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El debate de la memoria histórica (2017-2018)

2 Una historia de las políticas de memoria en España

4.4 El debate de la memoria histórica (2017-2018)

A EEA desenvolvida no 2.º CEB ocorreu na penúltima semana de aulas, tendo em conta que se tratava de uma turma de 6.º ano e, por isso, devido aos exames nacionais, terminaram uma semana antes dos demais. O facto de ser realizada nesta altura, fez com que não houvesse um conteúdo específico a abordar, dificultando, de certo modo, a aplicação da investigação. O primeiro problema com que nos deparamos foi: o que investigar?

Perante esta indecisão e após muitas opiniões de vários professores supervisores, conjuntamente com a professora orientadora, concordamos planificar uma atividade associada à Educação Literária, que segundo Buescu et al. (2012), no PPEB, funciona, por um lado

como repositório de todas as possibilidades históricas da língua, veicula tradições e valores e é, como tal, parte integrante do património nacional; por outro, a Educação Literária contribui para a formação completa do indivíduo e do cidadão (p. 5).

Concordamos que, sendo Sophia de Mello Breyner Andresen uma autora e poetisa para as crianças e jovens, seria interessante investigar os valores morais e as características da autora em algumas das suas obras. Sendo a turma empenhada, interessada e motivada, consideramos que seriam capazes de realizar uma investigação desta natureza.

Assim, de modo a responder à questão “Que características e valores morais da autora Sophia de Mello Breyner Andresen estão presentes nas suas obras?” primeiramente, organizamos a turma em grupos heterogéneos relativamente à avaliação na disciplina de PT, para que os pares mais capazes ajudassem e estimulassem os

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menos capazes. Seguidamente, apresentamos uma biobibliografia da autora direcionada para a investigação que se pretendia realizar e atribuímos a cada grupo uma obra da autora em estudo. Estas obras tinham sido já analisadas anteriormente em contexto de sala de aula.

1.ª Fase - Envolvimento

A investigação e, por isso, a 1.ª fase, iniciou-se na segunda-feira, dia 25 de maio. Ainda na sala de aula, explicamos à turma o que se pretendia realizar e questionamos se já tinham feito alguma atividade baseada na investigação antes. Inicialmente, toda a turma respondeu negativamente, mas, depois, um aluno lembrou-se que já tinham feito, no 5.º ano, uma atividade deste género. Ficamos felizes, ao saber que não era uma atividade nova para a turma. Anunciamos que a atividade teria a duração de três aulas, sendo que a primeira seria destinada à investigação propriamente dita, ou seja à leitura das informações fornecidas por nós e à recolha de novos dados, de modo a responderem à questão inicialmente apresentada “Que características e valores morais da autora Sophia de Mello Breyner Andresen estão presentes nas suas obras?”; a segunda, que decorria na quarta-feira seguinte à elaboração da apresentação do trabalho e a terceira e última (sexta-feira) à apresentação e discussão em grupo-turma.

De modo a evitar confusões, fomos anunciado um grupo de trabalho de cada vez, entregamos os materiais que teriam à sua disponibilidade (a biobibliografia da autora e um resumo da obra selecionada para o grupo) e acompanhámo-los à biblioteca local onde seria realizada a pesquisa que se pretendia fazer.

2.ª Fase - Exploração

Chegados à biblioteca, as crianças distribuíram-se, por grupos, nas mesas de trabalho e começaram por ler a informação fornecida no guião elaborado (vide Anexo H). Demonstraram ter compreendido os passos a seguir e encontrando-se prontos para a concretização da exploração.

À medida que íamos percorrendo os grupos, constatávamos que, globalmente, tinham compreendido o objetivo do trabalho. Autonomamente, as crianças foram pesquisando mais informações sobre a autora nos computadores, procuraram as suas obras, de modo a completarem as suas recolhas com passagens das mesmas.

3.ª Fase - Explicação

Ao longo de toda a fase de exploração, realizada a biblioteca escolar, as crianças foram expondo as suas dúvidas, nomeadamente, como deveriam organizar a informação, o significado de algumas expressões, entre outras. Contudo, tal como já foi referido, estas fases não são estanques e, por isso, principalmente esta repete-se várias vezes ao

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longo de todo o processo, uma vez que em qualquer etapa surgem dúvidas, havendo, por isso, frequentes explicações.

4.ª Fase - Elaboração

A aula seguinte realizou-se na sala de informática, permitindo às crianças um fácil acesso aos computadores e à internet, para que pudessem elaborar as suas apresentações. A grande maioria optou por elaborar apresentações PowerPoint e apenas um grupo diversificou e decidiu dramatizar uma entrevista com a autora Sophia de Mello Breyner Andresen.

Todos os grupos trabalharam de forma muito autónoma, partilhando informações e opiniões entre si. No entanto, notamos, no trabalho com cada um dos grupos, que os valores e características que pretendíamos que encontrassem não estavam presentes nas apresentações. Reparamos que os únicos valores referidos pelos grupos eram os presentes na informação fornecida. Embora compreendendo a ligação entre a autora e diversos aspetos referidos nas obras, as crianças não foram capazes de os transcrever nem de os referir na apresentação.

Professora: Qual foi a obra que o vosso grupo analisou? Grupo IV: “A floresta”.

Professora: Tendo em conta a biobibliografia da autora, que características

estão mais visíveis nessa obra?

Grupo IV: A autora não gostava das cidades. Diz aqui que ela considera que

as “cidades são espaços de conflitos e desencontros”. Ela preferia a calma da Natureza, por isso, o título “A floresta”.

Professora: Muito bem.

Grupo IV: Ela valorizava as crianças, diz que “uma criança é uma criança e

não um pateta” e, por isso, a personagem principal é uma criança.

Professora: Têm razão. Conseguem dizer mais coisas?

Grupo IV: A obra retrata valores como a amizade, a honestidade, a

generosidade, o amor, a paz, o apego aos bens materiais, por isso estes são certamente valores que a autora preserva e defende e quis transmitir. E também o fantástico, os amigos da criança são imaginários, por exemplo o anão.

Professora: Isso mesmo. Agora organizem essas ideias e registem-nas.

(NC13: 2CEB-PT:25/5/2015)

Depreendemos deste diálogo que as crianças compreenderam efetivamente o tipo de valores e características pretendidas, no entanto, não as valorizaram nem as registaram para apresentar à turma, referindo apenas as características mais visíveis, tal como mostra a figura 9.

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Figura 9 - Diapositivo do grupo que trabalhou a obra "O rapaz de bronze"

5.ª Fase - Avaliação

A última fase do modelo educacional 5E, relativo à avaliação do estudo de caso na disciplina de PT, foi, à semelhança dos outros estudos de caso, dividida em três partes: a avaliação de aprendizagem, relativamente às aprendizagens das crianças; a avaliação de satisfação de todos os intervenientes na investigação e ainda a avaliação do processo, ou seja, a nossa reflexão, enquanto investigadora e professora.