Os sujeitos participantes desta pesquisa foram professores, Diretor da DRCA, Secretária da DRCA e alunos. Quanto a estes, foram seis estrangeiros, que tiveram participação direta, na forma de entrevista e questionários, e dois, indiretamente, numa conversa que denominamos de “informal”. Quanto aos professores, entrevistamos uma professora, a qual participou da fase de implantação da universidade, chamada Jaqueline Freire que aqui será identificada como Professora do ICEN, e o professor responsável pelo “GT – Formação de Professor”.
3.4.1 Professora do ICEN
A professora do ICEN foi uma das 15 primeiras selecionadas, no primeiro concurso para ingresso de docentes, efetivos, brasileiros, a constituir a UNILAB, ocorrido em 2009. Ela participou da elaboração do Estatuto, não das diretrizes. As diretrizes foram
elaboradas pela Comissão de Implantação, escolhida diretamente pelo ministro da Educação à época. Já era professora da Universidade Federal do Pará e teve experiência internacional, com estudantes de Guiné-Bissau, pois trabalhou naquele País, dois anos, a serviço da Universidade Federal do Pará.
3.4.2 Professor do “GT – Formação de Professores”
O professor Jaques Therrien entrevistado tem formação em Pedagogia, é estrangeiro, canadense, e professor aposentado da UFC, que, logo após se aposentar, recebeu o convite para participar da Implantação da UNILAB, para participar no Grupo de Trabalho responsável pela Formação de Professores. Teve um papel muito importante no início da instalação da UNILAB, pois em vários momentos atuou como articulador, em ocasiões de conflito que aconteceram durante os trabalhos de implantação da universidade.
3.4.3 Diretor do DRCA
O Diretor da DRCA, chama-se Fábio Paulino de Oliveira, é um jovem, de aproximadamente, uns 28 a 30 anos. Está na UNILAB desde 2012. Fez o concurso em 2011, mas tomou posse no início de 2012. Antes de trabalhar na instituição investigada, teve experiência na Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. Ele é pernambucano, formado em Letras e passou na UNILAB para o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais. Mora em Redenção. O fato de já ter trabalhado em ambiente universitário dá-lhe oportunidade para comparar as duas instituições. Há uma ocasião em que ele cita que as realidades das duas universidades são bem distintas.
A entrevista, assim como as demais, também foi semiestruturada. E foi pedido para falar, inicialmente sobre: O perfil socioeconômico dos estudantes, lusofonia, as diretrizes gerais da UNILAB, integração, interiorização, metodologia, pretagogia, interiorização, da experiência de trabalhar na UNILAB e o conhecimento sobre Agostinho da Silva.
3.4.4 Secretária da DRCA
A entrevistada é Secretária da DRCA, chama-se Renata Aguiar Nunes, trabalha há dois anos e 8 meses na UNILAB é Técnica em Assuntos Educacionais e é formada em Letras. Sua experiência anterior foi como professora. Foi uma entrevista que durou dez minutos,
gravada, semiestruturada, e foi-lhe perguntado se acreditava no Projeto UNILAB.; outra pergunta foi sobre a integração: se, na opinião da entrevistada, existia integração entre a comunidade acadêmica, professores, alunos. Foi pedido que falasse sobre o tema da lusofonia, de como a definia e, por último, sobre a experiência de trabalhar na UNILAB, especialmente, o sentimento de pertença à instituição.
3.4.5 Alunos guineenses
Salientamos que, inicialmente, foi feita uma entrevista com um aluno guineense, individual, pois este se recusou a responder ao questionário, enquanto quatro preferiram colaborar com este instrumento; Acrescentamos que, dos quatro alunos respondentes do questionário, dois deles também participaram de entrevista coletiva. Para efeito de identificação, chamamos o aluno, que respondeu somente à entrevista, de João; quanto aos que responderam somente ao questionário, chamamos de Lucas e Tiago; os outros dois que participaram de entrevista coletiva e questionário, chamamos de Jesus e Mateus.
A entrevista coletiva aconteceu, naturalmente, sem ter sido programada, no térreo do Bloco novo do Campus dos Palmares. Enquanto João concedia a entrevista, os demais alunos guineenses respondiam, quase que de forma grupal, ao questionário para a pesquisa. Quando aqueles terminaram, João ainda estava sendo entrevistado e, para não deixar a oportunidade passar, aproveitamos e entrevistamos Jesus e Mateus, coletivamente.
3.4.6 Aluno angolano
O aluno angolano, identificado como Felipe, encontrava-se no último trimestre do curso de Ciências da Natureza e Matemática, com habilitação em Biologia, já concluído o estágio, aguardando apenas o período da colação de grau, pois tinha feito sua última prova (no período em que estivemos no Campus, o trimestre estava findando. Alguns ainda se encontravam fazendo prova, mas, no caso de Felipe, já tinha terminado suas atividades).
3.4.7 Alunos do Curso de Engenharia Renovável
Conversamos de modo informal, como já mencionado, com dois estudantes, uma aluna e um aluno, do curso de Engenharia Renovável, notadamente, sobre as categorias integração, interiorização e currículo de seu curso.
Dessa forma, com base no conjunto de dados composto pelos contatos estabelecidos com o campo, por meio da escuta aos sujeitos que protagonizam o cenário educativo da instituição, e com arrimo nos documentos norteadores (lei de criação, estatuto, diretrizes gerais e projeto político-pedagógico) que compõem a matriz teórico-metodológica da UNILAB, são postos à luz do remonte do pensamento de Agostinho que procedemos nesse estudo. Documentos norteadores (lei de criação, estatuto, diretrizes gerais e projeto político- pedagógico) que compõem a matriz teórico-metodológica da UNILAB são postos à luz do remonte do pensamento de Agostinho que procedemos nesse estudo. A seção seguinte, alia tais informações aos objetivos desejados na pesquisa.
4UNILAB: DADOS EMPÍRICOS DA PESQUISA À LUZ DO PENSAMENTO DE