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Ekskluderte systematiske oversikter og begrunnelse for eksklu‐

Com a proposta de criação de um itinerário turístico-cultural em torno dos pátios e vilas operárias72 tentaremos chamar a atenção para este valioso património arquitectónico e na sua apresentação destacaremos, sempre que possível, as memórias a ele associadas. De um modo geral, a análise da história de cada pátio ou vila permitirá trazer a público a possibilidade de conhecer com maior precisão este património edificado existente e que tantas vezes passa despercebido na cidade de Lisboa. Para além de sublinhar a importância da preservação dos pátios e vilas, a criação deste itinerário visa também promover a criação de circuitos turístico-culturais em torno do património industrial.

No itinerário que iremos apresentar, o público poderá encontrar uma mostra de pátios e vilas operárias consideradas lugares de recordação e memórias, que poderão atrair os visitantes pelo seu valor histórico, dando destaque a diversos elementos arquitectónicos, imagens e símbolos neles existentes.

Para a criação deste itinerário tomámos como princípio a apresentação de informação relevante para a experiência do visitante.

4.2. Meios de Divulgação

Consideramos que a divulgação da informação através de plataformas informáticas (blogs, sites, redes sociais) é uma forma excelente de chegar a variados públicos, passar a informação e levar as pessoas, de forma autónoma, a (re) conhecer o património existente. A forma que propomos para a concretização do itinerário turístico-cultural na Graça é a utilização do Geocaching por parte dos organismos da CML, como principal motor de divulgação e participação.

72 Para a elaboração do itinerário proposto usaremos um conjunto de elementos base segundo a leitura do texto de Peréz (2009). Ver Anexo V.

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A escolha do Geocaching prende-se com duas razões: a primeira é o facto de esta actividade permitir descobrir pontos de interesse de forma autónoma com recurso às novas tecnologias, obtendo ainda assim informação relevante acerca dos pontos visitados. A segunda razão baseia-se no estudo realizado, em que verificámos que cada vez mais as Câmaras Municipais se interessam por esta actividade, existindo exemplos interessantes de como uma parceria entre o Geocaching e uma Câmara ou Junta de Freguesia pode, de facto, funcionar. A estas duas razões acresce ainda o facto de que ao realizarmos uma pesquisa no site http://www.geocaching.com constatarmos que o bairro da Graça é já um território de eleição para a realização desta actividade por parte dos utilizadores e criadores de Caches.

Mas então em que consiste o Geocaching? Esta actividade consiste num jogo em que “caches”73 são escondidos em variados locais, e em que o jogador tem de encontrar a sua localização através de um aparelho de GPS. Através do site http://www.geocaching.com, o “jogador” pode encontrar uma cache na localidade em que se encontra, ou realizar uma procura por zona ou tema que gostaria de explorar. Neste site, as caches estão identificadas com “Nome” e com as coordenadas da localização da cache, bem como com a informação que o criador da cache queira incluir (descrição da zona, do tipo de cache, terreno, etc.). Por existirem vários tipos de caches (desde o tradicional ao puzzle74), o formato sugerido para o desenvolvimento do nosso itinerário é o multi-cache, pois permite a passagem por variadas localizações. Os materiais necessários para a prática desta actividade são um mapa e um GPS, que poderiam ser requisitados (ou alugados) nos postos turísticos ou em locais designados pela CML.

Na realidade, já algumas Câmaras Municipais e outras entidades públicas, percebendo as potencialidades na utilização do geocaching como motor de promoção cultural, começaram a aderir a esta actividade. É o exemplo de Bourg d'Oisans, em França. O posto de Turismo desta localidade apostou na criação de itinerários geocaching. Ali, os participantes escolhem entre dois itinerários (um pequeno de uma hora e meia, e

73 Cache Regulares (nas caches regulares normalmente existe um livro de registo (logbook), e algumas lembranças deixadas/trocadas pelos participantes); Micro Caches; Caches Virtuais; Multi-Caches

74 Definições dos vários tipos de caches disponível em

http://www.geocaching.com/about/cache_types.aspx .

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outro maior de três horas e meia), alugam o GPS (por 5 euros) e recebem um folheto com informações sobre a área, a flora, a fauna, bem como a história de Bourg d'Oisans. Com todas as informações necessárias, os visitantes têm como objectivo descobrir os “tesouros” e resolver enigmas apresentados pelo escritório de turismo.75 Em outros países, como Canadá e EUA, existem também registos do uso desta actividade por organismos públicos para revelar o património natural ou edificado das suas cidades.

Na nossa opinião, tanto as Câmaras Municipais, como as Juntas de Freguesia e também Museus, entre outros, deveriam estar abertos a este tipo de parceria, pois é uma maneira prática e educativa de divulgar o património, atraindo também diferentes públicos ao património que se quer divulgar e preservar.

Em Portugal também encontramos bons exemplos de como uma parceria entre o Geocaching e as entidades oficiais podem funcionar. Um dos melhores exemplos é o da Câmara Municipal de Águeda, destacada no boletim da “Rede Portuguesa das Cidades Educadoras”, no âmbito do Geocaching. Em 2008, o Município de Águeda criou um projecto de Geocaching no Município, mais propriamente no Parque Municipal Alta Vila. Como podemos ler no site desta Câmara Municipal: “O Geocaching tem como objectivo desenvolver o Turismo em Águeda através da promoção do património histórico, cultural e natural, do desenvolvimento dos percursos e trilhos turísticos, da organização de acções de limpeza ambiental em locais específicos”76. Ao mesmo tempo que participantes de todo o país aderem a esta iniciativa, a Câmara Municipal de Águeda criou um Campo de Iniciação ao Geocaching (no Parque Municipal Alta Vila), para todos os interessados nesta actividade. Desta forma, de uma maneira interactiva e lúdica, introduz-se o Geocaching como actividade de promoção turística e pedagógica. Durante cerca de um ano, o Município de Águeda promoveu vários eventos pedagógicos no Campo de Iniciação ao Geocaching77.

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http://www.leprogres.fr/loisirs/2011/03/09/une-chasse-au-tresor-high-tech , consultado a 01 de Agosto de 2013.

76http://www.cm-agueda.pt/ , consultado em 31 de Julho de 2013. 77

Salienta-se a Semana do Ambiente (2 a 9 de Junho de 2009), as Férias da Páscoa e de Natal promovidas pela Biblioteca Municipal (Março e Abril de 2009 e 29 de Dezembro de 2008, respectivamente) e as Jornadas Europeias do Património (27 de Setembro de 2008).

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A Câmara Municipal de Seia, por sua vez, promoveu em Novembro de 2012, em conjunto com “As Aldeias de Montanha”, um evento de Geocaching no território da Serra da Estrela, divulgando o património das Aldeias de Montanha, dando a conhecer a paisagem cultural, e desenvolvendo também vários eventos em torno deste património78.

Embora o impacto económico desta actividade não seja ainda muito visível, o facto é que alguns caches se encontram em locais cuja entrada é paga, outros em torno de percursos pedestres, como é o caso das Rotas do Vinho, o que implica portagens e paragens em cafés, por exemplo79. E a verdade é que presentemente, com o actual panorama económico, muitos portugueses optam cada vez mais por estas actividades de baixo custo. Assim, acreditamos que a aposta nesta actividade por parte das Câmara Municipais, que também se prende com a ideia de "Vá para fora cá dentro", vai ao encontro das expectativas dos portugueses em termos de novas práticas turísticas a explorar no futuro. Também por parte de Agências de Viagem começam a aparecer ofertas de prática de Geocaching em vários sítios do mundo, confirmando a tendência da utilização desta actividade como prática de turismo. Como refere Gomes (2012: 5), os guias e roteiros são construídos de um ponto de vista que ensina a “ver e como ver”. Com o uso do Geocaching, cria-se a oportunidade de descoberta, do “acaso” na passagem de um ponto de interesse ao outro, sem a criação de imaginários ou ocultação de realidades.