• No results found

Eksempler på velferdskrav/kriterier fra slakteri til produsent

In document Velferdskriterier i reindriften (sider 26-34)

2.3 Velferdskriterier for rein på slakteriet

2.3.4 Eksempler på velferdskrav/kriterier fra slakteri til produsent

No nível de indivíduo foram encontrados 75 casos dos efeitos da exploração de PFNMs, distribuídos entre os quatro parâmetros considerados: “órgãos e fisiologia”, “taxa de

crescimento”, “sobrevivência” e “reprodução”. Foram mais frequentes os casos de alterações

sobre os órgãos ou processos fisiológicos do indivíduo explorado (39%), como, por exemplo, produção de folhas menores (por ex. ENDRESS et al., 2004) e redução das reservas de nutrientes (por ex. HALL; LINDIG-CISNEROS; ZEDLER, 2008). O segundo efeito mais frequente refere-se à probabilidade de sobrevivência dos indivíduos após a exploração (24%) (por ex. PLOWDEN; UHL; OLIVEIRA, 2003) e, logo a seguir, em proporção semelhante (23%), alterações na produção de estruturas reprodutivas dos indivíduos (por ex. ENDRESS; GORCHOV; NOBLE, 2004). O efeito menos frequente neste nível foi sobre a taxa de crescimento dos indivíduos (15%) (por ex. GAOUE; TICKTIN, 2007).

Efeitos da coleta de PFNMs sobre os órgãos e a fisiologia

Com 29 casos, as alterações nos órgãos ou na fisiologia dos espécimes explorados foram os efeitos mais frequentes associados à exploração de frutos, folhas, caules, cascas e raízes no nível indivíduo (39%) (Tabela I.4) Para as demais partes reprodutivas, plantas inteiras, compostos secundários e para o corpo de frutificação de fungos, não foram encontrados estudos.

De maneira geral, há mais evidências (86%; n=29) da existência de efeitos da exploração sobre os órgãos ou processos fisiológicos dos indivíduos explorados, do que evidências que não observaram alterações (14%). Dentre as evidências de alterações, grande parte consiste em efeitos negativos (79%) e poucas em efeitos positivos para a conservação da espécie (7%) (Tabela I.4).

Se considerarmos as partes exploradas, a coleta de cascas (n=12) e de folhas (n=10) foram aquelas com maiores números de casos (Figura I.5). Para a coleta de cascas, todos os casos mostraram efeitos negativos sobre órgãos ou processos fisiológicos dos indivíduos explorados. Diversas espécies de árvores, por exemplo, apresentaram pouca ou mesmo nenhuma recuperação do córtex caulinar após a remoção da casca (DELVAUX et al., 2009).

Dentre os casos que analisaram a coleta de folhas, contudo, há evidências positivas e negativas. Seis casos observaram alterações negativas sobre órgãos ou processos fisiológicos como, por exemplo, espécies de palmeiras que apresentaram redução no tamanho das folhas após a exploração (por ex. ENDRESS et al., 2004; ENDRESS; GORCHOV; BERRY, 2006; O’BRIEN; KINNAIRD, 1996). Em contraste, os demais casos não constataram alterações sobre órgãos ou processos fisiológicos dos indivíduos devido a coleta de folhas (por ex. PEDERSEN, 1996).

Três casos avaliaram os efeitos da coleta de caules (Figura I.5). Um destes observou redução na área foliar da espécie estudada (SANDERS; McGRAW, 2005), enquanto os outros observaram alterações positivas, como maior produção de brotos (SIEBERT, 2000), rizomas e raízes dos indivíduos explorados (VÁZQUEZ-LOPEZ et al., 2004).

Por último aparecem casos de análise da coleta frutos e raízes (Figura I.5). Em relação à coleta de frutos foram encontrados dois estudos, realizados com espécies do gênero

Phyllanthus sp. (Phyllantheae), que indicam que a extração pode levar à menor produção de

frutos, principalmente quando os ramos das árvores são dobrados e cortados durante a extração (SINHA; BAWA, 2002). Os efeitos para a coleta de raízes (n=2) também foram negativos, como, por exemplo, a redução do tamanho das raízes em indivíduos explorados (LARSEN, 2002; PLOWDEN, UHL; OLIVEIRA, 2003).

Figura I.5. Frequência de estudos sobre parâmetros do nível indivíduo de acordo com a parte explorada (n=75)

Efeitos da coleta de PFNMs sobre a sobrevivência

Na escala de indivíduo, as evidências de efeitos da coleta sobre a sobrevivência dos indivíduos explorados (24%; n=75) aparecem em segundo lugar em frequência. Para este parâmetro foram encontrados dezoito casos, distribuídos entre estudos dos efeitos da coleta de todas as partes vegetativas, compostos secundários e para o corpo de frutificação de fungos. Não foi identificado nenhum estudo do efeito da coleta de partes reprodutivas (Tabela I.4).

Dentre as partes vegetativas exploradas, a coleta de cascas (n=5) e folhas (n=5) foram mais estudadas (Figura I.5). Para cascas, todas as evidências mostraram diminuição da probabilidade de sobrevivência após a exploração, como foi o caso do aumento da mortalidade das espécies medicinais C. flanaganii (Schinz) Alston e G. lucida Vesque, especialmente quando o tecido foi retirado de toda a circunferência do tronco das árvores (COCKS; DOLD, 2004; GUEDJE et al., 2003). Para a coleta de folhas (n=5) (Figura I.5), três avaliações, realizadas com uma mesma espécie de palmeira (C. radicalis Mart.), observaram

redução na taxa de sobrevivência dos indivíduos adultos explorados (ENDRESS; GORCHOV; PETERSON; SERRANO, 2004; ENDRESS; GORCHOV; BERRY, 2006), enquanto outros dois casos, também com palmeiras, não observaram alterações (CALVO- IRABIÉN; ZAPATA; IRIARTE-VIVAR, 2009; ZUIDEMA; de KROON; WERGER, 2007).

Em terceiro lugar, com três casos, encontram-se as evidências dos efeitos da coleta de caules (Figura I.5). Dois estudos com espécies diferentes (C. arnhemica K.D. Hill e S.

nitens (Bong.) Ruhland) não observaram alterações na probabilidade de sobrevivência com a

exploração (GRIFFITHS; SCHULT; GORMAN, 2005; SCHMIDT; FIGUEIREDO; SCARIOT, 2007), enquanto o outro estudo, realizado com a espécie I. polyphyllus (Poepp. & Endl.) Körn., chegou a resultado inconclusivo (NAKAZONO; BRUNA; MESQUITA, 2004).

Em quarto lugar, encontram-se análises realizadas para a coleta de raízes (n=2) e compostos secundários (n=2) (Figura I.5). Ambos os casos de coleta de raízes observaram redução na probabilidade de sobrevivência como, por exemplo, o estudo realizado para a exploração das raízes aéreas de H. flexuosa (Kunth) G.S. Bunting (Araceae) ou “cipó titica” (PLOWDEN; UHL; OLIVEIRA, 2003). O mesmo foi observado na coleta de compostos secundários (SOEHARTONO; NEWTON, 2001; VARGHESE, TICKTIN, 2008).

Por fim, há apenas um estudo para a coleta de corpos de frutificação de diversas espécies de fungos comestíveis (Figura I.5), cujos resultados concluem que a exploração não impacta a sobrevivência das espécies em questão (EGLI et al., 2006).

Efeitos da coleta de PFNMs sobre a reprodução

O terceiro parâmetro com mais casos estudados na escala de indivíduo foi a reprodução dos espécimes coletados (23%, n=75), com dezessete avaliações relativas à coleta de frutos, folhas, caules e cascas (Tabela I.4). Não foram encontradas análises dos efeitos sobre a reprodução da coleta de flores, sementes, raízes, compostos secundários e corpos de frutificação.

Os efeitos sobre a reprodução da coleta de folhas foram os mais estudados (n=9) (Figura I.5). Oito destes mostraram que a exploração pode levar à diminuição da reprodução, por exemplo pela redução da fecundidade causada pela coleta de ramos contendo inflorescências ou frutos (por ex. ENDRESS; GORCHOV; NOBLE, 2004; GHIMIRE;

McKEY; AUMEERUDY-THOMAS, 2004), enquanto um caso não observou alterações (GAOUE; TICKTIN, 2008).

Em segundo lugar está a coleta de caules (n=5) (Figura I.5), com duas análises não mostrando alterações na reprodução dos indivíduos explorados (GHIMIRE; McKEY; AUMEERUDY-THOMAS, 2004; SCHMIDT; FIGUEIREDO; SCARIOT, 2007), um observando diminuição (GHIMIRE; McKEY; AUMEERUDY-THOMAS, 2004), outro aumento (SIEBERT, 2000) e o último com resultados inconclusivos (GRIFFTHS; SCHULT; GORMAN, 2005). Tanto os estudos que não observaram alterações quanto aquele que observou redução na reprodução dos indivíduos explorados foram realizados com diferentes espécies herbáceas.

Em terceiro, com dois casos, vem a coleta de cascas (Figura I.5), realizados com duas espécies de árvores (O. usambarensis Engl. e R. kigeziensis Verdc.) e para os quais não houve alterações na reprodução dos indivíduos (BITARIHO et al., 2006).

Por último, encontra-se um único estudo sobre a coleta de frutos (n=1) (Figura I.5), realizado com a espécie P. butyracea Sabine, que mostrou queda na reprodução dos indivíduos explorados (AVOCÈVOU-AYISSO et al., 2009).

Efeitos da coleta de PFNMs sobre a taxa de crescimento

A taxa de crescimento foi o parâmetro na escala de indivíduo com menor número de estudos (15%; n=75), com onze casos dos efeitos da exploração de folhas, cascas e caules (Tabela I.4). Não foram encontrados estudos relativos à coleta da planta inteira, composto secundário, corpo de frutificação ou partes reprodutivas.

Os efeitos da coleta de folhas sobre a taxa de crescimento foram mais analisados (n=6) (Figura I.5), embora a maioria seja com palmeiras. Cinco destes estudos, quatro dos quais realizados com três diferentes espécies de palmeiras, identificaram a redução no crescimento dos indivíduos explorados (por ex. ENDRESS; GORCHOV; BERRY, 2006; FLORES; ASHTON, 2000; O’BRIEN; KINNAIRD, 1996). Outro estudo, realizado com uma quarta espécie, obteve resultados inconclusivos (CALVO-IRABIÉN; ZAPATA; IRIARTE- VIVAR, 2009).

Em seguida aparecem análises dos efeitos sobre a taxa de crescimento da coleta de cascas (n=3) (Figura I.5). Dois estudos, realizados com diferentes espécies de árvores (R.

Kigeziensis Verdc. e O. Usambarensis Engl.) não obsevaram alterações na taxa de

crescimento (BITARIHO et al., 2006), enquanto estudo realizado com uma terceira espécie arbórea (W. salutaris (Bertol.) Chiov.) observou redução desta taxa nos indivíduos explorados (BOTHA; WITKOWSKI; SHACKLETON, 2004).

Por último, encontram-se duas evidências dos efeitos da coleta de caules sobre a taxa de crescimento (Figura I.5), sendo que ambos chegaram a resultados inconclusivos (GRIFFTHS; SCHULT; GORMAN, 2005; NAKAZONO; BRUNA; MESQUITA, 2004).

In document Velferdskriterier i reindriften (sider 26-34)