenas o sexo e o número de anos de escolaridade influenciam a dependência global no autocuidado dos clientes com IC, verificando-se que são os homens que apresentam menor dependência global no autocuidado (𝑈 = 1077,5; 𝑊 = 1897,5; 𝑝 < 0,001; Mean Rank: sexo masculino = 64,32; sexo feminino = 47,44). Este facto pode ser justificado pela maior idade das mulheres da nossa amostra.
Neste estudo os clientes independentes no autocuidado são os que têm mais anos de escolaridade (𝑟𝑠116 = 0,356; 𝑝 = 0,01) (Tabela 20). Este dado poderá indicar que clientes
com maior formação têm maior capacidade para desenvolver respostas humanas eficazes à doença, o que não será alheio a uma maior capacidade para tomar decisões informadas em saúde.
Tabela 20Relação entre a variável demográfica, número de anos de escolaridade e a dependência global no autocuidado Número de anos de escolaridade Global da intolerância à atividade Spearman's rho Número de anos de escolaridade Coeficiente de correlação 1,000 ,356** Sig. (2-tailed) . ,000 N 116 116
**. A Correlação é significativa a um nível 0,01.
Na análise das variáveis clínicas verificamos que a classe funcional da IC influencia a intolerância global à atividade (𝑟𝑠113 = −0,517) e a dependência global no autocuidado
(𝑟𝑠115 = −0,444) dos clientes com IC. Assim, com a deterioração da classe funcional da
IC, os clientes apresentam maior intolerância à atividade e maior dependência global no autocuidado.
Como resultado do nosso estudo, podemos dizer que face aos condicionalismos que a doença e a sua evolução colocam aos clientes de IC, emerge a necessidade do desenvolvimento de competências no cliente, que lhe permita adquirir conhecimentos e estratégias de adaptação à sua condição de saúde. O estudo realizado por Aguardo (2010) conclui que os clientes com IC que recebem intervenção educacional do enfermeiro após a alta hospitalar tem menos readmissões hospitalares e mostram uma tendência à melhoria da qualidade de vida, demonstrando a eficácia de uma intervenção educativa domiciliar em clientes com IC a longo prazo. Este acompanhamento deve ser direcionado para ações voltadas para a educação para a saúde e para a aprendizagem de estratégias de adaptação na realização do autocuidado.
O enfermeiro deve priorizar como uma das ações fundamentais a sensibilização do cliente com IC para a necessidade de adoção de estratégias que permitam uma melhor gestão de energia, para conseguir manter a sua autonomia e consequentemente melhor qualidade de vida.
4. CONCLUSÕES
Como referimos anteriormente as doenças cardiovasculares estão no top das doenças com maior mortalidade e morbilidade a nível mundial e a IC como integrante neste tipo de doenças, é também uma das patologias com maior prevalência na sociedade atual. Através do nosso estudo, constatamos que o cliente com IC apresenta limitações na realização das atividades de vida diária.
As limitações na realização das atividades do autocuidado acabam por se tornar mais evidentes em estádios mais avançados da doença. Assim, podemos concluir que quanto maior for a intolerância à atividade apresentada pela pessoa com IC, consequentemente maior será o impacto na forma como realiza as suas atividades de autocuidado. Desta forma quanto maior for a intolerância à atividade maiores serão as limitações relativamente à dependência no autocuidado.
É neste âmbito que se torna pertinente o desenvolvimento de competências de autocuidado nos clientes com IC, e é através de ações de disponibilização de informação e ensino de estratégias de adaptação, que muito pode contribuir a ação dos enfermeiros. Este estudo permitiu-nos identificar algumas dificuldades apresentadas por estes clientes face a doença. E como resposta a estas necessidades o enfermeiro pode desenvolver uma maior sistematização de intervenção no domínio da intolerância à atividade, reduzindo assim os níveis de dependência no autocuidado. Desta forma estaremos a promover a autonomia no autocuidado e a contribuir para uma melhor qualidade de vida.
4.1. Implicação para a Enfermagem
Os enfermeiros têm papel fundamental na promoção da saúde dos clientes com IC, promovendo estratégias que os capacitem a melhorar a sua autonomia e a gerirem a energia despendida ao nível das atividades do autocuidado.
A aplicação destas estratégias visam essencialmente promover melhorias na qualidade de vida dos clientes, tornando-os mais pró-ativos na tomada de decisão relativamente ao modo de viver, assumindo responsabilidades quanto aos comportamentos que levam à melhoria da sua condição de saúde.
Na nossa perspetiva a aplicação deste instrumento aos clientes com IC, foi uma mais-valia, pois permitiu-nos perceber quais as reais limitações destes clientes ao nível do autocuidado. Como forma de promover a autonomia destes clientes, pode contribuir muito a evolução do conhecimento sobre o desenvolvimento de competências de realização do autocuidado.