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Eksempel på anvendelse av genetisk algoritme

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8 Heuristiske metoder

8.4 Eksempel på anvendelse av genetisk algoritme

É possível inferir que a preocupação com o uso dos recursos informatizados debruça-se sobre o abismo social que se pode criar entre os usuários e não usuários, inclusive como a conectividade oferecida pela rede mundial de computadores tanto pode estar a serviço comunidades de informação, pesquisa e entretenimento, como pode ser meio global de manipulação, favorecendo o empobrecimento cultural e a dominação política, intensificando os já estabelecidos desequilíbrios econômicos.

A ação docente voltada para a autonomia e empoderamento dos estudantes pode ser favorecida com o trabalho com projetos. O trabalho com projetos permite o desenvolvimento da aprendizagem significativa, incentiva os alunos a relacionar o que estão aprendendo com os conhecimentos e experiências que já possuem, incentivam a perguntar e apresentar questões que de algum modo lhes interessam e lhes dizem respeito por meio da ênfase no protagonismo juvenil e incentivo na participação com responsabilidade do processo de aprendizagem. Essa proposta de Dewey (1959a, 1959b) considera que o processo de interação grupal é determinante o aprender; se em princípio a escola não conta com recursos pedagógicos além dos que normalmente são encontrados fora de seus muros, a distinção

12 A esse respeito é sobejamente conhecido o comportamento refratário dos professores ao uso das Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo para estudarem juntos, discutirem projetos e construírem as transformações necessárias em sua prática cotidiana.

reside na forma como são organizados. Nesse sentido, não há como a escola rechaçar o uso de novas tecnologias, por exemplo, como ocorre com grande freqüência.

Dewey (Ibid.) criticava a instituição escolar por isolar as disciplinas das experiências da vida, e, portanto, constituindo-se um espaço de fornecimento de informações remotas e divorciadas da realidade do aluno, sendo essa a raiz da formalização, limitação e restrição da educação escolar. Ao contrário, diria Dewey, a escola deve lidar com os elementos da realidade concreta, de modo a favorecer o “aprender fazendo” de maneira significativa, repudiando a assimilação passiva de instruções transmitidas em geral verbalmente e reafirmando a importância da experiência para o aprender significativo, o aprender fazendo, o aprendizado pela ação.

Teoria e prática devem andar juntas. A reflexão sobre a experiência, própria do processo de conhecer e da construção do saber, é a condição para se restaurar a unidade e integração do humano em relação ao meio. A produção do conhecimento ocorreria a partir da investigação da experiência humana, um processo que se inicia com uma atitude de perplexidade e que se encerra com a resolução desta situação; enquanto tal perplexidade é uma situação indeterminada em que o conhecimento é o elemento de controle da situação, algo que acontece e me perturba de alguma maneira torna-se meu objeto de investigação. Tão logo apuro o que ocorreu, retomo o controle sobre minha momentânea desestruturação, restabelecendo meu equilíbrio.

O trabalho com projetos pressupõe a experiência (ação), reflexão (de sorte testar hipóteses elencadas) e depuração, processo que se compara os resultados obtidos com os esperados, corrige-se os eventuais erros e, por fim, a generalização, pois todo novo conhecimento possui conexões com conhecimentos já adquiridos anteriormente (FAGUNDES et alli, 2002).

Tais experiências, para ter significado educativo precisam motivar o desejo de aprender, requerem da parte do docente, preparação para compreender como o aluno aprende e respeitar suas escolhas no desenvolvimento da solução das situações problema. Pela experiência se une teoria e prática, unificando o espírito humano. Se tal é a realidade do gênero humano (capacidade investigativa, criativa), como explicar as desigualdades? A esse respeito, Dewey (2001, p.190), escreveu:

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Na verdade o alegado status quo resume-se na expressão ‘individualismo cru’. Parte-se - ou partiu-se - do princípio que vivemos numa sociedade economicamente livre, na qual cada indivíduo tem oportunidades iguais para desenvolver suas iniciativas e outras capacidades e que a ordem legal e política é desenhada e calculada de modo a promover esta liberdade igualitária de todos os indivíduos. A liberdade econômica, para a vasta maioria da população, ou não existe ou é precária. Dada a sua ausência e a intangibilidade para a maioria, a liberdade política e cultural tem sido minada.

Consciente de seu tempo, Dewey tinha clareza que as mazelas humanas são fruto da ordem econômica e se mostrava consciente da condição da escola enquanto instituição do Estado representante dos interesses dos condutores desta ordem:

[...] não creio que as escolas possam ser, literalmente, construtoras da nova ordem social [...] participarão, concretamente e não idealmente, na construção da ordem social do futuro à medida que se forem aliando com este ou aquele movimento, no seio das forcas sociais existentes. [...] Se a escolha dos (as) professores[as] é aderir às forças e condições envolvidas na luta pela transformação do controle social do capitalismo – econômica e política - raramente haverá um momento durante o dia em que eles (as) não tenham a oportunidade de fazer a sua boa escolha no decorrer da ação. Se a escolha é consciente e inteligente, os(as) professores(as) descobrirão que tal escolha afeta os detalhes da administração e disciplina escolar, os métodos de ensino e ainda os métodos de seleção e ênfase de uma determinada matéria escolar [...] (Id., Ibid., p. 192)

Apesar de o autor americano não propor o fim da ordem capitalista, como o italiano Gramsci, não há como negar a convergência entre suas proposições que nos remetem ao professor crítico-reflexivo. O trabalho pedagógico que privilegia projetos coletivos de aprendizagem contribuiria, sob essa perspectiva, com o comportamento colaborativo, necessário para forjar a solidariedade do grupo, além de permitir que os alunos aprendam a pensar de forma autônoma e protagonista, assumindo a responsabilidade seus atos. Esse princípio é importante para Papert que o considera fundamental para uma aprendizagem significativa, só possível em um ambiente no qual os atores envolvidos, professor e estudantes, realizem experiências segundo o processo ação-testagem-depuração- generalização.

O princípio construcionista elaborado por Seymour Papert retoma o pensamento do autor americano ao considerar que a aprendizagem com tecnologia não acontece a partir de um terreno inexplorado, mas parte do conhecimento que o aluno detém na construção de projetos de seu interesse e que sejam significativos em seu contexto social, como enfatiza Paulo Freire em inúmeros trabalhos, desde Pedagogia do Oprimido.

O trabalho com projetos respeita os diferentes estilos e ritmos de trabalho dos alunos desde a etapa de planejamento, escolha do tema e respectiva problemática a ser investigada. Professor e alunos são parceiros na realização da proposta de pesquisa, em que as questões de investigação são formuladas pelos sujeitos envolvidos levando em conta suas dúvidas, curiosidades e indagações, considerando seus conhecimentos prévios, valores, crenças, interesses e experiências; o docente fomenta a consciência de suas dúvidas temporárias e certezas provisórias, orienta na articulação das informações e no gerenciamento do desenvolvimento do projeto, promove um ambiente de confiança e respeito ao pensamento divergente, de maneira que o grupo tome consciência dos conflitos e da importância do erro na construção do conhecimento, o que favorece a criação da capacidade crítica e autonomia, mas também tolerância ao pensamento divergente, convergindo para o desenvolvimento do espírito democrático.

Tal proposta pedagógica requer um professor pesquisador, o que demonstra a atualidade do autor norte-americano, porque atualmente o paradigma do professor reflexivo, que reflete sobre sua prática, é uma realidade a ser conquistada. Slogan repetido e discutido ad

infinitum muitas vezes sem a devida reflexão sobre as implicações de sua concretização, que além de metodológicas, são epistemológicas, ainda que não haja dúvidas sobre a necessidade de um preparo crítico e adequado à realidade na qual o docente deverá atuar, seu contexto sócio-político e econômico e as políticas educacionais adotadas.

A idéia de trabalho com projetos se aproxima do pensamento de Vieira Pinto (1979, p. 446) que apontava a realidade como o ponto de partida para a compreensão dos processos de aquisição de conhecimento por parte do homem que trabalha (idem, p. 341), ainda que esse autor criticasse o pragmatismo norte-americano por não conseguir ir além dos limites do liberalismo econômico.

Há homens que lutam um dia e são bons Há outros que lutam um ano e são melhores Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons Mas há aqueles que lutam toda a vida Esses são imprescindíveis

CAPÍTULO IV

OS PROFESSORES E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS. ESPÍRITOS

INQUIETOS BUSCAM AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

E COMUNICAÇÃO

O objetivo principal dessa análise de dados é explicitar como estes sujeitos compreendem a tecnologia na escola e significados lhes atribui e como a percepção desses docentes contribui para a incorporação das novas tecnologias na sua prática pedagógica, tendo como ponto de partida as suas historicidades que conferiu sentido e direção. Partiu-se de um panorama em que a profissão docente foi colocada como alternativa profissional, dos problemas que estes docentes reconhecem no interior da realidade em que trabalham e, por fim, do sentido que atribuem às novas tecnologias nesse contexto.

Um mesmo bloco de depoimentos permitiram se relaciona com distintos elementos de análise e categorias e, por esse motivo, um mesmo trecho poderá aparecer diversas vezes para subsidiar análises diferentes. Os depoimentos dos sujeitos investigados apresentam uma comovente convergência, inclusive em sua crença na contribuição da educação para a superação dos fatores de exclusão da população atendida pela escola pública.

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