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Electron Selection Efficiency and Purity

Reconstruction and Track Selection

4.3 Electron Selection

4.3.4 Electron Selection Efficiency and Purity

Misch (2005, pp. 106) relatou que o osso disponível descrevia a quantidade de osso nas áreas edêntulas para fim de implantação. O osso é medido em espessura, altura, comprimento e angulação.

A região molar maxilar é tida como a área onde se obtém a menor taxa de osteointegração, a menor taxa de sobrevivência comparada e onde é necessária especial atenção na altura da cirurgia de colocação do implante. (Albrektsson et al., 1988, Drago, 1992, Nevins e Langer, 1993, Razavi et al., 1995, Truhlar et al., 1997, Becker et al., 1999, Tinsley, Watson e Ogden, 1999, Ulm, Kkneissel e Schedle, 1999, Testori et al., 2001, cit. in Ikumi e Tsutsumi 2005). Possíveis razões para isso são a localização da zona molar maxilar imediatamente abaixo do seio maxilar e a quantidade de osso reduzida ou muito reduzida em alguns casos. Nesse sentido, torna-se essencial o diagnóstico e avaliação da quantidade de osso disponível antes da cirurgia nesta zona (Razavi et al., 1995, Truhlar et al., 1997, cit. in Ikumi e Tsutsumi 2005).

A quantidade óssea é uma condição única do paciente que há a ter em conta ao planear a reabilitação. Dessa forma, pode ser necessário modificar as dimensões do implante para que se obtenham valores de estabilidade aceitáveis (Ikumi e Tsutsumi, 2005).

A altura mínima de osso disponível para sobrevivência do implante a longo prazo está relacionada em parte com a densidade óssea. O osso mais denso pode acomodar um implante mais curto (8 mm), enquanto um osso menos denso requer um implante mais longo (12 mm) (Misch, 2005, pp. 107).

Misch (2005) descreveu o volume ósseo requerido para situações de densidade óssea ideais. As regiões anteriores de ambos maxilares apresentam maior conteúdo ósseo porque os seios maxilares e o nervo alveolar inferior limitam-no nas regiões posteriores. Contudo, o dilema que se apresenta em implantologia é a anatomia dos arcos maxilares edêntulos.

Niimi et al. (1997) concluíram que o torque de remoção se relacionava com a espessura do osso cortical e não com toda a espessura do osso. Sennerby, Thomsen e Ericsson (1992), Ivanoff, Sennerby e Lekholm (1996), Brånemark et al. (1997) e Brånemark et al. (1998) demonstraram, com base em estudos in vivo, que a quantidade de osso

trabecular não aumentava a estabilidade do implante no momento da cirurgia (cit. in Miyamoto et al. 2005).

Miyamoto et al. (2005) encontraram uma forte correlação entre os valores de ISQ no momento da cirurgia e a espessura do osso cortical. Sendo que esta correlação se apresentava maior no osso mandibular (2,22 mm) relativamente ao maxilar (1,49 mm), no caso de arcos edêntulos.

Song, Jun e Kwon (2009) obtiveram valores superiores de ISQ em zonas de maior espessura de osso cortical, aferindo dessa forma que o osso cortical é o principal responsável pela obtenção de estabilidade primária.

Também Merheb et al. (2010) encontraram uma óptima correlação entre a estabilidade primária e a espessura da tábua cortical.

Moon et al. (2010) obtiveram resultados semelhantes, quer se tratassem de implantes cónicos ou cilíndricos.

Katranji, Misch e Wang (2007) realizaram um estudo em cadáveres com o objectivo de determinar uma espessura média do osso cortical em várias localizações da cavidade oral, confirmando as afirmações de Myamoto et al. (2005). Foi feita uma distinção entre maxilares dentados e maxilares edêntulos, pois este facto parecia ser a origem das diferenças.

Quando se avaliou a espessura óssea imediatamente após a extracção dentária, as regiões anterior, pré-molar e molar da maxila tinham maior espessura de osso cortical relativamente às respectivas regiões mandibulares. A maxila dentada apresentava uma tábua bucal de espessura que variava entre 1,59 mm e 2,23 mm e uma tábua lingual de espessura entre 1,95 mm a 2,35 mm. No caso da mandíbula, os valores variavam de 0,99 mm a 1,98 mm no caso da tábua bucal e de 1,24 mm a 2,61 mm no caso da tábua lingual. Estes são resultados curiosos, já que se sabe que a maxila apresenta osso de mais baixa qualidade. Contudo, quando os dentes haviam sido perdidos fazia um largo período de tempo, a maxila possuía espessuras entre 1,04 mm e 1,69 mm na tábua bucal e 1,36 mm e 2,06 mm na tábua lingual, ao passo que a mandíbula media entre 1,36 mm e 2,06 mm na sua tábua bucal e entre 1,66 mm e 2,39 mm na sua tábua lingual. Katranji, Misch e Wang (2007) concluíram assim que a perda de osso cortical na mandíbula é mais lenta relativamente à maxila.

Atwood (1971) descreveu uma classificação de seis fases com o objectivo de apreciar as formas e escala de perda óssea relativamente à região anterior da mandíbula (figura 12 em anexo). Concluiu que a perda óssea no primeiro ano, depois da perda do dente, é quase dez vezes maior do que a que ocorrerá nos anos seguintes. Outras classificações surgiram mais tarde. Misch (1985) estabeleceu quatro divisões de disponibilidade óssea para maxila e mandíbula edêntulas que, mais tarde, foram expandidas a seis divisões (cit. in Misch 2005, pp. 7).

Atwood (1971) relatou uma reabsorção quatro vezes mais lenta na região anterior da mandíbula relativamente à região posterior, sendo que esta última é a zona da cavidade oral onde ocorre maior reabsorção (cit. in Misch 2005, pp. 7).

Song, Jun e Kwon (2009) também descreveram que a espessura do osso cortical variava claramente de acordo com a localização na cavidade oral, especificando que relativamente a outras localizações, a zona anterior da mandíbula apresenta a maior espessura de osso cortical.

No entanto, Shapurian et al. (2006) referenciam, no seu artigo, o estudo de Norton e Gamble (2001) e defendem que a abrangência de osso cortical deve ser evitada porque são a densidade e arquitectura do osso trabecular, os pontos essenciais para a obtenção de estabilidade do implante (Jaffin e Berman, 1991, cit. in Shapurian et al. 2006). Seguindo essa linha pensamento, as suas medições abrangeram apenas osso trabecular. Misch (2005, pp. 131) mostra que o osso trabecular numa mandíbula dentada é claramente mais denso relativamente ao osso trabecular de uma maxila dentada (figura 13 em anexo).

Shapurian et al. (2006) relatam também que a densidade óssea nos cortes axiais mais próximos dos limites do implante é mais importante para estabelecer a estabilidade primária, apesar deste facto não levar em linha de conta eventuais alterações ocorridas depois da colocação do implante (Strid, 1985, cit. in Shapurian et al. 2006).

3. Preparação do leito implantar