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Eksternalitetsindikatorer i PROVIS-databasen

5. Eksterne virkninger fra offentlig subsidierte FoU-prosjekter FoU-prosjekter

5.2. Eksternalitetsindikatorer i PROVIS-databasen

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Finalmente, no slide 4 (imagem 3.12), aparecem duas fotos/imagens, e em seguida, a entrada individual de uma pergunta, de novo para suscitar debate sobre o assunto, proporcionando oportunidade para que a discussão do tema seja consolidada.

Imagem 3.12 – PowerPoint: tarefa elaborada no curso pela participante Gisele (slide 4)

• What do these

images suggest?

• Do you do any kind of

mental activity?

• Are you the ‘stressed

type’?

O nível de complexidade, em termos de letramento digital em programas, da atividade elaborada por Gisele é alto, pois a aluna utiliza vários recursos como animação, além da inserção de imagens, que implica em procura, seleção e importação.

Como dito anteriormente, na escala Letramento em Programas a classificação inicial de Gisele foi nível A. Após a unidade 2 do curso, ela foi realocada para o nível B. Após analisar a tarefa elaborada pela participante, Gisele foi novamente realocada para o nível C, a caminho do nível D, uma vez que utilizou recursos avançados do PowerPoint.

Em termos da escala Aplicação Pedagógica dos Recursos Computacionais, a participante Gisele desenvolveu uma tarefa – nível III, pois é uma atividade com propósito comunicativo e foca especificamente em construção de significado.

A elaboração da tarefa acima analisada parece sugerir que Gisele já está mais inserida no novo paradigma educacional que é valorizado no presente século. Ela propõe atividades que são interativas, procuram acionar o conhecimento prévio dos alunos e utilizá-lo no processo ensino-aprendizagem. Além disso, as atividades são contextualizadas e possuem um propósito comunicativo claro.

Segundo Gisele, a utilização do computador nesse caso enriqueceu a aula, tornando-a mais interessante. A própria participante, em e-mail enviado, discorre sobre a descoberta do PowerPoint e quanto isso enriqueceu o seu fazer pedagógico.

“Não sei como tenho computador há mais de dez anos e nunca tinha usado [o PowerPoint]. Já fiz apresentações em PowerPoint, em data show, mas elas já vinham prontas. Para mim que dou aulas em casa também, usar o computador como uma tela já preparada foi um achado. Eu achava que só essas pessoas que entendem muito de computador, como esses meninos que não fazem outra coisa na vida, pudessem mexer no PowerPoint. Com isso tudo, tenho visto o quanto sou capaz e o quanto ainda posso melhorar.

Mas o melhor de tudo é que já me sinto incluída num universo que eu tinha

tanto medo de entrar. A configuração do meu computador é bem diferente

dos textos que recebemos, no entanto, apesar de ter demorado muito, percebi que eu é que aprendo sozinha mesmo, "fuçando", errando, acertando, mexendo, experimentando. Isso tudo pra mim era só teoria. Agora posso passar muito mais segurança pra meus alunos, uma vez que percebi isso fazendo. Estou aprendendo a aprender. Usei o meu exercício em aula com uma aluna individual e tivemos uma aula onde eu estava muito empolgada para usar a ferramenta, mas ela nem reparou a novidade. Percebi o quanto isso é uma novidade para mim, e já está incluído no mundo das pessoas como lápis e papel sempre foi no meu. Enfim, a aula foi gostosa

e fácil e poderá ser utilizada em muitas outras situações”. (grifo meu) (Gisele – e-mail enviado)

Gisele também deixa entrever em suas respostas que está aprendendo a aprender (Delors et al (2001) e perdendo o medo de lidar com a tecnologia, permitindo uma maior ousadia.

“Cynthia, esqueci de especificar o que foi difícil no programa. É que a minha configuração é totalmente diferente. Não sei te dizer em nomes qual é a versão, mas me parece + moderna. De qualquer forma, eu sei que tenho um problema com ler instruções de uso de qualquer coisa. É um trauma com esse gênero. Só que aprendi meio lendo as instruções, meio tentando, foi um barato. Me perdi e perdi o medo. Outra coisa que eu percebi também nas instruções é que parece que passava direto para explicações antes mesmo de eu estar familiarizada com os termos. e.g. "Vá no assistente de auto conteúdo e faça isso ou aquilo." Eu procurava o tal do assistente e já não sabia mais o que ele era, o que isso significava, o que eu estava fazendo ali. Parece um passeio por um mar de termos sem muito significado para mim. Eles só começaram a ter significado depois que eu comecei a usar e ver a função dos assistentes e familiares. É clicando, acertando e errando para ver quem é quem e quem faz o quê. Parece um ‘blind date’.” (e-mail enviado em 04/11/2003)

Como mencionei acima, alguns dias após a elaboração da tarefa para o curso, Gisele aplicou-a em uma aula sua, além de criar outra tarefa com o PowerPoint. Ela afirma que o apelo visual dessa ferramenta é muito poderoso e, segundo Gisele, o programa motiva o aluno:

“Cynthia, sorry, I haven't sent you my notes about how the exercise can be

used in class. In fact, I have already used it with an individual student and I

guess she was kind of motivated to speak, due to the visual power of this

tool. I prepared another activity for elementary students. It's about the present

simple. My dream came true when I saw I could move the "s" of the third person singular with a different colour. How powerful it is to visualize that. I can say that now this is part of my daily routine. I can't live without it anylonger.” (e-mail enviado em 04/11/2003 – 12h00)

Gisele demonstra o desenvolvimento de autonomia, na medida em que tenta resolver os problemas que surgem, agindo pró-ativamente (Cacique,2006; Rabelo e Peixoto, 2006; Neves et al, 2000). Ela também demonstra já estar inserida no novo paradigma vigente, pois desenvolve uma atividade inovadora, no meu ponto de vista, que suscita o conhecimento prévio do aluno e o estimula a utilizar a língua significativamente.

A próxima participante a ser apresentada é Marli. No quadro 3.8, que resume os itens ensinados sobre PowerPoint e os utilizados pelas participantes, Marli

apresentou um exercício de PowerPoint que utilizou grande parte dos itens ensinados. Em termos da operação do programa, Marli usou: escolher layout slide, configurar página, inserir texto, inserir fundo do slide, inserir figura, inserir novo slide, salvar arquivo, abrir arquivo, colocar transição em slide, animar slide e ordenar animação. Em relação à utilização do WordArt, a aluna utilizou: inserir WordArt, inserir texto, formatar, altura das letras e alinhar texto (justificar/centralizar).

Ela utilizou recursos mais sofisticados como animação (movimento) em todos os slides, demonstrando indícios de letramento no programa, na medida em que há a aquisição de novos conhecimentos/recursos para a elaboração da tarefa. A aluna declarou não possuir conhecimentos em PowerPoint anteriores ao início do curso, tanto em termos de Letramento em Programa, quanto em termos de Aplicação

Pedagógica deste (quadros 3.1 e 3.3).

Baseando-me na escala Letramento em Programas, averigüei que a aluna após a unidade 4 deveria ser reclassificada no nível C a caminho do D, uma vez que utiliza recursos avançados do PowerPoint. Destaco que ela inicialmente havia sido classificada no nível A, tendo sido realocada para o nível B após a unidade 2.

A seguir, analiso a tarefa elaborada por Marli no PowerPoint que é formada por 4 slides (imagens 3.13 a 3.15).

Imagem 3.13 – PowerPoint: tarefa elaborada pela participante Marli (slide 1)

Os possessive adjectivesconcordam com o possuidor, não com o objeto possuído, e vêm, obrigatoriamente, antes de um substantivo.

Personal Pronouns Possessive Adjectives Meaning

I My meu, minha

You Your seu, sua (de você)

It Its seu, sua (animal, objeto)

We Our nosso, nossa

You Your seu, sua (de vocês)

They Their deles, delas

He His seu, sua (dele)

She Her seu, sua (dela)

No slide 1 (imagem 3.13), a aluna apresenta os adjetivos possessivos em correspondência com os pronomes pessoais. Cada linha da tabela, em termos de recursos computacionais, aparece em separado, com um recurso de animação diferente.

A seguir, após a apresentação dos adjetivos possessivos, Marli, nos slides 2 e 3 (imagem 3.14), fornece uma série de sentenças para exemplificar o uso da estrutura sendo trabalhada. Cada sentença é precedida de uma imagem que entra isoladamente na slide, e que ilustra a sentença.

Imagem 3.14 – PowerPoint: tarefa elaborada pela participante Marli (slides 2 e 3) Slide 2

I love MYfather and MYmother

$ $

$ Why don`t you buy YOURclothes with YOURmoney?

He is searching HISbook.

Susan is wearing HERnew clothes at HERbirthday party.

Slide 3

It is talking ITSnew friend

Hi !

We love OURpets !

Kids, where is YOURmother ?

Finalmente, no slide 4 (imagem 3.15), que também apresenta movimento, Marli apenas indica que, em seguida, exercícios serão realizados. No entanto, ela não os apresenta.

Imagem 3.15 – PowerPoint: tarefa elaborada pela participante Marli (slide 4)