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5.5 H ÅNDTERING AV MELDINGSVERSJONER I CPP

5.5.2 Eksempler

O ato de avaliação é, segundo diversos autores – Figari (1996), Roegiers (1997), Hadji (1994) Stufflebeam (2000), sustentado em modelos teóricos que preconizam a avaliação de programas de formação, principalmente de formação contínua, através de uma modelização.

Segundo Figari (1996, p.150), “o recurso ao modelo teórico faz parte dos trâmites de investigação”. O modelo teórico permite construir um conjunto de hipóteses de trabalho, a partir das quais se pode desenvolver a elaboração de instrumentos de recolha de dados. Machado (2010,

p.281), refere que o modelo assume, à priori um papel hermenêutico, dando ao avaliador

configurações possíveis para a inteligibilidade do real e, à posteriori, o modelo é também o

instrumento hermenêutico por excelência que permite ao avaliador proceder ao tratamento das informações. Para Figari (1996, p.53) o investigador tem necessidade de um modelo de leitura em que a realidade é lida à luz do processo de referencialização. “A referencialização consiste em assinalar um contexto e em construir, fundamentando-o com os dados, um corpo de referências relativo a um objeto (ou a uma situação), em relação ao qual poderão ser estabelecidos diagnósticos, projetos de formação e avaliações (Figari, 1996, p.52). Neste processo de referencialização, o referente e o referido são colocados em confronto. O referente é o elemento exterior a que qualquer coisa pode ser reportada, referida (Figari, 1996, p.47) e o referido representa “aquilo a partir de quê um juízo de valor é imitido…o referido é uma representação dos

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factos…designa a parte da realidade escolhida como “material” para esta reflexão ou para esta medida (Figari, 1996, p.48).

Figari (2001) propõe o modelo de avaliação designado ICP (Induzido, Construído e Produzido) que, para Machado (2010, p.292), apresenta uma estrutura dinâmica, indissociável e interativa. Trata-se de um modelo dinâmico assente numa sequencialidade irreversível (antes- durante-depois), as três dimensões têm um caráter relacional e interaccional. As três dimensões obedecem a um regime de indissociabilidade imbricadas entre si com zonas de interseção e legitimadas mutuamente. É um modelo interativo, na medida em que as várias dimensões são interdependentes e mutuamente enriquecedoras: o induzido é a base do construído e, por sua vez, este dá origem ao produzido. Por sua vez o produzido, dá origem a novos dados que servem de sustentáculo para se compreender de novo o induzido.

A dimensão do induzido diz respeito ao “conhecimento de fatores determinantes (situações, instruções e limitações), dos atores (representações e funções), das relações (poder e interações) e dos funcionamentos (sistema)” (Machado, 2010, p. 291). Trata-se de um conjunto de determinações que correspondem à vida social, profissional e individual. Na dimensão do induzido a lógica de gestão é o projeto, a função da avaliação é prognóstica e a sequencialidade temporal é “antes”. Na dimensão do construído a lógica de gestão é a aprendizagem, a função da avaliação é formativa, a sequencialidade temporal é “durante” e o contexto de análise é institucional e as estratégias de liberdade. Esta dimensão “designa tudo o que tem a ver com o processo, com a negociação, com a elaboração” (Machado, 2010, p.291). Na dimensão do produzido a lógica de gestão é a avaliação com uma função sumativa que é realizada “depois”. O produzido diz respeito ao processo e aos produtos onde a avaliação adquire um papel central em relação aos efeitos e resultados esperados.

Segundo Machado (2010, p.284), o modelo de avaliação que é proposto por Roegiers (1997), designa-se de modelo de “caixa aberta” pelo facto de haver, por um lado, uma interação com o meio, numa lógica de mútua influência e por outro por permitir delimitar os seus componentes internos para efeitos de análise. Assim, os elementos externos dizem respeito aos referenciais e os elementos internos as componentes que caracterizam a ação. Fazem parte dos referenciais o contexto geral, as necessidades dos atores, o funcionamento da instituição e o quadro normativo. Integram os componentes internos os objetivos, os produtos, os meios: meios efetivos e previstos. Segundo Machado (2010, p.286), o modelo de caixa aberta deve ser considerado em

função das suas características: a reversibilidade, a contribuição múltipla, a simultaneidade e sucessividade, a interatividade e a relatividade dos componentes.

Para Hadji (1994, p.31), o ato de avaliação é um ato de “leitura” de uma realidade observável que se realiza com uma grelha predeterminada que leva a procurar, no seio dessa realidade, os sinais que dão o testemunho da presença dos traços desejados. Por meio dessa grelha são confrontados os dados entre dois objetos: o objeto real e o objeto ideal.

Hadji (1994) apresenta um modelo de avaliação designado de “avaliação plural” em que a avaliação opera no campo das funções. Este modelo realça a temporalidade inerente a todo o processo de avaliação: o tempo antes da ação de formação; o tempo durante a ação e o tempo depois da ação. Na fase antes da ação, a avaliação assume um caráter diagnóstico, prognóstico e preditivo tendo a função de orientar e adaptar estando centrada no produtor (aluno, formando ou aprendente) e nas suas caraterísticas. Na fase durante a ação, a avaliação adota uma função formativa e progressiva com a função de regular e facilitar a aprendizagem, centrada nos processos e nas atividades de produção. Finalmente, na fase depois da ação, a avaliação é sumativa e terminal assumindo a função de verificar e certificar. Trata-se de uma avaliação centrada nos produtos de toda a ação. À medida que decorre uma dada ação de formação, abre-se um conjunto de “janelas de oportunidade” para a intervenção da avaliação, respeitando a pregnância e a instrumentalidade de cada função (Machado, 2010, p.287). Para este autor, os modelos de Figari, Roegiers e Hadji elencados anteriormente, apresentam uma matriz teórica comum: a do modelo CIPP (Context, Input, Processus, Product). Este modelo apresenta quatro etapas fundamentais: 1) Avaliação do contexto; 2) Avaliação dos “inputs”; 3) Avaliação do Processo e 4) Avaliação do Produto (Machado, 2010, p.281).

A avaliação do contexto prende-se com a análise da adequação entre os objetivos previstos e as necessidades identificadas, tendo como base a tomada de decisões de planificação. As operações de avaliação incidem em definir o contexto institucional, identificar a oportunidade de responder a necessidades, diagnosticar problemas e avaliar a adequação dos objetivos às necessidades. Esta primeira operação assume uma decisão de planificação em que as ferramentas utilizadas são a análise sistemática, pesquisas, análise de documentos, entrevistas, testes diagnósticos e a técnica Delphi. A avaliação dos “inputs” visa analisar a adequação das estratégias previstas aos objetivos da ação, tomando como base decisões de estruturação. As operações de avaliação incidem em identificar capacidades do sistema, circunscrever as estratégias alternativas e prever procedimentos. Nesta operação, estamos perante uma decisão de estruturação cujas

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ferramentas utilizadas são as reuniões de equipa, consulta de inventários, visitas, técnicas de planificação e simulações. A avaliação do processo tem como objetivo avaliar a adequação das estratégias realmente implementadas às estratégias previstas. Estas decisões de avaliação são consideradas de aplicação. As operações intrínsecas a este tipo de avaliação visam identificar e prever disfunções do dispositivo, fornecer informações e registar e julgar as atividades de formação. São tomadas decisões de aplicação em que as ferramentas utilizadas são diários, métodos dos incidentes críticos, reunião de equipa, entrevistas e análises de representações. A avaliação do produto pretende analisar a adequação dos resultados obtidos aos objetivos da ação e aos resultados esperados o que permite tomar decisões de revisão. As operações de avaliação prendem-se com o reunir descrições e juízos sobre os resultados e relacionar os objetivos com o contexto, os “inputs” e o processo. Nesta operação são utilizadas ferramentas defendidas pelo método de Tyler, ferramentas capazes de recolher os juízos dos atores sobre os resultados e o relatório final (Machado, 2010, p.283).