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2 An informal study of vowel quality

2.3 The data

2.3.4 Long vowels

O alimento e as práticas de alimentação são factores importantes a ter em conta na actividade da aquacultura, desde logo pelo impacte que tem na qualidade dos efluentes.

A quantidade de alimento que é distribuído aos animais tem uma relação directa com a densidade de animais utilizadas. Da mesma forma, a qualidade da água e dos consequentes efluentes dos sistemas de cultivo está igualmente relacionada com este

aspecto. Quanto mais animais, mais alimento é necessário e pior é a qualidade da água e dos efluentes.

Existem dois tipos de resíduos que são originados pelo processo de alimentação:

• Sólidos e sólidos em suspensão: fezes, alimento não ingerido, matéria orgânica e compostos contendo azoto e fósforo;

• Material dissolvido incluindo azoto e fósforo com origem no metabolismo dos animais e também partículas resultantes da fragmentação da matéria sólida

Na forma dissolvida estes nutrientes são difíceis de remover da água. O azoto tende a ser transportado para fora do sistema na forma solúvel, principalmente sob a forma de amónia, e apenas cerca de um quarto do azoto da ração consumida é incorporado pelo peixe. Em relação ao fósforo apenas um quinto é retido pelos animais sendo o restante incorporado pelos sedimentos demorando mais tempo a ser removido sob a forma solúvel (Torrinha, 2002).

Os nutrientes derivados do alimento em excesso e das fezes dos animais deterioram a qualidade da água. O excesso de nutrientes leva ao aumento excessivo da população de fictoplancton que por sua vez faz baixar o teor de OD devido à respiração celular que ocorre no período nocturno.

O método mais eficiente de reduzir o excesso de nutrientes nos efluentes consiste numa boa eficiência de distribuição do alimento, nomeadamente através da adopção de boas práticas de alimentação que permitem evitar desperdícios revelando-se positivas tanto para o ambiente como para o produtor. Segundo Torrinha, 2002 a porção de alimento não consumido é pouco conhecida, sendo normalmente avaliada em cerca de 15-20% do total distribuído.

Por outro lado, desenvolver e manter um regime eficiente de alimentação requer uma prévia analise das interacções entre diversas variáveis incluindo: tamanho dos peixes cultivados, composição e tipo de alimento, taxa e métodos de alimentação e temperatura da água. O regime de alimentação seleccionado e a qualidade da ração tem implicações importantes nos impactes ambientais.

Existem vários tipos de ração para peixe. Podem ser administradas quer no estado líquido quer no estado sólido. Normalmente são utilizadas pequenas esferas de ração feitas para boiar e assim alimentarem o peixe à superfície ou então para irem ao fundo. As características da ração aplicada numa exploração de aquacultura como por exemplo o tamanho e a forma das “esferas” e a sua digestibilidade são determinantes na quantidade de resíduo produzido, e portanto num maior ou menor impacte ambiental.

Assim algumas medidas que devem ser considerada para minimizar potenciais impactes resultantes do processo de alimentação são:

• Utilização de rações menos ricas em fósforo e azoto que apresentam também uma maior eficiência alimentar além de que dão origem a menos resíduos excretados;

• Utilização de rações com uma reduzida percentagem de partículas não comestíveis

A quantidade e a forma como o alimento é fornecido aos peixes pode ajudar a maximizar a eficiência de alimentação e a reduzir o desperdício, existindo um conjunto de variáveis que influenciam os regimes de alimentação. Tendo em conta a variabilidade sazonal de muitos parâmetros, entre os quais o nível de actividade dos peixes (menor quanto menor a temperatura da água), a quantidade de alimento e o período de alimentação podem variar frequentemente. Os seguintes factores devem ser considerados na optimização dos regimes e técnicas de alimentação bem como na redução dos potenciais impactes ambientais.

• Seguir as indicações do produtor do alimento e os gráficos com as taxas e quantidades recomendadas;

• Avaliar diferentes tipos de dispensador de alimento e técnicas de alimentação

o A alimentação à mão permite ao operador monitorizar o comportamento dos peixes e detectar mais rapidamente problemas de saúde e de stress; o Os dispensadores mecânicos de alimento são mais apropriados e menos

dispendiosos para instalações de aquacultura com dimensão significativa e permitem a dispersão homogénea do alimento sobre a superfície da água; o Os dispensadores automáticos de alimento possibilitam que os peixes se

alimentem apenas quando têm fome o que por sua vez permite a redução do desperdício;

o Distribuir menor quantidade de alimento com maior frequência de forma a prevenir excessos

O alimento (ração) distribuído aos animais deve ser nutricionalmente completo e apresentar um bom coeficiente de conversão em proteína animal. Uma dieta completa deve incluir todos os nutrientes essenciais: proteínas, lípidos, glícidos e vitaminas necessários para o normal desenvolvimento dos animais.

Uma forma de avaliar a eficiência da conversão do alimento em proteína animal consiste no cálculo da taxa de conversão alimentar. Esta é influenciada por um conjunto de factores, nomeadamente o tipo de alimento, as espécies produzidas, idade e tamanho dos animais, e é calculada através da quantidade necessária de alimento, em kg, para produzir um quilo de animal de acordo com o seguinte exemplo (Howerton, 2001):

1500 kg alimento\1000 kg peixe = 1.5

Quanto menor for a taxa, mais eficiente é a conversão de alimento em proteína animal. Por outro lado é também certo que a sobrealimentação dos animais conduz a piores taxas de conversão alimentar (Howerton, 2001).

Tabela 4.18- Classificação do critério “Eficiência da conversão alimentar”

Classificação Critério de Classificação

Valor da taxa de conversão alimentar inferior ao valor mínimo anterior

Interpolação linear dos valores intermédios

Valor da taxa de conversão alimentar igual ou superior ao valor máximo anterior