4. Marc teòric
4.2 El docent a Filosofia 3/18
4.2.2 El rol i les estratègies utilitzades
34 De acordo com site http://www.estadao.com.br/ext/diariodopassado/20020309/000148029.htm, verificado em 01 de Fevereiro de 2005.
35 ATTUCHI, Leonardo. Os Negócios Secretos (e os nem tanto) do Brasil com o Iraque. A incrível história de
como os dois países criaram um comércio de US$ 30 bilhões e, juntos, tentaram fazer a bomba atômica. Revista Istoé Dinheiro. 25 de Setembro de 2002. Conforme site http://www.terra.com.br/istoedinheiro/265/economia/265_negocios_brasil_iraque.htm, verificado em 01 de Fevereiro de 2005.
os dólares do petróleo investindo em obras de infra-estrutura, para tentar transformar uma riqueza finita em algo permanente. E foi justamente essa promessa de um salto de qualidade rumo ao futuro que fez com que o Brasil se tornasse um parceiro tão próximo do Iraque. Os dois países sonhavam com a simples idéia – hoje fora de moda – de grandeza. Juntos, comercializaram mais de 30 bilhões de dólares” (ATTUCH, 2003, p. 106).
Além disto, Gary Milhollin e Jennifer Weeks sugerem que o Brasil auxiliou a desenvolver o programa bélico nuclear iraquiano.36 Os referidos autores afirmam que o Brasil auxiliou na construção da bomba atômica e no melhoramento da tecnologia dos mísseis scud.
Independentemente se houve ou não este auxílio brasileiro na construção de uma bomba atômica iraquiana, com a Guerra do Golfo o Brasil perdeu um grande parceiro comercial. Ainda que muitos governos tivessem preservado seus relacionamentos comerciais com a república iraquiana, o governo de Fernando Collor de Mello aliou-se incondicionalmente aos Estados Unidos e rompeu ligações com o Iraque, retirando os brasileiros da região.
Neste sentido, a cooperação nuclear entre Brasil e Iraque cessou em virtude deste complicado jogo de interesses econômicos, sendo que a mesma serviu, posteriormente, como uma das “evidências” mostradas pelos norte-americanos para justificar a recente invasão do país.37 O Doutor Khidir Hamza, ex-pesquisador de energia nuclear do Iraque, que fugiu para o Ocidente em 1994, afirmou que o Iraque poderia produzir a bomba atômica com o urânio vendido pelo Brasil. Tais justificativas foram totalmente inapropriadas, porque, por mais que existisse discordância entre Rex Nazareth38 e o brigadeiro Hugo Piva a respeito da questão se houve ou não envio de urânio brasileiro ao Iraque sem inspeção pela Organização Internacional de Energia Nuclear, o Iraque não tinha
36 MILHOLLIN, Gary; WEEKS, Jennifer. Keeping the lid on nuclear arms. De acordo com o site http://www.wisconsinproject.org/pubs/articles/1991/lidonnucleararms.htm, verificado em 15 de setembro de 2005.
37 De acordo com site http://www.geocities.com/afasorocaba/nova45.html, verificado em 01 de Fevereiro de 2005.
38 “"De fato o Brasil exportou urânio para o Iraque. Essa exportação não foi contrabando e obedeceu não só
a legislação vigente, como os compromissos internacionais dos quais éramos signatários", declarou o ex-presidente da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Rex Nazareth, hoje professor no
Instituto Militar de Engenharia, no Rio.” De acordo com site
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u45392.shtml, verificado em 01 de Fevereiro de 2005.
condições técnicas para produzir um artefato bélico nuclear em tão pouco tempo (ATTUCH, 2003).
De qualquer sorte, com o fim da guerra Irã-Iraque e com os empecilhos às exportações bélicas brasileiras decorrentes da Guerra do Golfo, a indústria bélica nacional experienciou um grande declínio e a concordata de duas gigantes desta área, a Engesa e a Avibrás.39 Com a política neoliberal da década de 90, ocorreu uma grande diminuição do poder das Forças Armadas, com um grande declínio do número do contingente, de 496.000 em 1985 para 296.000 em 1993. Embora existam dados conflitantes, de acordo com o U.S. Arms Control and Disarmament Agency, as despesas militares do Brasil40 diminuíram de US$ 8,8 bilhões, em 1990, para US$5,8 bilhões, em 1993, tornando-se um dos menores orçamentos militares do mundo em relação ao PIB e ao orçamento público.41
39 “Depois de 1988, a indústria de armas brasileiras quase entrou em colapso, em virtude do final da Guerra Irã-Iraque, da redução global por armamentos e pelo declínio do apoio estatal à indústria. Em 1990, as duas maiores empresas, Engesa e Avibrás, pediram concordata(..) a indústria armamentística brasileira virtualmente desapareceu e é muito improvável que retorne à forma robusta dos meados dos anos 80. A Avibrás conseguiu pagar grande parte de suas dívidas e é a mais viável das três grandes companhia (bélicas brasileiras). Hoje, a empresa está envolvida em produção de produtos civis primários e, de fato, é um caso existoso de conversão. A Engesa foi desmembrada, sendo que parte foi vendido ao capital privado e parte pertence ao Estado, sendo integrada com a Imbel (Indústria de Material Bélico). A Embraer foi privatizada no final de 1994, embora muitos dentro do Ministério da Aeronáutica tenham resistido à medida. O antigo gerente da Embraer foi extremamente criticado por sua falha em ganhar o contrato dos JPATS da Força Aérea e Marinha norte-americana, com o 711 Super Tucano e pelo estado financeiro precário. Embora tenha existido considerável pressão das forças armadas do Brasil para manter uma indústria armamentista vibrante, a referida indústria virtualmente entrou em colapso. Sob a presidência de José Sarney, considerável suporte continuou a ser fornecido à indústria. Contudo, sob a presidência de Collor de Mello, grande parte deste suporte foi retirado.” (traduação do autor) TOLLEFSON, Scott. D. Civil- Military Relations in Brazil: The Myth of Tutelary Democracy. De acordo com o site http://lanic.utexas.edu/project/lasa95/tellefson.html, verificado em 15 de dezembro de 2005. Ver, também, as seguintes obras: LOPES Roberto, Rede de Intrigas.Rio de Janeiro: Editora Record, 1994. KAMM, Thomas, War Levels Brazil's Defense Firms, Which Thrived on Iraq's Purchases, Wall
Street Journal, 5 de Fevereiro de 1991, p. A14; DILLON, Sam. Brazil Arms Industry Crashes. Miami
Herald, 29 de Janeiro de 1991; SILVA, Valéria da. Brasil Perde Mercado Bélico. Jornal do Brasil. 21 de Janeiro de 1991; FREITAS, Eustáquio de. Recessão Atinge São José dos Campos. O Globo. 18 de novembro de 1990. p. 57. PROENÇA JÚNIOR, Domício. Uma Avaliação da Indústria Bélica
Brasileira: Defesa, Indústria e Tecnologia. Rio de Janeiro: Grupo de Estudos Estratégicos, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1993.