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5. Segona part: les dones lliures

5.1. La recerca de la llibertat

Os dados foram coletados, a partir da aplicação dos instrumentos de pesquisa, obedecendo à seguinte ordem:

A) Aplicação dos Questionários de Pesquisa e Anotações (Notas de Campo) da Professora Pesquisadora

No segundo semestre de 2007, no laboratório, cedido pelo Instituto de Letras e Lingüística – ILEEL e Mestrado em Lingüística – MEL, realizamos o primeiro encontro com os participantes dessa pesquisa. Naquele momento, explicitamos a eles o propósito do nosso trabalho, a aplicação dos questionários, a necessidade e o objetivo de usar o Termo de Consentimento Livre.

Os alunos menores de idade levaram uma cópia desse termo para casa, para os pais lerem e assinarem, caso concordassem com a participação do filho na pesquisa. Os demais de maior idade, entregaram o termo no momento do encontro.

Os participantes se demonstraram bem curiosos e entusiasmados quanto à participação no projeto de pesquisa, vários contaram um pouco de suas vidas e a vontade de estudar para conseguirem uma vaga na universidade e os cursos pretendidos. Dentre os cursos almejados pelos alunos pudemos verificar que duas alunas não tinham certeza do que queriam fazer ou qual curso estudar, já outros disseram que dentre os cursos ofertados, os mais favoritos deles eram computação, geografia, educação física e engenharia. Podemos verificar na fala dos alunos abaixo:

Mariana: Não sei ainda o que quero ser ou fazer, por enquanto acho que gosto muito de ficar no computador, talvez eu faça computação no vestibular.

Vanessa: Ainda não decidi, mas gosto de geografia e de computador também.

Geovani: Acho que estudarei alguma coisa na área da engenharia, mas não sei ainda qual vou querer, acho que elétrica, mas estou pensando mais sobre o assunto.

Gabriel: Gosto de tanta coisa, mas acho que farei a prova para educação física.

Os alunos também demonstraram bastante interesse sobre a aula on-line, pois disseram ter muita habilidade com o computador e a maioria acessava vários sites por dia, dentre os mais acessados estavam o fotolog, MSN, sites de novelas e bate-papo. Os participantes do curso mostraram interesse e ao mesmo tempo queriam saber como o curso iria “funcionar”, pois nunca tinham participado de um curso on-line, que utilizasse os recursos da web. Algumas falas foram transcritas abaixo:

Vanessa: Teremos que acessar o curso de casa? Teremos notas? e tarefas também teremos que fazer em casa?

Professora: Vocês podem acessar o curso de casa, pois o acesso é livre e o curso está localizado em uma página da internet o que facilita o acesso de qualquer lugar, mas a participação principal será dentro da sala de aulas quando vocês estiverem comigo no laboratório, pois tenho que avaliálos, nao com notas, pois nosso intuito é aprender e as tarefas serão realizadas aqui e não em casa.

Mariana: Nossa que legal, quando começamos mesmo?

Professora: Na semana que vem e não esqueçam de entregar para os pais o termo de consentimento livre e esclarecido, pois enquanto eu não tiver os termos assinados não poderemos permitir a participação de vocês.

Gabriel: Minha mãe pode assinar hoje? Ela será a intérprete do curso. Professora: Claro.

Em relação aos questionários, os alunos responderam, individualmente e por escrito, às perguntas previamente estruturadas e impressas em papel, gastando em média quarenta minutos para o preenchimento do formulário. Os questionários em língua portuguesa foram traduzidos para Libras pela intérprete, pois mesmo após terem feito uma primeira leitura silenciosa, alguns alunos não conseguiram entender as perguntas. Percebemos que os alunos sentiram- se inseguros ao responder ao questionário. Por se tratar de uma pesquisa, preocuparam-se mais em dar uma resposta “correta” do que emitir uma opinião pessoal a respeito do assunto. Pediam opinião à intérprete ou aos colegas e até mesmo pesquisavam na internet antes de responderem às perguntas.

B) Participação no Blog, das Aulas, Busca de Fontes, Exploração de Ferramentas Contidas na Página do Curso

Analisamos todos os passos percorridos pelos alunos no processo de construção do conhecimento. Observamos se eles procuraram buscar informações fora do contexto, se agiram de forma autônoma ou não na realização das tarefas. Anotamos em um diário a freqüência e participação dos alunos às aulas, pois mesmo não havendo uma avaliação formal, os alunos seriam avaliados qualitativamente pelo interesse em aprender, tendo em vista a preparação para o vestibular. Pudemos perceber o entusiasmo de cada aluno, principalmente pelo fato de eles levarem colegas que ainda estavam cursando o segundo ano do ensino médio para assistirem às aulas. Essa atitude comprovava positivamente a crediblidade que eles tinham no curso.

C) Produção do Aluno (Atividades de Escrita)

Os dados coletados resumiram-se no registro das treze aulas e nos textos produzidos pelos participantes no ambiente do curso blog – atividades realizadas conforme instruções apresentadas no Capítulo 2 e descritas no item (relatório das atividades virtuais de leitura e escrita propostas no blog) –, bem como no caderno dos alunos.

Selecionamos, para análise, textos de dois aprendizes, pois foram os únicos alunos que não tiveram nenhuma falta, isto é, participaram de todas as atividades do início ao fim de nosso curso. As atividades escolhidas foram realizadas em momentos diferentes do curso.

Deixamos registrados, em nossa página de acesso, os comentários de professores, principalmente professores do próprio cursinho – CAS, bem como de outros visitantes, por que acreditamos que as considerações feitas por eles, a respeito da metodologia utilizada e das aulas de maneira geral, contribuíram para resultado de nossas análises, apontando positivamente para o foco principal de nossa pesquisa, qual seja: possibilitar a alunos surdos a comunicação em meio virtual para a aprendizagem das habilidades de leitura e escrita em língua inglesa.

D) Contribuição da Intérprete

De acordo com nossas observações, podemos afirmar que o papel do intérprete nas aulas para alunos surdos é de fundamental importância. Certamente, o acompanhamento das aulas pela intérprete possibilitou-nos uma melhor comunicação em sala de aula, o que, consequentemente, implicou maior possibilidade de aprendizagem para os alunos. Deve-se acrescentar a isso, o fato de a intérprete ter sido o vetor da comunicação entre alunos e a professora pesquisadora, a qual não é fluente em Libras. Portanto, no caso específico dessa pesquisa, podemos afirmar que a intérprete possibilitou eficiência na comunicação entre os alunos e a professora-pesquisadora.