LAS SEMILLAS DE LAS INSTITUCIONES FINANCIERAS INTERNACIONALES
3.2 El Consejo Protector de Tenedores de Bonos Extranjeros (CPTBE) de Washington
Percebemos que a ferramenta fundamental do professor para chegar à conclusão de seu objetivo não é o giz e o apagador, nem mesmo uma tecnologia mais avançada. O que torna uma aula muito especial é a própria presença do professor, com suas características pessoais, semelhantes, em certo sentido, às de um ator, de um diretor de orquestra, mas, principalmente, às de um coordenador de pensamentos (BARUFI, 1999).
O discurso do professor é o grande e poderoso instrumento que lhe permite exercer o papel de coordenação no processo que se desenrola com o seu grupo de alunos. Por meio dele, várias características, muitas vezes apenas implícitas, são explicitadas e, portanto, manifestas. Não é apenas ao discurso específico e matemático que nos referimos, mas a toda uma gama extremamente variada de ações e reações que ocorrem na sala de aula, tanto por parte do professor como dos estudantes.
Acredito ser necessário refletir sobre como nossos alunos processam o conhecimento, como eles aprendem, a fim de podermos organizar nossos mecanismos de ensino. De acordo com uma pesquisa feita por Libâneo (2001),
O que os alunos criticam é o ensino tradicional, isso é, um sistema de relações centrado apenas na didática da transmissão de informação que reduz o estudante a um sujeito que recebe passivamente essa informação (LIBÂNEO, 2001, p. 5)
Como tradicional, nós entendemos que a Universidade se desvincula das transformações da sociedade e não abarca em seu processo ensino-aprendizagem uma metodologia e recursos didáticos que favoreça a inserção do aluno na sociedade atual. De acordo com Zabalza (2004, p. 188) “a aprendizagem depende da inteligência, da motivação, do esforço, entre outros que o aluno possa dedicar a sua formação”.
Cunha (2005, p. 9), argumenta que: “o aluno é o centro do processo ensino-aprendizagem e que é nele que as estruturas cognitivas precisam se formar”. Entretanto, para que esse aluno aprenda significativamente é importante que não haja dúvidas sobre uma das peças fundamentais da docência, o professor. Zabalza (2004, p.105) esclarece que as universidades são “instituições formativas, ninguém deveria desprezar nem o papel dessa função primordial, nem a importância daqueles que a exercem”. Vivemos tempos de revolução tecnológica globalizada. Se nós, profissionais da educação, não a acompanharmos tanto no âmbito escolar, quanto na vida cotidiana, estaremos fadados ao fracasso.
[...] enquanto praticamente todos os outros campos de trabalho sofreram uma profunda reorganização, no último século, devido a introdução constante de novos instrumentos e novas tecnologias, o ensino continua largamente idêntico ao que era, como se os novos utensílios e as novas técnicas, quando apareceram, tivessem sido simplesmente absorvidos pela organização do trabalho sem que ela fosse substancialmente modificada (TARDIF; LESSARD, 2005, p. 175).
Com o surgimento da Internet e da Sociedade do Conhecimento, apareceram novos modos de se produzir conhecimento. Entre as novas tecnologias aplicadas à Educação, podemos citar a utilização de ferramentas colaborativas como ambientes virtuais de aprendizagem. Com o advento das tecnologias, presenciamos uma nova forma de ensinar, que não está centralizada nos recursos didáticos, mas também em outras metodologias utilizadas pelo ensinante.
Nós já sabemos que a aceleração propiciada pela tecnologia e a quantidade enorme de informações a que estamos expostos diariamente habitam o cotidiano dos milhares de alunos e professores que frequentam as universidades. Diante desse contexto, surgem diversas cobranças em relação ao papel desempenhado pelo professor e à aprendizagem dos alunos.
Hoje, no interior das universidades, aparece um novo desenho em sala de aula, o professor e o aluno estabelecem uma nova relação: o aluno não está mais submetido às quatro paredes, nem à postura de recepção que sempre se observou na escola, em que o professor transmitia, na maioria das vezes, um conhecimento pronto e acabado.
Pensamos que a Universidade não constitui uma redoma em relação à sociedade, ou seja, ela está inserida em um contexto social maior que ultrapassa seus muros. Nesse sentido, vivenciamos uma sociedade da informação e comunicação, que demanda à
Universidade um repensar a sua prática, o que implica atentar para a metodologia e para os recursos didáticos utilizados.
Sendo assim, o centro do desenvolvimento e do processo ensino-aprendizagem nas salas de aula das universidades passaria a ser a interação do educando e do seu papel ativo no processo de construção do conhecimento. Almeja-se que o ensino deixe de ser despersonalizado e passe a fornecer meios ao aluno para que construa o papel de sujeito de sua própria história; já a figura do professor seria descentralizada, fazendo com que o conhecimento fosse construído coletivamente. Assim, o aluno e o professor teriam a oportunidade de serem autores de seu próprio aprendizado.
O vínculo da Universidade com a sociedade não está estritamente na inserção das novas tecnologias, isso é, além de auxiliar a introdução destas tecnologias, a sociedade poderia contribuir na forma como essa Universidade fará uso das TIC no processo ensino-aprendizagem, pois percebemos ser possível utilizar os recursos tecnológicos e realizar uma aula tradicional.
Entendemos que a Universidade deve-se preparar de acordo com a demanda da comunidade para lidar com alunos, com professores e com tecnologias. Também parece ser pertinente adaptar seus cursos aos formatos e dinâmicas necessários ao mercado que é essencialmente tecnológico. Um grande desafio atual dos educadores de todos os níveis é tentar utilizar a bagagem cultural de informações que os alunos adquirem nas suas diferentes formas de interação no desenvolvimento do Trabalho Educativo.
Com o avanço e com o crescimento das tecnologias, as exigências educacionais e sociais sobre o professor aumentam a cada dia, despertando a necessidade de que ele esteja sempre em construção e, consequentemente, em constante atualização e formação contínua.