5. Produktspesifisering
9.4 Egenvurdering med seleksjonsmatrise
As expressões faciais são produzidas através da contração dos músculos da face que criam configurações faciais específicas. A aprendizagem de expressões faciais envolve mudanças na coordenação dos músculos faciais até surgirem configurações e padrões de ação faciais novos.
A aprendizagem da expressão facial é frequentemente foco de atenção por parte das teorias de desenvolvimento emocional. Estas teorias diferem na importância que atribuem aos fatores inatos versus ambientais e às alterações provocadas pela idade (Messinger, Oberwelland, Mattson & Ekas, 2011).
Segundo a Teoria da Aprendizagem, o desenvolvimento da expressão facial depende de processos como a imitação e o reforço. As crianças parecem imitar a
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abertura da boca e a protrusão da língua. A imitação precoce permite às crianças produzir vários tipos de expressões faciais que elas percecionam dos outros. A imitação e o reforço tornam-se assim necessários para o desenvolvimento de múltiplas expressões faciais. Por outro lado, a Teoria da Emoção Discreta sustenta que, cada emoção é representada por uma expressão facial própria. Após os primeiros meses de vida, os bebés possuem as mesmas expressões emocionais que os adultos. As mudanças nas suas expressões faciais resultam da maturação e da influência das regras de exibição social. As Teorias Cognitivas sobre a aprendizagem da expressão facial sugerem que os recém-nascidos possuem à nascença três expressões emocionais primárias: angústia, prazer e interesse. Tal como as funções cognitivas se vão complexificando com o desenvolvimento, também as expressões faciais vão-se tornando mais diferenciadas e mais ligadas a contextos específicos ao longo do crescimento. Os conceitos cognitivos que são necessários para desenvolver as emoções básicas de surpresa, interesse, alegria, raiva, tristeza, medo e aversão começam a surgir por volta dos 6/8 meses de idade e consistem em habilidades de perceção e representação (Messinger et al., 2011). Já as Teorias Funcionalistas da emoção veem as expressões faciais como componentes da emoção. A emoção é conceptualizada como uma tentativa de estabelecer, manter ou alterar relações significativas entre a criança e as suas circunstâncias (Campos, Frankel & Camras, 2004). Sendo assim, as expressões faciais, são parte de um sistema de comunicação que permite alterar ou manter essas relações significativas. Uma perspetiva funcionalista analisada de um ponto extremo, sugere que as expressões faciais não necessitam de ter qualquer ligação intrínseca com a emoção. Assim, as expressões faciais podem ou não estar ligadas a processos emocionais subjacentes. Estas teorias enfatizam o papel dos processos de socialização no desenvolvimento das expressões faciais. Por fim, o modelo de Internalização da Emoção defende que, numa fase inicial da vida humana, as expressões faciais externas têm como objetivo a comunicação social e são interiorizadas como sinais emocionais para o indivíduo. Durante este processo, as imagens simbólicas intrapsíquicas formadas são usadas para regular o comportamento (Holodynski & Friedlmeier, 2010).
As expressões faciais da emoção são idênticas, o que varia, desde o nascimento e ao longo da vida, é a sua frequência e intensidade. Na vida adulta, a adaptação
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emocional está amadurecida, o que não se verifica na infância. Logo após o nascimento, o programa emocional vai ampliar-se e desenvolver-se em função do contexto, sendo o primeiro ano de vida um momento crucial (Freitas-Magalhães, 2011).
Segundo Rosenstein e Oster (1988), antes do nascimento, os fetos já possuem todos os músculos faciais utilizados nas expressões faciais na idade adulta e a capacidade de os contrair. No entanto, as crianças aparentam ter um repertório limitado de expressões faciais capazes de produzir no nascimento. Os recém-nascidos sem experiências de sabor respondem a estímulos sensoriais com expressões faciais específicas. Por exemplo, as respostas dos neonatos perante um líquido doce foram caracterizadas por uma expressão facial relaxada, enquanto que, as respostas a um líquido ácido e amargo foram caracterizadas por ações como a testa franzida e o nariz enrugado.
Desde o nascimento que o bebé expressa as suas emoções, porém, as negativas não são expressas de forma tão diferenciada e nítida como por exemplo, a emoção positiva alegria (Freitas-Magalhães, 2011). A literatura descreve que, a partir da segunda semana de vida, as crianças começam a exibir um sorriso que envolve a constrição do músculo à volta do olho. Este sorriso ocorre especialmente, mas não exclusivamente, durante o sono e os estados de sono e não parecem ser respostas a estímulos ambientais. Os sorrisos infantis aparecem inicialmente como respostas a estímulos percetivos, como os sons agudos. Com o desenvolvimento do reconhecimento de estímulos visuais, tal como o contorno da face humana, começa a emergir a preferência do sorriso perante este tipo de estímulos.
Com cerca de 2 meses de idade, os bebés começam a dar atenção à face do cuidador decorrendo daí os primeiros sorrisos sociais. Durante a interação face-a-face, o sorriso infantil desenvolve associações cada vez mais específicas com o contexto social. Entre o primeiro e o sexto mês de vida, o sorriso do bebé envolve a constrição dos músculos ao redor dos olhos e a abertura da boca torna-se cada vez mais frequente quando a criança está olhar para o cuidador a sorrir. Com cerca de 8 meses, os bebés
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começam a sorrir para e em situações interessantes para eles e, em seguida, olham para um adulto, continuando a sorrir. Esse padrão sugere que as crianças estão a sorrir com o objetivo de partilhar a situação vivenciada.
Entre os 3 e os 4 anos de idade, quando as crianças são bem-sucedidas em contexto de jogo e quando olham para um adulto amigável ou para os pares, tendem a usar sorrisos mais fortes e sorrisos de Duchenne, que envolvem a constrição do olho. Crianças entre os 6 e os 8 anos tendem a diminuir a intensidade com que demonstram as suas expressões de alegria e deceção quando estão sozinhas. Tal como previsto pela Teoria da Internalização da Emoção, em crianças mais velhas, são necessários níveis mais baixos de expressão para regular o seu comportamento (Holodynski & Friedlmeier, 2010; Messinger et al., 2011).
Relativamente às emoções negativas, pelo menos, durante o primeiro ano de vida, a expressão cry-face, em que as sobrancelhas são desenhadas em conjunto e os cantos do lábio estão retraídos, constitui a expressão de emoção prototípica negativa. As expressões faciais infantis de medo e raiva parecem ser variantes da expressão cry-face. Há evidências de que entre os 4 e os 12 meses de vida, essas expressões faciais tornam- se cada vez mais associadas a situações suscetíveis de provocar as emoções correspondentes (Bennett, Bendersky & Lewis, 2005).
Expressões como o medo, a tristeza e a cólera são facilmente constatáveis na primeira infância, sendo que esta última é muito manifestada no primeiro ano de vida (Freitas-Magalhães, 2011). Por outro lado, a emoção surpresa é caraterizada pela falta de associações claras entre a emoção e a circunstância que a provoca. Apenas metade das crianças com 1 ano de idade apresenta uma expressão facial de surpresa que envolve as sobrancelhas levantadas e a boca aberta em resposta a um acontecimento inesperado.
As investigações destacam a relevância do contexto na atribuição de emoções e consequentemente expressões faciais adequadas. Assim, é de extrema importância que a pesquisa sobre as expressões faciais na infância se faça acompanhar de descrições
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detalhadas dos contextos emocionais a fim de se perceber como se desenvolvem estas ligações (Messinger et al., 2011).