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El treball anterior a la sortida didàctica

4. Desenvolupament de la proposta

4.1 El treball anterior a la sortida didàctica

O crescimento da população urbana é um dos fatores responsáveis pela diminuição da cobertura vegetal das áreas urbanas, o que afeta substancialmente o clima local. portanto, a redução das áreas de vegetação é resultado direto dos modelos de ocupação do solo, da forma de uso utilizada, que na maioria das vezes ocorre em função da disputa por maior aproveitamento do espaço local, porém, segundo Alves, Andrade e Nery (2011) esse modelo precisa ser alterado, e para isso é necessário, além da criação de ferramentas de controle e adaptação de instrumentos de planejamento, levando em consideração as variáveis climáticas, exercer um controle mais rígido sobre o processo de ocupação das áreas verdes, pois a inobservância dessas considerações pode levar à eliminação das últimas reservas verdes do município e à obstrução da ventilação natural, comprometendo o clima da cidade, com a formação de ilhas de calor.

Em seus estudos, Bahia et al. (2011) e Menezes et al. (2013), afirmam que esta supressão da vegetação secundária e o aumento da área de solo exposto ocorrido neste período é proveniente do processo de crescimento urbano desordenado sem nenhum planejamento territorial e que o processo de sucessão secundaria também foi significativa nesse período (Figura 2). Sousa et al. (2016) apontou em sua pesquisa que a vegetação secundária presente nas áreas de terra firme apresentaram acentuada diminuição com variação de 12,51% para 4,38%, entre os anos de 2000 e 2010, município de Bacabeira - MA.

A Área de cobertura vegetal, presente no centro urbano do município de Belém do Pará foi oriunda do processo de renovação vegetal e urbanística que a cidade de Belém sofreu no início do século XX, baseado no projeto arborístico, que objetivava oferecer um conforto térmico devido ao clima quente e úmido característico de regiões equatoriais (PONTE, 2009).

Atualmente apenas 19,40% (Tabela 1), correspondem à área de cobertura vegetal densa na Região Metropolitana de Belém, representadas pelas unidades de conservação Bosque Rodrigues Alves e o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi, e somente 44% (Tabela 3) representa a cobertura vegetal de toda a região metropolitana de Belém incluindo as vegetações de baixa, media e alta densidade no ano de 2015. Ressalta-se que as regiões vegetadas com baixa e media densidade que resistiram ao longo do tempo as modificações da paisagem do município de Belém, localizam-se nas avenidas centrais, apresentando fragmentos vegetais que interligam os bairros de Nazaré, Marco e Batista Campos.

O autor Correa (2013) observou em seu estudo, a relação entre o aumento na temperatura da superfície e o índice NDVI, na região metropolitana de Manaus, ao longo da série 2003 a 2011, e constatou que em todas as regiões analisadas houve um aumento na temperatura da superfície nos últimos anos, ao mesmo tempo, também é observada no índice de vegetação uma diminuição ao longo dos anos avaliados, sugerindo que o aumento de temperatura da superfície na cidade de Manaus está diretamente relacionado com uma diminuição na área verde da cidade. Estes resultados sugerem que os espaços verdes desempenham um importante papel na promoção de condições bioclimáticas favoráveis, contribuindo para o arrefecimento da cidade, através do efeito de sombra e da evapotranspiração (CORRÊA, 2013).

Com toda a modificação da paisagem, a extração da cobertura vegetal densa, a substituição da vegetação secundaria por áreas pavimentadas, o processo de construções civis, o crescimento urbano e o elevado índice demográfico ocorreram a formação de ilhas de calor urbanas, proveniente dos novos alvos da superfície terrestre, aumentando a temperatura superficial da região metropolitana de Belém do Pará (Figura 4), por isso torna-se necessário entender a variável temperatura superficial e a sua relação com o desflorestamento e o uso da terra (WENG, 2004).

Efetuar essa relação de analise dentre a temperatura superficial, o uso da terra e o comportamento da vegetação é um importante indicador quando se deseja compreender a paisagem do ambiente, a qualidade ambiental de uma região urbana e o comportamento do clima local ao longo do tempo, podendo identificar quais áreas necessitam de maior equilíbrio térmico, pois o sensoriamento remoto através das imagens de satélite e suas especificidades são ferramentas hábeis e fundamentais para efetuar tais estudos com veracidade e segurança (LIMA; AMORIM, 2011).

5 CONCLUSÃO

Com base no principal questionamento deste trabalho, que é: De que forma o crescimento urbano da Região Metropolitana de Belém do Pará está influenciando o aumento da temperatura superficial e o surgimento de Ilha de Calor Urbana ao longo de 40 anos? Verificou-se que a formação de ilhas de calor urbana na Região Metropolitana de Belém foi detectada a partir do mapeamento do gradiente de temperatura superficial nas áreas que apresentaram maior índice supressão vegetal, logo se observou que o aumento da temperatura está diretamente relacionado com o desflorestamento, e que mesmo as vegetações rasteias (baixa densidade) e secundarias (media densidade) tem influenciado no controle termal da região urbana.

Neste sentido sugere-se que haja a implantação de um projeto de arborização e florístico nos pontos mais críticos da cidade, visando promover não somente a qualidade de vida da população local, mas o conforto térmico e o fluxo de energia também em uma região urbana. Assim, é notória a urgência de monitoramentos ambientais mais específicos no âmbito da variável temperatura, tais como o monitoramento da temperatura do ar acoplado aos dados existentes de temperatura superficial, visando compreender a diferença de índices entre ambas.

O sensoriamento remoto e o geoprocessamento são ferramentas extremamente seguras e viáveis para a compreensão da cobertura vegetal e uso do solo, além da formação de ilhas de calor, viabilizando o monitoramento ambiental ao longo dos anos, para que seja possível sugerir soluções ambientais para problemas atuais como o elevado nível de desmatamento constatado a partir do mapeamento do NDVI, a formação de ilhas de calor e o aumento da temperatura superficial dessa região por meio do gradiente de temperatura verificado no mapeamento ao longo de 31 anos.

Constatou-se que a área de solo exposto da Região Metropolitana de Belém em 1984 era de 8% aumentando em três décadas para 31%, mais que o triplo, e que os fatores responsáveis por esta transformação da paisagem foram o crescimento urbano desordenado que substituiu as áreas vegetadas em regiões pavimentadas, novas vias como o BRT e o prolongamento da Avenida Independência, novos empreendimentos como o shopping Grão Pará, o aumento das áreas urbanas das sedes municipais como é o caso do município de Marituba, Castanhal e Ananindeua.

Também se fazem necessárias políticas públicas, voltadas para a sociedade local, onde se sugere a implementação de projetos florísticos voltados para a criação de corredores

ecológicos e o provimento da arborização da cidade das mangueiras que atualmente necessita de providencias no âmbito do reflorestamento urbano, além da gestão ambiental direcionada ao controle da formação de ilhas de calor, bem como o aumento da temperatura, assim como a manutenção das unidades de conservação que apresentam ainda a vegetação nativa além da preservação de áreas vegetadas, pois se constatou que são de fundamenta importância para o clima local.

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