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A fase (2) de seleção e mapeamento das variabilidades é responsável por indicar quais variabilidades serão utilizadas para gerar o modelo de instância e, em seguida, o mapeamento dos diferentes tipos de features entre o modelo de variabilidades e os elementos do modelo do núcleo. Essa fase inicia-se com a atividade (3)

produto do CrossMDA-SPL, que permite ao engenheiro selecionar os pacotes com as variabilidades que são relevantes ao domínio da aplicação-referência a ser gerada. A atividade é auxiliada pela ferramenta, como mostra a Figura 65, tendo uma interface que permite ao engenheiro incluir ou excluir os pacotes de variabilidades desejados. Os pacotes são organizados em uma estrutura em árvore, facilitando a sua identificação e localização.

Figura 65 - Interface de seleção dos pacotes no modelo de variabilidades que contém as features da aplicação-referência Campo Grande.

Portanto, como as features que representam as variabilidades da aplicação- referência Campo Grande são: Números Cartões, Tempo Maximo, Números Viagens, Terminal, Linha Integrada e Empresa Usuária; iremos selecionar os pacotes do modelo de variabilidades nos quais estão modeladas as features específicas de Campo Grande, como mostra a Figura 65. Neste caso, os pacotes de variabilidades selecionados foram:

• lps-bet.feature.empresaviaria.sistemaviariourbano.integracao – contém as features Numero Cartões, Tempo Maximo e Números Viagens;

• lps-bet.feature.linha.meiodepassagem – contém a feature Terminal; • lps-bet.feature.usuarioscartao – contém a feature Empresa Usuária e; • lps-bet.feature.linha – contém a feature Linha Integrada.

Logo após a seleção dos pacotes com as variabilidades desejadas é iniciado o processo iterativo que engloba as atividades (4) selecionar variabilidade, (5) selecionar elemento do modelo do núcleo, (6) verificar variabilidade do membro da LPS e (7) realizar mapeamentos da variabilidade/núcleo do subprocesso de derivação de produto do CrossMDA-SPL, que permite ao engenheiro de aplicação mapear, com o auxílio do modelo de features, os relacionamentos entre as variabilidades e os elementos do modelo do núcleo. Assim, a ferramenta oferece uma interface (Figura 66) que auxilia nos mapeamentos entre as variabilidades e os elementos do modelo do núcleo. Este mapeamento é feito utilizando a implementação dos mecanismos da orientação a aspectos (por exemplo, conjuntos de junção e/ou intertipos) na ferramenta CrossMDA-SPL.

Figura 66 - Interface que inicia o processo de relacionamento entre as variabilidades e os elementos do modelo de núcleo.

Como podemos visualizar na Figura 66, os pacotes selecionados anteriormente contém todas as variabilidades correspondentes à aplicação- referência de Campo Grande. A seguir é apresentada a execução das atividades de mapeamentos das variabilidades da aplicação-referência Campo Grande selecionando cada feature e mapeando aos elementos do modelo do núcleo em conformidade com o modelo de features.

Primeiramente iremos mapear a feature Tempo Maximo, que corresponde a uma feature de categoria alternativa inclusiva e representa um refinamento, no modelo de núcleo, do tipo inclusão de métodos/atributos através de um relacionamento de introdução (inter-type7) de métodos/atributos. Como a feature trata da inclusão de métodos/atributos devemos selecionar a feature e clicar no botão Inter-type na interface da ferramenta para iniciar o processo de mapeamento inter-type ilustrado na interface da Figura 67.

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Inter-type - Mecanismos da orientação a aspectos utilizados para representa a introdução de métodos/atributos.

Figura 67 - Interface do processo de mapeamento inter-type do CrossMDA-SPL.

O mapeamento intertipos (inter-type) e conjunto de junção (pointcut) é realizado através do processo de mapeamento oferecido no CrossMDA-SPL. O aspecto AspectTempoMaximo nesse exemplo, modelado usando as diretrizes propostas neste trabalho (Seção 3.5), faz uso de um mapeamento intertipo para ter acesso à instância dos elementos do modelo do núcleo. Na especificação do aspecto, foi criado um atributo chamado tempoMaxIntegracao, que identifica a variabilidade da aplicação-referência. Essa definição indica que o aspecto deverá introduzir o atributo na classe do modelo do núcleo. Desta forma, seguindo o modelo de features, devemos selecionar o atributo no modelo de variabilidades; selecionar no modelo do núcleo a classe SistemaViarioUrbano a qual será mapeado a introdução do atributo selecionado. Logo após devemos na interface do CrossMDA- SPL, selecionar o tipo de mapeamento introduction, o tipo do declare parents para implements e incluir o novo mapeamento com o modelo do núcleo como projeta a Figura 68.

Figura 68 - Mapeamento da feature Tempo Maximo com o elemento modelo do núcleo.

Como as features Números Cartões e Números Viagens também correspondem a features do tipo alternativa inclusiva, com refinamento de inclusão de métodos/atributos através do relacionamento de introdução de “Métodos/Atributos”, seu processo de mapeamento com o modelo do núcleo não será ilustrado através das interfaces CrossMDA-SPL, pois se trata de um processo igual ao processo apresentado acima com a feature Tempo Maximo. A feature Números Cartões foi representada no modelo de variabilidades pelo aspecto AspectNumeroCartoes decorado com o atributo limiteCartoes, que será adicionado à classe SistemaViarioUrbano, do modelo do núcleo, através de um mapeamento de introdução de atributo. Já para a feature Números Viagens foi modelado o aspecto AspectNumerosViagens, declarado com o atributo limiteViagensIntegracao, que também será adicionado à classe SistemaViarioUrbano por um mapeamento de introdução de atributo. As features Tempo Maximo, Números Cartões e Números Viagens correspondem a um

conjunto de features alternativa inclusiva para a feature mandatória Sistema Viário Urbano.

O mapeamento da feature Terminal, ilustrada na Figura 69, destaca o mapeamento de uma feature opcional que representa um refinamento do tipo “Classe” com a forma de relacionamento do tipo “Herança”. Neste caso o aspecto AspectTerminal foi modelado com um método (declare_parents_Terminal) com uma declaração intertipo definida através de um método decorado com o estereótipo “parents_extends”, no qual especifica um relacionamento do tipo herança que define que a classe Terminal especializa a classe MeioDePassagem.

Figura 69 - Mapeamento da feature Terminal com o elemento modelo do núcleo.

Portanto, para realizar o mapeamento da feature Terminal com o elemento do modelo do núcleo, devemos selecionar o método declare_parents_Terminal, selecionar a classe MeioDePassagem no modelo do núcleo e, em seguida, finalizar o mapeamento selecionando na interface de mapeamento do CrossMDA-SPL, as

extends; e (iii) incluir o mapeamento declare parents com o modelo do núcleo, como podemos visualizar na Figura 69.

O mapeamento da feature Empresa Usuária é um caso diferenciado dos outros mapeamentos, pois se trata de uma feature de categoria opcional com refinamento do tipo classe e com duas formas de relacionamentos com o modelo do núcleo: (i) uma através do tipo “Herança” com a classe Usuário; e (ii) outra do tipo “Associação” com a classe Passageiro. Para o relacionamento do tipo “Herança”, o mapeamento será realizado do mesmo modo que o da feature Terminal. Assim sendo, foi especificado o aspecto AspectEmpresaUsuaria contendo o método “declare_parents_EmpresaUsuaria” decorado com o estereótipo “parents_extends”, que especifica um relacionamento de herança entre a classe EmpresaUsuaria e a classe Usuário do modelo do núcleo. Já para o mapeamento da feature de relacionamento do tipo “Associação”, foi criado no aspecto AspectEmpresaUsuaria três atributos (multA, multB e nomeAssociacao) que correspondem à definição do introduction_association, cuja responsabilidade é criar um relacionamento de associação entre a classe EmpresaUsuária do modelo de variabilidades com a classe Passageiro do modelo do núcleo.

A realização do mapeamento da feature Empresa Usuária, ilustrado na Figura 70, ocorre em dois momentos distintos, o primeiro momento para relacionamento do tipo “Herança” e o segundo para o do tipo “Associação”. Portanto, o engenheiro de aplicação deve executar os seguintes passos:

• Selecionar o método declare_parents_EmpresaUsuaria, selecionar a classe Usuario no modelo do núcleo, e selecionar as seguintes opções: (i) tipo de mapeamento parents; (ii) tipo do declare parents extends; e (iii) incluir o mapeamento declare parents com o modelo do núcleo;

• Selecionar o aspecto AspectEmpresaUsuaria no modelo de variabilidades, selecionar a classe Passageiro no modelo do núcleo e logo depois concluir o mapeamento com as seguintes ações: (i) selecionar o tipo de mapeamento introduction; (ii) marcar a opção introduction association, pois se trata de um refinamento do tipo associação; e (iii) incluir o mapeamento do introduction.

Figura 70 - Mapeamento da feature Empresa Usuária com o elemento modelo do núcleo.

O mapeamento da feature Linha Integrada, com a perspectiva de relacionamento do tipo “Associação” e refinamento do tipo “Classe”, foi modelado usando o aspecto AspectLinhaIntegrada contendo três atributos (multA, multB e nomeAssociacao) que correspondem à definição do introduction_association. Este mapeamento é responsável por introduzir, usando a declaração intertipo definida na associação decorada com o estereótipo “introduction_association”, um relacionamento de associação entre as classes LinhaIntegrada, definida no modelo de variabilidades, e a classe Linha do modelo de núcleo. A Figura 71 ilustra o processo de mapeamento da feature Linha Integrada cujas atividades são: (i) selecionar o aspecto AspectLinhaIntegrada no modelo de variabilidade; (ii) selecionar a classe Linha no modelo do núcleo; (iii) escolher o tipo de mapeamento introduction; (iv) marcar a opção introduction association, pois se trata de um refinamento do tipo associação; e (v) incluir o mapeamento do introduction.

Figura 71 - Mapeamento da feature EmpresaUsuaria com o elemento modelo do núcleo.

Em todo o processo de mapeamento das variabilidades nos elementos do modelo do núcleo é verificado um conjunto de restrições que validam as diretrizes propostas neste trabalho, não permitindo mapear, por exemplo:

• Uma feature com a perspectiva de relacionamento do tipo “Associação” e refinamento do tipo “Classe”, sem que no aspecto responsável estejam definidos os atributos que caracterizam a associação;

• Uma feature que representa um refinamento do tipo “Classe” com a forma de relacionamento do tipo “Herança”, sem que no aspecto responsável esteja definida uma declaração intertipo definida através de um método decorado com o estereótipo “parents_extends”

Após a finalização de todos os mapeamentos das features que representam as variabilidades da aplicação-referência Campo Grande, podemos visualizar na interface da Figura 72, todos os mapeamentos realizados no modelo para composição da instância Campo Grande da LPS-BET. O próximo passo é a

execução da Fase (3) do subprocesso de derivação de produto, que corresponde à composição e geração propriamente dita do modelo de instância. Tais atividades de composição e geração são descritas a seguir.

Figura 72 - Mapeamento das variabilidades da instância Campo Grande da LPT-BET.

5.3.3.1.3. Fase 3 - Composição e Geração do Modelo de Instância do Produto

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