3. Resultater av laserskanningen
3.2 Eksisterende registreringer
A sondagem do desempenho de 15 crianças (cinco de cada turma) foi por nós realizada no período de 9 a 13 de agosto de 2010, e objetivou colher dados iniciais sobre o nível de desenvolvimento com relação à leitura e escrita, para que as professoras pudessem, durante a etapa seguinte da pesquisa (formação), planejar estratégias de intervenção adequadas às necessidades de seus alunos, que favorecessem o desenvolvimento de habilidades metacognitivas e para acompanhar a evolução delas no decorrer do período letivo. Foram avaliadas, no mês de agosto, cinco crianças de cada turma, escolhidas pela professora, duas consideradas por esta com bom desempenho na leitura, duas com dificuldades e uma com médio desempenho. As atividades foram gravadas em áudio e em vídeo, como forma de registrarmos fielmente cada procedimento da criança para posterior análise.
O método utilizado para a avaliação das crianças foi o Clínico Piagetiano, no qual as perguntas são formuladas de acordo com o entendimento, seguindo o raciocínio dela,
observando as suas habilidades e dificuldades na formulação dos conhecimentos em leitura e escrita.
O procedimento usado para a sondagem inicial do desempenho das crianças em leitura e escrita foi a aplicação de instrumentos avaliativos às crianças, quais sejam: teste das quatro palavras e uma frase, de Emília Ferreiro; a leitura e compreensão de texto e a produção de texto, um bilhete. O texto selecionado respeitou o nível cognitivo e interesse dos alunos.
O teste das quatro palavras e uma frase consistiu em pedir para o aluno escrever uma palavra monossilábica, uma dissilábica, uma trissilábica, uma polissilábica e uma frase dentro de uma temática (nome de animais) e observar que hipóteses a criança formulava sobre a escrita e em que nível psicogenético ela se encontrava com relação ao desenvolvimento da leitura e escrita.
Na leitura, verificamos a fluência verbal e a compreensão leitora. Pedimos para a criança ler um texto simples e depois perguntávamos sobre as ideias e acontecimentos abordados no texto. Com relação à fluência verbal, observamos se a criança lia com fluência, lia decodificando ou não lia.
No que concerne à compreensão leitora, eram feitas perguntas às crianças para sabermos se elas eram capazes de identificar o assunto de que tratava o texto, considerando as ideias principais, apenas algumas das ideias, se incluía novos elementos ou se criava outro texto com suporte no que lia.
A escrita do texto objetivou verificar se a criança era capaz de produzir por escrito um texto e se ela mantinha ou não os elementos correspondentes ao gênero (bilhete). Pedíamos para ela escrever um bilhete (recado) para seu melhor amigo(a), convidando-o para brincar em sua casa. Ao final, avaliamos as produções escritas, observando se cada criança considerava os elementos essenciais que comporta um bilhete, apenas alguns aspectos, ou se não conseguia produzir.
Os dados de avaliação metacognitiva das crianças foram obtidos dessas avaliações de leitura e escrita, centrando nas estratégias metacognitivas de planejamento, execução e avaliação. Durante a avaliação, interagíamos com cada criança, fazendo perguntas relativas às atividades propostas e aos conhecimentos e estratégias metacognitivos. Para melhor compreensão das perguntas formuladas, o leitor pode verificar o Apêndice D.
4.3.2 2ª Etapa: Formação.
Uma vez conhecida a realidade da escola, a prática das professoras, os entraves do trabalho pedagógico voltado para um ensino metacognitivo e o nível de aprendizagem dos alunos referente à linguagem escrita, procedemos à etapa de formação, que durou dez dias, no período de 18 a 01 de novembro de 2010, exceto o dia 25 de outubro, feriado na Prefeitura. A formação realizou-se no turno da manhã, de 7 h 15 min às 11 hs, horário de trabalho das professoras na escola.
Para que as professoras pudessem participar da formação sem o comprometimento escolar dos alunos, foram solicitados, junto à Prefeitura Municipal de Fortaleza, por ofício enviado à Secretaria de Educação, em junho de 2010, professores substitutos para assumirem as salas de aulas durante o período da formação com os três professores efetivos.
A Secretaria de Educação só pôde disponibilizar uma professora substituta no mês de outubro. A gestão da escola disponibilizou as outras duas professoras, que estavam lotadas na biblioteca.
Dessa feita, ressaltamos o empenho da Prefeitura na disponibilização de uma professora substituta, o compromisso da gestão da escola em ceder seus profissionais e a disponibilidade das professoras da biblioteca para assumir as salas durante esse período de formação, etapa tão importante na concretização das ações da pesquisa. Essa parceria com a Secretaria de Educação e a escola, sem a qual a formação se tornaria inviável, demonstrou o interesse e a valorização do trabalho da pesquisa desenvolvido na escola.
A pesquisa se caracterizou, portanto, como uma pesquisa-ação, sendo essa etapa de formação essencial à reconstituição e reorganização do trabalho pedagógico. A formação em serviço teve carga horária de 40 horas e se deu de forma coletiva, com as três professoras, e objetivou levá-las a:
a) compreender o que é a metacognição;
b) compreender qual a importância da metacognição para o aluno e para a prática do professor;
c) saber por que é importante o aluno compreender a função da escrita;
d) saber como mediar uma aprendizagem metacognitiva e que condições são necessárias ao desenvolvimento de competências metacognitivas; e
e) elaborar, em parceria conosco, o planejamento mensal, especificando estratégias de mediação que levem o aluno a pensar sobre o sistema de representação gráfica e no tocante à própria aprendizagem.
Na busca desses objetivos, a formação consistiu: 1 no estudo teórico sobre a metacognição;
2 na avaliação dos conteúdos aprendidos na formação e autoavaliação das práticas pedagógicas; e
3 na elaboração do planejamento das práticas.
Na primeira semana, de 18 a 22 de outubro, e no dia 26 de outubro de 2010, foram realizadas seis sessões de estudo teórico com as três professoras, utilizando diversas metodologias, como: discussão de provérbios, exposição dialogada e leitura, análise e discussão de textos por nós sugeridos. No dia 27 de outubro, foi realizada uma sessão de avaliação do conteúdo aprendido da formação e autoavaliação das práticas pedagógicas. Nos dias 28, 29 de outubro e 1º de novembro, as professoras desenvolveram o planejamento mensal do mês de novembro, sob nossa orientação. Detalharemos a seguir cada um desses momentos da formação.