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4. Teori

4.5. Eigenskapar ved innovasjonar og deira adopsjonsrate

Esta ampliação de discussão nos coloca diante de outra possibilidade de se compreender e conceituar a extensão universitária: A extensão como trabalho social, defendida por Melo Neto (1996), o mesmo apresenta a extensão como um trabalho social ou uma prática social. “Um trabalho de busca do objeto para a pesquisa e para o ensino, se constituindo como possibilidade concreta de superação da pesquisa e ensino que são realizadas fora da realidade objetiva” (MELO NETO, 1996, p. 10-19). Para tanto, faz-se necessário um novo pensar sobre o fazer universitário, ou seja, um novo olhar, uma nova postura que revele a mobilização da comunidade acadêmica em direção a uma prática comprometida com o social. Melo Neto (2001) considera a ideia de uma “extensão a serviço de um processo transformador, emancipatório e democrático; e ainda, de uma extensão desenvolvida no diálogo e no respeito à cultura local”.

O sentido atribuído a esta concepção é de um trabalho social útil, constituindo-se em um processo educativo, cultural e também científico, voltado para a comunicação, tendo suas afirmações ancoradas pelo processo dialógico na perspectiva freireana. Neste sentindo, o trabalho nessa concepção está ligado diretamente à classe subalterna, levando o mesmo a ser condutor da organização dos seus diferentes setores, o trabalho com foco organizacional. Partindo deste princípio, a universidade e a comunidade devem ser as possuidoras do produto desse trabalho.

Como nos afirma Melo Neto (1996, p. 15):

Sendo trabalho social e útil, a efetivação da extensão gera um produto que transforma a natureza, na medida em que cria cultura. É um trabalho imbuído da sua dimensão educativa. O produto desse trabalho, todavia, passa a pertencer tanto ás equipes dos projetos de extensão, à universidade, quanto à própria comunidade ou aos grupos comunitários, para aplicação na organização de seus movimentos.

A fala acima nos coloca diante da possibilidade de superação da alienação formada pela não posse do produto do trabalho por parte de seus produtores, explicita no modo de produção capitalista. O que está sendo proposto, contudo, é que todos os produtores devem apropriar-se desse produto de trabalho, aqui discutido, que é o saber. Vale ressaltar que o trabalho nessa dimensão educativa se firma como instância fundamental na vida da sociedade. É por meio do trabalho que o sujeito assegura as condições materiais de sua subsistência.

Indo por este caminho o trabalho torna-se, portanto, fator de criatividade do humano. Marx (1983) apresenta neste contexto o trabalho numa perspectiva natural, considerando-o

como uma relação do homem com a natureza, porém defende também que antes de qualquer coisa o trabalho é um processo. “Antes de tudo, o trabalho é um processo entre o homem e a natureza, um processo em que o homem, por sua própria ação medeia, regula e controla meu metabolismo com a natureza” (MARX, 1983, p. 149). Sendo assim, entende-se que o trabalho dá significado a ação social, tornando-se um ponto de partida, para elevação das relações sociais espécie da humana. Essa afirmação está ligada diretamente ao que Melo Neto (1996) apresenta: “O trabalho torna-se uma relação social já a partir da relação estabelecida com a natureza, indicando nas relações de produção também expressas nas atividades de extensão, o caráter social, indissociável, que acompanha o processo de trabalho”.

O trabalho vai constituindo-se como uma relação social, á partir das relações que vão sendo estabelecidas com as relações de produção também expressas nas atividades de extensão, o caráter social indissociável que acompanha esse processo de trabalho. Assim, Melo Neto (1996, p.30) nos diz que:

A medida que a extensão universitária pode ser apresentada como trabalho, exige-se desse trabalho a superação da simples relação primeira do homem com a natureza. O trabalho realiza-se como processo constituído através das relações sociais- trabalho social útil.

A extensão expressa pela realização do trabalho social útil pode proporcionar a efetivação e desenvolvimento dentre seus participantes da necessidade da conquista da cidadania. Uma cidadania pautada no processo de formação do cidadão crítico e consciente, enquanto sujeito de transformação, ultrapassando o poder contemplativo da natureza, buscando ser um sujeito ativo, participativo. Uma busca de cidadania por meio da participação ativa e consciente do sujeito.

Nesta perspectiva, o trabalho social útil não é exercido apenas pelos membros que formam a Universidade, ele passa a ter uma dimensão externa à universidade, que integra

nesse processo a participação dos membros da comunidade em seus movimentos sociais. Melo Neto (1996) afirma que:

A extensão configura-se e concretiza-se como trabalho social útil, imbuído da intencionalidade de pôr em mútua correlação o ensino e a pesquisa. Portanto, é social pois não será uma tarefa individual; é útil, considerando que esse trabalho deverá expressar algum interesse e atender a uma necessidade humana. E, sobretudo, é um trabalho que tem na sua origem a intenção de promover o relacionamento ensino e pesquisa. Nisto, e fundamentalmente nisto, diferencia-se das dimensões outras da universidade, tratadas separadamente: o ensino e a pesquisa. Como trabalho social útil, a extensão expressa-se sobre a realidade objetiva e seu produto aos produtores retorna.

Neste sentido, a citação acima nos revela que nessa perspectiva a extensão é uma tarefa coletiva e intencional, que se torna útil à medida que vai atendendo a necessidade dos envolvidos na mesma. Sendo assim, se considerarmos o saber como um trabalho social útil, o produto proveniente deste saber voltará a seu produtor, pois constrói-se uma relação mútua.

Tendo apresentado algumas concepções que nos ajudam na compreensão da Extensão Universitária, vale salientar que a mesma foi imprescindível para que pudéssemos situar o projeto, ou seja, nosso lócus de pesquisa.