5. La responsabilidad civil de los progenitores o tutores
7.1 Regulación actual del derecho al olvido de los menores
No sistema plantio direto a ciclagem e o manejo do nitrogênio mudam um pouco em relação ao sistema convencional de cultivo, pois a decomposição dos resíduos orgânicos é mais lenta, devido à estar sobre a superfície, há manutenção de maior umidade no solo, há também maior atividade dos microrganismos na camada superficial, o que vai resultar em alterações nos processos de disponibilização e também de perda de N no solo.
O milho é a cultura mais utilizada comercialmente no Estado do Paraná no cultivo de verão. Sendo uma gramínea, ela é muito exigente em fertilizantes, especialmente os nitrogenados. O suprimento inadequado de nitrogênio é considerado um dos principais fatores limitantes ao rendimento de grãos do milho, pois o N exerce importante função nos processos bioquímicos da planta. Ele é constituinte de proteínas, enzimas, coenzimas, ácidos nucléicos, fitocromos e da clorofila (Cantarella, 1993). Além disso, o N afeta as taxas de iniciação e expansão foliar, o tamanho final e a intensidade de senescência das folhas.
Um dos principais problemas do atual sistema de recomendação da adubação nitrogenada, é que a determinação da quantidade de N a ser aplicada no milho é definida antes da semeadura, não ocorrendo o monitoramento deste elemento após a emergência. A variabilidade das condições meteorológicas e de solo, associada aos múltiplos processos que interferem na complexa dinâmica do N no solo (lixiviação, volatilização, imobilização-mobilização, nitrificação, desnitrificação, mineralização) e na sua relação com a planta, podem ocasionar grandes modificações na disponibilidade e na necessidade deste nutriente ao longo do ciclo da planta.
A época de aplicação do fertilizante nitrogenado tem grande influência no aproveitamento deste nutriente pelo milho (Silva, 2006). No entanto, não tem havido muita concordância sobre qual a melhor época de aplicação de N no SPD. Alguns resultados de pesquisa têm demonstrado vantagens na aplicação de N em pré- semeadura do milho (Sá, 1996; Silva 2006). Outros demonstram a necessidade de aumento da dose de N, no momento da semeadura, para suprir a carência inicial em função da imobilização, e a outra parte seria fornecida em cobertura (Bortolini et al., 2002). Contudo, existe uma série de variáveis que condicionam as transformações do N no solo, que são mediadas por microrganismos, e dependem das condições edafoclimáticas, principalmente do tipo de solo, da precipitação pluviométrica e da temperatura (Lara Cabezas et al., 2004); dependem, além disso, das características dos resíduos vegetais da cultura de cobertura antecessora ao milho (Amado et al., 2002).
Segundo as recomendações oficiais para o RS/SC (CQFS RS/SC, 2004), as doses de N devem ser maiores quando a cultura antecessora for gramínea, pois ocorre imobilização de N disponível do solo, e N aplicado via fertilizante, quando resíduos com alta relação C:N são adicionados ao solo, caso das gramíneas. Já quando a cultura antecessora for uma leguminosa, é possível aplicar doses menores de N, uma vez que os resíduos destas leguminosas possuem baixa relação C:N, o que acarreta em mineralização líquida no solo, aumentando a quantidade de N disponível para a cultura posterior.
Para que possa expressar todo seu potencial produtivo, a cultura do milho requer que suas exigências nutricionais sejam plenamente atendidas, em virtude da grande extração de nutrientes do solo. Nesse sentido, o nitrogênio é o nutriente exigido em
Figura 6 - Produtividade de grãos do milho em função de doses de N, nos anos agrícolas 2002/03 e 2003/04.
Fonte: Pavinato et al. (2008)
maior quantidade pela cultura, variando as recomendações da adubação nitrogenada -1 em cobertura em cultivo de sequeiro para altas produtividades de 50 a 90 kg ha de N e,
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para cultivo irrigado, de 120 a 150 kg ha (Souza et al., 2003; Amaral Filho et al., 2005). Em acordo com essas recomendações estão os resultados obtidos por Pavinato et al. (2008), cujos dados expressos na figura 6 demonstram que a máxima eficiência técnica em produtividade de grãos de milho irrigado seria atingida com a aplicação de 283 e
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289 kg ha de N em 2002/03 e 2003/04, respectivamente. Estas quantidades de N estão -1 bem acima das mencionadas anteriormente, e também acima dos 243 kg ha de N
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obtido por Mendonça et al. (1999), e dos 226 kg ha de N, obtido na safra de 2000/01 por Silveira (2002). No entanto, a máxima receita líquida da produção, ou seja, o máximo retorno em dinheiro para o produtor, foi obtido com aplicação de 156 e 158 kg
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ha de N (Figura 7). Silva et al. (2006) também obtiveram resultados parecidos para os anos de 2001/02 e 2002/03, com as melhores produtividades sendo obtidas com
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adubações nitrogenadas entre 130 e 160 kg ha (Figura 8). Portanto, podemos mencionar com base em dados que a recomendação para áreas irrigadas ficaria numa
-1 faixa entre 120 e 160 kg de N ha .
Comparando estes resultados com algumas informações constantes em literatura, constata-se uma certa similaridade, pois Pavinato (2004) mostrou que, para
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atingir uma produtividade média de 9.000 kg ha de milho, é exportado nos grãos em -1
torno de 170 kg ha de nitrogênio, mostrando a importância do manejo adequado do solo, especialmente na reposição dos nutrientes que são retirados do solo.
Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008
Figura 7 - Receita bruta e receita líquida da produção de grãos de milho em função de doses de N, nos anos agrícolas 2002/03 e 2003/04.
Fonte: Pavinato et al. (2008)
Figura 8 - Desdobramento da interação significativa entre doses de N e sistemas de cobertura do solo, para produtividade de grãos de milho, no ano agrícola 2001/2002 (A), e produtividade média de grãos em função de doses de N, no ano agrícola 2002/2003 (B).
De acordo com Yamada (1995), a adubação nitrogenada tem boa probabilidade -1
de respostas ao uso de 30-40 kg ha de N na adubação de semeadura, com adubação nitrogenada de cobertura após a quarta ou quinta folha completamente abertas, sendo recomendável uma segunda cobertura em solos de textura mais arenosa, visando assim, menores perdas e conseqüentemente maior disponibilidade de N para as plantas.
Quanto ao manejo da adubação e ao modo de aplicação dos fertilizantes, na linha ou a lanço, a resposta das plantas depende da interação de uma série de fatores, como dose e solubilidade do produto, espaçamento e distribuição do sistema radicular das culturas e as características químicas e físicas do solo que afetam o suprimento de nutrientes. Segundo Basso & Ceretta (2000), a aplicação de N em uma única época (em pré-semeadura ou na semeadura) pode resultar em acúmulo de N-NO no solo nos 3 estádios iniciais de desenvolvimento de milho, pois a demanda total da planta é pequena na fase inicial, podendo resultar em perdas por lixiviação em anos com chuvas em excesso no período inicial de cultivo. Já no período usual de aplicação de N em cobertura (4 a 8 folhas) a absorção de N pelas plantas é mais intensa.