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Eksempel på funksjonsoppgave som blir analysert som algebra

O conceito de juventude varia em consonância com o momento histórico, o contexto sócio-cultural observado, as dinâmicas regionais, e também “com os interesses de determinados grupos de pressão e com os limites políticos vigentes” (CHAVES JÚNIOR, 1999, p. 41-42).

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), jovens são indivíduos com idade entre 15 e 24 anos, podendo haver variações nesta faixa de acordo com a realidade de cada país. Entre aspectos que possibilitam apreender a idéia de juventude, Chaves Júnior (1999, p. 42) cita características biológicas, participação no mercado de trabalho e traços culturais marcantes. Incluídos no grupo juvenil encontram-se os adolescentes, aqueles segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (BRASIL,1990) com idade entre os 12 e os 18 anos incompletos.

Chaves Júnior (1999, p. 41-43) indica o campo da Sociologia das Gerações para abordar o tema juventude, considerando que “as ações humanas de cada grupo etário somadas representam a própria totalidade social”, e analisa geração pelo “conteúdo que ela simboliza, que atua como elemento distintivo das demais gerações”, não sofrendo a hegemonia de um determinado grupo e sim como referência a todos os grupos que formam o conjunto social, o que implicaria na existência de conteúdos geracionais próprios. Dessa forma, pelo seu comportamento, pela crítica aberta e radical aos impasses sociais, pela busca do novo, por suas manifestações culturais, a juventude seria, “no conceito de gerações, o grupo etário responsável por determinar, de forma mais veemente, o ritmo da história”.

A preocupação com a juventude tem se expressado em nível internacional principalmente a partir de 1985, definido pela ONU como Ano Internacional da Juventude, com a Resolução 40/14 da Assembléia Geral que propunha um referencial inicial em termos de políticas de juventude, no qual se dava prioridade aos temas participação, desenvolvimento e paz (CHAVES JÚNIOR, 1999, p. 44-45). Dez anos depois, com a Resolução 50/81, a Assembléia Geral da ONU propunha um Programa de Ação para a Juventude até o Ano 2000

juventude2. Entre 1985 e 1995 em torno de 78% dos países membros da ONU definiram modelos de política nacional de juventude, no entanto, apenas 40% deles implementaram um programa nacional de ação (CHAVES JÚNIOR, 1999, p. 45).

A variação na compreensão frente à juventude deriva também das diferentes abordagens teóricas adotadas para seu estudo. Pais (1996, p. 22) aponta a necessidade de o conhecimento sociológico romper com “as representações correntes de juventude” que entendem a cultura juvenil como unitária, enfatizando a importância de serem investigadas as “diferenças sociais” existentes entre jovens ou grupos de jovens. Chama a atenção para duas grandes tendências na abordagem do tema, as quais designa como correntes geracional e classista. Para a primeira corrente “juventude é tomada como um conjunto social cujo principal atributo é o de ser constituído por indivíduos pertencentes a uma dada ‘fase da vida’, prevalecendo a busca dos aspectos mais uniformes e homogêneos [...]” enquanto para a segunda corrente “juventude é tomada como um conjunto social necessariamente diversificado, perfilando-se diferentes culturas juvenis em função de diferentes pertenças de classe, diferentes situações econômicas, diferentes parcelas de poder, diferentes interesses, diferentes oportunidades ocupacionais, etc.[...]” (PAIS, 1996, p. 23).

Ao questionar o alinhamento estrito a qualquer das duas posições descritas acima, Pais (1996, p. 27) aponta para um entendimento no qual “a juventude é um mito ou quase mito que os próprios media ajudam a difundir e as notícias que estes veiculam a propósito da cultura juvenil ou de aspectos fragmentados dessa cultura [...] encontram-se afectadas pela forma como tal cultura é socialmente definida”. Entende também a necessidade de ser considerada a imprevisibilidade das trajetórias individuais, pois “o caráter súbito e imprevisível é essencial à vida”, mesmo que esta também pressuponha a existência de aspectos socialmente condicionantes (PAIS, 1996, p. 51). Respeitando, pois, o pressuposto da diversidade na sua visão sobre a juventude, este autor afirma que “só recorrendo à realidade, só nela

peregrinando, é que consegui a seu propósito construir determinados pontos de vista

[buscando] olhar a realidade através do quotidiano dos jovens” (PAIS, 1996, p. 52).

Segundo Abramo (1997, p. 26), a partir da década de 80, no Brasil, “instituições e agências de trabalho social” dedicaram-se mais intensamente ao trabalho com a juventude que o próprio governo, mesmo caracterizando essa ação pelo viés da concepção de juventude

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“Existência de mecanismos de consulta e participação, disseminação adequada de informação para diversas esferas juvenis, monitoramento e avaliação das ações.” (CHAVES JÚNIOR, 1999, p. 45).

como potencialmente perigosa e focalizando-a prioritariamente pelos seus problemas, isto é, direta ou indiretamente tomando o jovem como problema.

No Brasil, é possível localizar algumas ações direcionadas aos jovens, porém não se detecta uma política efetiva voltada para a juventude. A criação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, em 1990, possibilitou uma melhoria no atendimento a esta população, bem como o surgimento de projetos e políticas, mesmo que parciais, voltados às crianças e adolescentes, principalmente a partir da implantação dos Conselhos de Direitos e Tutelares.

No entanto, na realidade brasileira de extrema desigualdade e concentração de riqueza, direitos básicos não são usufruídos por grande parcela de pessoas, enquanto que uma minoria pode usufruir de bens materiais e simbólicos vedados aos demais. Estes aspectos não podem deixar de refletir na condição de ser jovem em tal sociedade, promovendo diferentes vivências desta condição. Esta compreensão abre outras possibilidades de compreensão da juventude, inserindo-a mais amplamente na vida social e possibilitando uma aproximação às múltiplas experiências que ela comporta.

As compreensões acerca da juventude constroem-se histórica e culturalmente, passando por transformações à medida que a sociedade se desenvolve e reorganiza. Dayrell (2003, p. 40-41) alerta para a existência de algumas “imagens” sobre a juventude que mais confundem do que contribuem para sua compreensão. Entre elas destaca a visão do jovem como um “vir a ser”, com a conseqüente negação do seu “presente vivido” como “espaço válido de formação, assim como as questões existenciais que eles expõem”. Uma segunda imagem refere-se à “visão romântica da juventude”, “tempo de liberdade, de prazer”, “marcado pelo hedonismo e pela irresponsabilidade” que se articula à terceira imagem entendida/descrita como sendo este um “momento de crise” e de “distanciamento da família”.

Sua preocupação centra-se na constatação de que, através dessas imagens, torna-se presente o risco de analisar os jovens por um aspecto negativo, ou seja, a partir daquilo que eles ainda não são ou do que lhes falta. Propõe, em contrapartida, pensar a juventude considerando as especificidades sociais e de representação envolvidas no conceito/categoria.

Juventude pode ser entendida como “parte de um processo mais amplo de constituição de sujeitos”, com especificidades e “uma importância em si mesma” (DAYRELL, 2003, p. 42). Nesta compreensão, mudança ou transformação deixam de ser concebidas como atributos próprios da juventude, isto é, de uma determinada fase da vida, e passam a ser característica humana, presentes durante toda a vida de modos diversificados. Neste sentido, a adolescência marca o início da juventude, com suas características relacionadas às mudanças e novas aquisições nos aspectos corporal, sexual, afetivo e relacional.